Se por vezes me questiono sobre a necessidade de alguma coragem para um Português atual se envolver, mesmo que esporadicamente, com o idioma francófono, não tenho qualquer dúvida de que aplicar a língua de Asterix e Obelix neste pais – onde a mentalidade “tuga” ainda polula – exige no mínimo e sem dúvida de ousadia.
O tema do dia hoje pelo Facebook passou por aqui.
A coreografa e professora de dança Vanda Costa ousou concluir um espetáculo de dança, de forma sublime ao som do tema “Le Sens de La Vie” da artista Tal, a “Rihanna francessa” (chamemos-lhe assim) e como tal, diz que não se livrou de ser questionada sobre o uso do francês ali.
Nada que se estranhe entre o Mui Nobre Povo. Apenas mais um apanágio dum pais complexado por muitos dos “seus” , entre outros. Um povo mais enebriado por gostos prosaicos, bafejados por demasiadas americanadas boçais ou inglesadas banais. São os yes man atuais.
Com a foto no topo, entretanto partilhada no FB da Gisleuda Gabriel, se poupa o meu parlapié. Azar de quem a não sabe “ler”.
PS: mas se até a artista no videoclip oficial (link) comete o contrasenso de ostentar Nova Yorque… Há quem não se importe de descer uns degraus. Perdoai-lhes Senhor…
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Este post pode ser lido na continuação de Os Portugueses continuam a saber rir de sí mesmos… et “c’est ça que c’est bon!”
Paulo Jerónimo

Comments
3 responses to “Vie Sans Sens Ou Sem Senso de Vida”
A publicidade esta’ exagerada; E’ publicidade! As unicas linguas europeias que crescem em numero de falantes sao o Espanhol e o Portugues.
Nao sei quem é a cantora. Nunca tinha ouvido. Também não interessa muito para o que quero escrever.
Não vejo em quê os emigrantes podem complexar… tanto mais que são oriundos de varios paises. Como também não entendo que se chame emigrante a que tem documentação Portuguesa.
O Frances é lingua de cultura e de ciencia. Talvez seja bom não esquecer que a França é uma potencia espacial, pioneira em muitos dominios informatica, matematica, biologia, genetica… Mas a França também é a patria dos direitos humanos, dos filosofos… Talvez nao se queira que os Portugueses se instruam… Aceder à cultura Francesa é em certa medida aceder à laicidade ao direito do solo e nao do sangue… A França ainda continua a ser uma terra de acolho.
Nao existe qualquer mentalidade tuga. Existe um país que sofreu 50 anos de fascismo… Um país que viu graças a um ministro socialista ser criado um ministério da cultura em 1995 e que viu este mesmo ministerio acabar de ser fechado. Por razoes de finanças publicas dizem.
Quantas ruas Souza Mendez havera’ em Portugal?
Nuno
Olá Nuno,
Muito obrigado pelo teu comentário.
Tens razão, a referencia a emigrantes no texto estava algo distorcida para o que pretendia exprimir e tornava demasiado ambígua a minha ideia.
Explana lá melhor os teus conceitos de “emigrantes” portugueses, que eu voltarei aqui à caixa com mais tempo também.
Ab.
Ola’ Paulo,
Não tenho quaisquer conceitos sobre a emigração. Apenas me lembrei que houve 10 ou coisa assim circulos eleitorais para as presidenciais Francesas e que a França não denomina os seus cidadãos de emigrantes, mas de expatriados. Não sei qual termo é melhor e não me interessa muito. E’ também interessante saber que a diaspora portuguesa tal como a chinesa esta’ espalhada pelo mundo, por exemplo. E até os filhos… se tens dinheiro para viajar, vais para a aldeia, a vila ou Nova Iorque, ou Praga, ou Veneza, São Paulo…?
Note-se, todavia, uma grande diferença: Os Franceses do estrangeiro desde que começam a terem filhos em idade escolar regressam a França. E’ um movimento totalmente contrario ao da emigração Portuguesa. Até a propria 1a geração não esta’ muito decidida a viver a reforma em Portugal. Ha’ os filhos, os netos que ficariam longe… São sobretudo as mulheres que são as mais reticentes, ja’ que a condição da mulher em Portugal fora da urbanidade não parece ser top.
Existe depois o conceito de “luso descendente” que é totalmente incompreensivel, além de historica e cientificamente ser um absurdo. Quando penso na 3a geração é efetivamente um absurdo. Mas sobre isto, especificamente escreverei…
Ab
Nuno