Para onde vou, o quê é que eu faço? Abotou a camisa, apertou o laço. Quantas vezes te riste ou imprimiste o teu cunho? Esticou o casaco, abotoou o punho. Foste livre de consciência nas encruzilhadas da vida? Continuas a ser o mesmo, mesmo quando o reflexo do espelho não brilha? Compôs o cabelo, verificou o fato. Endireitou o vinco, atou o sapato. Alisou a barba, apagou a luz virando as costas a tudo o que o seduz. Podes contornar meio mundo, mas não os valores de outrora.
Porque um dia regressas pela calada da aurora e murmuras no intimo gritando por fora: aqui estou eu vestido de gala, é a puta da vida, que um dia te cala.

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à Gabriela, meu Porto Seguro, que nunca me abandonou
aos meus filhos, o Norte da agulha que me guiou
ao meu Herói
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Jerónimo da Silva, Lusolândia-Earth
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