Category: portomaravilha

  • Oito de Março: A Mulher é o Porvir do Homem! …… Le huit mars: La Femme est le Futur de l’ Homme …

     

    L’informatique a-t-elle un sexe ?

     

    Pour Isabelle Collet , informaticienne et chercheuse à Paris-Nanterre , la réponse est limpide : "Non , il n’ y a pas de fatalité biologique à ce que les as de la programmation soient forcément du genre masculin. Mais la persistence des clichés et la rarité des modèles indentificatoires amènent trop souvent les filles à penser que este trabalho não é para elas ."

    En effet , il est intéressant d’observer que le premier programme informatique a été écrit par une femme : Ada Lovelace ( 1815 – 1852 ) . En 1980 , l ‘armée américaine développe le langage de programmation ADA , ainsi nommé en sa mémoire.

     

    Ce post peut être lu comme la suite de : A Mulher é o futuro do Homem / La Femme est l´avenir de l’Homme

    Nuno

     

     

    A informática tem um sexo ?

     

    Para Isabelle Collet , informática e cientista na Universidade de Paris-Ouest-Nanterre , a resposta é clara : "Não, não há fatalidade biológica a que os ás da programação sejam forçosamente do género masculino. Mas a persistência das imagens paradas e a raridade dos modelos de identificação levam, demasiadas vezes , as mulheres a pensar que este trabalho não é para elas ."

    Com efeito , é Interessante observar que o primeiro programa informático escrito foi realizado por uma mulher : Ada Lovelace ( 1815 – 1852 ) . Em 1980 , o exército américano desenvolve a linguagem de programação ADA , assim baptizado em sua memória.

     

    Este post pode ser lido como a continuação de : A Mulher é o futuro do Homem / La Femme est l´avenir de l’Homme. 

    Nuno

  • Valérien e Laureline os pais de Star Wars? …………. Valérien e Laureline les parents de Star Wars? …….

     

    Aprés plus de 40 ans d’existence , Christin et Mézières ont choisi de donner fin aux aventures de Valérien et  Laureline avec leur dernier ouvrage  L’OuvreTemps .

    On oubliera jamais tout ce que Star Wars doit à cette fabuleuse Bd humaniste !

    Ce texte doit être lu comme la suite du post ( même si pour le moment il n’est pas encore traduit ici  en français ) : Fundação e Star Wars : A Vitória do Saber sobre a Espada.

     

    Nuno

     

     

    Pierre Christin e Jean-Claude Mézières terminaram a série "Valérien et Laureline " com o tomo nº 21 : L’OuvreTemps .

    Uma Bd cheia de humanidade !

    Criada em 1967 , esta série , após quase meio século de existência, acaba com a passagem em revista de  vários episódios específicos da obra nascida nos finais da década 60 ( mas não só ) . 

    Sabemos o que o filme  Star Wars deve a esta série . Quer quanto ao cenário quer quanto à decoração.

     

    Este texto deve ser lido como a continuação do post :Fundação e Star Wars : A Vitória do Saber sobre a Espada.

    Nuno

  • Kanye West: Uma Cultura Fashion ………………….. Kanye West: Une Culture Fashion ……………………

     

     

    " L’illusion du aime-moi pour moi , quelle idiotie. On est plus au collège et  je suis Kanye West, bordel ! ".

     

    Seuls la mode et le design semblent intéresser Kanye West . Pourra-t-il être le premier créateur  noir de mode ?

    Nuno

    Source : Next ( Août 2009 )

     

     

     

     

    " A ilusão do ama-me só por mim é uma idiotice . Já não andamos no liceu e eu sou Kanye West , caraças ! "

     

    Só a moda, o design  parecem  interessar Kanye West . Conseguirá ser o  primeiro criador negro de moda ?

    Nuno

    Fonte : Next  ( Agosto 2009 )

  • A transmissão simbólica, folheto nº 13 ……………….. La transmission symbolique, feuillet nº13 ……………

     

     

    " On m’a invité à des retransmissions en 3D et en direct des matchs de Barcelone du Barça dans un cinéma. C’est l’avenir de la retransmission sportive. Au lieu d’aller au bar , tu vas voir le clasico au cinema. " 

    Juan Antonio Bayona , ( réalisateur de " L’ orphelinat " / 2007 )

    Source : So Foot , Fev 2010 , p.91 

    Nuno 

     

     

     

    " Convidaram-me para ver retransmissões em 3D e em directo dos jogos do Barcelona num cinema. É o futuro da retransmissão desportiva. Em vez de ir ao café , vais ver o clássico ao cinema. " 

    Juan António Bayona ( realizador de "El Orfenato " / 2007 )

    Fonte : So Foot , Fev 2010 , p. 91

    Nuno

  • O Portugal Bilíngua: O Mirandês ……………………….. Le Portugal Bilingue: Le Mirandais ……………………..

     

     

    Le texte de Michel Cahen , Le Portugal Bilingue , est une étude sur l’histoire de la communauté mirandaise. Le livre est publié chez " Presses Universitaires de Rennes" ( 2009 ). La préface est de Alain Viaut.

     

    Ce livre concerne l’ histoire du Portugal et aussi celle de la Péninsule Ibérique. Il peut être lu comme une suite du post "Kilt Escocês e Kilts Portugueses".

    Nuno 

     

     

     

    Le Portugal Bilingue é um estudo de Michel Cahen a propósito da história e dos direitos políticos duma minoria linguística , a comunidade Mirandesa.

    O livro foi publicado por " Presses Universitaires de Rennes " , em 2009. O prefácio é de Alain Viaut.

     

    É um texto que diz respeito à história de Portugal e, também , da Península Ibérica.

    Este pode ser lido como uma continuação do post : Kilt Escocês e Kilts Portugueses.

    Nuno

  • O Nascimento do Amor Burguês e o crescimento subterrâneo da urbe …………………..(aussi en fr)

     

    La naissance de l’Amor Bourgeois et la croissance souterraine de la cité

    Voici une des planches du nouveau né des éditions Bamboo : " Roméo et Juliette ".

    Nuno 

     

     

     

    Como já tinha escrito, a Banda Desenhada cresce e vai ocupando, cada vez mais, um lugar importante na edição. E não é um acaso se no top 10 dos livros mais vendidos , em França , a Bd , a nona arte,  se afirma.

     

    As edições Bamboo apresentam , este mês , uma nova série : "Roméo et Juliette". Segue, aqui, uma prancha do primeiro álbum da dita série. 

    Nuno

  • A imagem de Portugal no mundo: P. Abrunhosa na revista Latitudes ………………………….(aussi en fr)

     


     L’image du Portugal dans le monde : Pedro Abrunhosa dans la revue Latitudes

     

    Cliquez sur les vignettes pour lire

     

     Source / fonte: Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Louvo e agradeço a gentileza da revista “Latitudes” que autorizou a tradução desta entrevista levada a cabo por Dominique Stoenesco e Odette Branco.

    Nuno

     


     

    Latitudes : Em nota introdutória a esta entrevista, poderiamos começar pelo seu percurso pessoal. E nomeadamente pelo Porto, a cidade que lhe é tão querida.

     

    Pedro Abrunhosa : Em primeiro lugar Porto sigifica “port”, um porto de acolho, aquele ao qual regresso sempre. Nasci no Porto e vivo no Porto, mas estou sempre em “transit” porque viajo muito, sobretudo para Nova Iorque por razões totalmente profissionais e é aì que se encontra a indústria musical do disco. Mas o Porto é sempre o sítio a onde regresso sempre, é a minha casa, aqui sinto-me bem. O Porto é a cidade do granito, dos poetas, é uma cidade de cultura com profundas raízes históricas. O nome “Portugal” nasceu aqui no Porto, entre Porto e Gaia que está na outra margem do rio Douro. Ele vem da junção destes dois lugares, Porto e Gaia que no tempo dos Romanos se dizia Calem, daí Portocalem, depois Portugal. Tudo começou aqui. Para mim, há asseguradamente indicadores sociológicos que fazem um pouco a diferença entre o Norte e o Sul : Somos um país feito de diversidades culturais, mas também de unidade cuja língua é o factor essencial. Por outro lado, esta língua deu nascença a um enorme espaço, chamado Lusofonia, que permite hoje em dia o contacto entre povos geograficamente muito afastados. Isso representa sem dúvida uma mais valia.

     

    Latitudes : Num documentário mostrado na televisão Francesa, há já alguns meses , no programa “Des racines et des Ailes ” , dizia que o Porto é uma cidade de inovação e de criação artistica em várias áreas , como a foto , a música , o cinema e a literatura.

     

    P. A . : Sim, o Porto é uma cidade de cultura. Creio que uma cidade , um país , mesmo uma pessoa são antes identificados através da cultura do que da política. Somos o que fazemos , o que dizemos, o que sentimos e o Porto é uma cidade muito activa , muito criativa . Podemos citar a escola de Arquitectura, reputada, Manoel de Oliveira, um dos maiores cineastas, originário do Porto, Eugénio de Andrade que embora não sendo originário de aqui ,sempre aqui viveu toda a sua vida. Ou ainda a Universidade do Porto que acolhe inúmeros estudantes vindos do espaço lusófono. Em seguida a Casa da Música que é também um ponto de encontro e de modernidade. Não se pode ser mais ousado que a Casa da Música. Citemos ainda o museu Serralves , o museu mais visitado em Portugal , e o Teatro de São João, também muito frequentado.

     

    Latitudes : Falemos agora do seu itinerário musical. Se hoje é o que é , autor duma notável criação musical, é graças ao seu trabalho pessoal e ao seu talento , mas também porque foi formado numa boa escola , por exemplo Coleman ou Bily Hart !

     

    P.A . : Sim, é verdade. Frequentei o Conservatório de Música aqui no Porto e fiz estudos em Budapeste , passei por todas as etapas par ser contra-baixo e especializei-me em Wanger. O meu domínio dizia respeito à direcção de orquestra e à composição. Após isso, vamos dizer que o Jazz chegou naturalmente e, depois, do Jazz à Pop só havia um pequeno passo. The Duke tinha uma citação interessante : Dizia que havia dois tipos de música : A boa e a má. O meu percurso musical construi-se também em simbiose com a literatura. As palavras são muito fortes.

     

     

    Latitudes : Conhecemos as suas fontes principais de inspiração : O amor, a ausência , a separação… Com efeito, dá uma enorme importância ao texto e à sua escrita. Além disso, num site Francês que lhe é consagrado e que é animado por uma jovem de origem Portuguesa , Fátima Leitão, esta presta-lhe uma grande homenagem a propósito das suas canções e dos seus textos : ” É o mais belo encontro que tive com a língua Portuguesa , que me abriu a porta dos seus poetas e me deu vontade de ir ao seu encontro… “

     

    P. A. : A língua Portuguesa é uma língua muito bela que se presta maravilhosamente bem para a escrita de canções. Os Brasileiros, por exemplo, fazem-no muito bem. A canção seduz-me imensamente. É por isso que tomo todo o meu teu tempo para escrever os meus textos. Digamos que a metade do trabalho é a música e, após, começo a dar corpo às palavras e que, por vezes, levo um ano para acabar o trabalho musical em curso. A canção , sobretudo aquela que conhecemos desde a canção Francesa ( Gainsbourg, Reggiani, Moustaki , Brel , que é Belga mas que canta em Francês ) , é na maior parte das vezes uma estória que ocorre em 4 minutos. Para mim, isso representa um formidável mistério ! Também é o caso para Bob Dylan . Este é capaz de contar uma estória completa, com um princípio e um epílogo , com metáforas, etc… , no tempo duma canção.

     

    Latitudes : Há pouco, entrando aqui, atrevi-me a comparar o seu trabalho com o do cantor e compositor Brasileiro Lenine. Porque também ele dá muita importância ao texto. Penso que trabalharam juntos.

     

    P. A. : Convidei Lenine para tocar comigo, há seis anos , para gravar algumas das minhas canções. Fizemos um álbum no Rio de Janeiro e quando saiu foi um sucesso enorme. Subitamente, as minhas canções com a voz de Lenine agradaram imenso . Fizemos vários espectáculos juntos. Por outro lado, já tinha feito o mesmo tipo de trabalho com Caetano Veloso e, neste momento, faço-o com Maria Bethânia. Vou publicar um álbum no Brasil com 16 canções minhas , cantadas por vários artistas Brasileiros, Lenine e outros cantores como Arnaldo Antunes, Milton Nascimento , Caetano Veloso , Chico Buarque, etc.  Com Lenine temos verdadeiramente uma história em comum. Quando nos encontramos em cena, banhamos na felicidade e também na angústia porque há sempre aspectos sociais que evocamos nas nossas canções. Com Lenine em concerto é o máximo : É um dos mais importantes músicos contemporaneos. Penso que Caetano Veloso transmitiu-lhe o testemunho, podemos dizer que é o porta-voz da cultura Brasileira contemporanea.

     

     

    Latitudes : Em Julho 2007 veio a França para apresentar o seu álbum “Luz” . Tem, várias vezes, palavras muito simpáticas para com a França . Donde vem o seu amor pela França e pela cultura Francesa ? Diz mesmo que se considera como fazendo parte da francofonia.

     

    P. A. : Li Victor Hugo com a idade de 16 anos, era o momento da epifania ! Abriu-me os olhos para o futuro. Devorei a literatura Francesa clássica, de Balzac a Flaubert e de Cocteau a Baudelaire. E não esqueço também o cinema que tem uma importancia enorme, citemos Truffaut , Godard … Tudo isso influenciou a minha formação porque pertenço a uma geração, a última acho, que não só em Portugal mas também na Europa em geral, teve uma grande influência cultural Francesa e isso deu-me uma mais-valia. Todavia, agora com a globalização, é a influência anglo-saxónica que domina. Não é forçosamente um mal, mas há inconvenientes : As crianças só sonham com play-stations e cinema americano, elas perdem a noção que o cinema pode ser filmes, histórias e não unicamente bombas que arrebentam… Portanto, pertenço a essa geração muito influenciada pela francofonia , vivi em França alguns meses para trabalhar como músico de jazz no início, depois regressei várias vezes para concertos, de Strasbourg a Marseille. Também estudei em Lausanne, na Suiça. Mas há uma outra razão mais sentimental : Tinha uma amiga Francesa , refugiada de guerra que tinha 82 anos e dum carinho infinito. Criou-nos, eu e os dois meus irmãos, e isso explica porque domino bastante bem o Francês.

     

     

    Latitudes : Diz também que, infelizmente, a língua Portuguesa pode ser um obstáculo para poder penetrar o mercado Francês. Ainda é o caso hoje ?

     

    P.A. : Toquei muito em França e creio que estamos a fazer um bom percurso porque fazemos mexer um pouco as coisas. Primeiro, trabalhando em Nova Iorque onde fiz adaptações para o mercado americano. Para mim, é o mercado de Nova Iorque que me interessa. Já fiz o Brasil, a Argentina, o Chili , as minhas canções também funcionam muito bem no Japão, na Coreia , já toquei em Hong-Kong , na China , mas não me consegui impor verdadeiramente em França porque é em português e isso é talvez uma barreira. Mas as coisas mexem. O concerto que dei no “Zénith” diante de 7000 pessoas foi formidável. Tinha feito uma conferência na “Fnac des Halles” nos dias precedentes e dirigia-me, sobretudo, à terceira geração dos jovens de origem Portuguesa que estavam felizes por verem um músico que vinha do Rock e que lhes dava um sopro de renascimento, uma outra visão da cultura Portuguesa em cena. Esses jovens vieram com os seus amigos e estavam orgulhosos por serem Portugueses porque não se reconhecem nessa imagem fora de moda da antiga cultura que Portugal exporta ainda hoje. É esse o problema : É preciso mudar imperativamente a  imagem de Portugal no mundo. Todavia, essa imagem ultrapassada é também culpa dos próprios Portugueses. Perdeu-se demasiado tempo a dar uma imagem do Portugal da saudade e das mulheres vestidas de preto. O mercado anglo-saxónico domina tudo e contra esse mercado é preciso apostar na qualidade.

     

    Latitudes : Na literatura temos esse mesmo problema da língua. Certos editores Franceses têm a coragem de publicar autores lusófonos traduzidos em Francês mas é muito insuficiente.

     

    P.A . : Aí o problema é absolutamente político. A França investiu muito na Francofonia com o Instituto Francês que está presente no mundo inteiro, a Inglaterra com o British Council , a Espanha com o Instituto Cervantes. Compreenderam que para ganhar na área da economia é preciso primeiro conseguir na área da cultura. Ora a cultura é a língua, mas Portugal não investe na sua própria língua. Temos um património literário lusófono enorme com autores como Mia Couto ( Moçambique ) , Eduardo Agualusa, Luandino Vieira ( Angola ) , Mário Claúdio, Agustina Bessa-Luís, A. Lobo Antunes , José Saramago ( Portugal ) , etc… temos uma grande dificuldade em exportar a nossa cultura e não podemos fazê-lo sós, de maneira isolada. Ora , em França, precisamente, em qualquer cidade em que dava concertos , Nantes , Lyon, etc . , excepto Bordeaux onde o cônsul veio-me ver , não senti qualquer apoio. É uma questão de prioridade política ; Se fosse uma reunião política, mesmo da 3ª divisão , penso que todos os embaixadores estariam presentes , para figurarem na foto. Mas um músico é só um músico e nada mais.

     

    Latitudes : Define-se com um cantor comprometido ou de intervenção ? Deve o artista desempenhar um papel social ou político no seio da sociedade onde vive ? Estou a pensar em Chico Buarque no Brasil , durante a ditadura militar.

     

    P. A. : Não forçosamente : Podemos evocar também Bob Dylan , Lou Reed . Mas o que eu faço é antes de tudo rock  e o rock deve ser incómodo e aí penso de novo em Dylan que inventou o rock e que continua presente , ou em Lou Reed com as suas canções que falam das prostitutas de Nova Iorque e dos seus bairros mais sórdidos. Ele faz parte dos maiores músicos de rock de todos os tempos. Mas para voltar à sua pergunta : Não sou um cantor de variedades, sou antes alguém que se apoia nas palavras para brincar com a realidade. Não escondo a realidade, mas ao mesmo tempo não creio que seja o papel da música de mudar o mundo ; Acredito no empenho de todos para mudar o mundo. Vê-mo-lo com o fenómeno Obama : É a partilha do sonho, fazer sonhar as gentes. Obama pertence à geração rock e é esta geração que ele conquistou , uma geração que o ajudou a ganhar as eleições. Eis o próximo desafio da Europa : Encontrar Obamas que ouçam rock e que não tenham medo das palavras duras.

     

    Latitudes : Assim, Obama representa para si uma mudança importante , pelo menos simbolicamente. mas por lado tem um juízo bastante severo sobre a sociedade Americana.

     

    P.A. : Com certeza, há duas Américas : Uma reacionária, de direita , fechada sobre si própria, conservadora , católica ou protestante , profundamente religiosa , puritana ; Outra cosmopolita , mais aberta. Resumindo é um país esquizofrénico …

     

     

     Latitudes : Será que estamos na boa direcção actualmente ?

     

    P. A. : O problema está aí . Começamos mal, começamos outra vez pela economia e o conceito de Europa que estamos a desenvolver é ,mais ou menos, o mesmo que o do após guerra mundial quando era preciso fazer frente à presença soviética. Na altura era pausível. Mas agora a ideia seria mais a de combater a invasão cultural dos Estados Unidos e a homogeneização anglo-saxónica. As crianças de 12 ou 13 anos só conhecem esta …

     

    Latitudes : Criticou severamente os fracos meios que Portugal dá à sua cultura. Cita o número de 0,4 % do seu orçamento.

     

    P. A. : É uma vergonha ! Para os políticos a cultura é qualquer coisa que vem depois. Primeiro tem a preocupação de privatizar as escolas , os hospitais , etc. Nós, cantores , poetas , somos vistos como trovadores que animam um pouco a festa. Mas Não ! Não estamos aqui para isso. Somos os verdadeiros embaixadores de Portugal , somos também o património cultural deste país e 0,4 % é uma vergonha. A fraca visão dos homens políticos deixa-me perplexo e até me mete medo. Ignorar a cultura é mergulhar o país na miséria. Com efeito , é um erro pensar que a única  prioridade para um pobre é ter meias e umas calças. Mas se não começamos a lutar contra a ignorância , esse pobre ficará sempre pobre mesmo se lhe damos meias. A cultura faz parte dos alimentos da alma, como a água e a necessidade de comer para o corpo.

     

    Latitudes : Em que trabalha neste momento e quais são os seus projectos ?

     

    P. A. : Tenho um grande projecto orientado para o Brasil onde estamos a realizar um álbum . Já gravámos 7 músicas e faltam 9 . Há também Nova Iorque onde vivo neste momento e onde trabalho com o productor de Leonard Cohen para realizar uma adaptação do disc à realidade nova-iorquina. Por fim , há também o meu próximo álbum que deve sair em Portugal . Sem esquecer os concertos que continuam …

     Porto, 19 de Junho de 2009

    Fonte : Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Nuno

     

  • Japanese Futsal e o espaço na urbe …………………. Japanese Futsal et l’espace dans la cité …………….

     

    Le futsal est arrivé au Japon il y a 51 ans.

    Depuis 2007 une ligue professionnelle existe.

    Victime de sa réussite, le futsal a besoin d’espace.

     

    Source : "So Foot" , aout  2008 

    Nuno

     

     

     

     

    Há cinquenta e um anos o futsal chegou ao Japão.

    Desde 2007 uma liga profissional existe.

    Vítima do seu sucesso, o futsal precisa de espaço.

     

     Fonte : "So Foot " , Agosto  2008

    Nuno

  • A transmissão simbólica Folheto nº 12 ………………. La transmission symbolique Feuillet nº 12 …………..

     

    Pour Nick Currie , musicien , écrivain et artiste , sa nouvelle maxime est :

    " Twitter est un service qui met en compétition autant de gens que possible pour obtenir aussi peu d’attention que possible ".

     

    Source : Libération , 17 Fev  2010 

    Nuno

     

     

    Para Nick Currie , músico, escritor e artista , a sua nova máxima é  :

    "Twitter é um serviço que põe em competição um máximo de pessoas quanto possível, para obter quanto possível um mínimo de atenção" .

     

    Fonte : Libération, 17 de Fev de 2010

    Nuno

     

     

  • Tahar Rahim : A nascença dum grande actor …….. Tahar Rahim : La naissance d’un grand acteur …..

     

     

    Dans "Le prophète" , film de Jacques Audiard , Tahar Rahim joue le rôle d’un jeune taulard qui deviendra un parrain du milieu. Il a su s’imposer du premier coup dans le paysage du cinéma français. Adolescent, il voulait être uniquement comédien et rien d’autre. Mission accomplie.

    Nuno

     

     

     

    No filme de Jacques Audiard , "Le prophète" ( uma obra prima quanto a mim ) , Tahar Rahim desempenha o papel dum jovem prisioneiro que se tornará um chefe mafioso. Soube impor-se " à primeira vista " na paisagem do cinema Francês. Pequeno queria ser actor e só actor. Objectivo alcançado. 

    Nuno