Perguntar Não Ofende ……………………………….. #9

 

Viverei o suficiente para ver a sociedade tolerar também a prática do infanticído {#emotions_dlg.unknown}

 


A primeira resposta em concreto, para a pergunta que me faço desde o dia em que foi aprovada a liberalização do aborto pela sociedade portuguesa (2007), surgiu-me ontem aqui.

 

 

também relacionado: a 1ª reportagem publicada pela ZonaTv

Paulo Jerónimo

Comments

4 responses to “Perguntar Não Ofende ……………………………….. #9”

  1. MrCosmos Avatar

    Votando contra a (forma/redação) da pergunta referendada para projecto de lei em 2007, concordava que era necessario o passo para a discrimanilização das mulheres que abortam. O problema era que a proposta ia mais além, e perdoe-se a ordinarice num assunto tão sério, mas subliminarmente o proposto e aprovado era em muito o: “Fornicai e desmutiplicai-vos”!

    Infanticídio?! – Tu és maluco…

    A terra ser redonda, hereges queimados em fogueiras, ou holocaustos, também foram maluquices… Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

  2. PortoMaravilha Avatar

    Comparar o direito ao aborto e a prática do infanticido não é novo. É um discurso veiculado pela ideologia fascista e suas ramificações (seitas religiosas, opus dei, etc.) desde há muito. Raciocinar por analogia é um exercício perigoso: Não é porque vejo um gato preto que todos os gatos são pretos. O jornalista podia ter citado que o redator da revista “medical ethics”, Savulescu Julian, gravita na órbita do opus dei.

    Não conheço bem a situação pt no que diz respeito ao aborto e sua legalização (se é que há legalização). Apenas tenho lido que Portugal é um país imensamente retrógado, mas nunca me debrucei sobre o assunto…

    Gostei de ver a amostra do debate. Gostei também de ver um homem, na mesa, dar a sua opinião sobre a gravidez (não fiquei a saber se estava a falar da sua própria gravidez, LoL !)

    “Uma criança quando quero e se quero” revendicaram e revendicam as mulheres Francesas…Comparar o direito de uma mulher a poder dispor do seu corpo, ou seja uma decisão individual, não pode ser comparado a decisões coletivas e políticas como foram autos da fé, holocausto…

    A legalização do aborto em França foi possível graças à ministra Simone Veil (centro direita). Atualmente o aborto (até 12 semanas) e a pilula do amanhã (que deve ser tomada logo sem esperar) são livres e anónimos. A contracepção é a pagar (reembolso depois segundo os seguros).

    Existe aqui em França um absurdo:

    A contracepção deve ser o pivot de toda a politica de planeamento.Ninguém aborta por prazer. Ora muito jovens pensam que o preservativo é um meio de contracepção (não o é ). Existe em França uma falta de explicação do que é a contracepção. E esta devia ser feita nos liceus e escolas. Há depois também uma diferença entre zonas urbanas e rurais… Pensa-se que esta falta de instrução ou de informação faça com que muitas jovens tenham abortado.

    Qualquer ditudura começa sempre pela negação dos direitos da mulher a dispor de si própria…

    Nuno

    1. MrCosmos Avatar

      “A terra ser redonda, hereges queimados em fogueiras, ou holocaustos, também foram maluquices… Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.”

      não há aqui qualquer comparação objetiva concreta entre os casos, daí que a salientar se conclua: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” – eu focava-me antes aqui.
      Há 30 anos era impensável aborto legalizado. Hoje é uma “exigência”.

      E daqui a outros 30 anos, ou 50? Viveremos o suficiente para ver ser tolerável o quê?

  3. PortoMaravilha Avatar

    Penso que é Mastroianni quem desempenha o papel de homem grávido no filme:”O acontecimento mais importante desde que o homem pisou a Lua”.

    Comédia que no fundo mostra bem que o homem e mulher são dois planetas diferentes…É por isso que eu gosto de viajar

    Nuno