Category: orgulho lusitano

  • Vinil em Trás-os-Montes …………………………………. ……………………………… Le Vinyl au Delà des Monts

     

    Ce vinyl a été édité par Radio France en 1980.

    C’est un travail de recherche fabuleux.

    Il est l’oeuvre de la Section d’Ethnomusicologie du Musée Instrumental de Bruxelles.

    Curieusement il n’y a pas d’explications en portugais…

    Nuno

     

     

    Devido ao fascismo, a região Portuguesa de Trás-os-Montes viveu em autarcia e num isolamento total até à queda da ditadura.

    Esse isolamento autorizou conservar tradições rurais, sociais, económicas… antiquíssimas.

    Por exemplo, fica-se a saber que a gaita de foles transmontana guardou uma forma mais arcaíca que a galega. 

    O vinil que apresentamos é uma fonte de informações riquíssimas. 

    É uma fabulosa pesquisa editada pela Radio France em 1980.

    Ela é, essencialmente, o fruto do trabalho da Section d’Ethnomusicologie du Musée Instrumental de Bruxelles.

     

    Como podem ler, não existam explicações em Português.

    O que é curioso, já que a Secretaria de Estado à Cultura (Portugal) deu a sua contribuição. 

    Muito curioso mesmo…

    Nuno

  • TABUCCHI: I tre ultimi giorni di Fernando Pessoa. ……………………………………………………Un delirio

     

     

     

    António Tabucchi foi um europeu convencido. Era Francês, Italiano, Português…?

    Era universal como o era o seu combate contra todas as ditaduras. 

    Quando jovem, compra em Paris um livro de Pessoa e fica apaixonado, inaugurando uma cumplicidade literária extraordinária.

    O seu texto Soustiene Pereira é também feito filme.

    É Mastroianni quem desempenha o papel de Pereira.

    Um jornalista que toma consciência da natureza do Salazarismo e torna-se opositor do fascismo.

    A tradução Francesa de I tre ultimi giorni di Fernando Pessoa.Un delirio é de Jean-Paul Manganaro.

    Editada em 1994 pela Seuil, a publicação apresenta desenhos de Júlio Pomar que ilustram Pessoa.

    A literatura de Tabucchi é um hino à fantasia e à liberdade.

    Nuno

  • Vasconcelos, Versailles, Viana

     

    Cliquez sur les images pour lire / agrandir # Clicar nas imagens para ler / aumentar

     


     

     

    A revista cultural Muze deste trimestre apresenta um excelente dossier sobre a cultura Portuguesa declinada no feminino. São 50 páginas muito bem documentadas com várias entrevistas e referências.

    Marca-me a entrevista com Joana Vasconcelos. Esta criadora vai expor a partir de 2 de Junho nos jardins do Palácio de Versalhes. Se já em Novembro tinha discutido com uma colega a propósito da obra de Joana Vasconcelos e da sua mensagem poética-política, a entrevista com Joana Vasconcelos esclarece-me quanto a um velho provérbio Português.

     

    Mas vamos por movimentos:

     

    Os trabalhos da autora reenviam para a condição da mulher e para a sua exploração cotidiana. A presença de inúmeras peças feitas à base de “crochet” tenta mostrar que as mulheres Portuguesas fizeram mais “crochet” que as outras Europeias. Como se o “crochet” fosse um antídoto contra a liberdade de palavra e de expressão.

     

    O sapato feito com tachos, de Cinderela ou de Marilyn Monroe, tal como o candeeiro feito com pensos higiénicos, reenviam para a condição da mulher, reclusa entre a sexualidade e a vida doméstica, presa entre a tradição e a sedução. 

     

    Nunca percebi porque, em Portugal, se diz: “Quem não conhece Viana não conhece Portugal“. Talvez, graças às palavras de Joana Vasconcelos, entenda agora melhor. Versalhes é o símbolo absoluto do luxo Europeu. Em Portugal é a jóia Vianense em forma de coração que simboliza o luxo. De norte a sul, esta jóia é símbolo de comunicação social. Logo, “quem não conhece Viana não conhece Portugal“.

     

    A obra de Joana Vasconcelos pode também ser consultada aqui .

    Parabéns à revista Muze nº67 (av, mai, ju 2012) pela qualidade do trabalho apresentado.

     

    Fonte: Muze nº67

    Nuno

  • 32.ª edição – Fantas: ‘Nobre, Invicto e Leal’ …….. 32éme edition – Fantas: ‘Noble, invaincu et Loyal’

      

    Je m’en souviens depuis que j’existe: Fantasporto n’a plus besoin d’être presenté.
    Les coupes budgétaires qui touchent la culture PT ne peuvent pas tout expliquer. Cette manifestation a toujours été un peu méprisée dans notre pays. Est-ce parce qu’elle est l’apanage de la province?

    Ce poste peut être lu dans le prolongement de Fantasporto: ‘Noble, invaincu et Loyal’ .

      

        

    Lembro-me dele desde que me lembro de ser gente. O Fantasporto – Festival Internacional de Cinema, que conclui amanhã sua 32.ª edição, dispensa apresentações.

     

    Porque é que – apesar dos cortes austeros e gerais que se vivem na cultura Pt – este certame sempre acabou por ser em boa parte desprezado em Portugal, ao contrario da notoriedade que traduz entre a industria de cinema estrangeira, já é outra questão.

    Ou então não… É apenas e sempre mais do mesmo: o apanágio das províncias.

     

    Este post pode ser lido como continuação de Fantasporto: ‘Nobre, Invicto e Leal’ .

    Paulo Jeónimo

     

  • Perguntar Não Ofende ……………………………….. #9

     

    Viverei o suficiente para ver a sociedade tolerar também a prática do infanticído {#emotions_dlg.unknown}

     


    A primeira resposta em concreto, para a pergunta que me faço desde o dia em que foi aprovada a liberalização do aborto pela sociedade portuguesa (2007), surgiu-me ontem aqui.

     

     

    também relacionado: a 1ª reportagem publicada pela ZonaTv

    Paulo Jerónimo

  • O Porto e a Caverna de Ali Babá ………………………. Porto et la Caverne de Ali Baba ………………………..

     

    Cliquez sur l’image pour lire / agrandir # Clicar na imagem para ler / aumentar

     


     

     

    Ler anunciado, aqui em França, que é possível passar um fim de semana cultural, em Portugal, é raríssimo.

    Tanto mais raro que a revista Télérama Sortir parece se ter sentido obrigada a especificar:

    a) A bela portuguesa não são só os cais, o vinho do Porto…

    b) A Casa da Música merece, só por si, a viagem…

     

    O artigo apresenta a programação da Casa da Música que em 2012 celebra a França. 

    Ver e ler aqui o programa .

    Três embaixadores prestigiosos aceitaram o convite: P. Boulez, P. Dusapin e C. Rousset.

    Uma programação prestigiosa que prestigia a cidade do Porto.

    A Casa da Música, segundo J.Chaine, é a “materialização” do Porto capital Europeia da Cultura 2001.

     

    Esta obra é da autoria do arquitecto Holandês Rém Koolhaas.

    E, desde sempre, a Casa da Música está presente neste espaço, conforme nossa lista de Links à direita: “Invictos, Nobres e Leais”.

     

    Fonte / Source: Télérama Sortir, 1 Fev 2012, p.16

    Nuno

  • Perguntar Não Ofende …………………………………#9

     

    “Dois livros, um tema” – ou será apenas,

    (Um Objetivo): atacar o Futebol Clube do Porto{#emotions_dlg.unknown}

     



    A propósito de um e-mail de corrente a circular “sobre futebol”, e no qual fazem questão de, saudosamente, recordar essas duas “pérolas” da literatura portuguesa que dispensam apresentações, escritas por Marinho Neves (entrevistado) e Octávio Machado.

    Nada a que não estejamos habituados. Resquícios dum país bolorento e salazarengo, que aos poucos lá vão desaparecendo, e cujo FCP se apresenta como que “Lufadas de ar fresco”. Mais labareda, menos labareda

    Paulo Jerónimo
  • F como FADO, M como MÍSIA ……………………………. F comme FADO, M comme MÍSIA ………………………..

     

    (Cliquez sur l’image pour agrandir / Clicar na imagem para ampliar)

     

    Poderíamos também ter escrito: F como Femme e M como Mulher.

    Mísia afirma-se como uma grande cantora que não tem receio em clamar que os seus discos são os seus espectáculos. 

    Pouco conhecida, segundo parece, em Portugal, Mísia dá uma dimensão diferente e feminista ao fado.

    Interpreta o “blues Português” com palavras de mulher: as suas e as de outras poetisas, como Florbela Espanca por exemplo.

    Uma maneira de mostrar que, no Fado, as mulheres também podem ser criadoras e não unicamente interpretes.

    De notar que o fado é cada vez mais apelidado “blues Português“, o que deixa antever uma evolução do género.

     

    Fonte / Source: Télérama Sortir, 25 Jan 2012, p.10

    Nuno

  • Esse não é o caminho!

     

     

    Quando na penúltima edição de “O Portomosense” me deparei com o destaque de primeira página: “A19 esquece Porto de Mós” , hesitei durante alguns segundos se alguém me teria lido os pensamentos.

    Vários dias antes também havia chegado a casa, tremendamente indignado e triste, por me deparar com tal gritante realidade no dia de abertura desta nova auto-estrada, onde desde o seu início, em Leiria, até o desembocar da mesma no nosso conselho, em Chão da Feira, nem uma única alusão é feita a Porto de Mós, indo os destaques para a Batalha e Alcobaça.

    Anima-me ao menos, dentro do possível, que o sentimento seja partilhado por outros, bem como a iniciativa do nosso Jornal em apontar o tremendo erro, com a devida relevância.

    Mais de que um bom princípio, este deveria ser um sacudir de consciências, o início de inverter caminho.

     

    Será que sim? Aparentemente, agora e depois do mal feito, a preocupação vai no sentido de tentar remediar e reparar aquilo que com algum eufemismo se poderia chamar de “gafe”, não fosse evidente, para os próprios portomosenses, o esquecimento persistente a que as nossas autoridades nos votaram desde há já várias décadas até aos dias de hoje com suas políticas nestes aspectos seguidas.

    Há mais de uma década que entre desabafos, lamento por exemplo, no percorrer da principal via do país, a auto-estrada A1, que com a aproximação das várias saídas relacionadas com a denominada Zona Turística Leiria – Fátima, área a que (só!) geograficamente pelo visto pertencemos, saídas essas às quais acabaremos nós ou nossos visitantes ter de tomar para fazer acesso ao nosso concelho,  e deparar tristemente quer seja no sentido Norte ou Sul da via  com a falta por demais evidente do que seria uma lógica e esperada alusão ao Castelo de Porto de Mós entre tantas  demais portentosas placas distintivas dos monumentos da região. São anunciados com a devida popa e circunstância desde os mosteiros de Alcobaça e Batalha, Santuário de Fátima, passando pelos castelos de Ourém ou Pombal…

    E um portomosense pergunta-se se seria exigir muito que a alusão ao seu castelo fosse patente ali também no meio das demais? Mais, se não devia ser sequer inquestionável ele estar lá.

    É que – e não me levem a mal os pombalenses pelo termo de comparação – mas caramba! Até o Castelo de Pombal conseguiu, e bem, claro está, ter lá uma placa tamanho xxl. Em que é que o castelo de Porto de Mós é menor? Ou será que é o arrojo dos portomosenses menor?

     

    Como desperceber que o Professor José Hermano Saraiva reconheça para ele o Castelo de Porto de Mós como um, senão mesmo, o mais belo da Europa, e subestimar isto, para citar apenas um dos meros exemplos com a autoridade que se lhe reconhece, das potencialidades destas nossas terras?

    Que tal individualidade tenha reconhecido isto num dos seus programas dos longínquos anos 90, e isto não tenha acordado ninguém, é pouco, ó minha gente…

    Trazer cá programas televisivos de pontuais e efémeros efeitos, se não pensados como mero rastilho para algo mais eficaz e duradouro, é pouco, ó minha gente…

    Conseguir para as nossas grutas a distinção e notoriedade de maravilha nacional e tal não nos catapultar para horizontes mais arrojados, é pouco, ó minha gente…

    Esquecer a grande riqueza para além dos granitos que possuímos nas nossas serras e Parque Natural , é paupérrimo, ó minha gente…

    Auto vetarem-nos os nossos governantes locais ao longo dos anos, sem percebermos o porquê, do direito de distinção, e auto dissociarem-nos da maior conquista portuguesa enquanto povo e nação que é  a de Aljubarrota, chega a ser blasfémia, ó minha gente…

    Que a forte bofetada recebida pelos portomosenses neste natal de tempos austeros: a confirmação da “exclusão” de Porto de Mós do Mapa de Portugal – pelo menos do mapa das Estradas de Portugal já assim se confirma (A19 para não relembrar a A1), sem aspas nem pejo, que tal ao menos agite o marasmo a que nos remetemos. Porque quem não aparece, esquece.

     

    Que aos portomosenses, ao deslocarem-se para fora do seu distrito, baste um dia apenas dizer: sou de Porto de Mós, sem ter que complementar de imediato perante a cara de interrogação dos forasteiros: “Fica a junto à Batalha ou perto de Alcobaça”.

    Convenha-mos: não foi “a auto-estrada que esqueceu Porto de Mós”, foi Porto de Mós que cometeu o desastre, há muito tempo, de entrar na valeta da estrada, desviando-se e capotando. É este o caminho que continuaremos a percorrer?

     

    Audácia, ó minha gente!

    Não tenha-mos vergonha de assumir que foi destas terras, deste castelo, por estes caminhos, que se afirmou de Portugal.

    Paulo Jerónimo

  • Em Resumo: Somos Portugueses. Bom 2012!

     

     

    As vezes pergunto-me, modesta e sinceramente, se os Anaquim com este tema, não musicaram o espirito tão “cosmético” da nossa tag “Orgulho Lusitano“.

    Boas entradas, aquém e além mar!

     


    Lusiadas-

    -Anaquim

     Este é o nosso triste fado 

    Do vamos andando e do pobre coitado 

    Velha canção em que a culpa é do estado 
    Por ser o espelho do reinado 

     

    E a história por mais do que uma vez 
    Foi mais cruel que a de Pedro e Inês 
    Levou-nos o que tanta falta nos fez 
    Sem deixar razoes ou porquês 

     

    Temos fuga ao fisco estradas de alto risco 
    Temos valiosos costumes e tradições 
    Que eu não percebo se nos maldizemos 

    Quais as razoes 

     

    Temos Chico espertos burlas e protestos 
    Temos tantos motivos para sorrir 
    Que eu nem imagino qual será a desculpa 
    Que vem a seguir 

     

    Gosto tanto deste país 
    Só não entendo o que o faz feliz 
    Se é rir da miséria de outros quando a vemos 

    Ou chorar da nossa própria quando a temos 

      Gosto tanto deste país

     Só não entendo quando ele se diz
     Senhor do futuro maduro duro mas seguro
     E eu juro que ainda não o vi

     

     Os queixumes, sei-os de cor
     Endereçados a nosso senhor
     Intercalados com suspiro ou dor
     De um bom sofredor

     

     Dentro de momentos seguem-se os lamentos
     Não há dinheiro para os medicamentos
     Não há dinheiro para tanto sustento
     Tão longe vão outros tempos

     

     Gosto tanto deste país

     Só não entendo o que o faz feliz
     Se é rir da miséria de outros quando a vemos
     Ou chorar da nossa própria quando a temos

     

     Gosto tanto deste país
     Só não entendo quando ele se diz
     Senhor do futuro maduro duro mas seguro
     Eu juro que ainda não o vi