Category: orgulho lusitano

  • Perguntar Não Ofende ………………………………..#15


    “O melhor Povo do Mundo” {#emotions_dlg.unknown}

      

    Quatro manifestantes em nu integral no protesto frente à Assembleia da República,

    após serem públicos os detalhes do Orçamento de Estado 2013, alegando que ‘aquelas’ são as suas armas para lutar

      


    Irónico ou não, facto começa a ser que, 38 anos depois, a afirmação do Ministro Gaspar em relação às atitudes de revolta manifestas pelo povo português, são certamente uma grande questão. Um cravo aqui e teríamos a “cereja no topo do bolo”.


    Paulo C. Jerónimo

  • Futebol: uma arena de morte? …………………………. ………………………………E a Velha Questão do Apito

     

    Captação de imagens no Estágio Progresso I (2005) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP


    O homem que escreve a crónica aqui linkada, de seu nome Rui Santos, apelidado por uns de anti-SLB – e por isso já foi agredido à saida dos estúdios da SIC –  por outros de anti-FCP, e por outros ainda de anti-SCP, sendo que também a mim os seus argumentos “me tiram do sério” algumas vezes , só vem demonstrando ao longo dos anos ser um dos jornalistas com mais coragem no mundo desportivo.

    Ciente de que esta minha assunção será pouco popular entre os adeptos, onde me encaixo, pode ser precisamente na sua impopularidade entre os leitores/espetadores e o facto de ser considerado “anti-todos” dos três grandes clubes do futebol portugês alguns dos argumentos que só demonstram isso mesmo: a sua habitual isenção quando se trata de pensamento critico naquilo que analisa.

    A minha mulher já me perguntou algo do tipo: “porquê fazes tanta questão do ouvir, se vais começar já a resmungar com o que ele diz?”

    Precisamente por isso, porque normalmente gosto de investir mais tempo com quem me põe a movimentar repetidamente a cabeça no sentido lateral (da esquerda para a direita), discordando, do que quem me suscita ao movimento inverso concordante (cima-baixo), assumindo que sim.

    Eu explico caso tenha ficado confuso: dá mais gozo quem nos excita os neurónios pelo trânsito da massa cerebral, do que quem pelo exercício de “cocegas nos ouvidos” nos adormece a massa cinzenta.

     

    Concordando com a argumentação da crónica de Rui Santos sobre quem realmente aproveita, ou tenta aproveitar, pressionando a arbitragem -que são as equipas que procuram acautelar por esta via pontos perdidos por falta de um futebol capaz em campo – e sobre a falta de condições e margem de erro para a arbitragem portuguesa, continuo a discordar na sua insistência da “verdade desportiva demagógica”, como o é no caso do recurso à vídeo-arbitragem na grande parte da mesma.

    Basta, ai sim, perder tempo, a apreciar as guerras de faca e alguidar do folclore televisivo do “dia seguinte” à jornada de futebol, para se chegar a mesma conclusão que ouvi lançada certa vez por um árbito perzpicaz na plateia do XIII Encontro Nacional da Associação de Árbitros Portuguesa (APAF) e que calou o já então comentador desportivo Fernando Seara (pertencente ao painel de intervenientes da mesa do encontro) perante a conclusão lançada pelo árbitro na plateia: “Se é verdade que 3 homens em campo (árbitros) falham  por vezes ao tomar alguma decisão, não é menos verdade, que três homens, num programa televisivo de segunda feira à noite (“Jogo Falado” – onde Fernando Seara era comentador), analisando as mesmas jogadas gravadas, não chegam a conclusão nenhuma …” .

    Este raciocínio (palmas!) só demonstra a subjetividade presente no recurso à video arbitragem: se pode servir de ajuda? pode. Se vai apaziguar os espíritos mais indignados com as decisões contrariantes às vontades? pelo contrário, incendiará mais. Porque depois dirse-a nos programas de segunda feira à noite, e pelos cafés deste pais: “Olha que até depois de verem o lance gravado tiveram coragem de nos roubar!!” 

     

    Não sendo a video arbitragem tecnologia de “verdade científica” – ao contrario do “Chip na Bola” e demais tecnologias para a linha de golo – a mesma está ferida de morte numa “cultura da bola” como a nossa. 

    E digo isto inclusive com convicção técnica, com a experiência exata e específica na recolha de imagens vídeo para análise posterior de exercícios nos próprios estágios de treino da Arbitragem Portuguesa de 1ª categoria. Existem sempre casos pontuais onde os próprios árbitros (e quem mais capacitados do que eles?) analisando as imagens, não chegam a um concenso. Vão ser os apaixonados comentadores e adeptos que observam as mesmas imagens a chegar lá?

    Como tal, e perante uma duvida tão existencial quanto ao dentro ou fora da linha de Grande Área (?) , conforme sucede na dúvida que resulta da decisão do primeiro penalti marcado contra o S.L. Benfica na última jornada, concluir pelas imagens de uma câmara (pensada para os fora-de-jogo)  que não se encontra devidamente alinhada com a linha em causa onde o lance se desenvolve, é uma falásia. Sei-o, tecnicamente, e no exercício especifico de alinhamento de câmaras e recolha de imagens precisamente para avaliação de casos idênticos (em ambiente de treino) que estando a camara atrasada como esta, então os dados estão desde logo viciados para que se possa concluir sim ou não, como Rui Santos, defensor da video-arbitragem, o faz.

     

    Depois, mais uma vez, Rui Santos cai em cima de uma personalidade que me convence ser cada vez mais um dos seus “ódios de estimação”: Vitor Pereira, Presidente da Comissão de Arbitragem.

    Objectivo é que Vitor Pereira tem sido, também ele, considerado “anti-todos os três grandes clubes”, seja observando-se as reclamações dos adeptos ou dos vários agentes de futebol entre os 3 Grandes, conforme as coisas correm mais ou menos de feição. Sendo que uns demonstram-no de forma mais espalhafatosa do que outros. Aqui, e escusando-me a fazer juízos de valor sobre os outros, ao contrário da crónica em questão, as conclusões parecem-me também bastante obvias, e conforme já inicialmente concluído no que isto traduz quanto a isenção de atuação. Se agrada/desagrada a todos praticamente em igual medida…

     

    Pergunta: sabem qual foi o tema em analise e discussão naquele XIII Encontro Nacional de Arbitragem Portuguesa no longíquo ano de 1999 em Porto de Mós?

    Resposta: Andou à volta dos prós e contras quanto ao recurso às novas tecnologias pela arbitragem. A discussão prolongou-se pelos dois anos seguintes: no XIV Encontro em Tomar, e no XV – o de Almada-Seixal, conforme tive oportunidade de acompanhar todos eles perante a solicitação de minhas intervenções técnicas ligadas ao registo e produção audiovisual.

    Pois é, a Arbitragem Portuguesa já discutia isto, e penso que deva ter tirado as suas conclusões, há 13 anos atrás…

    Vitor Pereira, convidado no XIII encontro a emitir a sua opinião resultante das experiências colhidas pelo próprio nos testes relacionados com o assunto, salvo erro meu, no Mundial de Futebol dos Estados Unidos em que esteve presente, recordo ter pairado sobretudo  a convicção de que as paragens para analise/decisão nos monitores video era prejudicial para a dinámica do jogo e para os próprios atletas que tendiam a “arrefecer” com mais esta paragem de jogo forçada.

     

    Captação de imagens no Estágio Progresso II (2007) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP

     

    No que toca as novas tecnologias a Arbitragem Portuguesa tem estado na vanguarda ao longo dos anos.

    Em Porto de Mós, 1999, a Arbitragem Portuguesa foi responsavel por um dos primeiros, senão mesmo o primeiro (pelo menos naqueles moldes) “live Stream”, e que sucesso (!) das primeiras transmissões video em direto do encontro na internet, o que alargou o debate e intervenção para pontos tão longiquos quanto o Zimbabwe, onde foi observado. Estavamos 5 anos antes do nascimento do YouTube…

    Pela Arbitragem portuguesa tem sido  recorrente o uso e importância dadas ao apoio audiovisual dos treinos/estágios; a nossa é das ligas pioneiras no recurso a comunicação rádio entre a equipa de arbitragem, vulgo auriculares; várias outras ligas da europa, nomeada e concretamente os seus setores de arbitragem, têm os olhos postos no que se faz por cá; organismos como a UEFA e FIFA reconhecem tal vanguarda de métodos implementados pela Arbitragem portuguesa e apoiada também em novas tecnologias; em 2005 os métodos de treinamento da Arbitragem Portuguesa fizeram “furor” no Brasil. Tudo isto se deve a… Vitor Pereira.

    Disto tudo, a pena que fica, é constatar que Vitor Pereira se encontre posisionado anos-luz à frente do futebol nacional. Não por ele obviamente, mas pelo futebol e mentalidades em si, atrasadas que são, estão e temos. Aliás, o facto de os nossos árbitros serem premiados como os melhores à escala planetária, e queimados dentro de portas, só demonstra realmente o nosso atraso, e não que o homem apenas seja “bom de sedução” internacionalmente, caro Rui Santos.

     

    Afinal onde está o erro fundamental? Cadé o défice? O que é que precisa realmente mudar? Será tanto na arbitragem?

    Então e os jogadores (que falham de baliza aberta), os treinadores, os dirigentes, adeptos, opinion makers, imprensa? Estes são para cozer com batatas e feijões… em lume brando.

     

    Paulo C. Jerónimo
  • Vie Sans Sens Ou Sem Senso de Vida

     

     

     

    Se por vezes me questiono sobre a necessidade de alguma coragem para um Português atual se envolver, mesmo que esporadicamente, com o idioma francófono, não tenho qualquer dúvida de que aplicar a língua de Asterix e Obelix neste pais – onde a mentalidade “tuga” ainda polula – exige no mínimo e sem dúvida de ousadia.

    O tema do dia hoje pelo Facebook passou por aqui. 

    A coreografa e professora de dança Vanda Costa ousou concluir um espetáculo de dança, de forma sublime ao som do tema “Le Sens de La Vie” da artista Tal, a “Rihanna francessa” (chamemos-lhe assim)  e como tal, diz que não se livrou de ser questionada sobre o uso do francês ali.

     

    Nada que se estranhe entre o Mui Nobre Povo. Apenas mais um apanágio dum pais complexado por muitos dos “seus” , entre outros. Um povo mais enebriado por gostos prosaicos, bafejados por demasiadas americanadas boçais ou inglesadas banais. São os yes man atuais.

    Com a foto no topo, entretanto partilhada no FB da Gisleuda Gabriel, se poupa o meu parlapié. Azar de quem a não sabe “ler”.

     

     

    PS: mas se até a artista no videoclip oficial (link) comete o contrasenso de ostentar Nova Yorque… Há quem não se importe de descer uns degraus. Perdoai-lhes Senhor…

    Este post pode ser lido na continuação de Os Portugueses continuam a saber rir de sí mesmos… et “c’est ça que c’est bon!”


    Paulo Jerónimo

  • Pedro Passos Coelho: 1995!

     

     

    O primeiro ministro Português actual chama-se Coelho e, politicamente, não honra a inteligência dos ilustres descendentes de Gama. Um dos coelhinhos dos meus filhos, denominado Gama, teve uma vasta e robusta descendência que desempenhou funções pedagógicas, sociais e culturais em vários infantários e escolas primárias. Todos sobreviveram e nenhum foi guisado.

     

    O Coelho Português parece que esqueceu a história de Gama e dos seus descendentes e aboliu o Ministério da Cultura. Qualquer cidadã e qualquer cidadão do mundo não pode entender esta decisão. A cultura, a arte não servem só para promover a imagem e os artistas dum país ou duma região. São tambem um factor de paz, permitindo o diálogo e o reconhecimento mútuo. E, sobretudo, a cultura, no âmbito das suas manifestações, é uma actividade que permite a emancipação e que permite lutar contra a alienação. A condição para que um homem seja livre é que ele seja culto.

     

    O primeiro ministério da cultura nasce em França em 1959. Na altura, a maior parte dos países não entendem a iniciativa, embora a Dinamarca acompanhe a novidade, criando em 1961 o seu ministério da cultura. O General De Gaulle pensa que a projecão internacional do país também deve passar pela arte e pela cultura. O famoso escritor André Malraux é nomeado à cabeça do “Ministère de Affaires Culturelles”. Passado meio século, a França é o primeiro destino turístico do mundo. Não se visita só a França pela variedade infinita dos seus climas, pela qualidade das suas praias, das suas montanhas, dos seus vales… também se visita a França pelo tesouro que constitui os seus patrimónios históricos, a riqueza dos seus museus, o número impressionante de festivais e de eventos culturais. E o turismo é uma das primeiras indústrias do mundo.

     

    Em Portugal, o ministério da cultura só aparece em 1995 com o governo Gueterres (socialista). Durou pouco. Mas a história sempre nos ensinou que as ditaduras e os seus descendentes abominam a cultura, fonte de memória livre. Assim, o encerramento do ministério da Cultura parece um absurdo quando se verifica que as artes Portuguesas estão a serem consagradas e reconhecidas internacionalmente. Em contrapartida, apoiam-se manifestações que visam a exploração dos trabalhadores e da classe média Portuguesa. A organização do “1° Salon de l’Immobilier Portugais”, de 14 a 16 de Setembro, irá decorrer em Paris. Este acontecimento, organizado por “La Chambre de Commerce de l’Industrie Franco-Portugaise (CCIFP)”, visa a venda de bens imobiliários, novos ou antigos, em Portugal. O que estava à venda, por exemplo, por 250 000 euros será oferecido por 100 000 euros. 

     

    Sabemos que, em França, Portugal está muito longe de ser o destino preferido dos aposentados que compram casa no estrangeiro para gozar a reforma. Também já não é o destino exclusivo dos Franceses cujo os avôs ou uma parte dos avôs são ou eram Portugueses. Os pais espiritais, Cavaco e Barroso, do actual primeiro ministro Coelho, reduziram a identidade cultural de Portugal ao Sol e à Praia. Ao trabalho dos pais, ao Sol e à Praia, Coelho quer acrescentar uma casa com piscina.

     

    Fica para saber se a piscina será de água doce ou salgada: Isto a propósito de ter lido que a obra de A. de Siza em Leça está ao abandono. 

    Nuno

  • Perguntar Não Ofende ………………………………..#14

     

    E se os masoquistas portugueses que tanto gostam de congeminar e vomitar  “polémicas de cordel”, de cada vez que uma comitiva lusa segue para as olimpíadas, fossem aprender a ler “Os Lusíadas” na letra dos Anaquim?

     

     

     

     

    Este é o nosso triste fado
    Do vamos andando e do pobre coitado
    Velha canção em que a culpa é do estado
    Por ser o espelho do reinado.

     

    E a história, por mais do que uma vez
    Foi mais cruel que a de Pedro e Inês,
    Levou-nos o que tanta falta nos fez
    Sem deixar razões ou porquês.

     

    Temos fuga ao fisco, estradas de alto risco
    Temos valiosos costumes e tradições.
    O que eu não percebo, se nos maldizemos
    Quais as razões?

     

    Temos Chico espertos, burlas e protestos
    Temos tantos motivos para sorrir
    O que eu nem imagino qual será a desculpa,
    Que vem a seguir?

     

    Gosto tanto deste país
    Só não entendo o que o faz feliz,
    Se é rir da miséria de outros quando a vemos
    Ou chorar da nossa própria quando a temos.

     

    Gosto tanto deste país
    Só não entendo quando ele se diz:
    Senhor do futuro, maduro, duro, mas seguro,
    E eu juro que ainda não o vi.

     

    música: “Os Lusiadas” – Anaquim

     

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    Paulo Jerónimo

     

  • Viva o Festival de Cinema de Vila do Conde!

     

    0 Festival de Cinema de Vila do Conde levantou uma pergunta pertinente: O que seria o mundo sem o cinema Português ?

    Julien Gester dedica um interessante artigo à 20ª edição do Festival de Vila do Conde e, igualmente, ao cinema Português.

    Um cinema que sabe inovar e que não abandona a sua vertente artística, reivindicando-a.

     

    O atual governo Português deixou de subsidiar a produção cinematográfica portuguesa!

    Ele mostra à cena internacional o seu desprezo pela cultura!

    Os recentes prémios alcançados (“tabu” e “Salaviza”) são uma enorme derrota para o atual governo Português!

    Este ultimo não pode negar que o cinema Português proporciona projeção internacional!

     

    Solidários com o Cinema Português, somos…

     

    Fonte: Libération, 18 juillet 2012, p. 23

     

    Nuno

  • Futebol Clube do Porto 1982-2012 ……………………. …………………….(Os Trinta Anos de Pinto da Costa)

     

     

    The famous Madger’s back heel goal that baptize this type of move in the Final of the European Champions Cup

      

    When I returned to Portugal in 1983, FC Porto was taking its first steps on a long journey that goes on still today.

    After doing a long “journey in the desert” fasting for 19 years without a title from the Portuguese League (1959 – 1978); it was the duo of Jose Maria Pedroto (Coach) and Jorge Nuno Pinto da Costa (Head of Football Department) who gave back the taste of victory to the blue and white adepts of the Portuguese championship in 78/79 season. It was under Américo de Sá presidency, and this was the starting point to a new cycle of many exuberant victories.

     

    The “Futebol Clube do Porto” has always had in its matrix the practice of the football sport, being the oldest football club in Portugal, founded in 1893 by António Nicolau d’Almeida, a merchant of Oporto Wine who has discovered football on his travels to England, however, the Club has always paid special attention to the other sports too.

    Jorge Nuno Pinto da Costa, who had began in the sports leadership with the section of  Hockey Skates of its hometown the so called “Invicta” – the very Noble and Loyal City of Oporto” (D. Maria II, Queen of Portugal) ascends to the presidency of FC Porto in 1982, marking a definite turning point in the club history.

     

    Concerning sport FC Porto wins in the very same year its first international title: the Cup of the Cups Hockey skates and two years later, reaches the final of the same competition but this time in football, losing the Cup against “Juventus”. The street hockey, which until 1982 did not have any title – national or international – made the Cup – Winner Cup – the first step in a journey towards the top of Portugal and World top… Back to the Winner Cup it won several Cups in 1983 winning a “pentacampeonato” (5 consecutive championships) between 1982 and 1987 and was crowned Champion of Europe in 1986 and 1990. Concerning athletics, Aurora Cunha adds titles, she won the Road World Championship 3 consecutive times (1984/85/86).

     

    When I arrived to Portugal, the new cycle initiated by Pinto da Costa had only a few months, but beyond the major factor that was the equipment of FCP, and also the City where I lived and had this football club – San Sebastian. There was Paulo Futre a football player hired from the ranks of SL Benfica was giving the first signs around the world, and I also succumbed to his talent, making me one of his enthusiastic fans.

    Futre and Gomes – Fernando Gomes: a duo of advanced players that made “weep” large crowds, some with joy and other for disappointment or terrible envy…

     

    Yes, I cried, and I remember perfectly even being eleven years old, sitting in a kitchen bench, watching the game in a black and white television, and there was my Porto: in the final of the trial queen of the football competitions: The European Champions Cup, now called UEFA Champions League.

    We were in 1987 when it was the “great glory” of FCP concerning football, with the conquer of this trophy, the European Champions Cup in Vienna against Bayern Munich with a memorable goal from heel Rabah Madjer, which consequently put the team playing in the Intercontinental Cup against Peñarol of Montevideo, during this match the Portuguese team won, and that “only” represents the title of the World Champion Club! And finally “we” played the European Super Cup in 1988 against the Amsterdam club – Ajax.

     

    Also internally FC Porto began to draw a domain that has extended till today.

    The 1990s were especially successful for the football team which was eight times a champion, five consecutive times this was the “Penta” history, who had never been achieved in Portuguese football History. FC Porto was also being successful in roller hockey (including the international level, winning two Cups ESRB), basketball, swimming and boxing. In 1993, the Cultural Council has organized several cultural events to mark the centenary of FCP and has been edited a commemorative numbered medal. FC Porto in 1995 surpassed the 100 thousand members and the following year, was the first time an athlete from FC Porto won an Olympic medal: Fernanda Ribeiro won the 10,000 meters and brought the gold medal from Atlanta (four years later she would bring the bronze medal from Sydney). Concerning handball, FC Porto in 1999 regained the title of national champion which had fled 31 years ago. As a matter of fact, 1999, has been the year of “Penta” too, scored a perfect season for the club who won the four most important modalities concerning the Portuguese sports panorama: football, hockey, handball and basketball.

     

    At the beginning of the XXI century Jose Mourinho arrived to Antas after having worked as head coach at Sport Lisboa Benfica and having been outstanding in União de Leiria. It was thanks to him that Porto football team returned to international titles.

     

    Winning the UEFA Cup, today called Europe League in 2003 and the UEFA Champions League in 2004, already in the new Dragão Stadium – it was a time when FC Porto again achieved full national recognition, it became champion in the four ways. In the very same year, the coach Victor Fernandez won the second Intercontinental Cup which would be added to the “portista” trophy list, a endured game and in the end, after his victory offered to “portistas”, it makes me go back to my 11 when I still was a kid any kid like me in 1987 would have liked it…

     

    FC Porto is now a recognized Portuguese Club, which “gives cards” and is respected as one of the leading ones among the best international teams, being very well known. Its records, surpassed this year (2011) the rival SL Benfica: record of national football titles (68) and some of these – thirty – are very recent and so I could watch them happening…

     

    The following major conquests are: the National and International Championships, dozens of others have been discounted here many Cups and Super-Cups of Portugal could be included in its records:

     

    1983 – Cup Winners Roller Hockey Cup.

    1984 – First European Football Final (Cup Winners).

    1986 – European Champion Clubs’ Cup and Continental Roller Hockey Cup.

    1987 – European Champion Clubs’ Cup, Intercontinental Cup and European. Super Football Cup.

    1990 – European Champion Clubs’ Roller Hockey Cup.

    1994 – CERS Hockey Cup.

    1995/96/97/98/99 – National Championship, National Football “Pentacampeão”

    1997 – CERS Hockey Cup.

    1999 – National Handball title (after 31 years) and national Basketball Championship.

    2003 – Champions of the UEFA Cup (Football).

    2004 – Champions of the UEFA Champions League, Intercontinental Cup

    2006/2007/2008/2009 – National Championship – National Football “Tetracampeão”.

    2011 – National Champion, Champion of the Europe League, in football. National Handball title, national Basketball title, national hockey title (“decampeão” 2000 – 2011 consecutive).

    2012 – National football Championship.

     

    Paulo Jerónimo

    Trabalho desenvolvido no âmbito de formação de Lingua Estrangeira

  • Perguntar Não Ofende ………………………………..#13

     

    Perigo de pedra no sapato{#emotions_dlg.unknown}

     

     


    Depois de eleminados no Mundial  2010 pelos espanhois com um golo em fora de jogo na parte final, só faltava a Portugal chegar a um dos seus melhores níveis exebicionais de sempre e o caraças dos vizinhos que teimam em não deixar de ser estraordinários.

     

    cartune: HenriCartune
  • Cristiano Ronaldo: Nouvelles Lettres Portugaises

     

     Foto: “Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider”, ed. Nicolai


    Em Portugal o futebol é o desporto rei e é omnipresente. Para uma população de 10 milhões de habitantes existem três diários desportivos que, essencialmente, só tratam de futebol. Se acrescentarmos que as publicações diárias e semanais dedicam várias páginas ao futebol e sem esquecer as edições em linha, podemos pensar que o gosto dos Portugueses pelo futebol é um fenómeno invulgar. E é tanto mais questionante que Portugal, em futebol, a nível nacional, nunca ganhou nada. 

     

    Portugal tem, no entanto, hoje em dia, pela primeira vez na sua historia, um futebolista que já é lendário. Pelé, Eusébio, Platini… foram excelentes jogadores, mas não são, propriamente dito, lendários. Best ou Cantona, por exemplo, sim. 

    Cristiano Ronaldo desespera os Portugueses. Estes últimos que tanto gostam de lendas, quando tem uma viva e ao seu alcance fogem dela. Cristiano Ronaldo é um “contentamento descontente”, para os Portugueses.

     

    Num país em que a imagem do Homem está ainda ligada, essencialmente, à ruralidade (não é uma ofensa), Cristiano Ronaldo incomoda. Este não é só um jogador fora de série, é também um “metro sexual”. E talvez seja a sua urbanidade, a sua “metro sexualidade” que não lhe é perdoada. 

    O conceito, o termo “metro sexual” é criado por Mark Simpson. Este jornalista Inglês debruça-se, a partir dos anos 2000, sobre a evolução da “masculinidade”. O homem “metro sexual” deseja ser desejado e, isto, é uma forma de libertação. Beckham, por exemplo, incarna este movimento. São os homens que vão expor o seu corpo: Tatuagens, piercings, depilação, gel… passam a serem símbolos da identidade pessoal. O narcisismo já não é o apanágio das mulheres.

     

     

    Os homens já não tem vergonha de dizer que gostam de ver a imagem de outros homens. O corpo tornou-se um dos últimos acessórios da sedução masculina. O corpo do Homem tornou-se um objecto por vontade própria do Homem. Tudo no corpo é desenhado, estilizado, modelado até ao penteado, até ao ultimo detalhe. Isto, para poder agradar e competir com os outros homens. Mas também para poder conquistar e partilhar o poder das mulheres. Numa sociedade em que a imagem alcançou um estatuto maior, o desejo de ser desejado passa pela obrigação de ser visto no mundo da imagem tecnológica (televisão, webcam, etc..). E São as mulheres que compõem a maioria dos telespectadores.


    Cada vez mais, as mulheres afirmam gostarem de ver cenas de amor entre os homens. Como cada vez mais abrem “boîtes” com striptease masculino. Penso que é neste contexto que se insere a imagem de Cristiano Ronaldo. Ela pertence à adolescência da primeira geração “metro sexual”. A imagem do futebolista levanta sentimentos de frustração e de medo na sociedade Portuguesa? O que é certo é que tal imagem baralha os dados. Como se fosse necessário seduzir os homens, para seduzir as mulheres.

     

    Há quarenta anos, David Bowie pré-figurava esta evolução. Beckham deu-lhe uma forma simples e Ronaldo uma forma complexa ou artística.

     

    Sobre a ilustração de C.R.: ver aqui

    Nuno

  • O Cosmos em Guimarães Rosa ……………………….. …………………….. Le Cosmos chez Guimarães Rosa

     

    Le texte de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, est l’une des oeuvres majeures de la littérature d’expression portugaise. Il est traduit en français chez “Albin Michel”. Le livre comporte une préface de Vargas Llosa. Et la traduction est de Maryvonne Lapouge-Pettorelli. 

    Nuno

     

     

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    O texto de Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas é o maior romance da literatura de expressão portuguesa. Este texto está para a literatura de expressão portuguesa como Finnegans Wake de J. Joyce está para a literatura de expressão inglesa.

     

    É um livro que assenta numa linguagem criada por G. Rosa para definir o seu Cosmos (tal como o fizera Joyce). Um Cosmos que é uma combinação e oposição simultânea entre: O “material” e o “espiritual”, o bem e o mal… O “material” é a linguagem, a luta pela expressão; O “espiritual” é a memória, a luta entre valores (bem / mal), o porvir. Para que as personagens possam ser fluidas, combinando oposições, o autor dá nascença a uma nova língua.

     

    As primeiras páginas não são fáceis de entender. Mas com o decorrer da leitura o universo “Roseano” abre-se. Existe um dicionário pensado por Nei Leandro de Castro que pode ajudar: Universo e Vocabulário do Grande Sertão (Livraria J. Olympio Editora, Rio). Mas continuo a pensar que depressa se entende que “canoar” é navegar em canoa ou que “ventear” é produzir vento…

     

    O Sertão é o Cosmos que pinta a união e a oposição entre o aquém e o além, o bem e o mal…Na descrição da evolução da batalha entre as bandas rivais de jagunços todas as formas e temas maiores são salientados: O romance de cavalaria, o romance épico, o pacto com o diabo, o naturalismo, a crença, o esoterismo, o existencialismo…

     

    O nome dos personagens é também muito importante. Tomemos, por exemplo, Riobaldo e Diadorim. Riobaldo é o jagunço letrado que vai para a guerra. Ele tem que vencer e faz um pacto com o diabo. Está também apaixonado por Diadorim. O seu código proíbe amar homens. A sua existência fica dividida por esta oposição. Na batalha final, Diadorim morre e Riobaldo descobre que a sua paixão é uma mulher disfarçada em homem. Um tema muito clássico da literatura medieval: Diadorim disfarça-se de mulher para poder acompanhar o seu pai na guerra. Como é também um tema muito clássico o pacto com o diabo. Está presente quer em Goethe (Fausto) quer em Pessoa.

     

    De novo se expressa a noção de movimento: O bem, o mal, o convencional, o “inconvencional”… num perde-ganha-perde-ganha… O subtítulo da obra é “o diabo na rua, no meio do redemoinho…” dá a sensação de agitação, mudança, novidade…

     

    Já é menos clássico que o pacto com o diabo apareça, linha menos linha, no centro da narração, criando uma simetria. Já é menos clássico a polissemia do nome Diadorim: Dia-dor-im. A primeira sílaba reenvia para a palavra “dia” e também para a primeira sílaba das palavras “diabo” e “diálogo”… O dia da dor? O diabo da dor? O diálogo da dor?… Podem haver várias interpretações. O sufixo “im” é um sufixo que acentua a insistência como, por exemplo, na palavra “mandarim”: Mandar+im. O nome da personagem Rio+balde evoca, sobretudo, a palavra rio que lembra a água, a vida, a viagem, a foz, novos mundos. 

     

    O texto elaborado por Guimarães Rosa termina com o símbolo do infinito. A palavra “fim” não pode existir no Cosmos, no diálogo entre o aquém e o além, entre o bem e o mal. Deste permanente diálogo nasce da boca de Riobaldo a frase que atravessa repetitivamente toda a narração: “Viver é muito perigoso”. O Cosmos é Deus e o diabo é o seu subconjunto, não podendo um existir sem o outro. E Riobaldo explica que quem decide somos nós e que somos nós os únicos responsáveis por nossas decisões. Eis as últimas palavras do texto que antecedem o símbolo do infinito:

     

    “Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for… Existe é homem humano. Travessia.”

     

    O texto de G. Rosa conheceu outras edições. E é estranho que algumas tenham esquecido o símbolo do infinito como também transformado a capa com todos os pormenores e signos desejados pelo autor.

     

    Porquê? Sim, porquê? 

    Nuno 

    obs: Para Gisleuda, o prometido é devido.