Category: mrcosmos

  • Quando se apaga a “Luz”.

     

     

    Quando ontem se apagou a luz – a iluminação artificial do Estádio Sport Lisboa e Benfica – caiu definitivamente a máscara. Definitivamente, deixa de haver motivos para repescar o por mim gasto e associado termo à instituição S.L.B. nas suas atitudes dos últimos anos, os autodenominados defensores do fair play e da verdade desportiva, acobertada por uma atitude nada condizente e típica do que varias vezes apelidei por : “Virgens Ofendidas“.

     

    Quando perante os quatro cantos do mundo que assistiu a retransmissão televisiva do jogo do Titulo Português de Futebol, uma instituição reage desta forma, palavras para quê?

    As acções ficam com quem as pratica, a menos de 15 dias dos dois “assanhados rivais” se voltarem a encontrar no mesmo palco, para a 2ª mão da Taça de Portugal.

    Caso para perguntar: e depois do apagão, farse-a definitivamente luz?

  • A democracia dos clubes

     

     

    Nota prévia: Antes que o PortoMaravilha comece a resmungar, eu sei, sim , que nunca pus uma foto tão feia aqui no Cosméticas, e que a da Elizabeth Taylor cada vez mais para baixo, é muito mais bela de apreciar. Mas – Deus me perdõe – A Elizabeth, não fui eu que a tratei de enterrar…

     

    Vem o post a propósito de ser recorrente o FC Porto ser conotado com falta de democracia nos últimos 30 anos, por nunca haver quem se candidate contra Pinto da Costa, e por ser sempre este assim a ganhar.

    Por muito que custe aos rivais ver Pinto da Costa no poder há mais de 30 anos – e de ser de entre todos no mundo, o presidente com a melhor carreira de futebol – a mim que também já me custa aturalo e sou portista desde pequenino, ou seja: nunca conheci outro Presidente no meu clube, convenha-mos, que não posso desatar por aí a choramingar porque ninguém se atreve a ser drásticamente humilhado numa concorrencia directa à Presidência do FCP contra Pinto da Costa.

    Agora, que fique bem claro: Nas próximas eleições do FCP em que haja 2 candidatos ao cargo, cada sócio tem um (1!) voto.

    O rico, o pobre, o recém associado ou o mais antigo Dragão de Ouro.

    Querem coisa mais democrática?

     

    Não é como nos clubes da Capital do Império, onde Bruno Carvalho até teve mais pessoas a votar nele, mas venceu o que conquistou os sócios mais poderosos, pois conforme  a antiguidade, a disparidade e poder de votos entre os sócios do Sporting CP pode conseguir variar entre 1 a 25 votos. Coisa éticamente inadmissivel nos nossos dias, até para uma simples Assembleia de Condomínio.

    E parece que para os lados do SL Benfica, a divisão de votos é coisa parecida… Segundo me explicaram sobre os dois casos, e posso correr o risco ter ter sido muito mal esclarecido.

     

     

    Quem é democrático, quem é? Era o Salazar…

    Não é só nos resultados e carreira futebolistica dos clubes nos últimos 30 anos, até nestes concretos se pode verificar quem são os clubes da era democrática ou os do regime.

     

    democracia
    (grego demokratía, -as, governo do povo)

    s. f.

    1. Governo em que o povo exerce a soberania, directa!direta ou indirectamente.

    2. Partido democrático.

    3. O povo (em oposição a aristocracia).

     

    aristocracia

    s. f.

    1. Conjunto dos nobres.

    2. Forma de governo em que predomina a nobreza.

    3. Superioridade.

     

    Dicionário Priberan Online.

     

     

     

  • Portugal – ‘o bobo da corte’

     

    Preparados para verem Portugal a tornar-se num 27.º Estado Brasileiro?

    Se é para rir ou não – a habitual coluna intitulada “Lex”, na última edição do Financial Times – não o saberei muito bem… mas é de facto com um tom de fina ironia provocatória, que o conceituado Jornal Internacional Inglês se dirige aos Portugueses:

     

    A equipa de colunistas do Lex do Financial Times diz que Portugal podia tornar-se uma província do Brasil

    Colunista do Financial Times lança uma proposta provocatória para resolver a crise de dívida: que Portugal seja anexado pelo Brasil.

    A imprensa britânica não poupa na ironia para apontar saídas para a crise de dívida que Portugal atravessa. A equipa de colunistas do Lex do Financial Times diz que Portugal podia tornar-se uma província do Brasil.
    “Aqui vai uma maneira ‘out-of-the-box’ para lidar com o problema: anexação pelo Brasil (uma década de 4% de crescimento anual do PIB, muito mais elevado recentemente). Portugal seria uma grande província, mas longe de ser dominante: 5% da população e 10% do PIB”.
    E falam das vantagens, apesar da perda de ‘status’.
    “A antiga colónia tem algo a oferecer, mesmo para além da diminuição dos ‘spreads’ de crédito e, proporcionalmente, défices e contas correntes governamentais muito mais baixos. O Brasil é um dos BRIC, o centro emergente do poder mundial. Isto soa melhor lar que uma cansada e velha União Europeia”, escreve o FT, numa alusão aos avanços e recuos do Velho Continente em lidar com a crise de dívida soberana.
    Além disso referem que a UE considera Portugal problemático: “Sem governo, elevada resistência à austeridade e crónico desempenho económico”.

     

    fonte: Diario Econónico Online 25/03/2011

  • Futebol, uma arena de morte?

     

     

    Ironicamente, esta época «O Jogo do Ano» , que poderá perfeitamente ser o desfecho do campeonato 2010/2011, virou-se às avessas, e, apesar dos intervenientes serem os mesmos do ano passado, os candidatos e os palcos do jogo são os opostos: desta feita são os Dragões que podem reconquistar o estatuto de campeões no estádio do rival, na Luz (acontecimento do qual à partida não acredito que o SLB permita).

    Depois da experiência do ano passado (link) e de ter prometido a mim mesmo (ou melhor, se calhar foi mais a minha mulher e meus filhos) que não punha os pés em tais ambientes tão depressa… actos de vandalismo e violência só têm crescido no mundo do futebol. Os estádios estão cada vez mais entregues aos Ultras, Claques (marginais) Organizadas, e hoje sai mais uma, a noticia de mais um ataque ao autocarro da equipa e à viatura que transportava o Presidente do SL Benfica, aquando da sua deslocação, a Passos de Ferreira, na periferia da Cidade do Porto.

     

    Está Portanto criado o ambiente (aguardando-se a retaliação) para a recepção daqui a quinze dias da equipa Portista e seus adeptos à “Capital da Luz”, Lisboa.

    O que se está a passar no futebol português não é fenómeno exclusivo nacional, alarga-se aos demais países europeus : a predominância e preponderância das claques nos estádios, arrastando a violência e afastando as famílias e adeptos do futebol.

    Mas ao histórico da rivalidade no futebol português há que acrescentar mais um dado relevante, o que começou por ser uma guerra lançada nos anos 90 de Norte para Sul, que o Norte viria a ganhar, e cujo país dos “6 Milhões orgulhosamente gloriosamente sós” ainda hoje não perdoa: O perder de um estatuto no futebol nacional – e não menos importante – no futebol internacional, para o clube do norte, do qual a capital estava mal habituada a que fosse sempre seu, nem que fosse… “por decreto”.

     

    Um dos meus últimos textos escritos sobre futebol – esse desporto que consegue ter hoje tanto de apaixonante como de repugnante – reflectia precisamente esse meu entendimento, da nossa pequenez, à portuguesa. recupero-o hoje, tratou-se precisamente de meu post de saída/despedida na participação do Blogue BiBó PoRtO, carago!! , porque realmente, cansa, remar contra a maré!

     


    Universo FCP«

     

     

    Gosto de ver e olhar para o Futebol Clube do Porto, numa dimensão e grandeza como a que vai de Viena a Tokio (glórias FCP em 87/88), de Sevilha a Gelsenkirchen (glórias do FCP em 2003/2004), de Portugal para o mundo.

    Serão certamente muitos mais, aos milhares, os que comungam deste tipo de ambição no FCP e isto pode ser sobretudo notório quando se olha num prisma menos habitual: desviando a atenção da árvore para a floresta.
    Tanto mais clarividente se torna tal situação, quanto maior for a capacidade de desactivar certas emoções, ou a capacidade em dose certa de relativizar o quotidiano, de raciocinar.

    Portugal é um país pequeno, periférico, em muitas vertentes ainda sub-desenvolvido, e que dá mostras diariamente precisamente disso.
    A boçalidade impera, e para isto em muito, o já mui antigo fenómeno nacional de futebol contribui. A Industria da Bola (coisa distinta da Indústria Futebol) continua a “par e passo”, atrasada, numa verdadeira dimensão do Portugal-dos-Pequeninos, onde de resto os vários sectores da sociedade cuja “cultura da bola” tem um peso dominante, são de uma promiscuidade atroz.
    O Futebol Clube do Porto, pela sua génese e características próprias, foi o único clube português que, uma vez aberta a oportunidade com o fim da ditadura politica, soube vingar, evoluir, e acompanhar uma nova era do fenómeno futebol, o da indústria futebolística, competentemente na pedalada que se lhe impunha: sobretudo globalizada.

    Hoje chegados aos anos em que vivemos, e olhando para o país que temos, em nada me admira que se tente ofuscar o brilho que o FCP irradia. Neste país onde a mentalidade do “orgulhosamente sós” ainda perdura, e o nivelar por baixo é “pau para toda obra”, as raras excepções de sucesso dos mais capazes acaba por ser encarado como o desmascarar da mediocridade geral. Ao invés de servir de incentivo, é um tocar na ferida, e é isso que o FCP tantas vezes e a vários níveis, acaba por provocar.

    Um exercício curioso pode passar por abrir a página do Google e fazer uma busca por FC Porto (link). Verificará que, à data corrente, o maior motor de busca mundial apresenta cerca de 10 milhões de resultados!

    Se ensaiar a busca com os dados do maior clube rival (link) verificará que o SL Benfica obtém uns ”meros” 2,8 milhões de resultados.
    Pode-se mudar os parâmetros da pesquisa, procurar pelos nomes completos das instituições, seleccionar a busca para determinado idioma especifico, procurar apenas imagens, etc… , regra geral, a disparidade de grandeza na amostragem irá se manter a favor do emblema azul e branco.
    Vale o que vale, ou como salientado: “trata-se de um exercício curioso”, mas que ilações se podem tirar?
    O Futebol Clube do Porto há já muito tempo que deixou de pertencer a um futebol e país que perdura em muitos aspectos no orgulhosamente só. O FC Porto é património do futebol global, universal, e aqui reside a sua principal exigência.

    Como tal, seria por vezes bom não nos distrairmos com fait divers e outras manobras de diversão cá do burgo, sob pena de passarmos à nós próprios (portistas) um atestado de menoridade.

     

    MrCosmos, 13/09/2010

     

    Adenda, hoje 22/03/2011: Ainda há poucas semanas atrás uma peça televisiva da CNN vinha confirmar a imagem e estatuto mundial do FCP, ao que os portugueses, mesmo portistas, entretidos em gerrilhas, esquecem ou preferem não ver, e isto na realidade da “Escala do Futebol Mundial”. Actualmente o FCP está no 4º Lugar deste “TOP 10” CNN, Atrás do Barcelona (1.º), Real Madrid (2.º) e M. United (3.º).

     

  • Hulk – o Tsnami vindo do Japão

     

     

    Hulk, o ‘jogador sensação‘ do campeonato portugês, descoberto pelo FC Porto na 2ª liga de futebol japonesa, há 2 ou 3 épocas atrás, cometeu ontem a infração de despir a camisola (consequente cartão amarelo) na comemoração da marcação do 2º golo do jogo frente ao União de Leiria.

     

    O tema futebol – que nos apaixona – anda há muito tempo arredado das nossas linhas por aqui, porque questionamos e consideramos “até que ponto se estará transformando este palco numa arena de morte”, acreditando que a manterem-se determinadas atitudes, leiam-se: verdadeiras infracções impunes sobretudo fora das 4 linhas, certamente está a caminhar para lá. E com isso não podemos pactuar.

    No entanto confesso: há infracções no futebol, como a que Hulk cometeu no jogo de ontem reconhecendo seu apreço e afecto pelo povo nipónico que um dia o acolheu, que com certeza orgulha qualquer bom adepto apaixonado por futebol. Digo eu… comungando nossa solidariedade com o Japão. Porque, isto sim, está na essência do futebol.

  • Passará ou ficará? Ainda sobre o 12 de Março.

     

     foto: Rui Macedo

     

    Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão.”

    Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema ’12 de Março’ nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

    Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

    Extravasou os ditos “de uma geração”, trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão – a de Portugal.

     

    Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.

  • Passará ou ficará? Ainda sobre o 12 de Março.

     

     foto: Rui Macedo

     

    Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão.”

    Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema ’12 de Março’ nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

    Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

    Extravasou os ditos “de uma geração”, trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão – a de Portugal.

     

    Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.

  • O 12 de Março ficará, ou passará?

     

     

    O 12 de Março de 2011 que se aproxima, começa a inquietar alguma (bastante?) gente.

    Tentativas de colagens, distorção da mensagem, juízos de valor da juventude que se propõe a levantar a voz, e outras demais leituras de intenções travessas, aos objectivos pretendidos pelos auto-intitulados, e passando a citar: “quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal” – vão sendo apontados pelos fazedores de opinião habituais nos médias portugueses – como sempre do alto de sua “cátedra” sem sequer levantarem o cu de seus “cadeirões”, e sem quererem perceber melhor o que realmente está em causa – como sendo a pura e dura demagogia que está para sair à rua, e que isso é… perigoso.

     

    Tamanho “tiro no pé”, como o que  Miguel Sousa Tavares deu ontem no Jornal da noite da SIC (link), só me ocorre  realmente o idêntico que Vicente Jorge Silva deu, no famoso editorial do Jornal ‘O Púlico’ de 1993, baptizando esta mesma geração que 20 anos depois quer voltar à rua, de “Geração Rasca”.

    O Movimento Organizador para 12/3 da ‘Geração à Rasca’, já exigiu, o respectivo direito de resposta ao canal. E era o que se lhes exigia fazer… (aqui) .

    Entretanto, o manifesto de intenções vai-se clarificando, no site da organização, apoiado por uma já considerada poderosa arma, nos dias que correm,  de seu nome Facebook, convencendo cada vez mais adeptos, e começa a conseguilos de todos os quadrantes profissionais, mais ou menos habilitados, mais ou menos qualificados.

    De Lisboa e Porto, as concentrações já se alargaram neste momento, e estão marcadas para o mesmo dia, para outras cidades:

    Braga; Castelo Branco; Coimbra; Faro; Guimarães; Leiria; Ponta Delgada; e Viseu.

     

    Depois do forte interesse e curiosidade, rodeado de alguma “graça”, que a comunicação social começou por dar e exibir aos espicaçados jovens pela canção dos Deolinda, estes meteram mãos à obra, e a fase dos aconteciemntos agora passa mais por um “afiar de facas” perante as proporções do evento que ameaça meter respeito. Caso para perguntar: 12 de Março será “uma tarde de facas longas”? Ficará, ou passará?