O 12 de Março ficará, ou passará?

 

 

O 12 de Março de 2011 que se aproxima, começa a inquietar alguma (bastante?) gente.

Tentativas de colagens, distorção da mensagem, juízos de valor da juventude que se propõe a levantar a voz, e outras demais leituras de intenções travessas, aos objectivos pretendidos pelos auto-intitulados, e passando a citar: “quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal” – vão sendo apontados pelos fazedores de opinião habituais nos médias portugueses – como sempre do alto de sua “cátedra” sem sequer levantarem o cu de seus “cadeirões”, e sem quererem perceber melhor o que realmente está em causa – como sendo a pura e dura demagogia que está para sair à rua, e que isso é… perigoso.

 

Tamanho “tiro no pé”, como o que  Miguel Sousa Tavares deu ontem no Jornal da noite da SIC (link), só me ocorre  realmente o idêntico que Vicente Jorge Silva deu, no famoso editorial do Jornal ‘O Púlico’ de 1993, baptizando esta mesma geração que 20 anos depois quer voltar à rua, de “Geração Rasca”.

O Movimento Organizador para 12/3 da ‘Geração à Rasca’, já exigiu, o respectivo direito de resposta ao canal. E era o que se lhes exigia fazer… (aqui) .

Entretanto, o manifesto de intenções vai-se clarificando, no site da organização, apoiado por uma já considerada poderosa arma, nos dias que correm,  de seu nome Facebook, convencendo cada vez mais adeptos, e começa a conseguilos de todos os quadrantes profissionais, mais ou menos habilitados, mais ou menos qualificados.

De Lisboa e Porto, as concentrações já se alargaram neste momento, e estão marcadas para o mesmo dia, para outras cidades:

Braga; Castelo Branco; Coimbra; Faro; Guimarães; Leiria; Ponta Delgada; e Viseu.

 

Depois do forte interesse e curiosidade, rodeado de alguma “graça”, que a comunicação social começou por dar e exibir aos espicaçados jovens pela canção dos Deolinda, estes meteram mãos à obra, e a fase dos aconteciemntos agora passa mais por um “afiar de facas” perante as proporções do evento que ameaça meter respeito. Caso para perguntar: 12 de Março será “uma tarde de facas longas”? Ficará, ou passará?

 

Comments

One response to “O 12 de Março ficará, ou passará?”

  1. PortoMaravilha Avatar

    É com grande prazer que se pode afirmar que o Cosmeticas tem em linha um blog que apresenta uma entrevista com um dirigente das agências de anotação ( Coulisses de Bruxelles ). Algo muito raro.

    Hoje é dia 8 de Março. Dia Internacional da Mulher. Em memória daquelas que revendicaram o direito de greve e uma melhor condição da mulher como operária, para as mulheres, e que morreram trancadas e queimadas numa igreja.

    Quanto ao que está escrito no post, agradeço em primeiro lugar a informação.

    Todavia, Grande Chefe Apache não creio que a facebook ou até as redes sociais e internet tenham qualquer coisa a haver com os sinais de fumo.

    Nos países que não conhecem a democracia, a net é um instrumento extraordinário de repressão. A China, A Rússia, o Irão.., ( mantenho que não há democracia na Rússia )… utilizam a net como sistema de bufos.

    Exemplo : Amanhã manif organizada na praça… E, sob efeito de modernidade ou mimetismo, as pessoas vão e são fichadas, presas… porque compareceram.

    O Libé tem uma entrevista extraordinária ( 5 e 6 de Março ) com o cientista E. Morozov. Este demonstra que a net e o facebook podem ter duas caras : Liberdade e repressão.

    Quanto ao 12 de Março, um movimento sem assento político nunca meteu medo a ninguém. Qual organização, qual representação política, qual representação sindical ?

    Visto de fora, o 12 de Março parece um movimento de protesto ( fácil de canalizar ) mas não revolucionário. A peça televivisa mostrada mum post anterior mostra que a geração à rasca, apesar de tudo, pode ter qualquer coisa a perder. Ó capas batinas ! LOL ! LOL !

    Já não é o caso das revoltas na Tunísia onde os jovens já não têm nada a perder.

    Nuno