Category: mrcosmos

  • Um orgasmo de intervenção

     

     

    Os catalães quando querem, esmeram-se.

    Neste caso, a Juventude Socialista da Catalunha aplicou-se, estando a gerar controvérsia.

    E nós por cá, como já tínhamos “um orgasmo futebolistico“, fica outro de intervenção mais… cívica. De revirar os olhos!

    (Que o futebol anda pela hora da morte)      

  • A trilogia das cores

     

    Cem anos volvidos, o quê é que se comemorou neste último 5 de Outubro?

    Oficialmente: a Implantação da República Portuguesa, o seu centenário, e consequentemente vários acontecimentos e assuntos relacionados acabam por ser nesta altura “ressuscitados”. O Regicídio, o derrube da monarquia, a mudança do regime, a prematuridade de uma república excessivamente visionária, a inevitabilidade e o impasse que foi a ditadura, que estamos melhor, ou estaríamos pior… que já se fazia outra!

    Muito se tem dito, visto e escrito sobre o tema que se vem prolongando durante uma boa temporada, e não menos importante de refletir, que talvez pouco se veja discutir, talvez um “ponto de situação” no que toca aos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, a matriz dos ideais republicanos.

     

    Numa perspectiva diferente, entre as muitas dissertações que se vão lançando sobre o tema, porque não uma sugestão: uma obra cinematográfica do realizador polaco Krzysztof Kieslowski – “A trilogia das cores” (1993/1994).

    Na base de “A trilogia das cores” estão dois acontecimentos marcantes: o bicentenário da revolução francesa, sabendo-se que é com este acontecimento que nasce o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, e em segundo, a comemoração da unificação da Europa, hoje conhecida pela União Europeia.


    Convidado a fazer esta dupla homenagem, o realizador polaco pega nos três lemas e cores da bandeira francesa, transportando-os para a actualidade e questionando, em três filmes, como se encontram tais valores na Europa e no mundo?

    Na trilogia dos filmes “A liberdade é azul” , “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”, as vidas das personagens principais sofrem transformações e entrarão em conflito com os temas/lemas de cada cor.

    Seria a liberdade algo trágico? A igualdade uma comédia? A fraternidade inexistente? Perguntas que são levantadas e em permanente actualidade.

     

    Respostas que a boa maneira portuguesa até se podem andar a enrolar. Ou “nem que se vivam cem anos”, ficam-se por dar.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 14/10/2010

  • A trilogia das cores

     

    Cem anos volvidos, o quê é que se comemorou neste último 5 de Outubro?

    Oficialmente: a Implantação da República Portuguesa, o seu centenário, e consequentemente vários acontecimentos e assuntos relacionados acabam por ser nesta altura “ressuscitados”. O Regicídio, o derrube da monarquia, a mudança do regime, a prematuridade de uma república excessivamente visionária, a inevitabilidade e o impasse que foi a ditadura, que estamos melhor, ou estaríamos pior… que já se fazia outra!

    Muito se tem dito, visto e escrito sobre o tema que se vem prolongando durante uma boa temporada, e não menos importante de refletir, que talvez pouco se veja discutir, talvez um “ponto de situação” no que toca aos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, a matriz dos ideais republicanos.

     

    Numa perspectiva diferente, entre as muitas dissertações que se vão lançando sobre o tema, porque não uma sugestão: uma obra cinematográfica do realizador polaco Krzysztof Kieslowski – “A trilogia das cores” (1993/1994).

    Na base de “A trilogia das cores” estão dois acontecimentos marcantes: o bicentenário da revolução francesa, sabendo-se que é com este acontecimento que nasce o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, e em segundo, a comemoração da unificação da Europa, hoje conhecida pela União Europeia.


    Convidado a fazer esta dupla homenagem, o realizador polaco pega nos três lemas e cores da bandeira francesa, transportando-os para a actualidade e questionando, em três filmes, como se encontram tais valores na Europa e no mundo?

    Na trilogia dos filmes “A liberdade é azul” , “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”, as vidas das personagens principais sofrem transformações e entrarão em conflito com os temas/lemas de cada cor.

    Seria a liberdade algo trágico? A igualdade uma comédia? A fraternidade inexistente? Perguntas que são levantadas e em permanente actualidade.

     

    Respostas que a boa maneira portuguesa até se podem andar a enrolar. Ou “nem que se vivam cem anos”, ficam-se por dar.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 14/10/2010

  • Quando a boca foge para a verdade… Ganda SIC!

     

    E quem diz a verdade não merece castigo! :-)))

     

  • Igualdade de direitos e… obrigações

     

     

    Dia da Defesa Nacional obrigatório para as mulheres (link)

     

    O argumento político é o de que se trata de uma questão de igualdade de direitos e deveres entre géneros (argumento que me convence).

    Ou seja, a partir de hoje, em Portugal, cidadãos homens ou mulheres, militarmente deixam de ter distinção.

    Mas a realidade é que uma coisa é reclamar por direitos, outra é encarar as obrigações.

     

    Às armas, minhas senhoras, às armas, sobre a terra e sobre o mar…

     

    PC

  • Ciganices, xenofobia, ou legítmas questões?

     

     

    A França já repatriou desde o início deste ano mais de 8000 ciganos, oriundos da Roménia e Bulgária (link).

    Se por um lado o livre trânsito entre países membros é garantido pela União Europeia, por outro uma das condições para que isso se verifique é a de que tais residentes têm de dar mostras de que trabalham, ou que possuem recursos suficientes para não virem a tornar-se uma carga social no país de acolhimento.

     

    A polémica está instalada, mas sendo este um problema cujo foco está direccionado para “la grande mère Francesa”, está a ser tratado com pinças pela UE .

    Ciganices, xenofobia, ou legítimas questões?

    A comparação e crítica à Sarkozy, como um pequeno Hitler dos tempos modernos, começa a ser inevitável. E as mostras de fragilidade do sistema europeu, também.

     

    Foto: AFP

    PC

  • Tréguas na batalha

     

    Tal como era censurável que as autoridades portomosenses se mantivessem arredadas das comemorações da Batalha de Aljubarrota, parecem-me louváveis as aparentes tréguas verificadas na organização das comemorações, e onde finalmente se pode constatar, pela primeira vez, uma defesa condigna dos interesses e da memória portomosense, com a participação do Município de Porto de Mós na organização conjunta (com a Fundação Aljubarrota e o Município da Batalha) das habituais comemorações assinaladas há cerca de 15 dias.

     

    Entre 1383 e 1385 os tempos em Portugal foram de crise política, guerra civil e anarquia.

    Fruto das pelejas constantes entre os dois reinos vizinhos, que procuravam a sua consolidação no território da Península Ibérica, a coroa portuguesa colocou-se numa posição frágil resultante de um acordo de paz (Salvaterra de Magos, Março de 1383) quando seu rei, D. Fernando I acede a que o filho varão que nascesse do casamento de sua filha única, D. Beatriz, com D. Juan I de Castela, herda-se o reino de Portugal. Tal posição era mal vista pela maioria dos portugueses que entendiam ser grande o perigo de união dinástica de Portugal com Castela, caso D. Beatriz viesse a falecer antes de seu marido, e sem filhos.

    Perante a resistência de Portugal a ser subjugado por Castela, os portugueses unem-se em volta de D. João, mestre da Ordem de Avis, aclamado pelas cortes em Coimbra (Abril de 1385) como sucessor do trono.

     

    Foi neste contexto de crise e guerra que a povoação de Porto de Mós e o seu castelo tomaram o partido de D. João I e acolheram as suas tropas, comandadas por D. Nuno Álvares Pereira, na véspera da grande batalha que viria a afirmar definitivamente Portugal como uma nação sólida e independente. Foi nos terrenos de Porto de Mós que se travou a mais célebre e importante das batalhas portuguesas. Batalha essa que confirmou Portugal, para além de uma nação reconhecida, como um povo de querer e vontade afirmativa.

     

    Que Porto de Mós e o seu Município saibam, neste concreto e definitivamente, “sair do armário”.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 02/09/2010

  • A resistência do papel impresso

     

    ( Sem bateria no telemóvel ? )