Author: portomaravilha

  • A imagem de Portugal no mundo: P. Abrunhosa na revista Latitudes ………………………….(aussi en fr)

     


     L’image du Portugal dans le monde : Pedro Abrunhosa dans la revue Latitudes

     

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     Source / fonte: Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Louvo e agradeço a gentileza da revista “Latitudes” que autorizou a tradução desta entrevista levada a cabo por Dominique Stoenesco e Odette Branco.

    Nuno

     


     

    Latitudes : Em nota introdutória a esta entrevista, poderiamos começar pelo seu percurso pessoal. E nomeadamente pelo Porto, a cidade que lhe é tão querida.

     

    Pedro Abrunhosa : Em primeiro lugar Porto sigifica “port”, um porto de acolho, aquele ao qual regresso sempre. Nasci no Porto e vivo no Porto, mas estou sempre em “transit” porque viajo muito, sobretudo para Nova Iorque por razões totalmente profissionais e é aì que se encontra a indústria musical do disco. Mas o Porto é sempre o sítio a onde regresso sempre, é a minha casa, aqui sinto-me bem. O Porto é a cidade do granito, dos poetas, é uma cidade de cultura com profundas raízes históricas. O nome “Portugal” nasceu aqui no Porto, entre Porto e Gaia que está na outra margem do rio Douro. Ele vem da junção destes dois lugares, Porto e Gaia que no tempo dos Romanos se dizia Calem, daí Portocalem, depois Portugal. Tudo começou aqui. Para mim, há asseguradamente indicadores sociológicos que fazem um pouco a diferença entre o Norte e o Sul : Somos um país feito de diversidades culturais, mas também de unidade cuja língua é o factor essencial. Por outro lado, esta língua deu nascença a um enorme espaço, chamado Lusofonia, que permite hoje em dia o contacto entre povos geograficamente muito afastados. Isso representa sem dúvida uma mais valia.

     

    Latitudes : Num documentário mostrado na televisão Francesa, há já alguns meses , no programa “Des racines et des Ailes ” , dizia que o Porto é uma cidade de inovação e de criação artistica em várias áreas , como a foto , a música , o cinema e a literatura.

     

    P. A . : Sim, o Porto é uma cidade de cultura. Creio que uma cidade , um país , mesmo uma pessoa são antes identificados através da cultura do que da política. Somos o que fazemos , o que dizemos, o que sentimos e o Porto é uma cidade muito activa , muito criativa . Podemos citar a escola de Arquitectura, reputada, Manoel de Oliveira, um dos maiores cineastas, originário do Porto, Eugénio de Andrade que embora não sendo originário de aqui ,sempre aqui viveu toda a sua vida. Ou ainda a Universidade do Porto que acolhe inúmeros estudantes vindos do espaço lusófono. Em seguida a Casa da Música que é também um ponto de encontro e de modernidade. Não se pode ser mais ousado que a Casa da Música. Citemos ainda o museu Serralves , o museu mais visitado em Portugal , e o Teatro de São João, também muito frequentado.

     

    Latitudes : Falemos agora do seu itinerário musical. Se hoje é o que é , autor duma notável criação musical, é graças ao seu trabalho pessoal e ao seu talento , mas também porque foi formado numa boa escola , por exemplo Coleman ou Bily Hart !

     

    P.A . : Sim, é verdade. Frequentei o Conservatório de Música aqui no Porto e fiz estudos em Budapeste , passei por todas as etapas par ser contra-baixo e especializei-me em Wanger. O meu domínio dizia respeito à direcção de orquestra e à composição. Após isso, vamos dizer que o Jazz chegou naturalmente e, depois, do Jazz à Pop só havia um pequeno passo. The Duke tinha uma citação interessante : Dizia que havia dois tipos de música : A boa e a má. O meu percurso musical construi-se também em simbiose com a literatura. As palavras são muito fortes.

     

     

    Latitudes : Conhecemos as suas fontes principais de inspiração : O amor, a ausência , a separação… Com efeito, dá uma enorme importância ao texto e à sua escrita. Além disso, num site Francês que lhe é consagrado e que é animado por uma jovem de origem Portuguesa , Fátima Leitão, esta presta-lhe uma grande homenagem a propósito das suas canções e dos seus textos : ” É o mais belo encontro que tive com a língua Portuguesa , que me abriu a porta dos seus poetas e me deu vontade de ir ao seu encontro… “

     

    P. A. : A língua Portuguesa é uma língua muito bela que se presta maravilhosamente bem para a escrita de canções. Os Brasileiros, por exemplo, fazem-no muito bem. A canção seduz-me imensamente. É por isso que tomo todo o meu teu tempo para escrever os meus textos. Digamos que a metade do trabalho é a música e, após, começo a dar corpo às palavras e que, por vezes, levo um ano para acabar o trabalho musical em curso. A canção , sobretudo aquela que conhecemos desde a canção Francesa ( Gainsbourg, Reggiani, Moustaki , Brel , que é Belga mas que canta em Francês ) , é na maior parte das vezes uma estória que ocorre em 4 minutos. Para mim, isso representa um formidável mistério ! Também é o caso para Bob Dylan . Este é capaz de contar uma estória completa, com um princípio e um epílogo , com metáforas, etc… , no tempo duma canção.

     

    Latitudes : Há pouco, entrando aqui, atrevi-me a comparar o seu trabalho com o do cantor e compositor Brasileiro Lenine. Porque também ele dá muita importância ao texto. Penso que trabalharam juntos.

     

    P. A. : Convidei Lenine para tocar comigo, há seis anos , para gravar algumas das minhas canções. Fizemos um álbum no Rio de Janeiro e quando saiu foi um sucesso enorme. Subitamente, as minhas canções com a voz de Lenine agradaram imenso . Fizemos vários espectáculos juntos. Por outro lado, já tinha feito o mesmo tipo de trabalho com Caetano Veloso e, neste momento, faço-o com Maria Bethânia. Vou publicar um álbum no Brasil com 16 canções minhas , cantadas por vários artistas Brasileiros, Lenine e outros cantores como Arnaldo Antunes, Milton Nascimento , Caetano Veloso , Chico Buarque, etc.  Com Lenine temos verdadeiramente uma história em comum. Quando nos encontramos em cena, banhamos na felicidade e também na angústia porque há sempre aspectos sociais que evocamos nas nossas canções. Com Lenine em concerto é o máximo : É um dos mais importantes músicos contemporaneos. Penso que Caetano Veloso transmitiu-lhe o testemunho, podemos dizer que é o porta-voz da cultura Brasileira contemporanea.

     

     

    Latitudes : Em Julho 2007 veio a França para apresentar o seu álbum “Luz” . Tem, várias vezes, palavras muito simpáticas para com a França . Donde vem o seu amor pela França e pela cultura Francesa ? Diz mesmo que se considera como fazendo parte da francofonia.

     

    P. A. : Li Victor Hugo com a idade de 16 anos, era o momento da epifania ! Abriu-me os olhos para o futuro. Devorei a literatura Francesa clássica, de Balzac a Flaubert e de Cocteau a Baudelaire. E não esqueço também o cinema que tem uma importancia enorme, citemos Truffaut , Godard … Tudo isso influenciou a minha formação porque pertenço a uma geração, a última acho, que não só em Portugal mas também na Europa em geral, teve uma grande influência cultural Francesa e isso deu-me uma mais-valia. Todavia, agora com a globalização, é a influência anglo-saxónica que domina. Não é forçosamente um mal, mas há inconvenientes : As crianças só sonham com play-stations e cinema americano, elas perdem a noção que o cinema pode ser filmes, histórias e não unicamente bombas que arrebentam… Portanto, pertenço a essa geração muito influenciada pela francofonia , vivi em França alguns meses para trabalhar como músico de jazz no início, depois regressei várias vezes para concertos, de Strasbourg a Marseille. Também estudei em Lausanne, na Suiça. Mas há uma outra razão mais sentimental : Tinha uma amiga Francesa , refugiada de guerra que tinha 82 anos e dum carinho infinito. Criou-nos, eu e os dois meus irmãos, e isso explica porque domino bastante bem o Francês.

     

     

    Latitudes : Diz também que, infelizmente, a língua Portuguesa pode ser um obstáculo para poder penetrar o mercado Francês. Ainda é o caso hoje ?

     

    P.A. : Toquei muito em França e creio que estamos a fazer um bom percurso porque fazemos mexer um pouco as coisas. Primeiro, trabalhando em Nova Iorque onde fiz adaptações para o mercado americano. Para mim, é o mercado de Nova Iorque que me interessa. Já fiz o Brasil, a Argentina, o Chili , as minhas canções também funcionam muito bem no Japão, na Coreia , já toquei em Hong-Kong , na China , mas não me consegui impor verdadeiramente em França porque é em português e isso é talvez uma barreira. Mas as coisas mexem. O concerto que dei no “Zénith” diante de 7000 pessoas foi formidável. Tinha feito uma conferência na “Fnac des Halles” nos dias precedentes e dirigia-me, sobretudo, à terceira geração dos jovens de origem Portuguesa que estavam felizes por verem um músico que vinha do Rock e que lhes dava um sopro de renascimento, uma outra visão da cultura Portuguesa em cena. Esses jovens vieram com os seus amigos e estavam orgulhosos por serem Portugueses porque não se reconhecem nessa imagem fora de moda da antiga cultura que Portugal exporta ainda hoje. É esse o problema : É preciso mudar imperativamente a  imagem de Portugal no mundo. Todavia, essa imagem ultrapassada é também culpa dos próprios Portugueses. Perdeu-se demasiado tempo a dar uma imagem do Portugal da saudade e das mulheres vestidas de preto. O mercado anglo-saxónico domina tudo e contra esse mercado é preciso apostar na qualidade.

     

    Latitudes : Na literatura temos esse mesmo problema da língua. Certos editores Franceses têm a coragem de publicar autores lusófonos traduzidos em Francês mas é muito insuficiente.

     

    P.A . : Aí o problema é absolutamente político. A França investiu muito na Francofonia com o Instituto Francês que está presente no mundo inteiro, a Inglaterra com o British Council , a Espanha com o Instituto Cervantes. Compreenderam que para ganhar na área da economia é preciso primeiro conseguir na área da cultura. Ora a cultura é a língua, mas Portugal não investe na sua própria língua. Temos um património literário lusófono enorme com autores como Mia Couto ( Moçambique ) , Eduardo Agualusa, Luandino Vieira ( Angola ) , Mário Claúdio, Agustina Bessa-Luís, A. Lobo Antunes , José Saramago ( Portugal ) , etc… temos uma grande dificuldade em exportar a nossa cultura e não podemos fazê-lo sós, de maneira isolada. Ora , em França, precisamente, em qualquer cidade em que dava concertos , Nantes , Lyon, etc . , excepto Bordeaux onde o cônsul veio-me ver , não senti qualquer apoio. É uma questão de prioridade política ; Se fosse uma reunião política, mesmo da 3ª divisão , penso que todos os embaixadores estariam presentes , para figurarem na foto. Mas um músico é só um músico e nada mais.

     

    Latitudes : Define-se com um cantor comprometido ou de intervenção ? Deve o artista desempenhar um papel social ou político no seio da sociedade onde vive ? Estou a pensar em Chico Buarque no Brasil , durante a ditadura militar.

     

    P. A. : Não forçosamente : Podemos evocar também Bob Dylan , Lou Reed . Mas o que eu faço é antes de tudo rock  e o rock deve ser incómodo e aí penso de novo em Dylan que inventou o rock e que continua presente , ou em Lou Reed com as suas canções que falam das prostitutas de Nova Iorque e dos seus bairros mais sórdidos. Ele faz parte dos maiores músicos de rock de todos os tempos. Mas para voltar à sua pergunta : Não sou um cantor de variedades, sou antes alguém que se apoia nas palavras para brincar com a realidade. Não escondo a realidade, mas ao mesmo tempo não creio que seja o papel da música de mudar o mundo ; Acredito no empenho de todos para mudar o mundo. Vê-mo-lo com o fenómeno Obama : É a partilha do sonho, fazer sonhar as gentes. Obama pertence à geração rock e é esta geração que ele conquistou , uma geração que o ajudou a ganhar as eleições. Eis o próximo desafio da Europa : Encontrar Obamas que ouçam rock e que não tenham medo das palavras duras.

     

    Latitudes : Assim, Obama representa para si uma mudança importante , pelo menos simbolicamente. mas por lado tem um juízo bastante severo sobre a sociedade Americana.

     

    P.A. : Com certeza, há duas Américas : Uma reacionária, de direita , fechada sobre si própria, conservadora , católica ou protestante , profundamente religiosa , puritana ; Outra cosmopolita , mais aberta. Resumindo é um país esquizofrénico …

     

     

     Latitudes : Será que estamos na boa direcção actualmente ?

     

    P. A. : O problema está aí . Começamos mal, começamos outra vez pela economia e o conceito de Europa que estamos a desenvolver é ,mais ou menos, o mesmo que o do após guerra mundial quando era preciso fazer frente à presença soviética. Na altura era pausível. Mas agora a ideia seria mais a de combater a invasão cultural dos Estados Unidos e a homogeneização anglo-saxónica. As crianças de 12 ou 13 anos só conhecem esta …

     

    Latitudes : Criticou severamente os fracos meios que Portugal dá à sua cultura. Cita o número de 0,4 % do seu orçamento.

     

    P. A. : É uma vergonha ! Para os políticos a cultura é qualquer coisa que vem depois. Primeiro tem a preocupação de privatizar as escolas , os hospitais , etc. Nós, cantores , poetas , somos vistos como trovadores que animam um pouco a festa. Mas Não ! Não estamos aqui para isso. Somos os verdadeiros embaixadores de Portugal , somos também o património cultural deste país e 0,4 % é uma vergonha. A fraca visão dos homens políticos deixa-me perplexo e até me mete medo. Ignorar a cultura é mergulhar o país na miséria. Com efeito , é um erro pensar que a única  prioridade para um pobre é ter meias e umas calças. Mas se não começamos a lutar contra a ignorância , esse pobre ficará sempre pobre mesmo se lhe damos meias. A cultura faz parte dos alimentos da alma, como a água e a necessidade de comer para o corpo.

     

    Latitudes : Em que trabalha neste momento e quais são os seus projectos ?

     

    P. A. : Tenho um grande projecto orientado para o Brasil onde estamos a realizar um álbum . Já gravámos 7 músicas e faltam 9 . Há também Nova Iorque onde vivo neste momento e onde trabalho com o productor de Leonard Cohen para realizar uma adaptação do disc à realidade nova-iorquina. Por fim , há também o meu próximo álbum que deve sair em Portugal . Sem esquecer os concertos que continuam …

     Porto, 19 de Junho de 2009

    Fonte : Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Nuno

     

  • Japanese Futsal e o espaço na urbe …………………. Japanese Futsal et l’espace dans la cité …………….

     

    Le futsal est arrivé au Japon il y a 51 ans.

    Depuis 2007 une ligue professionnelle existe.

    Victime de sa réussite, le futsal a besoin d’espace.

     

    Source : "So Foot" , aout  2008 

    Nuno

     

     

     

     

    Há cinquenta e um anos o futsal chegou ao Japão.

    Desde 2007 uma liga profissional existe.

    Vítima do seu sucesso, o futsal precisa de espaço.

     

     Fonte : "So Foot " , Agosto  2008

    Nuno

  • A transmissão simbólica Folheto nº 12 ………………. La transmission symbolique Feuillet nº 12 …………..

     

    Pour Nick Currie , musicien , écrivain et artiste , sa nouvelle maxime est :

    " Twitter est un service qui met en compétition autant de gens que possible pour obtenir aussi peu d’attention que possible ".

     

    Source : Libération , 17 Fev  2010 

    Nuno

     

     

    Para Nick Currie , músico, escritor e artista , a sua nova máxima é  :

    "Twitter é um serviço que põe em competição um máximo de pessoas quanto possível, para obter quanto possível um mínimo de atenção" .

     

    Fonte : Libération, 17 de Fev de 2010

    Nuno

     

     

  • Tahar Rahim : A nascença dum grande actor …….. Tahar Rahim : La naissance d’un grand acteur …..

     

     

    Dans "Le prophète" , film de Jacques Audiard , Tahar Rahim joue le rôle d’un jeune taulard qui deviendra un parrain du milieu. Il a su s’imposer du premier coup dans le paysage du cinéma français. Adolescent, il voulait être uniquement comédien et rien d’autre. Mission accomplie.

    Nuno

     

     

     

    No filme de Jacques Audiard , "Le prophète" ( uma obra prima quanto a mim ) , Tahar Rahim desempenha o papel dum jovem prisioneiro que se tornará um chefe mafioso. Soube impor-se " à primeira vista " na paisagem do cinema Francês. Pequeno queria ser actor e só actor. Objectivo alcançado. 

    Nuno

     

     

  • A net e questões do modo de vida: Cap 2 …………… La net et les questions du mode de vie: Chap 2 ……

     

     

    C’est en s’appuyant sur la devise de la République Française , Liberté , Egalité, Fraternité , que Richard Stallman aime à présenter les logiciels libres. Car, en anglais , l’expression free software est ambigue , free signifie aussi bien " libre" que "gratuit".

     

    Or c’est bien de liberté qu’il est question dans le combat de l’informaticien. D’un certain point de vue, la vision de Stallman d’une informatique coopérative et associative ( malgré ses détracteurs ) s’incarne aujord’hui dans Wikipédia dont les contours il avait dessiné dès 1999.

     

    Source : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , Fev-Mars , 2010 , p.54

    Nuno

     

     

    Richard Stallman gosta apoiar-se na divisa da República Francesa , Liberdade, Igualdade, Fraternidade , para apresentar os seus softwares livres. É que, em Inglês, a expressão free software é ambígua. Com efeito, free significa , em Inglês,  "livre" ou "gratuito".

     

    Ora é de liberdade de que se trata no combate deste informático. Duma certa maneira, a visão de Stallman duma informática cooperativa e participativa está hoje presente na Wikipédia ( apesar de haver cada vez mais detractores dessa ideia ) e cujos contornos tinha desenhado em 1999.

     

    Fonte : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ),  Fev -Mar , 2010 ,  p. 54 

    Nuno

  • Francis Ford Coppola opina sobre Futebol …………. Francis Ford Coppola parle de foot ……………………

     

    Francis Ford Coppola n’a pas de complexes lorsqu’il s’agit de parler de foot.

    Voici des dires du réalisateur de Tetro, film déjà cité dans cet espace:

    "Je suis pour Boca Juniors parce que je suis pauvre "

    "J’ai rencontré Maradona au stade . Il ressemblait plus à un petit gros qu’ à une légende"

     

    J’étais sur le point de commenter et puis je me suis dit … Sans commentaires

    (Source : So Foot , Déc-Jan 2010 , pp. 90-91)

    Nuno

     

     

    Francis Ford Coppola não tem papas na língua quando se trata de falar de futebol.

    Eis alguns dizeres do realizador do filme Tetro referido neste espaço :

    " Sou pelo Boca Juniors porque sou pobre

    " Encontrei-me com Maradona no estádio. Parecia-se mais com um gordinho que com um mito".

     

    Aprestava-me a comentar, mas … Sem comentários !

    (Fonte : So Foot , Dez-Jan 2010, pp. 90-91)

    Nuno

  • A luta dos profs Portugueses vista pela imprensa Francesa / La lutte des profs Portugais vue par la presse Française

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    A revista semanal "L’Université Syndicaliste "  nº 690 ( 16 de Janeiro ) , página 37,  apresenta um balanço da mobilização dos Professores Portugueses.

    O artigo termina com estas duas frases que passo a traduzir : " O acordo abriu vias para outros assuntos de negociação com o ministério da Educação , condições de trabalho e de serviço. Uma conquista  não indiferente para os sindicatos. "

     

    Fica a informação.

    Nuno

     

     

  • Google sabe traduzir Fernando Pessoa? …………….. Google sait-il traduire Fernando Pessoa? ……………

     

    Le poème Autopsychographie de Fernando Pessoa présente le travail et les étapes de la création artistique. C’est un poème qui n’a plus besoin de carte de visite.

    Suivent , ci-joint, deux traductions en français de ce même poème. Une par le philosophe José Gil  et une autre par deux écrivains- poètes , M. Chandaigne et P. Quiller. 

    Ces deux traductions expriment la difficulté de la traduction. Pour moi, toutes les deux sont justes . Elles soulevent aussi des questions concernant l’exercice ou la pratique de la traduction.

     

    Avez vous déjà essayé de lire la traduction robotisée de Google du dit poème ?

    Ce texte doit être lu comme un prolongement du post sur F. Pessoa.

     Nuno

     

    *************

    O poema Autopsicografia de Fernando Pessoa resume o trabalho e as etapas da criação poética. É um poema conhecido universalmente.

    Seguem aqui duas traduções em Francês do respectivo poema  : Uma do filósofo José Gil e outra de dois escritores e poetas , M. Chandaigne e P. Quiller.

    Estas duas traduções exprimem a dificuldade da tradução. Para mim, ambas são válidas e questionantes.

     

    Já tentaram ler a tradução robotizada de Google do referido poema?

    Este texto deve ser lido como uma continuação do post sobre F. Pessoa.

    Nuno

     

     

  • O futebol explicado às crianças! ……………………….. Le foot expliqué aux enfants! …………………………….

     

    Observe le geste de Figo et tu comprenderas les règles essentielles du foot !

    Nuno

     

     

     

    Para compreender o futebol é assim :

     

    "A nossa causa é um segredo dentro dum segredo , o segredo de algo que permanece coberto, um segredo que só outro segredo pode explicar, é um segredo sobre um  outro segredo que se sacia de um segredo . " – Ja’far al-Sâdiq sexto imã

    (Fonte : Citação lida numa obra de Umbrto Eco)

     

    Será que a arbitragem vídeo vai ajudar a desvendar o enigma , após tantos anos ?

    Nuno

  • Sócrates em entrevista ao diário Libération ……….. Interview du premier ministre portugais à Libération

     

    Le premier ministre portugais a donné une longue interview au quotidien Libération.fr , en date du mercredi 3 fev de l’année en cours  ( p.15 ) .

    José Sócrates défend la situation financière de son pays :

    "Il est extraordinaire que les agences de notation critiquent les gouvernements pour avoir dépensé l’argent qui a permis de sauver le système financier  ! "

    L’entretien sous la conduite de Jean Quatremer peut être consulté dans son intégralité dans le blog Coulisses de Bruxelles, UE de Jean Quatremer , un blog de Libération.fr .

    Nuno

     

     

     

     

    O primeiro ministro Português  deu uma importante entrevista ao diário Libération , en data do dia 3 de Fevereiro do ano em curso ( p.15 ) .

    José Sócrates defende a situação financeira do seu país :

    " É extraordinário que as agências de notação critiquem os governos por estes terem gasto o dinheiro que permitiu salvar o sistema financeiro ! "

     

    A entrevista completa pode ser lida num num blog do Libération.fr , Coulisses de Bruxelles, UE de Jean Quatremer.

    Nuno