A Árvore de Tchernobyl .. //.. L’Arbre de Tchernobyl

 

Écrire pour ne pas mourir…

Le témoignage de Hídeo Furukawa, écrivain de science fiction né à Fukushima, nous interroge:

 

“…j’ai vu s’élancer de branche en branche des singes équipés de dosimètres relâchés à titre expérimental. L’homme qui se dit supérieur aux singes ne peut qu’avoir de la considération et de la reconnaissance pour euxQu’était cette catastrophe? Qu’est-ce qui s’est vraiment passé?Pour moi, le travail du créateur, ce n’est pas de fournir une réponse, c’est de garder la question éternellement vivante.” 

 

Ce post est à la croisée des chemins entre:

Fukushima ou la Dialectique de la nature  @nd  Sois Singe et Crie! 

 

Source: Télérama, 7 mars 2012, p.26 | Photo: L’arbre qui a subsisté de la forêt de Pripiat. Les autres, trop radioactifs ont été coupés (L’Autre Journal, nº1, Mai 1990, archives perso). 

Nuno 

 

 

Escrever para não morrer…

O testemunho de Hídeo FuruKawa, escritor de ciência ficção nascido em Fukushima, questiona:

 

“…vi macacos, soltos a título experimental e equipados com dosímetros, saltando de ramo em ramo, partirem rumo às montanhas contaminadas. O homem que se diz superior aos macacos só pode ter reconhecimento e consideração por eles… O que foi esta catástrofe? O que é que se passou realmente? Para mim, o trabalho de criador não é de dar uma resposta, é de guardar a pergunta viva eternamente.”

 

Este post é uma encruzilhada entre:

Fukushima ou a Dialéctica de Natureza @nd  Sê Macaco e Grita!

 

Fonte: Télérama, 7 de Mar de 2012, p.26 | Foto: A árvore que subsistiu da floresta que rodeava a estrada de Pripiat. As outras, devido à sua radiotividade, foram cortadas (L’autre Journal, nº1, Maio 1990, arquivo pessoal)

Nuno

Comments

6 responses to “A Árvore de Tchernobyl .. //.. L’Arbre de Tchernobyl”

  1. Gisleuda Avatar
    Gisleuda

    Bom dia Cosmeticas!
    Oi Nuno!
    Hídeo FuruKawa escreve e, por meio seus questionamentos, nos inquieta e faz transbordar o convencimento de que nada sabemos.
    Silêncio.

    “Ler para viver”.
    Abraços,
    Gis.

  2. Eunice Avatar
    Eunice

    Olá. Com um abraço.
    Este texto emocionante faz-me lembrar o poema do Vinicius de Morais:

    A bomba atômica é triste
    Coisa mais triste não há
    Quando cai, cai sem vontade
    Vem caindo devagar
    Tão devagar vem caindo
    Que dá tempo a um passarinho
    De pousar nela e voar…
    Coitada da bomba atômica
    Que não gosta de matar!
    Coitada da bomba atômica
    Que não gosta de matar
    Mas que ao matar mata tudo
    Animal e vegetal
    Que mata a vida da terra
    E mata a vida do ar
    Mas que também mata a guerra…
    A bomba atômica que aterra!
    Pomba atômica da paz!
    Pomba tonta, bomba atômica
    Tristeza, consolação
    Flor puríssima do urânio
    Desabrochada no chão
    Da cor pálida do hélium
    E odor de rádium fatal
    Loelia mineral carnívora
    Radiosa rosa radical
    Nunca mais, oh bomba atômica
    Nunca, em tempo algum, jamais
    Seja preciso que mates
    Onde houver morte demais:
    Fique apenas a tua imagem
    Aterradora miragem
    Sobre as grandes catedrais:
    Guardiã de uma nova era
    Arcanjo insigne da paz!

    1. MrCosmos Avatar

      Já tínhamos saudades da nossa poetisa :-).
      Excelente poema!

      Obrigado as duas pelos vossos comentários.
      Bom fds!

      1. malavou@free.fr Avatar
        malavou@free.fr

        Agradecida pelo epíteto: poetisa…

        Versejar é preciso!

        B FdS também.

        Abraço
        Eunice

  3. PortoMaravilha Avatar

    A foto foi publicada no “L’Autre Journal”. No nº1 em Maio de 1990. Esta publicação morreu devido às divergências nascidas da guerra do golfe.

    Vinte e dois anos depois, praticamente mês por mês, “L’Autre Journal” renasce com o título “L’Impossible l’autre journal”. É notória a mesma linha editorial que continua a expressar Michel Butor.

    A diferença talvez esteja na concepção. Se em 1990 a foto ocupa um lugar de destaque, já em 2012 é o texto, como a folha dum livro, domina. Uma publicação a não perder. O texto a propósito de Asmaa El-Gouhl está espetáculo.

    Nuno

  4. Analice Avatar
    Analice

    Há marcas que ficam para sempre.
    Vinicius de Moraes expressa bem as consequências desse bombardeio nuclear

    Rosa de Hiroshima
    Pensem nas crianças
    Mudas telepáticas
    Pensem nas meninas
    Cegas inexatas
    Pensem nas mulheres
    Rotas alteradas
    Pensem nas feridas
    Como rosas cálidas
    Mas, oh, não se esqueçam
    Da rosa da rosa
    Da rosa de Hiroshima
    A rosa hereditária
    A rosa radioativa
    Estúpida e inválida
    A rosa com cirrose
    A anti-rosa atômica
    Sem cor sem perfume
    Sem rosa, sem nada

    Composição: João Apolinário / Gerson Conrradi