Il s’agit plutôt d’une interrogation en défense de la démocratie parlementaire.
Source : “Le Libé des Cinéastes”, 11 mai 2011, p.29
Image : Bd de Charlier et Giraud: “Géronimo l’Apache”, p.47 ( ed. Dargaud )
Nuno
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Este post não procura de modo algum justificar as barbaridades cometidas por um homem que, em nome duma ideia ou crença, matou milhares de inocentes e que nunca respeitou a democracia. Que isto seja explícito.
É em defesa da democracia parlamentar (sim parlamentar) que passo a traduzir o texto de Philippe Ramos ( Último filme : “Jeanne captive“, Quinzaine des Réalisateurs, Cannes, 2011 ) :
“Fort Obama :
O Presidente Obama, os políticos e os militares que o rodeiam não gostam de “westerns”. É pena porque, lembrando-se de ” Fort Apache”, poderiam se ter perguntado se não era inadmissível comparar a resistência Índia com o terrorismo islamista. Parece que nada disso os interessava, tendo uma opinião resoluta sobre o assunto : E, para grande desespero da comunidade Índia, deram, como nome de código ao terrorista islamista Oussana Ben Laden, o nome dum dos maiores chefes da resistência Apache, a saber Géronimo. Com isto, Obama não só deixou sujar a memória dum homem como também deixou sujar uma comunidade que luta pelos seus direitos e dignidade. Este presidente que pelo passado citou Martin Luther King, parece ter riscado do seu vocabulário a palavra resistência.”
Fonte : “Le Libé des Cinéastes”, 11 de Maio de 2011, p.29
Imagem : Vinheta da Bd de Charlier e Giraud: “Géronimo l’Apache”, p. 47 ( ed. Dargaud )
Nuno
