Category: press

  • Coulisses de Bruxelles, UE & Cosméticas.org: ………Aquém e Além …//… En deçà et au delà

    Le blog de Jean Quatremer , ” Coulisses de Bruxelles , UE ” vient d’être choisi comme l’un des blogs les plus influents de France. Il est à ce jour le premier du “top ten ” des blogs français qui se penchent sur la politique, l’économie et le social.

    C’est un blog qui a depuis très longtemps un lien dans Cosmeticas.org .

    Nuno

     

    O blog de Jean Quatremer , ” Coulisses de Bruxelles, UE ” acaba de ser considerado um dos blogs  mais influentes da blog-esfera Francesa. É actualmente o número um do ” top ten ” dos blogs Franceses nas áreas da política, da economia e do social .

    É um blog que desde há muito tempo tem um link no Cosmeticas.org .

    Nuno

  • Uns homens objectos de Luxo! …………………………. ……………………………..Des hommes objets de Luxe!

     

    Pas l’ombre d’un scandale . Installer des mannequins hommes vivants en vitrine ne choque plus.

    Quatre top modèles ont vécu tranquillement , comme si personne les regardait , lisant , papotant , etc.. dans leur vitrine .

    Cela du 16 au 20 mars dernier , dans un sallon de coiffure Parisien.

    Le salaire moyen d’un mannequin homme , haut de gamme , est de 320 000 euros par an.

    Aucun homme ne figure parmi le top 10 des mannequins les mieux payés.

     

    Source : Texte et Photo  : “Le Parisien / Économie ” , 12 avril 2010

    Nuno

     

     

    Apresentar homens manequins numa montra já não choca .

    De 16 a 20 de Março passado , uma marca de champô transformou o rés do chão dum cabeleireiro Parisiense em montra viva.

    Quatro top modelos homens viveram debaixo dos olhares dos transeuntes, como se nada fosse , a sua vida : Lendo , conversando , etc..

    Actualmente , o salário médio dum manequim homem do top é de 320 000 euros anuais .

    Não existe nenhum homem no top 10 dos melhores salários de manequins

     

    Fonte : Texto e Foto : ” Le Parisien / Économie ” , 12 de Abril de 2010

    Nuno

  • A Barragem ‘Belo Monte’, Cameron, Le Clézio e Lula

     

    Le Barrage de Belo Monte, Cameron, Le Clézio et Lula

     

    James Cameron veut faire un film pour s’opposer à un projet de barrage au Brésil . Le réalisateur de “

    Avatar “a déclaré à l ‘ AFP : ” Je veux filmer la culture des indiens Kayapo et montrer au monde leur vie en harmonie avec la forêt ” ( Le Monde , 19- IV – 2010 ).

     

    Dans le même quotidien , Le Clézio , prix Nobel de littérature a déclaré ( le 7 avril de l’année en cours ) : “ En dehors de son impact destructeur , le barrage aura des conséquences catastrophiques sur les groupes d’ indiens isolés da la région ” .

    Si le barrage de Belo Monte est construit il sera le troisième barrage du monde dont la capacité de production sera de 11 000 MW.

    Je me demande si le Brésil , géant de l’économie mondiale , peut il faire les frais de cette réalisation ?

     

    Ce post doit être lu comme une continuation de “Avatar et la symbolique du 11 septembre

    Source : Photo : ” Géo ” , nº 120 , 1989 / “La normalisation des Indiens dans l´’ Etat de Pará”

    Nuno

     

     

    James Cameron quer fazer um filme que mostra a sua oposição à barragem de Belo Monte.

    O realizador de Avatar declarou à AFP : “Quero fazer um filme sobre a cultura dos Índios Kayapo e mostrar ao mundo o seu modo de vida em harmonia com a floresta (Le Monde , 19-IV-2010 , p.18)

     

    No mesmo diário , em 7 de Abril deste ano , o prémio Nobel de literatura , Le Clézio declarou : ” Sem contar com o seu impacto destrutor sobre a biodiversidade , a barragem terá consequências catastróficas sobre os grupos de índios isolados da região. “

    Caso a barragem de Belo Monte se realize , será a terceira barragem do mundo em capacidade de produção : 11 000 MW .

    Eu pergunto : Pode o Brasil , gigante da economia mundial , dispensar-se de tal realização ?

     

    Este post deve ser lido como uma continuação de “Avatar e a Simbólica do 11 de Setembro

    Fonte : Foto : Revista “Géo ” , nº 120 , 1989 /  “A normalização dos Índios no Estado do Pará”

    Nuno

  • ‘O Lado B’ da coisa

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    Bruno Nogueira, que já deu provas de ter tudo para talentoso humorista e apresentador, parece que estreou ontem o seu novo programa desta feita em formato ‘talk show’, RTP 1. Este é mais um daqueles artistas que quer queiram quer não, levarão sempre com o estigma de seguirem as pisadas do ‘pai’, tempos idos e bastante duradouros: O Grande Herman José.

    Não sei como foi, não vi, simplesmente passou-me ao lado nem sei já porque, ou o que faria eu ontem àquela hora do programa em estreia. Mas desde sexta feira passada que me despertara a atenção para a mensagem implícita na foto destaque da revista e agora deste post, o que me levou a pega-la (na revista) de cima da mesa de café e a abri-la, na página respectiva, em cujo enunciado se pode Ler:

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    “Em Portugal matam muitos programas à nascença”«

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    Na entrevista à “TV” revista suplemento do jornal Correio da Manhã, o apresentador traz à baila o facto  do programa ‘Lado B’ ser na RTP 1, canal onde se pode trabalhar “sem a meta das audiências”. E dei comigo abanando a cabeça, concordando, e recordando o que tenho para mim a propósito do já citado Herman, ou dos actuais agora “Gatos Fedorentos”, ao desperceberem precisamente isso, e que ao terem dado o salto da RTP para a SIC (como poderia ter sido para a TVI), iniciaram aí, nesse preciso ponto, o definhar e arrastar, um queimar de imagem até o fatídico dia da falta de paciência para que haja alguém que os ature… (Esperto, esperto, vai sendo o Fernando Mendes, com o canal certo “Preço Certo”)

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    Voltemos à foto destaque: Espectacular, arte, subliminar! É o que verdadeiramente se pode chamar de “escrita com luz“, assumindo aqui a matéria prima (a luz) o papel de tinta, descrevendo as formas e mensagem pelo obturador de uma câmara fotográfica enquanto “esferográfica”. Lamento que me desiluda mais uma vez, um meio dos mídia “Grupo Cofina”, ao não dar crédito e publicar, como manda a ética do sector,  o nome do autor do disparo, que teria gosto de credita-lo também eu aqui.

    O resultado final está a vista, impresso. De tal forma magnifico que fez-me abrir uma revista que me escasseia de crédito, regra geral.

    Melhor explicando: a simbiose entre ‘o lado b’ destacado no rótulo de uma bolacha preta, de um item outrora considerado morto, o vinil, mas agora novamente a entrar em voga conhecendo por esta altura um certo despertar para o milagre da ressurreição, inclusive por cada vez mais adeptos jovens cuja idade lhes roubara a oportunidade a experimentar do ritual envolto naqueles mistérios encobertos por uma rodela de plástico com 12 polegadas, vulgo LP… É coisa louvável, uma boa forma de complementar as ideias que já haviam sido escritas por aqui: ♫  oh vinil: Bem vindo sejas! Again…

    PC Jerónimo da Silva

  • A net e as questões do modo de vida: Cap. 5 ……… Le net et les questions du mode de vie : Chap 5 …..

     

    Les CDD«

    Libé du 14 avril de cette année consacre deux pages ( p. 30-31 ) au travail précaire au Portugal.

     

    Les ” Recibos Verdes ” ( sorte de CDD ) ont été mis en place en 1980. Lorsque nous consultons Wikipédia , il est intéressant de remarquer que la version Portugaise , contrairement à la version Française , ne comporte aucune mention concernant la date de la création de ces fameux “recibos verdes ” . Et pour cause … Il suffit de chercher qui était à la tête des affaires de l’ état Portugais en 1980.

    Les ” Recibos Verdes ” est une mesure créé en 1980 pour satisfaire les professions libérales ( avocats , médecins , etc. ) .

    L’article cite aussi Cristina de Andrade qui vit à Porto et qui a fondé le blog Ferve qui dénonce le travail précaire.

     

    Je pense que si l’article concernait la morphologie des papillons , il n’ y aurait pas de différence de contenu.

    Sources : Texte : Libé , op. cit / Photo : “Manière e Voir ” , nº 109 ” , p. 49

    Nuno

     

     

    Os Recibos Verdes«

     

    O diário Francês ” Libération ” de 14 de Abril do ano em curso dedica um estudo de duas páginas ao trabalho precário em Portugal. Este parece decorrer do emprego e da generalização dos ” Recibos verdes “.

    O jornalista François Musseau escreve ( p. 31 ) que os ” Recibos Verdes ” foram criados para agradar às profissões liberais (médicos , advogados …) em 1980 . Desde então , os ” Recibos Verdes ” instalaram a precariedade de emprego .

     

    Quando li o artigo fiquei intrigado com a data. Em 1980 ? Há 30 anos ?

    Fui consultar a Wikipédia e deparei-me com duas versões distintas. A versão Francesa cita a data de criação desta medida e aspectos técnicos (imposição fiscal , etc) . Já a versão Portuguesa não alude à data de criação , mas cita aspectos técnicos .

    O artigo cita também a portuense Cristina de Andrade criadora do blog Ferve que denuncia o trabalho precário .

    Não deixa de ser curioso a omissão da Wikipédia Portuguesa sobre a data de criação dos ” Recibos Verdes “. Quem estava no poder em 1980?

     

    Em contrapartida , tenho a certeza duma coisa : Se o assunto fosse a morfologia das borboletas , não haveria diferença de conteúdo.

    Fontes : Texto ” Libération ” , op. cit / Foto : ” Manière de Voir , nº 109 ” , p. 49

    Nuno

  • Os futebolistas adoram medir a febre ……………….. Les joueurs de foot adorent prendre la température

     

    Quoi ajouter ?

    Cette photo a été choisie par la revue ” So Foot ” comme la photo du mois .

    Source : ” So Foot ” Avril 2010

    Nuno


    O que acrescentar ?

    Esta foto foi considerada pela revista “So Foot ” como a foto do mês .

    Fonte : “So Foot ” ,  Abril 2010

    Nuno

  • O que faltou dizer, ou demonstrar , é que “há uma razão lógica entre a homosexualidade e o celibato.”

     

    “Muitos psicólogos e muitos psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato e a pedofilia, mas muitos outros demonstraram que há relação entre a homossexualidade e a pedofilia”, disse o cardeal [Tarcisio Bertone], citado pela Reuters.” – Salienta uma notícia sobre o tema na ordem do dia de ontem/antes-de-ontem.

     

     

    O lobie gay não se fez esperar, e logo quis também esgrimir e ridicularizar o que dissera o N.º 2 do Vaticano. Observe-se por exemplo, aqui:

    (JN 2010-04-13, Ana Isabel Oliveira)

    Vamos lá desmaquilhar mais este tema repleto de cosméticas… Porque o cerne da questão nesta disputa de argumentos, é outro, e portanto, o que faltou dizer, ou demonstrar  –  com o devido respeito: mais pedófilia, menos pedófilia – é que “O que há, é uma razão lógica entre a homossexualidade e o celibato. No meio disto, existem as vítimas, os mais fracos e inocentes” e nenhum daqueles dois lados, o do Vaticano, ou defesa gay, quis ir por aí… diria eu, pois a menos disso, então ambos agem de má fé, com assuntos melindrosos, porque parto do principio (de certo modo assumido) que os dois lados da barricada sabem (o Vaticano sabe-o, de certeza) mas omitem:

    Durante muito, muito tempo, a homossexualidade, que ainda hoje é olhada pela sociedade de qualquer país como contra-natura, e quanto a mim, tem tudo para assim ser olhada, apesar de respeitada, acabou por ser para muitos rapazes que se sentiam oprimidos por tais factos, a descoberta ou o refúgio, empurrão, para a entrada e progressão nos seminários católicos, sendo que à tais pessoas / rapazes, pouco ou nada lhe diria, e custaria inclusive, a regra imposta do celibato. Até daria jeito – justificava-se o porque de não ter, nem nunca se lhe conhecer, mulher ou companheira(s).

    Este raciocínio lógico, foi ao que cheguei pelo que me foi exposto por, um Padre, pároco local. Parecendo-me com argumentos, e eventualmente, conhecimento de causa, tão límpidos, cristalinos, quais água benta, essa era a explicação dada à alguns meses poucos, e depois de boas tertúlias, francas e abertas, sobre religião e religiões, e foi o que me justificava ele, perante minha questão colocada, “do porquê”, quando as outras religiões – e são imensas as que têm este problema da pedofilia, falei duma delas aqui – o Porquê então de quando as outras religiões se lhes conhecem escândalos de pedofilia, a tendência dos criminosos é basicamente heterossexual, na Igreja Católica, contrariamente a tantas (são mesmo imensas) das demais, a pedofilia praticada é basicamente homossexual.

    Eu fiquei esclarecido. o amigo Leitor, não sei.

    PC Jerónimo da Silva
  • Fardas Históricas ……… Des Uniformes Historiques

     

    Le dernier ouvrage du photographe Frèger , ” Empire ” ( ed : Thames & Hudson ) , nous montre un inventaire d’uniformes de 17 pays.

    Pour l’auteur , diplomé des Beaux Arts de Rouen , ces uniformes ont un ” passé historique “. Et ce qu’il veut touver c’est le regard .

     

    Source : Photo : Libération , 9 avril 2010

     

    Nuno

     

     

    A última obra do fotógrafo Charles Frèger , “Empire ” ( editor : Thames & Hudson ) ,  apresenta um inventário de fardas de 17 países.

    Para o autor , diplomado das Belas Artes de Rouen , estas fardas “têm um passado histórico”. E o que este fotógrafo procura é o olhar.

     

    Fonte : Foto : Libération , 9 de Abril de 2010

    Nuno

  • Futebol: uma arena de morte? (cap. 7)

    reacendendo o tema«

     

    Com a sua crónica semanal que sai às terças-feiras (*), acabo por ter uma boa desculpa para “sacudir a água do capote” e aludir, empurrar o ónus da causa, para a mão do escriba cujo jornal em causa, é de sua leitura tão apreciada, regra geral e de gostos que já vem de longuíssima e históricas datas, pois soam como que “Musica para os ouvidos” de tanto e tantos dos leitores adeptos do clube a que se destina, ou seja, salvo raras excepções , é fácil encontrar estes adeptos a louvarem tal boletim paroquial. Portanto, não se queixem…

     

    Com o pseudo jornal “A Bola”, também conhecido pelo seu lema “A Bíblia do desporto futebol”, justíssima comparação – pois, lá está: compostas e repletas tais inspiradoras “Escrituras Sagradas” , de belas prosas, versos, poemas, Salmos e cânticos, êxodos ou travessias pelo deserto, advogada pelos santos evangelhos de Jesus, culminando em tragédias apocalípticas e muito mais – tão belas e divinamente escritas que ainda hoje convence, e toca nos corações de biliões, seguidores e fiéis – com isto, acabo por não ser eu, mas sim “o reconhecido portista mais lido por benfiquistas”, e que também louvava  ele próprio “o patrão”, ainda na semana passada (salvo erro de calendário), ao declarar, emocionado, ser o único “Jornal” do género que lê desde ‘piquinino’

    Portanto, acaba por ser ele, note-se, a reacender a discussão, ou reflexão (?) que se iniciaram nos comentários do penúltimo post (cap 5) dedicado a esta etiqueta por enquanto em destaque, e título.

     

    (*)Ou seja, veio ontem Miguel Sousa Tavares meter mais uma acha para a fogueira, com o seu 1º tema em crónica, e cujo “corte e costura” em causa  remeterei para lá. Para ler, ou compreender, pica, a tal caixa de comentários . E leva um corrector ortográfico, já agora, s.f.f. , com ou sem o novo acordo, tanto faz. É que com as novas alterações de mariquices de “cosméticas” , o corrector ortografico do sapo ainda não funciona! :-)))

     

    PS: Bom clássico, na 2ª Circular ontem! Sim, que independente de mais ou menos, pior ou melhor futebol, se até à hora, os noticiarios andam deprimidos por falta de notícias com confrontos entre adeptos, há que dize-lo: Bom clássico, ou derbie. Contrariem-se então as “arenas de morte”.

    E a propósito, pondo de lado o acessório e fazendo leituras de jogo em campo e futebol: Parabéns ao Benfica.

    Não me custa nada dar os parabéns desde já, ao muito propagandeado e pré-anunciado vencedor do campeonato nacional (dê-se por onde dê-se, fora profecia… alguma vez acertaria), ainda para mais, e como sempre disse este ano, quando foi ele quem melhor e mais belo futebol me proporcionou, desde a primeira jornada. Portando, pelo Mr, no que toca a parabéns ao campeão, ficam já entregues.

    (Também publicado no BiBo PoRtO, carago!! e futebolar)

    PC Jerónimo da Silva

  • Rui Zink: “A elite portuguesa é ignorante”

     

    O aperitivo introdutório que abre uma excelente peça jornalistica, ao muito bem denominar Rui Zink (RZ) como sendo “um dos grandes provocadores portugueses”, palavras de  Nuno Francisco na entrevista publicada no Jornal do Fundão, versão online de 31 de Março último, pode facilmente deixar o leitor com “agua na boca”, convidando-o, se quiser,  a recostar-se  e apreciar ao que só não chamaria de  peça única, pelo simples facto que considero que esta de RZ deve, pelo menos por aqui no Cosméticas, ser lida, como continuação desta outra: “A imagem de Portugal no mundo” cuja nossa tradução exclusiva de FR para PT, tem feito bastante sucesso, ao ponto de estar a ser imprimida e distribuida, segundo testemunhos recebidos.

     

    Na de hoje, Rui Zink, desde nos dar a sua visão do porquê considerar “Portugal ser um País giro”, ao argumentar do estado de coisas pelas misturadas e ocupações indevidas do poder da esquerda andar-se a passear pelas “ruas da direita”, indo mais fundo ainda no que toca a questões politicas, mas sem deixar de opinar noutros assuntos que nos são aqui tão caros: temas relacionados com a cultura , ou outros controversos da actualidade, tal só vem evidenciar, mais uma vez com esta entrevista, o porquê de o Jornal do Fundão,  ser tido pelo Cosméticas por uma GRANDE REFÊRENCIA, do jornalismo regional. Mérito do Nuno que o tem dado a conhecer aqui a muita gente.

     

    Acabo por destacar neste post alguns trechos da entrevista, até porque, “às duas por três”, dou comigo a rir com Rui Zink a insitir em ir pela via de uma de nossas etiquetas de marca: “cosmetiquices”, e no fundo, o tema deste blogue. E eu a pensar: “querem lá ver que o Rui Zink também já anda a ler este mal fadado blog da outra galáxia?” 😉

    Mas depressa desci à terra:

    “Nááá´! Qualquer dia… Qualquer dia talvez ele veja o que anda a perder :-))))”

     

    Portanto já sabem, eis alguns trechos. Mas não dispensa a consulta completa!

     

    JF – E qual é o nosso handicap [de Portugal]?

    RZ – O nosso handicap é tudo. O nosso handicap é que o PS decidiu roubar o terreno ao PSD e, portanto, neste momento, estamos a ser governados pelo PSD. E o verdadeiro PSD queixa-se – e com razão – de que o seu lugar foi roubado. […] Eu não consigo aceitar o que o governo de Sócrates fez com os professores e com as escolas. O modo como o Ministério da Educação tratou os professores e as escolas públicas, convenceu-me, finalmente, a desistir das escolas públicas. É mesmo para destruir. Mas, depois, há outras coisas em que tem [o actual Governo] componentes interessantes: é evidente que o governo PS tenta, apesar de tudo, não ser xenófobo e isso para algumas pessoas tem alguma importância. Depois, a questão do casamento gay, que não interessa ao país, mas interessa às pessoas deste país a quem isso interessa, que também são o país! Há diferenças. Há batalhas nos costumes em que ainda há diferenças e que não são tão cosméticas quanto isso. No modo como tentam agarrar o poder, como cada vez se confundem mais com o poder económico, na promiscuidade, num certo terrorismo cultural…

     

    JF  – A esquerda é mais “amiga” da cultura?

    RZ – A esquerda tem mais amigos na cultura! Quando a esquerda está no poder, eles dizem: “Bom, vamos escolher este nosso amigo de longa data do partido, em vez de escolher aqui o Zink”, enquanto que a direita diz: “Os gajos são todos de PS para baixo… Portanto, já agora, convidamos o Zink”. Portanto eu beneficio mais quando a direita está no poder.


    JF  – Já foi asfixiado democraticamente?

    RZ – Não… Mas acho que deve ser por causa do meu pescoço gordo. […] Se eu fosse verdadeiramente uma voz incómoda, levava um tiro. Ora, eu não quero levar um tiro, é desagradável; dói. Se ainda tenho acesso, de vez em quando, aos microfones é porque, na verdade, eu também faço parte da cosmética. Parece do contra, mas na verdade faz parte do sistema, o que é normal quando uma pessoa está quase com 50 anos.

     

    JF  – Do que precisamos: de um Presidente da República (PR) economista, de um PR poeta ou de um PR médico?

    RZ – […] Não tenho grande respeito intelectual por Manuel Alegre. Ele dá muitos tiros no pé e é um bocadinho vago em muitas coisas. Mas, dos três [candidatos as presidenciais] , nitidamente é o que tem mais perfil para o cargo: é um fidalgo, tanto lê poesia – que é uma coisa simpática – como vai à caça, tem uma bonita voz, fica bem de barba… acho que ele pode estar em Belém melhor que os outros dois.

     

    JF  – E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?

    RZ – Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua… a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto….


    Houve uma coisa que me horrorizou… Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês – Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil… Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”… E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou.

     

    Link para a entrevista completa:“A elite portuguesa é ignorante”

    PC Jerónimo da Silva