Category: históricos

  • Portugal 1º Maio de 74 : O Nascimento duma Nação Portugal Premier Mai 74: La Naissance d’une Nation

     

    Présentation du Premier Mai 1974 dans la presse portugaise.

    Un très grand exemple de civisme!

     

    Source : Archives de l’époque

    Nuno

     

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    O 25 de Abril de 1974 foi algo inédto. O Primeiro de Maio de 1974 foi a sua  continuidade.

    Um povo mantido no silêncio e analfabeto soube expressar com dignidade e sem violência : A Liberdade !

    As manifestações do Primeiro de Maio de 1974, em Portugal, são um exemplo de civismo.

     

    fonte : Arquivos da época

    Nuno

  • Brasil : 25 mil anos de História ? ………………………. Brésil : 25 mil ans d’ Histoire ? ………………………….

     

    La revue Télérama du 13 avril nous offre un article très intéressant.

    Dans l’état du Piauí ( Brésil ) il existe un trésor archéologique d’une valeur inestimable.

    En apparence les dessins préhistoriques semblent peu différer de ceux des grottes de Lascaux ou de ceux de Foz de Coa…

    Cependant, si l’on fait attention, on peut voir que les dessins ruppestres découverts par Niède Guidon (1964) renvoient explicitement à des représentations sexuelles.

     

    A ce sujet, après de longues années de lectures et d’échanges, je me suis interrogé sur le pourquoi de la naissance de l’interdit de l’inceste.

    Sans cet interdit, la race humaine aurait-elle pu évoluer? Et pourquoi les chimpanzés, si proches de nous, lorsqu’ils sont elevés dans des réserves, donc en contact avec nous, ne le pratiquent pas? Et inversement pourquoi, lorqu’ils sont en liberté, le pratiquent-ils ?

    Ce sont des questions qui me semblent pertinentes.

     

    Document : Télérama, nº 3196, p.23

    Nuno

     

     

    A revista “Télérama” de 13 de Abril do ano em curso apresenta um artigo muito interessante.

    No estado do Piauí existe um imenso tesouro arqueológico.

    Os desenhos pré-históricos, em aparência,  pouco ou nada diferem dos das grutas de Lascaux ou do sítio de Foz de Coa…

    Todavia, prestando-se atenção, verifica-se que certos desenhos rupestres descobertos por Niède Guidon ( em 1964 ) remetem, explicitamente, para representações sexuais.

     

    Por associação de ideias e após longos anos de leituras e de conversas animadas, questionei-me sobre o porquê do nascimento do interdito do incesto.

    Sem este interdito poderia a raça humana ter evoluído? E porque é que os chimpanzés, tão próximos de nós, quando criados em reservas, ou seja, em contacto connosco não praticam o incesto? E, contrariamente, porque é que quando vivem em liberdade o praticam ?

    O que talvez tenha morto a sua evolução ?

    Parecem-me questões pertinentes.

     

    Documento : Télérama, nº3196, 2011, p.23

    Nuno

  • O 25 de Abril e a imprensa Francesa em 1974 !

     

     

    O primeiro jornal a noticiar a queda do fascismo Português foi o diário “Le Monde“. Isto no mesmo dia.

     

    Na altura, Portugal era um país sem visibilidade e nem sempre as palavras Portuguesas apareciam ortografadas “corectamemte”.

    É em 29 de Abril de 1974 que o diário “Libération“, no seu segundo ano de existência, apresenta em cabeçalho da sua primeira página a palavra Liberdade transcrita correctamente.

    Em 11 de Maio de 1974, o desenho de Siné, oferecido ao desaparecido jornal “República”, deixa já entrever que Portugal será uma democracia.

     

    Fontes: Libé 29 de Abril de 1974 e República 11 de Maio de 1974.

    Nuno

  • Vai um joguinho? …………………………………………… ………………………………… On se fait un baby-foot ?

     

    Plusieurs matchs de foot ont eu lieu dans les camps de la mort.

    Entre SS, Juifs ou des politiques condamnés à mort.

    L’écrivain polonais T. Borowski écrit : “entre deux corners dans mon dos, on avait gazé trois mille personnes”.

    Pour Primo Levi, cela est la marque de l’effroyable proximité entre les bourreaux et les victimes.

    Comme pour Giorgio Agamben, ces matchs de foot, cet intervalle de normalité sont la véritable horreur des camps.

     

    Source : “So Foot” , Mars 2011

    Nuno

     

     

    Vários jogos de futebol tiveram lugar nos campos da morte.

    Entre SS e Judeus ou políticos condenados à morte.

    Escreve o escritor Polaco T. Borowski : “entre dois cantos, tinham sido gazadas três mil pessoas nas minhas costas“.

    Para Primo Levi, tal evento é a marca aterrorizante de aproximação entre vítimas e carrascos.

    E, para Giorgio Agamben, esses jogos, esse intervalo de normalidade, são o verdadeiro horror dos campos !

     

    Fonte : “So foot“, Março 2011

    Nuno

  • Vai um joguinho? …………………………………………… ………………………………… On se fait un baby-foot ?

     

    Plusieurs matchs de foot ont eu lieu dans les camps de la mort.

    Entre SS, Juifs ou des politiques condamnés à mort.

    L’écrivain polonais T. Borowski écrit : “entre deux corners dans mon dos, on avait gazé trois mille personnes”.

    Pour Primo Levi, cela est la marque de l’effroyable proximité entre les bourreaux et les victimes.

    Comme pour Giorgio Agamben, ces matchs de foot, cet intervalle de normalité sont la véritable horreur des camps.

     

    Source : “So Foot” , Mars 2011

    Nuno

     

     

    Vários jogos de futebol tiveram lugar nos campos da morte.

    Entre SS e Judeus ou políticos condenados à morte.

    Escreve o escritor Polaco T. Borowski : “entre dois cantos, tinham sido gazadas três mil pessoas nas minhas costas“.

    Para Primo Levi, tal evento é a marca aterrorizante de aproximação entre vítimas e carrascos.

    E, para Giorgio Agamben, esses jogos, esse intervalo de normalidade, são o verdadeiro horror dos campos !

     

    Fonte : “So foot“, Março 2011

    Nuno

  • O Orgasmo Feminino : Um Tabu Salazarista ………… L’ Orgasme Féminin : Un Tabou Salazariste ………….

     

    Le texte de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta et Maria Velho da Costa, Nouvelles Lettres Portugaises, a été publié au début des années 70.

    Ce livre provoque un très grand scandale dans le Portugal fasciste. L’ouvrage est interdit par la censure et les auteures sont accusées de pornographie, outrage aux bonnes moeurs, …

    Les confidences de Maria Velho da Costa ( p.20 ) nous montrent à quel point le fascisme portugais encadrait la sexualité des femmes.

    L’orgasme féminin était un mot tabou et, donc, une réalité qui n’existait pas.

    Suit, ci-joint, l’article de la revue Latitudes dans son intégralité.

     

    Nous remercions vivement la collaboration de Latitudes.

    Nuno

     

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    A revista “Latitudes” publicou em Junho de 2006 um artigo fabuloso cuja autora é Maria Graciete Besse.

    Trata-se dum texto que re-visita a obra : Novas Cartas Portuguesas.

    Foi no contexto da época setenta que foi publicada. Foi uma obra que marcou o movimento feminista Europeu.

    Quanto a mim, este artigo mostra que o Fascismo Português vai muito além da PIDE e das torturas físicas.

    O Salazarismo foi também uma tortura psicológica, impedindo a palavra e diálogo que são indispensáveis à democracia.

    Quando lemos o artigo, é impossível não nos atardarmos sobre as confidências de Maria Velho da Costa ( p.20 ) : As mulheres Portuguesas, mesmo as mais esclarecidas não ousavam, nos anos setenta, falar de orgasmo feminino.

     

    Pergunto-me se mudou mesmo algo na sociedade Portuguesa ?

    Segue, “aqui” , na sua totalidade o artigo de “Latitudes“.

    Agradecemos, vivamente, a colaboração da revista Latitudes.

    Nuno

  • Os Mitos têm um sexo ? ………………………………….. ……………………………..Les Mythes ont-ils un sexe ?

     

    Nuno Álvares Pereira et Jeanne d’ Arc ont été des figures charismatiques de leurs pays.

    Tous les deux ont été des chefs de guerre et tous les deux ont été sanctifiés par l’ Eglise.

     

    Un homme, une femme ?

     

    Ce qui m’interroge est le suivant : La statue de Jeanne d’Arc differe-t-elle esthetiquement de celle de Nuno Álvares Pereira ?

    Ce post m’est venu à l’idée suite à l’annonce de la conférence-débat organisée par la délégation Française à Paris de la Fondation Calouste Gulbenkian, le 9 décembre à 18h30 : “Nuno Álvares Pereira et Jeanne d’Arc ” : L’ Histoire et le mythe

    Cette conférence-débat a été presentée par Luís Adão da Fonseca, de l’ Université de Porto et par Évelyne Morin-Rotureau, historienne.

    Qui a été Jeanne D’ Arc ou / et qui a été  Nuno Ávares Pereira dans cette conférence ?

    Nous ne pouvons que féliciter la Gulbenkian pour une telle réalisation.

     

    Ce post peut être lu comme une suite de “Les langues ont-elles un sexe ?

    Nuno

     

     

    Nuno Álvares Pereira e Jeanne D’Arc foram e são figuras emblemáticas dos seus países respectivos.

    Ambos criaram alicerces, pelo pior ou/e pelo melhor,  para que a noção de nação se desenhasse séculos mais tarde.

    Ambos foram chefes de guerra.

    Um é homem e uma é mulher. Ambos foram guerreiros e ambos foram santificados pela igreja.

    O que me questiona é saber até que ponto a estátua de Nuno Álvares Pereira se pode diferenciar, esteticamente, da de Jeanne d’ Arc ?

     

    Homem ou mulher ?

     

    A delegação Francesa da Fundação Calouste Glubenkian organizou dia 9 de Dezembro uma conferência-debate às 18h30 : ” Nuno Álvares et Jeanne d’Arc : L’ Histoire et le mythe “.

    Esta foi animada por Luís Adão da Fonseca da Universidade do Porto e pela historiadora Évelyne Morin-Rotureau.

    Quem foi Nuno Álvares Pereira e quem foi Jeanne D’Arc nesta conferência-debate ?

    Parabéns à delegação Francesa da Gulbenkian por tal iniciativa.

     

    Este post pode ser lido como uma continuação de “As línguas têm um sexo ?

    Nuno

  • Exterminar a dívida pública é simples ! ………………. C’est si simple d’effacer la dette publique ! ………….

     

    Le Fascisme portugais n’avait aucun problème avec ” les trois A des agences de notation” . Ni avec la dette !

    Il suffisait de censurer la publication des chiffres ou des données !

    Doc : Jornal do Fundão, 15 juillet 2010

    Nuno

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    Não vejo motivo para que os povos Europeus estejam preocupados com a dívida.

    E também não vejo motivo para tanta “agitação jornalística” !

    O Fascismo Português mostrou, clara e explicitamente, como resolver o problema.

    É tão fácil !

     

    É o que atesta a peça aqui junto :

    1 + 1 = Censura !

     

    Doc : Jornal do Fundão, 15 de Julho de 2010

    Nuno

  • A trilogia das cores

     

    Cem anos volvidos, o quê é que se comemorou neste último 5 de Outubro?

    Oficialmente: a Implantação da República Portuguesa, o seu centenário, e consequentemente vários acontecimentos e assuntos relacionados acabam por ser nesta altura “ressuscitados”. O Regicídio, o derrube da monarquia, a mudança do regime, a prematuridade de uma república excessivamente visionária, a inevitabilidade e o impasse que foi a ditadura, que estamos melhor, ou estaríamos pior… que já se fazia outra!

    Muito se tem dito, visto e escrito sobre o tema que se vem prolongando durante uma boa temporada, e não menos importante de refletir, que talvez pouco se veja discutir, talvez um “ponto de situação” no que toca aos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, a matriz dos ideais republicanos.

     

    Numa perspectiva diferente, entre as muitas dissertações que se vão lançando sobre o tema, porque não uma sugestão: uma obra cinematográfica do realizador polaco Krzysztof Kieslowski – “A trilogia das cores” (1993/1994).

    Na base de “A trilogia das cores” estão dois acontecimentos marcantes: o bicentenário da revolução francesa, sabendo-se que é com este acontecimento que nasce o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, e em segundo, a comemoração da unificação da Europa, hoje conhecida pela União Europeia.


    Convidado a fazer esta dupla homenagem, o realizador polaco pega nos três lemas e cores da bandeira francesa, transportando-os para a actualidade e questionando, em três filmes, como se encontram tais valores na Europa e no mundo?

    Na trilogia dos filmes “A liberdade é azul” , “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”, as vidas das personagens principais sofrem transformações e entrarão em conflito com os temas/lemas de cada cor.

    Seria a liberdade algo trágico? A igualdade uma comédia? A fraternidade inexistente? Perguntas que são levantadas e em permanente actualidade.

     

    Respostas que a boa maneira portuguesa até se podem andar a enrolar. Ou “nem que se vivam cem anos”, ficam-se por dar.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 14/10/2010

  • A trilogia das cores

     

    Cem anos volvidos, o quê é que se comemorou neste último 5 de Outubro?

    Oficialmente: a Implantação da República Portuguesa, o seu centenário, e consequentemente vários acontecimentos e assuntos relacionados acabam por ser nesta altura “ressuscitados”. O Regicídio, o derrube da monarquia, a mudança do regime, a prematuridade de uma república excessivamente visionária, a inevitabilidade e o impasse que foi a ditadura, que estamos melhor, ou estaríamos pior… que já se fazia outra!

    Muito se tem dito, visto e escrito sobre o tema que se vem prolongando durante uma boa temporada, e não menos importante de refletir, que talvez pouco se veja discutir, talvez um “ponto de situação” no que toca aos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, a matriz dos ideais republicanos.

     

    Numa perspectiva diferente, entre as muitas dissertações que se vão lançando sobre o tema, porque não uma sugestão: uma obra cinematográfica do realizador polaco Krzysztof Kieslowski – “A trilogia das cores” (1993/1994).

    Na base de “A trilogia das cores” estão dois acontecimentos marcantes: o bicentenário da revolução francesa, sabendo-se que é com este acontecimento que nasce o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, e em segundo, a comemoração da unificação da Europa, hoje conhecida pela União Europeia.


    Convidado a fazer esta dupla homenagem, o realizador polaco pega nos três lemas e cores da bandeira francesa, transportando-os para a actualidade e questionando, em três filmes, como se encontram tais valores na Europa e no mundo?

    Na trilogia dos filmes “A liberdade é azul” , “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”, as vidas das personagens principais sofrem transformações e entrarão em conflito com os temas/lemas de cada cor.

    Seria a liberdade algo trágico? A igualdade uma comédia? A fraternidade inexistente? Perguntas que são levantadas e em permanente actualidade.

     

    Respostas que a boa maneira portuguesa até se podem andar a enrolar. Ou “nem que se vivam cem anos”, ficam-se por dar.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 14/10/2010