Category: históricos

  • O Fado e o Teatro de Sombras Chinês ………………. Le Fado et le Théâtre des Ombres Chinois ………….

     

    Le Fado, chant portugais symbole du commerce triangulaire et esclavagiste, et qui naquit du vaudou vient d’être déclaré Patrimoine Immatériel de l’Humanité par l’UNESCO.

    Cette distinction concerne aussi, cette année, le “Théâtre d’Ombres Chinoises”, “L’Equitation de Tradition Française”, etc.

    Je n’ai pas très bien compris le nationalisme d’une certaine presse portugaise. Depuis très longtemps, le Fado a déjà un statut Universel.

     

     Image: Fado, chant de l’âme, Véronique Mortaigne, p.88, ed. Chêne, Paris, 1998

    Nuno

     

     

    O Fado, canto Português nascido do comércio triangular e da escravidão, acaba de ser declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    Esta distinção diz também respeito, este ano, ao “Teatro de Sombras Chinesas”, à “Equitação de Tradição Francesa”, etc.

    Não entendi muito bem o nacionalismo bacoco que gira, em alguma imprensa portuguesa, em torno desta notícia.

    Desde há muito que o Fado é um género musical universal. Porquê querer rebaixa-lo a um nacionalismo?

     

    Imagem: Fado, chant de l´âme, Véronique Mortaigne, p. 88, ed. Chêne, Paris, 1998

    Nuno

  • Benfica, Preguiça & Fascismo…………………………… …………………………….Benfica, Paresse & Fascisme

     

    Aucun historien digne de ce nom ne peut concevoir que le stade de Benfica ait été construit par des travailleurs bénévoles sous le Fascisme Salazariste.

    La paresse et surtout le repos étaient une notion méconnue des adeptes de Benfica?

    Dans un pays où plus d’un tiers de la population avait fui le Portugal, pour des raisons économiques ou politiques… cela ne relève pas du mythe mais de la propagande…

    C’est bien connu : les adeptes de Benfica étaient des machines et n’avaient pas besoin de repos.

     

    A moins que Lisbonne ne soit un ilot perdu dans un océan inconnu qui a pour nom Portugal?

    De la même façon, aucun historien ne peut accepter l’idée que les assemblées générales de Benfica ont été un exemple d’apprentissage de la démocratie. Comme si le Fascisme Salazariste pouvait autoriser l’apprentissage de la démocratie.

    Le 25 Avril 1974  et la démocratie vont permettre l’affirmation du FC. Porto et par conséquence l’affirmation d’autres clubs et régions du Portugal.

    Et ce n’est peut être pas un hasard si le seul stade de foot portugais digne d’interêt est ici.

    Un stade bien loin de Benfica et de Lisbonne.

     

    Cependant, certains porte-paroles du FC.Porto ou certains de ses supporters continuent à appeler Benfica, “le club du régime”. Ce qui est confus politiquement. A qui font-ils référence?

    C’est que le Portugal n’est pas un “régime” mais une démocratie.

     

    Image: Le droit à la paresse, Paul Laforgue, couverture du livre, ed.Maspero, Paris 1975

    Nuno

     

     

    Muito foram desrespeitados os emigrantes, em férias em Portugal, quando empregavam a palavra “retrete” por reforma ou, por exemplo, a palavra “vacanças” por férias.

    Tendo vivido debaixo do fascismo, tais regalias sociais eram-lhes desconhecidas. Limitaram-se a “aportuguesar” conceitos linguísticos e regalias sociais que faziam parte da sua vivência quotidiana em França e que o fascismo Português sempre lhes negou.

    No âmbito deste contexto, nenhum sociólogo ou historiador esclarecido pode acreditar que o Estádio da Luz tivesse sido construído, em suas horas livres por benévolos cidadãos que trabalhavam do nascer ao pôr do sol.

    A menos que Lisboa não fosse Portugal… E que os trabalhadores de Lisboa tivessem regalias que os outros trabalhadores fora de Lisboa não tinham…

     

    Estranha também a ideia, para um historiador, que as Assembleias do Benfica fossem uma aprendizagem da democracia… Como se o Salazarismo, herdeiro nato das práticas da Inquisição, não tivesse olho em tudo… 

    A história, quando pode ser ensinada, desencadeia questionamentos e interrogações.

    Estranho que se esqueçam os panfletos dos desertores e dos pacifistas e, também, de movimentos políticos que denunciavam a presença do Benfica, em Colombes, para levantar o moral dos Portugueses que viviam em bairros de lata, para lembrar “a pátria amada”… ou/e  remessas amadas…

     

    E, actualmente, também, não deixa de ser curioso que o Benfica se proclame o clube com mais adeptos no mundo. O que é ridículo! Mas não nascerá esta ideia na continuidade da megalomania desenvolvida pelo Fascismo Salazarista?

    E talvez não seja uma simples contradição se, após o 25 de Abril de 1974,o FC. Porto é o clube com maiores simpatizantes na e/imigração, em França.

    Mas esta dialéctica, algo que custa a entender aos jornalistas desportivos que só pensam no Benfica e, por arrastamento, no Porto (realidade obrigatória ) … só deu luz ao direito à preguiça, graças ao FC.Porto: Ao Direito de ser a “Sua Terra”.

    E talvez não seja um acaso se o Direito à Preguiça originou uma obra de arte longe do (ou de?)  Benfica e de Lisboa? 

     

    Qual é o único estádio de futebol digno de interesse em Portugal: Link ?

    Contudo, fica para saber como é que alguns dos porta-vozes  do FC. Porto e alguns dos seus adeptos podem empregar, ainda hoje, a palavra “regime”, referindo o Benfica?

    Ao que se referem e a quem se referem? É muito confuso politicamente…

    É que Portugal, apesar das suas imperfeições, é um país democrático. Não é um regime!

     

    Imagem:Le droit à la paresse, Paul Lafargue, capa da obra, ed. Maspero, Paris, 1975

    Nuno

  • Futebol e Memória………………………………………….. ……………………………………………. Foot et Mémoire

     

     

    Uve Seeler é um jogador de futebol, hoje em dia, desconhecido ou esquecido.

    Contudo, as estatísticas não mentem. Partilha com Pelé uma proeza estatística fora de série no âmbito da História mundial do futebol.

    As suas palavras, como antigo jogador de futebol, são questionantes, no que diz respeito à memória da história e da Humanidade.

     

    Na entrevista dada à revista So Foot, deste mês de Outubro de 2011, afirma:

    Foi só na escola que soube o que tinha feito Hitler. Naquela época, tinham-no vendido de modo diferente. É como hoje na Líbia: Não se pode imaginar que se possa fulizar o seu próprio povo.”

     

    Fonte e Foto: So Foot, Out de 2011

    Nuno

  • Homunculus: Oito Anos de História! …………………… Homunculus: Huit Ans de Histoire! ……………………..

     


    En ce qui me concerne, je pense que la Bd Manga, Homunculus, est une réference parmi les Mangas.

    C’est donc un point de vue perso.

    Je pense que cette Manga introduit une réflexion à propos de tout ce qui touche le fonctionnement du cerveau humain. C’est actuel et cela concerne aussi les “neurosciences”.

    Le volume quinze, quinze étant un multiple de trois, marque la fin du récit… mais pas notre questionnement…

     

    Ce post doit être lu impérativament comme la suite de Homunculus: La réferance de la Bd Manga

    Photo: Dernière avant image du tome XV

    Nuno

     

     

    Considero a Bd Manga, Homunculus, a melhor Manga de sempre no âmbito das que li.

    É uma opinião subjectica.

    Penso que é uma reflexão a propósito do que é o cérebro humano e das “neurociências”. É de atualidade!

    Com o número quinze, múltiplo de três, findou o relato… mas não a nossa interrogação que, essa, continua….

     

    Este post deve, absolutamente, ser lido como a continuação de Homunculus: A referência da Bd Manga

    Foto: Imagem da penúltima página do tomo XV.

    Nuno

  • A Bola canibaliza a sociedade Portuguesa ………….. Le foot cannibalise la société portugaise …………….

     

    Dans l’entretien que l’écrivain portugais a donné au magazine So Foot, du mois de septembre de cette année 2011, p. 124, il en ressort que le foot cannibalise la société portugaise.

    Rui Zink nous fait observer que dans la société portugaise tout est pretexte pour parler foot. Et c’est trop!

     

    Source: Op.cit /  Photo: Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky et Gunter Scheiner, ed. Nicolai

    Nuno

     

     

    Na entevista dada à revista So Foot, deste mês de Setembro, o escritor,  Rui Zink, releva que em Portugal tudo é pretexto para falar de futebol.

    Como aponta Rui Zink, mais é demasiado.

     

    Fonte: So Foot, sept 2011, p.124 /  Foto: Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider, ed. Nicolai

    Nuno

  • Habemus Papam: Poder e Liberdade? ……………….. Habemus Papam: Pouvoir et Liberté? …………………

     

    Michel Piccoli qui a tourné avec de grands réalisateurs ( Buñuel, Ferreri, Godard, Oliveira, Varda… ) incarne de façon fabuleuse le Cardinal de Melville, le film événement (de Nanni Moretti) de cette rentrée.

    Le Cardinal de Melville ne semble pas vouloir être Pape. Ce n’est pas une révolte contre la Papauté ou les systèmes financiers… C’est une crise intime… Mais aussi intime soit elle, elle questionne le poids de la responsabilité collective et individuelle.

     

    Dans le long entretien que Michel Piccoli à accordé à Télérama, il me semble que ces propos qui suivent peuvent nous autoriser à mieux comprendre l’histoire du cinéma (et du thêàtre): ” Aujourd’hui toutes les filles veulent faire du cinéma ou du théâtre. Avant, dans les familles aisées comme modestes, c’était une honte, presque de la prostituition. Maintenant, c’est valorisant… 

     

    Ce post peut être lu comme la suite de Le Pape Terrible

    Source citée: Télérama, nº 3215, août 2011, p.11 /  Photo: Affiche du film

    Nuno

     

     

    O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.

    Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.

    Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo… Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.

     

    Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.

    A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.

    O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.

    Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.

     

    Leia-se:

    A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira…

     

    O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes… Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais “dificultuoso” (“difficultueux” no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante…

     

    Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível

    Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.

    Nuno

  • Art Spiegelman: Erlangen (RFA), 1990

     

    Discours d’ Art Spiegelman à la réception du Sonderpreis,
    le 16 juin 1990, au Salon de la BD d’Erlangen (RFA).

    Ce post doit être lu comme la suite de Maus: Un Chef-d’Oeuvre de la BD
    Source: “L’Autre Journal”, nº5, oct 1990

     

     [clicar para aumentar / cliquez pour agrandir]

     

    Discurso de Art Spiegelman, aquando a atribuição do Sonderpreis, a 16 de Junho de 1990, Salão da BD de Erlangen (RFA):

     

    “É uma coisa estranha, para um rato, receber um prémio doado por uma assembleia de gatos; Por ter contado a maneira como os gatos mataram os ratos. É uma coisa estranha, para mim, Judeu, estar, aqui, na Alemanha, para receber um prémio; Por descrever como os vossos pais e os vossos avôs foram cúmplices do assassinato dos meus avôs e da minha família. É estranho também para vós de me entregar este prémio; Isso, não é sem problema. Como poderiam não mo ter entregue? Isso, poderia ser interpretado como uma ausência de sensibilidade, sob o ponto de vista da nossa história comum. Por um outro lado, dar-me este prémio poderia ser entendido como o resultado duma consciência culpável, uma espécie de reparação de guerra ao filho dum “escapado”.

     

    Ach! Ei-los bem os Judeus a falarem de novo de culpabilidade num serão tão belo! Nós temos uma longínqua tradição para infligir a culpabilidade que nos chega, directamente, desses abomináveis dez mandamentos (” Não fodas a mulher do teu vizinho”, “Sê gentil com o teu papai e a tua mamai”). É mais educado falar em remorsos ou na responsabilidade do que na culpabilidade. É um conceito desagradável: A culpabilidade. Mas, apesar de tudo, penso que não merece a sua má reputação. Eu mesmo sinto-me culpado por imensas coisas: Pelos sem abrigo em Nova Iorque, pelos meus pensamentos impuros, pela masturbação, por não utilizar produtos recicláveis – e a culpabilidade talvez seja o agente civilizador mais útil, para impedir que as pessoas não se comportem de modo ainda pior do que poderiam fazer duma outra maneira. É talvez uma coisa explosiva  viver com a culpabilidade, mas é talvez o preço que nós humanos devemos pagar para aprender a verdadeira compreensão.

     

    E, francamente, sentir-me-ia em mais segurança numa Alemanha culpável do que numa Alemanha deixando-se cair na euforia nacionalista, neste presente em que me parece que, duma certa maneira, ela ganhou a Segunda Guerra Mundial, após quarenta e cinco anos.

     

    Vejam, o meu pai nunca mais quis pôr um pé na Alemanha após a guerra. Nunca recebeu um pão com a forma Max e Moritz ( prémio tradicional do Salão da BD d’ Erlangen) da parte dos vossos pais ou avôs. O seu pão tinha a forma dum caixão e, na maior parte das vezes, nem sequer havia isso. O meu pai zangava-se, quando eu comprava o que quer seja fabricado na Alemanha. Andava muito zangado que desenhasse com uma caneta Rotring fabricada na Alemanha. Quando era criança, achava a sua atitude ridícula, mas, agora, penso ele tinha razão. Os Rotring proporcionam um traço intenso e mecânico. Desenho, agora, exclusivamente com uma caneta Pelikan: É mais flexível e viva. Danke schon por este prémio.”

     

    Art Spiegelman

     

    Este post deve ser lido como a continuação de  Maus: Uma obra Prima da Bd 

    Fonte: L’Autre Journal nº5, oct 1990, p. 194

     

    Nuno

  • Homenagem a Raúl Ruiz ………………………………… Hommage a Raúl Ruiz …………………………………….

     

    Selon Raúl Ruiz :

    “Toutes les techniques du cinéma vont désormais dans le sens de vous capturer. On “capture” l’attention du spectateur.”

     

    Citation: Libé, 21 aout 2011

    Photo: L’Autre Journal, oct de 1990, p.102 ( archives perso) / Une autre image du Che parmi d’autres

    Ce post peut et doit être lu comme la suite du post Mystères de Lisbonne

    Nuno

     

     

    Segundo Raúl Ruiz:

    “Todas as técnicas do cinema desaguam, desde agora, no sentido de vos escravizar. Escraviza-se a atenção do espectador.”

     

    Citação: Libé, 21 de Agosto de 2011

    Foto: L’Autre Journal, Out de 1990, p.102 ( arquivo pessoal ) / Uma imagem do Che diferente entre outras…

    Este post pode e deve ser lido como a continuação do post Mystères de Lisbonne

    Nuno

  • A Utopia ainda existe ? …………………………………… L’ Utopie existe encore ? …………………………………

     

    Du jour au lendemain l’Europe a découvert les photos de Agusti Centelles.

    Pourquoi seulement maintenant ?

    De par ses photos Cenntelles nous montre le combat héroique des Républicains Espagnols.

     

    La Guerre Civile Espagnole nous montre que pour la première fois dans l’histoire moderne:

    a) Les civils sont la cible priviligiée des franquistes, des nazis, des salazaristes et des fascistes italiens…

    Un arbre resistera: Guernica!

    b) Pour la première fois dans l’histoire moderne de l’humanité, les femmes prennent les armes.

    De cette mémoire il nous reste l’arbre de Guernica et les textes Georges Orwell.

     

    Ce post doit être lu comme la suite de “Google le troisième hemisphère de votre cerveau“.

    Photo: Télérama, nº3207, p.50, 29 jun 2011 /  Source: Médias & Histoire

     

     

    De hoje para amanhã, a Europa descobre as fotografias de Agusti Centelles.

    Porquê só agora ?

    Nas suas fotos, Centelles mostra o combate heróico dos Repúblicanos Espanhóis.

    Combate heróico que nos remete para a memória. Para quem se esqueceu da memória.

     

    A Guerra Civil Espanhola lembra-nos que :

    Pela primeira vez na história moderna da humanidade:

    a) Os civis são um alvo prioritário para os franquistas e os seus aliados: nazis, salazaristas e fascistas italianos… 

    Uma árvore resistirá: Guernica!

    b) Pela primeira vez na história moderna da humanidade, as mulheres tomam as armas.

    Desta memória quedam e não só a árvore de Guernica e os textos de Georges Orwell.

     

    Este post deve ser lido como a continuação de “Google o terceiro hemisfério do seu cérebro“.

    Foto: Télérama, nº3207, p. 50, 29 de Jun de 2011 / fonte: Mídia & História

    Nuno

  • Dança com as Imagens ………………………………….. Danse avec les Images …………………………………..

     

    Pourquoi les pointes du château de Porto de Mós sont-elles vertes ? (Lien)

    Une autre exception culturelle portugaise ? 

     

    Sources: Tableau de Porto de Mós / Bd: Le Trône d’Argile, p.2, Delcourt, Paris, 2006

    Nuno

     

     

    Porque é que as pontas do Castelo de Porto de Mós são verdes ? (Link)

    Uma outra excepção cultural Portuguesa ? 

     

    Fontes : Quadro de Porto de Mós / Bd: Le Trône d’Argile, p.2, Delcourt, Paris, 2006

    Nuno