Category: cenas do caraças

  • A democracia dos clubes

     

     

    Nota prévia: Antes que o PortoMaravilha comece a resmungar, eu sei, sim , que nunca pus uma foto tão feia aqui no Cosméticas, e que a da Elizabeth Taylor cada vez mais para baixo, é muito mais bela de apreciar. Mas – Deus me perdõe – A Elizabeth, não fui eu que a tratei de enterrar…

     

    Vem o post a propósito de ser recorrente o FC Porto ser conotado com falta de democracia nos últimos 30 anos, por nunca haver quem se candidate contra Pinto da Costa, e por ser sempre este assim a ganhar.

    Por muito que custe aos rivais ver Pinto da Costa no poder há mais de 30 anos – e de ser de entre todos no mundo, o presidente com a melhor carreira de futebol – a mim que também já me custa aturalo e sou portista desde pequenino, ou seja: nunca conheci outro Presidente no meu clube, convenha-mos, que não posso desatar por aí a choramingar porque ninguém se atreve a ser drásticamente humilhado numa concorrencia directa à Presidência do FCP contra Pinto da Costa.

    Agora, que fique bem claro: Nas próximas eleições do FCP em que haja 2 candidatos ao cargo, cada sócio tem um (1!) voto.

    O rico, o pobre, o recém associado ou o mais antigo Dragão de Ouro.

    Querem coisa mais democrática?

     

    Não é como nos clubes da Capital do Império, onde Bruno Carvalho até teve mais pessoas a votar nele, mas venceu o que conquistou os sócios mais poderosos, pois conforme  a antiguidade, a disparidade e poder de votos entre os sócios do Sporting CP pode conseguir variar entre 1 a 25 votos. Coisa éticamente inadmissivel nos nossos dias, até para uma simples Assembleia de Condomínio.

    E parece que para os lados do SL Benfica, a divisão de votos é coisa parecida… Segundo me explicaram sobre os dois casos, e posso correr o risco ter ter sido muito mal esclarecido.

     

     

    Quem é democrático, quem é? Era o Salazar…

    Não é só nos resultados e carreira futebolistica dos clubes nos últimos 30 anos, até nestes concretos se pode verificar quem são os clubes da era democrática ou os do regime.

     

    democracia
    (grego demokratía, -as, governo do povo)

    s. f.

    1. Governo em que o povo exerce a soberania, directa!direta ou indirectamente.

    2. Partido democrático.

    3. O povo (em oposição a aristocracia).

     

    aristocracia

    s. f.

    1. Conjunto dos nobres.

    2. Forma de governo em que predomina a nobreza.

    3. Superioridade.

     

    Dicionário Priberan Online.

     

     

     

  • Portugal – ‘o bobo da corte’

     

    Preparados para verem Portugal a tornar-se num 27.º Estado Brasileiro?

    Se é para rir ou não – a habitual coluna intitulada “Lex”, na última edição do Financial Times – não o saberei muito bem… mas é de facto com um tom de fina ironia provocatória, que o conceituado Jornal Internacional Inglês se dirige aos Portugueses:

     

    A equipa de colunistas do Lex do Financial Times diz que Portugal podia tornar-se uma província do Brasil

    Colunista do Financial Times lança uma proposta provocatória para resolver a crise de dívida: que Portugal seja anexado pelo Brasil.

    A imprensa britânica não poupa na ironia para apontar saídas para a crise de dívida que Portugal atravessa. A equipa de colunistas do Lex do Financial Times diz que Portugal podia tornar-se uma província do Brasil.
    “Aqui vai uma maneira ‘out-of-the-box’ para lidar com o problema: anexação pelo Brasil (uma década de 4% de crescimento anual do PIB, muito mais elevado recentemente). Portugal seria uma grande província, mas longe de ser dominante: 5% da população e 10% do PIB”.
    E falam das vantagens, apesar da perda de ‘status’.
    “A antiga colónia tem algo a oferecer, mesmo para além da diminuição dos ‘spreads’ de crédito e, proporcionalmente, défices e contas correntes governamentais muito mais baixos. O Brasil é um dos BRIC, o centro emergente do poder mundial. Isto soa melhor lar que uma cansada e velha União Europeia”, escreve o FT, numa alusão aos avanços e recuos do Velho Continente em lidar com a crise de dívida soberana.
    Além disso referem que a UE considera Portugal problemático: “Sem governo, elevada resistência à austeridade e crónico desempenho económico”.

     

    fonte: Diario Econónico Online 25/03/2011

  • O 12 de Março ficará, ou passará?

     

     

    O 12 de Março de 2011 que se aproxima, começa a inquietar alguma (bastante?) gente.

    Tentativas de colagens, distorção da mensagem, juízos de valor da juventude que se propõe a levantar a voz, e outras demais leituras de intenções travessas, aos objectivos pretendidos pelos auto-intitulados, e passando a citar: “quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal” – vão sendo apontados pelos fazedores de opinião habituais nos médias portugueses – como sempre do alto de sua “cátedra” sem sequer levantarem o cu de seus “cadeirões”, e sem quererem perceber melhor o que realmente está em causa – como sendo a pura e dura demagogia que está para sair à rua, e que isso é… perigoso.

     

    Tamanho “tiro no pé”, como o que  Miguel Sousa Tavares deu ontem no Jornal da noite da SIC (link), só me ocorre  realmente o idêntico que Vicente Jorge Silva deu, no famoso editorial do Jornal ‘O Púlico’ de 1993, baptizando esta mesma geração que 20 anos depois quer voltar à rua, de “Geração Rasca”.

    O Movimento Organizador para 12/3 da ‘Geração à Rasca’, já exigiu, o respectivo direito de resposta ao canal. E era o que se lhes exigia fazer… (aqui) .

    Entretanto, o manifesto de intenções vai-se clarificando, no site da organização, apoiado por uma já considerada poderosa arma, nos dias que correm,  de seu nome Facebook, convencendo cada vez mais adeptos, e começa a conseguilos de todos os quadrantes profissionais, mais ou menos habilitados, mais ou menos qualificados.

    De Lisboa e Porto, as concentrações já se alargaram neste momento, e estão marcadas para o mesmo dia, para outras cidades:

    Braga; Castelo Branco; Coimbra; Faro; Guimarães; Leiria; Ponta Delgada; e Viseu.

     

    Depois do forte interesse e curiosidade, rodeado de alguma “graça”, que a comunicação social começou por dar e exibir aos espicaçados jovens pela canção dos Deolinda, estes meteram mãos à obra, e a fase dos aconteciemntos agora passa mais por um “afiar de facas” perante as proporções do evento que ameaça meter respeito. Caso para perguntar: 12 de Março será “uma tarde de facas longas”? Ficará, ou passará?

     

  • O 12 de Março ficará, ou passará?

     

     

    O 12 de Março de 2011 que se aproxima, começa a inquietar alguma (bastante?) gente.

    Tentativas de colagens, distorção da mensagem, juízos de valor da juventude que se propõe a levantar a voz, e outras demais leituras de intenções travessas, aos objectivos pretendidos pelos auto-intitulados, e passando a citar: “quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal” – vão sendo apontados pelos fazedores de opinião habituais nos médias portugueses – como sempre do alto de sua “cátedra” sem sequer levantarem o cu de seus “cadeirões”, e sem quererem perceber melhor o que realmente está em causa – como sendo a pura e dura demagogia que está para sair à rua, e que isso é… perigoso.

     

    Tamanho “tiro no pé”, como o que  Miguel Sousa Tavares deu ontem no Jornal da noite da SIC (link), só me ocorre  realmente o idêntico que Vicente Jorge Silva deu, no famoso editorial do Jornal ‘O Púlico’ de 1993, baptizando esta mesma geração que 20 anos depois quer voltar à rua, de “Geração Rasca”.

    O Movimento Organizador para 12/3 da ‘Geração à Rasca’, já exigiu, o respectivo direito de resposta ao canal. E era o que se lhes exigia fazer… (aqui) .

    Entretanto, o manifesto de intenções vai-se clarificando, no site da organização, apoiado por uma já considerada poderosa arma, nos dias que correm,  de seu nome Facebook, convencendo cada vez mais adeptos, e começa a conseguilos de todos os quadrantes profissionais, mais ou menos habilitados, mais ou menos qualificados.

    De Lisboa e Porto, as concentrações já se alargaram neste momento, e estão marcadas para o mesmo dia, para outras cidades:

    Braga; Castelo Branco; Coimbra; Faro; Guimarães; Leiria; Ponta Delgada; e Viseu.

     

    Depois do forte interesse e curiosidade, rodeado de alguma “graça”, que a comunicação social começou por dar e exibir aos espicaçados jovens pela canção dos Deolinda, estes meteram mãos à obra, e a fase dos aconteciemntos agora passa mais por um “afiar de facas” perante as proporções do evento que ameaça meter respeito. Caso para perguntar: 12 de Março será “uma tarde de facas longas”? Ficará, ou passará?

     

  • Proxenetas Século XXI

     

    Eu nunca tive chulos. Os meus chulos, sabe quem são? Sempre foram?

    É os sites da internet e são os jornais. Que se um dia for legalizado isto em Portugal, eles deixam de poder publicar, os jornais.”  Uma prostituta no programa “Linha da frente” – RTP, ontem (link).

     

    A prostituição, um negócio com regras mas sem lei, cresce a bom ritmo em Portugal, apesar da crise. Alberga um bom quinhão da imigração na clandestinidade.

    As “Trabalhadoras do Sexo” sentem-se reféns dos sites e jornais, jornais estes que não têm pejo em explorar este campo de negócio altamente rentável, taxando este tipo de anúncios com preços bem mais altos do que os restantes. A sociedade, essa encara as “páginas centrais” dos matutinos diários com a maior das naturalidades.

    Será mais uma vez o lobby gay a ter que vir defender a sua classe, para que o Bloco de Esquerda – aos saltinhos de tanta excitação! – venha finalmente apresentar um projecto de lei que regule a mais velha profissão do mundo?

     

    E já agora, como venderia o Culatra o seu peixe, em pleno século XXI (?) :

     

     

    Relacionado: Mitos, mariquices, e paneleirices

  • A Transmissão Simbólica nº19 …………………………. La Transmission Symbolyque nº19 …………………….

     

    Championne Olympique, bi-championne du monde et championne d’Europe la France domine le hand mondial.

    Rarement une équipe n’a dominé son sport comme les handballeurs français.

    Vingt années de succès qui ont su allier sport et éducation.  Voici les paroles de Philippe Bana de la Fédération Française de handball :

    “Ne jamais perdre de vue que nous sommes des profs de gym. C’est notre marqueur. Abandonner notre identité sonnerait le glas de notre singularité.”


    Ce post peut être lu comme la suite de “La Solitude du gardien handballeur“.

    Source : Libé, 13 jan 2011, p.18 / Photo : Libé, 30 Jan 2011, p.18

     

    Nuno

     

     

    Campeã Olímpica, Campeã da Europa e do Mundo, a França domina este desporto com graça e harmonia.

    Quer nos Homens quer nas Mulheres.

    Vinte anos de sucesso que aliam educação e desporto. Não podem ser mais explícitas as palavras de Philippe Bana da Federação Francesa de Andebol :

    Nunca perder de vista que somos professores de ginástica. É a nossa “traçabilidade”. Abandonar a nossa identidade seria declamar o enterro da nossa singularidade.”

     

    Este post pode ser lido como a continuação de : “A Solidão do guarda-redes de andebol” .

    Fonte: Libé, 13 de Jan de 2011, p.18  / Foto: Libé, 30 de Jan de 2011, p. 18

     

    Nuno

     

  • 2,3 – 1,64 = ?

     

    En 2010, 1,64 millions de personnes étaient licenciées à la FFF.

    En 2006, il y avait 2,3 millions de personnes licenciées.

    La FFF perd environ 10% de licenciées par an depuis trois ans.

    Les causes sont me semble-t-il explicites !

     

    Source : Libé, 19 Déc 2010, p.17 / Dessin : Charlie Hebdo : Hors-Série, Mai-Juin 2010, p.34

    Nuno

     

     

    Em 2006, a Federação Francesa de Futebol apresentava 2,3 milhões de jogadores filiados.

    Em 2010, já só são 1,64 milhões.

    A perda é, aproximadamente, de 10% por ano. Como explicar tal hemorragia ?

    As autarquias e as colectividades hesitam, cada vez mais, em apostar no futebol.

    A falta de sponsors, as receitas de bilheteira em queda livre e a grave crise económica que atravessa a França não podem explicar tudo.

    A imagem do futebol, em França, degradou-se, afugentando milhares de jovens.

    A violência gerada pelos hooligans (linchagens e assassinatos, espancamentos, racismo, homofobia…) criou condições insuportáveis para a imagem de marca do futebol Francês que está em concorrência directa com o andebol, o rugby…

     

    Há que lembrar que o presidente do PSG proibiu as curvas aos ultras desde o início da época, transformando-as em espaços familiais. O que salvou, por agora, o clube !

    Paralelamente, os comentários televisivos dos jogos de futebol passaram a ser uma repetição de “replays” onde os jornalistas, à grande e à portuguesa, só discursam sobre as decisões dos árbitros, esquecendo o futebol jogado.

    E, por essa razão, talvez não seja um acaso se, em 2010, o número de formadores e dirigentes de clubes amadores diminuiu de 20 por cento.

     

    Fonte dos números citados: Libé, 19 de Dez de 2010, p17 / Desenho: Charlie Hebdo: Hors-Série, Maio-Junho 2010, p.34

    Nuno

  • 2,3 – 1,64 = ?

     

    En 2010, 1,64 millions de personnes étaient licenciées à la FFF.

    En 2006, il y avait 2,3 millions de personnes licenciées.

    La FFF perd environ 10% de licenciées par an depuis trois ans.

    Les causes sont me semble-t-il explicites !

     

    Source : Libé, 19 Déc 2010, p.17 / Dessin : Charlie Hebdo : Hors-Série, Mai-Juin 2010, p.34

    Nuno

     

     

    Em 2006, a Federação Francesa de Futebol apresentava 2,3 milhões de jogadores filiados.

    Em 2010, já só são 1,64 milhões.

    A perda é, aproximadamente, de 10% por ano. Como explicar tal hemorragia ?

    As autarquias e as colectividades hesitam, cada vez mais, em apostar no futebol.

    A falta de sponsors, as receitas de bilheteira em queda livre e a grave crise económica que atravessa a França não podem explicar tudo.

    A imagem do futebol, em França, degradou-se, afugentando milhares de jovens.

    A violência gerada pelos hooligans (linchagens e assassinatos, espancamentos, racismo, homofobia…) criou condições insuportáveis para a imagem de marca do futebol Francês que está em concorrência directa com o andebol, o rugby…

     

    Há que lembrar que o presidente do PSG proibiu as curvas aos ultras desde o início da época, transformando-as em espaços familiais. O que salvou, por agora, o clube !

    Paralelamente, os comentários televisivos dos jogos de futebol passaram a ser uma repetição de “replays” onde os jornalistas, à grande e à portuguesa, só discursam sobre as decisões dos árbitros, esquecendo o futebol jogado.

    E, por essa razão, talvez não seja um acaso se, em 2010, o número de formadores e dirigentes de clubes amadores diminuiu de 20 por cento.

     

    Fonte dos números citados: Libé, 19 de Dez de 2010, p17 / Desenho: Charlie Hebdo: Hors-Série, Maio-Junho 2010, p.34

    Nuno

  • Boas festas, boas Cosméticas! …………………………. ……………………….. Bonnes fêtes, boas cosméticas!

     

    On a déjà dû comprendre que je suis fan de ce mec
    Ma femme ne le supporte pas. En réalité, Rui Unas appartient à ce groupe de personnages qui sont typiquement “moches,cochons et mauvais”.
    Je suis d’accord avec tout cela, mais je ne peux m’empêcher d’applaudir celui qui arrive à réinventer notre quotidien portugais d’une façon moins sage (lien), celui qui arrive avec un peu de magie et avec des retouches à embellir et à faire en sorte que le “moins bon” devienne qualque chose de rayonnant et hilarant.

    Bonnes fêtes, boas Cosméticas,
    Bonne 2011!

     

     

    Já deve ter dado para perceber que sou fã do gajo

    A minha mulher não o suporta. Na realidade, Rui Unas pertence àquele grupinho de homens tipicamente “feios, porcos e maus”.

    Concordo, mas não deixo de aplaudir quem consegue reinventar o quotidiano de forma menos sisuda (link). Ou por outra: quem consegue, com alguns pozinhos e retoques de maquilhagem, embelezar e tornar o “menos bom” numa coisa irradiante ilariante.

     

    Boas festas, boas Cosméticas,

    Bom 2011!