“Eu nunca tive chulos. Os meus chulos, sabe quem são? Sempre foram?
É os sites da internet e são os jornais. Que se um dia for legalizado isto em Portugal, eles deixam de poder publicar, os jornais.” – Uma prostituta no programa “Linha da frente” – RTP, ontem (link).
A prostituição, um negócio com regras mas sem lei, cresce a bom ritmo em Portugal, apesar da crise. Alberga um bom quinhão da imigração na clandestinidade.
As “Trabalhadoras do Sexo” sentem-se reféns dos sites e jornais, jornais estes que não têm pejo em explorar este campo de negócio altamente rentável, taxando este tipo de anúncios com preços bem mais altos do que os restantes. A sociedade, essa encara as “páginas centrais” dos matutinos diários com a maior das naturalidades.
Será mais uma vez o lobby gay a ter que vir defender a sua classe, para que o Bloco de Esquerda – aos saltinhos de tanta excitação! – venha finalmente apresentar um projecto de lei que regule a mais velha profissão do mundo?
E já agora, como venderia o Culatra o seu peixe, em pleno século XXI (?) :
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