Author: penaleve11
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O que mais gozo me dá hoje na vida?
Estar com o meu Balão de Aguardente Velha sentado no sofá. Acender o cigarro e assistir, alí, bem na minha frente. E Ver o desenrolar da(s) vida(s) à volta.E vejo, teatros, dramas e comédias. Por vezes óperas líricas me parecem até, e onde fazem questão de me incluir.E que sem precisar de mexer uma palha para acontecer, mesmo com o seu desenrolar a entardecer, perceber que a Lei do Retorno funciona e o que com isso aquela pessoa. teve a ganhar ou a perder. Com o fim dumas peças me rirei, com outras talvez chorarei. São os filmes da vida que passam pelo meu sofá, que mora na Rua da Alegria. -
Amor Bandido: Tolerar ou Não Tolerar, Eís a Questão
Nunca se falou tanto de amor Nem se praticou tão pouco. Nunca se viu tanta opinião sobre o tema, por conselheiros de Reels de frases feitas de Kamasutra loucos. Nunca se cobrou tanto do parceiro, sensibilidades, perfeição, atenção? Nunca as relações foram tão levianas, e do meio de bagunças surgem dois sacanas. Há até quem desaprenda de amar, quem se foca nos defeitos do outro esquecendo que também é prodigo a errar. E há quem insista que mesmo depois de claudicar, de ter duvidas ou até colapsar, sabe porque ama, que se merece perdoar. A sí próprio, ao outro, e até mesmo superar. Porque sem dor não há amor, nem nunca se saberia o que era amar. Assim como há coisas que têm limite de tolerar, porque em primeiro lugar é de ti próprio que te deves cuidar. E só bem cuidado estarás pronto para devidamente amar. -
Hallelujah (Louvado Seja Jah)
Escrita originalmente num compasso de doze oitavas e em dó menor, evocando ao Rock ancestral com mistura de música sacra, Hallelujah de Leonard Cohen é considerada por muitos como uma das melhores músicas de todos os tempos.
Do poema de Cohen, com fortes alusões aos Salmos e alguns personagens biblicos, vários outros artistas pegam e lançam as suas versões do mesmo tema.
No entanto, do poema que sai da voz seca de Cohem, e entre vários que depois o cantam, como o foram Andrea Bocelli, Rufus Wainwright, Il Divo, Bon Jovi e mais recentemente e mais conhecida a cover de Alexandra Burke, é Jeff Buckley quem consegue musicar e entoar o tema com verdadeira essência e transparência. Daí, que de entre tantas, é a versão de Jeff Buckley que acaba por fazer jus e transformar num verdadeiro louvor tida por maravilha do cancioneiro internacional que é, Hallelujah – termo da lingua hebraica que traduzido do seu original significa, Lovado Seja Jah, sendo Jah a abreviatura hebraica para o nome próprio e pessoal de Deus na Biblia, Jeová. (Salmos 83:18 / Êxodo 6:3).
É Buckley, que tira a musica do tom seco e monocordico do seu autor Leonard Choen, nessa interpretação do video em cima, temperando-a com um divinal choradinho de guitarra elétrica e introduzindo tons vocais ritmicos que variam entre os de arrependimento, o de prece e súplica, e que culminan com o refrão em modo de agradecimento e louvor, Hallelujah.
Ninguém mais depois dele conseguiria musicar tamanho drama em que a letra da musica se baseia, que é o de amor, pecado, traição, tristeza, arrependimento e a mesiricórdia de Deus. O poema da musica é baseado no relato bíblico da historia de amor entre o Rei Davi com Betseba, descrita nos Salmos. E é disto que uma das musicas que mais coraçoes no mundo comove, trata. Hallelujah, Louvado seja Jah.
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À Varanda
Das varandas da minha Vila Eu avisto e não resisto Àquelas cordelheiras em fila Onde reconheço o ar que respiro -
Simples Assim

Nunca te deites chateado, nem que adies mais um pouco. Não leves frustrações do dia, para a porta dos teus sonhos. Não abras o guarda-chuvas a quem não se molha por ti, não esboces um sorriso a quem nunca se ri. Não sejas escravo de nada, nem sequer escravo de ti, e se o tempo tudo curasse para quê tudo o que li? Não procures respostas num copo, muito menos no fundo da garrafa, que é meio caminho andado, para o caminho da desgraça. Procura as respostas à volta, à volta das coisas simples e belas, como na gargalhada de uma criança ou a roupa estendida à janela. E percebe como são livres, liberdade que achas que perdeste, e percebe que a liberdade que procuras, sempre foi tua pois com ela nasceste. Abre os olhos e sorri com as coisas simples da vida, porque há milhões de motivos, para a tua vida ser vivida.
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No Meu Bairro
No meu bairro, há cusquice. Há putos e malandrice. Velhos e velhas com o “raios ta partissem”. Cafés que perguntam o que foi que eu disse. Paralelos gastos que me olham como se eu não os visse. Onde a policia multa tudo na superfície. E a Associação funciona por carolice. É o meu bairro, o melhor da planície! -
No dia em que eu morrer
No dia em que eu morrer, quero que as lágrimas derramadas à minha volta sejam um hino à alegria. Há alegria de ter vivido, Que sejam uma ode à vida e aos que cá me têm trazido, E mantido, Aos meus Ancestrais. Que a mesa esteja farta e se possa saudar ao nosso percurso. Que quando me lançarem as cinzas ao mar, que no ar se ouça os acordes de Going Home e que se apaziguem os espíritos revoltos com a minha partida.
Pois que os motivos que cá me trouxeram eu os encontrei, e um dia por aí algures convosco me cruzarei.
Mas isso fica para o dia em que eu morrer, porque até lá, com todos vós quero viver.
À Mónica. 00h20, vinte e dois de janeiro de dois mil e dezanove.
À Cati. 15h05, vinte e cinco de abril de dois mil e vinte e seis.
P. Jerónimo
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Amanhã será o primeiro dia do quê?

A nação está mobilizada, o manifesto reivindicativo é público e dizem que não desmobilizarão enquanto não forem atendidos. Que assim seja. Porque se o dia de amanhã vai ser mais um dia, ou o primeiro dia do resto da nossa vida, está nas mãos dos Portugueses.
As forças de segurança estão prontas, infiltradas inclusive no meio dos manifestantes, e apelam ao cumprimento da lei. A classe política faz eco do mesmo. O Primeiro Ministro falou ontem sobre o assunto, e no seu tom de paternalismo diz que “espera que as manifestações decorram com calma e tranquilidade”. António Costa e a classe política não sabem com o que lidam. No fundo o que ele diz aos portugueses é o que um pai responde a um filho quando faz birra: chora, chora, que quanto mais choras menos mijas.
Sucede que a democracia portuguesa já não é nenhuma criança. Está a sair da adolescência, a amadurecer, a tornar-se adulta. Tem sangue na guelra, quer mundo. A força motora deste país já não é o Portugal manso, Costa. Quem hoje reivindica já nasceu em democracia, não tem medo da policia ou do chicote porque nem sequer sabe o que é andar a toque de chicote. Não estão habituados a ficar calados. Não é o reverente povo de outrora que presta vassalagem ao sr. doutor e sr. engenheiro, porque somos todos doutores e engenheiros, para isso os nossos pais lutaram, e a agora é a nossa vez de lutarmos, por nós, por os nossos filhos, e por eles que nos deram a democracia. Temos de honrar essa herança que nos ofereceram e com as armas dela lutaremos. Porque basta de nos roubarem a democracia. Que ela é nossa e não vossa – seus corruptos e polutos.
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Manifs, pantomineiros e paralisação

Enquanto a imprensa desespera pela primeira foto de coletes amarelos em multidão que sejam verdadeiramente portugueses, para deixarem de ter necessidade de ilustrar as notícias com imagens francesas, recorde-se uma foto da última grande manifestação ocorrida em Portugal, promovida pela juventude portuguesa o também designado movimento da Geração à Rasca, a de 12 de Março de 2011 e subsequentes.
O diário francês Libération na altura publicou um artigo pertinente que procurava mostrar que a juventude portuguesa votava com os pés, ou seja, manifestando-se mas abstendo-se nas urnas.
Os franceses não estão de facto habilitados para avaliar a sociedade portuguesa pelo simples motivo de que a nossa é diferente da deles, e inclusive da Europa, coisa que eles desconhecem.
Sobre a manifestação do 12 de Março, aquela foi uma manifestação germinada por um grupo de amigos relacionados com o Bloco de Esquerda, na altura em que o Bloco era ainda anti-poder, e essa era idónea para a população em geral, mas quando os tiques extremistas do movimento vieram ao de cima e o povo viu estar ali mais do mesmo, ideologias partidárias, a força do movimento que durou várias semanas desvaneceu-se.
Agora dizem que “Vamos Parar Portugal”, e ao contrário da de outrora que foi amplamente apoiada pelas instituições, desta feita a extrema esquerda, partidos, associações, sindicatos, demarcam-se e aparecem os fantasmas reacionários esquerdistas, inclusive os de vários cidadãos, que partem para a chacota deste movimento porque, dizem todos, anda ali o dedo da extrema direita e isso é que não. Estes, para além de só assinarem de cruz tudo o que seja à esquerda da esquerda, e que se foda Portugal, Ignoram portanto que não existe extrema direita propriamente dita no retângulo local. Okay, há o André ventura a por-se ao jeito, mas tem ainda muito para pedalar.
A realidade portuguesa é muito diferente da francesa e até mesmo da espanhola, no que toca a extrema direita, vandalismo e terrorismo. É muito diferente porque Portugal disso ainda não tem, mas isso dava e fica para outro post. Os Portugueses têm é falta de condições de vida.
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Perguntar não ofende #21
Porquê é que as greves de uns são sempre às sextas feiras
mas as manifestações dos outros são sempre ao sábado?
