No dia em que eu morrer, quero que as lágrimas derramadas à minha volta sejam um hino à alegria. Há alegria de ter vivido, Que sejam uma ode à vida e aos que cá me têm trazido, E mantido, Aos meus Ancestrais. Que a mesa esteja farta e se possa saudar ao nosso percurso. Que quando me lançarem as cinzas ao mar, que no ar se ouça os acordes de Going Home e que se apaziguem os espíritos revoltos com a minha partida.
Pois que os motivos que cá me trouxeram eu os encontrei, e um dia por aí algures convosco me cruzarei.
Mas isso fica para o dia em que eu morrer, porque até lá, com todos vós quero viver.
À Mónica. 00h20, vinte e dois de janeiro de dois mil e dezanove.
À Cati. 15h05, vinte e cinco de abril de dois mil e vinte e seis.
P. Jerónimo