Author: MrCosmos

  • DO XXI AO 31 (ed. 3)

     

    Com o Euro 2004, o sentimento de sebastianismo popular chegaria também a Selecção Nacional. O show off prolongou-se. 2006, 2008, 2010…

    O texto de hoje Já tem dois anos, mas pela sua actualidade pensei em recupera-lo, e rezava assim:

     

    No sábado 7 de Junho, dia de abertura oficial do Euro 2008, os Espanhóis em Madrid viviam a vida deles como o que imagino que devam ser os sábados madrilenos. Tudo bem que a sua selecção só se estrearia na quarta-feira a seguir, mas, no país onde “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”, já se respirava selecção um mês antes. Fazendo um zapping pelos canais de emissão aberta da televisão espanhola, não conseguia descortinar que o Euro já tinha arrancado. No País onde “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem” , um mês antes contavam-se os dias para o arranque do Euro, porque – estava profetizado – a Selecção Portuguesa  ganharia o Europeu.

     

    Bandeiras Espanholas não faltavam por Madrid. Nos edifícios públicos, museus, alguns hotéis, na fatídica Estação de Atocha…

    No País onde “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem” a bandeira até já dá como peça de vestuário, assim haja imaginação! A Selecção  é digna das maiores Honras de Estado com horas e horas ininterruptas de emissão nos médias a propósito dos “prometidos” levantarem voo ao céu num avião  baptizado por seu nome de «Esperança»

    A deslocação ao país vizinho passou-se, e de volta, cá estamos: “É Dia da Raça”, diz Sua Excelência Presidente Cavaco, num dia 10 de Junho de Portugal é Lisboa  (que o resto da paisagem prepara-se para as paralisações dos camionistas (“são os maiores!”) e lá voltamos a saga da selecção que, profecia das profecias, ganharia o Europeu de 2008…

    Mas não, cedo saberia como se perderia, e pouco depois quem calmamente o ganharia.

     

    Embandeirar em arco, são coisas típicas do Português. Já «nuestros hermanos», fizeram jus ao verso da melodia: “Há muito quem beba do vinho, e coma em pratos de marfim. A gente, primeiro come a relva e faz a festa no fim”.

     

    Boa Sorte Portugal!

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 10/06/2010

    Texto citado original aqui

  • Boas novas musicais

     

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    Acabou de ser lançado por Alex Cooper, o livro Club 45 – 90 Canciones de la Era Pop para mods y jetsetters. Assume-se como sendo “um livro imprescendível para amantes do beat e da cultura pop dos anos 60″.

    Por “Mod” (abreviatura de Modernismo) designa-se uma subcultura do final da década 1950, originária de Londres, e que conheceria o seu expoente máximo no início dos anos 60.

    No entanto, assegura o autor, pode desenganar-se quem esperar encontrar nesta obra alguma “brigada do reumático” envolta de saudosismos. Num excerto da intro do livro em espanhol, lingua bastante acessível à maioria do público português, pode ler-se:

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    Este libro no pretende reflejar todo el universo mod, ya que está centrado en mi devoción por los grupos blancos de los 60 (…) Nace de la necesidad de contar lo que he conocido, con la esperanza de que otros lo disfruten tanto como lo hago yo.
    He tenido mucha suerte. Como nunca he sentido nostalgia de una época que no conocí, he vivido mi vida sin desear la de otros. Conservo grandes recuerdos de los tiempos pasados, y esos recuerdos no son prestados, son propios. Pero también es cierto que mi camino ha estado marcado por gente, músicos famosos y también anónimos, que me han emocionado e inspirado en todos estos años. Algunos de ellos os los encontraréis al volver la página. Espero que os divirtáis visitando el Club 45
    ”.

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    Para mais: site oficial

    PC
  • Bruno Aleixo (cenas do caraças)

     

    A personagem do Bruno Aleixo é mais um dos sucessos de humor e boa disposição em pt.

    Dado a conhecer pelo canal da Sapo Vídeos, trata-se de um sucesso e potencialidade para enorme expansão, digo eu… que já teve lugar na grelha de tv da Sic Radical, actualmente tem uma rubrica na Rádio Antena 3, sendo o seu último investimento esta temática aqui .

     

    O Bruno Aleixo é uma personagem cuja popularidade está em crescendo, mas, para os (ainda muitos) que não o conhecem, apreciem:

    eis um vídeo do Bruno, de uma série em que ele aparece na figura de “menino da primária”, retratando a escola no tempo da ditadura Portuguesa.

     

    PS: E para quem anda curioso (como eu andava) em conhecer o dono da voz e da personagem “Bruno Aleixo” pode constatar isso mesmo aqui: Link .

    PC

  • Parabéns BiBó PoRtO, carago!!

     

    Com gosto assinalo e constato o 4º aniversário de um blog de top, de vento em popa, e de eleição para os adeptos portistas.

    Porque desses 4, já tenho praticamente 2 do mesmo, sei perfeitamente bem qual é sua filosofia, e tal filosofia é de orgulho (do saudável, e muito), raça, dedicação, formação/camadas jovens, ecletismo nas modalidades, nunca são esquecidas, o FCP praticamente do “Bilhar”, à Superleague League Fórmula.

     

    Mas também porque é sabido, os “dois mentores” do Cosméticas, são colaboradores no Bibó PoRto, e no activo, mas mais, é o BiBó porto que os junta, ou onde se proporciona virem a conhecer-se, e os põe a socializar e dissertar em temas extra-futebol em que tanto e tão bem nos revemos.

     

    Por tudo isso e muito mais, Parabéns, companheiros do BiBó Porto, carago!!

     

    PC

  • Mourinho Bullshits

     

     

    Sim, é Português. Sim, também/talvez se possa dizer que é um bocado de Portugal que se está a prestagiar. Sim, já me deu das maiores, e das melhores alegrias que um adepto de futebol pode ter, e saborear. Obrigado.

     

    Mas não tem como maquilhar: o que lhe excede em talento falta-lhe em sobriedade. Tem o mérito (e os deméritos) que tem.

    O excesso de vaidade, a arrogância sempre a “babejar”, et voilá, o antí-jogo: praticamente a única forma  que apresenta e que o põe a ganhar… não percebo a coerência de tanta rebanhada para o idolatrar.

    Quer dizer, ou se calhar percebo. Idolatrar a ANTíTESE do futebol, antes de ser coisa de adepto do jogo, deve ser mais o “esfrega-esfrega” dos mass-média, para orgasmos em bacanais cada vez mais bacocos e nacionais.

    O quê de mais suculento e apetecível pode o colesterol das audiências nos mass-média pedir? Nada como um bom e excelente intervalo publicitário entre as conquistas do MaiÓre dos clubes no mundo e o arranque da Selecção das Quinas elevada a níveis dos Tonys Carreiras, das Sagres e bifanas. Parabéns Mourinho!

    E até qualquer dia, aquele em que vais ensinar ao País qual a (tua) única forma de Portugal ganhar um Europeu ou um Mundial: Pode ser com um igual, vaidoso e arrogante CR, mas a 10km/h, (há que o poupar). Com o anti-jogo do custume, ciencia exacta que dominas como ningém, à italiana, ou porque não? – também à da Grécia 2004, que com o mesmo estilo de “futebol-coito-interrompido” tanto se queixou e desculpou a mesma “rebanhada” de Portugal…

     

    PS: Dizem que o Primeiro Ministro tenta ou precisa de manipular a comunicação social… Tá tudo doido!

    Atão se o “Quarto Poder” cumpre o seu papel  no   dar de “papas e bolos” tão bem, por iniciativa própria, e de borla… o PM esfrega as mãos e agradece.

    PC

  • Misturadas

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    Isto é o que dá os jornais da especialidade (desportiva) não cumprirem a sua obrigação!

    À imitação doutros anos, diria-se que não houve Final da Taça em Portugal… e depois, claro, acaba o “Colosso Português” em “destak” e “misturadas” nos titulos de ocasião :-)).

    PC
  • Nada se cria, tudo se copia, pouco se inventa…

     

    …há uma máxima qualquer na industria de TV e Audiovisuais mais ou menos assim, como o tema acima. E há de facto pouco para inventar. Fosse cliché numa cena de filme , seja baseado no enredo dum livro, um formato de programa ou concurso adaptado para tantos idiomas, culturas, países… é nisso que reside a arte dos audiovisuais: no “pouco se inventa”, nada se cria, “tudo se copia”.

     

    Parece tal admissão pouco abonatória? Diria que nem por isso. Nesta “máxima” há simbologia, temos metáfora.

    Tomemos por exemplo o expoente máximo audiovisual, o Cinema. A Sétima Arte passa a ser reconhecida enquanto tal, muito pela grande disponibilidade aliada a habilidade do saber olhar, interpretar, e então, naquele formato, o da 7ª, saber imprimir as outras e demais Artes: Literatura, Música, Teatro, Fotografia, Dança (ritmo), Escultura/Plástica (nas formas, objectos, luz, profundidade, no 2 ou 3D) etc… todas estas e outras artes, são os ingredientes e nelas reside o grosso da criatividade. A indústria do cinema, basicamente é uma mega-cozinha. Cabe-lhe o papel de pegar nos ingredientes, seguir “a receita”,  e enquanto tal, há muitos cozinheiros a fazem-no com o grande mérito de Arte. Hallelujah!

     

    Voltemos à TV. Diga-se que a função da tela, ou ecrã, se quiserem, basicamente é mostrar. Dai dispensar-se tantas vezes de criar ou inventar, basicamente, habituaram-se a copiar, a seguirem as “receitas d’avó” de comprovado sucesso popular, e que de antemão sabe-se: resultam. A dificuldade reside no não desvirtuar, dar na quantidade certa para não enjoar.

    Conhecem *este videoclip* (link) ? Então agora comparem-no lá com esta versão portuguesa, made in Sic Radical, e depois digam lá se a “máxima em epígrafe” tem ou não toda a razão de ser, e se não é disso que o publico alvo quer ver… Faz-te a vida, se já confirmaste o link atrás, agora pica o play.

     

     

    PC Jerónimo da Silva

  • O Zé dos Plásticos e o homem vestido de branco

     

    É uma das anedotas mais antigas de que tenho memória, que inúmeras vezes me era pedida pelos amigos para ser contada, e já me havia esquecido dela, até o dia em que um novo Papa aterrou em Lisboa…

    Portanto, recupero-a com todo o gosto, passados vários anos, como sempre, contando-a a minha maneira (quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto) mas, e por que não (?) enquadrando-a na actualidade.

     

    Certo emigrante regressa a Portugal numas curtas mini-férias, pois estava peremptoriamente decidido a não perder a visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI, à sua terra Natal.

    Chegado com alguns dias de antecedência, e instalado na casa de família, numa pacata aldeia nas redondezas da capital, dá de caras com um velho conhecido, parceiro de carteira na escola, nos tempos idos de ditadura.

    -Olha! o Zé dos Plásticos!! Tás bom pá?

    -Olha, olha! Quem é ele! Estas por cá? Eu estou bem, obrigado. Alias do melhor! Sou actualmente um dos empresários portugueses mais reconhecido em qualquer parte do mundo, até trato por “tu” ao Obama. Responde o Zé dos Plásticos ao emigrante.

    -Ah! Lá estas tu… Sempre foste um grande exagerado… estou a ver que não mudas-te nada.

    -Aiii, queres lá ver? – Resmunga o Zé dos Plásticos acossado – Isto não pode ficar assim. Quanto é que vale a aposta, em como sou mais conhecido que o Presidente da Câmara?

    -Bah! 25,00 €, não me acredito… atira o emigrante.

     

    Zé dos Plásticos convida o antigo colega de escola a entrar no seu Mercedes e rumam aos Paços do Concelho. Uma vez lá chegados pergunta o “pseudo” empresário de sucesso a um transeunte: Senhor, por favor, sabe dizer-nos o nome do actual Presidente da Câmara? É que queria-mos ir lá tratar de uns papeis, e seria uma vergonha não saber-mos o nome de tão ilustre personalidade…

    Ilustre personalidade?! Replica o transeunte – ilustre personalidade é o Senhor José dos Plásticos! Você é que devia ter concorrido nas últimas eleições que toda a gente o reconhecia, e votava em sí. Agora esse borra-botas? Também não sei o nome, mas não se acanhem, basta tratá-lo por “Sr. Presidente”, só, mais nada, que ele “derrete-se” logo todo.

    E pronto, lá teve o emigrante de desembolsar os 25,00€ da aposta, argumentando que “aquela” até que era fácil de ganhar pelo visto, ao que o Zé dos Plásticos acrescentava: Ó pá, tu tens de te convencer… aqui o teu velho amigo é íntimo, por exemplo, do Sócrates. Perdão, “íntimo” pode gerar más interpretações, há quem lhe dê roda de larilas… queria dizer existe ali das maiores afinidades, tás a ver?

    Lá tás tu… responde sarcasticamente o emigrante.

    Ai o Caraças! Mas tu pões assim em dúvida a minha palavra? Pois olha, mais: Aníbal Cavaco Silva, Presidente de Portugal, quanto vale a aposta?

    Eh, Eh! 500,00 €, e esfregava as mãos o emigrante.

     

    No dia seguinte rumam os dois ao Aeródromo Militar de Figo Maduro, pois sabia-se, ali se encontrava Cavaco Silva no cumprimento protocolar da recepção ao Papa Bento XVI, faltavam poucos minutos para o avião que transportava Sua Eminência aterrar. O emigrante começa a ficar admirado de os guardas e batedores abrirem caminho de imediato para o Mercedes do Zé dos Plásticos avançar. Alguns elementos do forte dispositivo militar até lhe faziam continência, mas daí a ser recebido pelo Presidente de Portugal e naquelas circunstâncias… Já apeados, o emigrante pode verificar Zé dos Plásticos a dirigir-se, passo altivo e confiante, ao palanque onde Cavaco Silva cumprimentava as entidades oficiais da Igreja e do Estado, e qual não é o seu espanto ao verificar a surpresa de Cavaco em ver alí o Zé dos Plásticos, esquecendo-se de tudo o resto, inclusive da mão do Primeiro Ministro esticada no ar, para descer o palanque e saudar calorosamente o famoso empresário dos Plásticos.

    Bom, o emigrante rendeu-se, e acabaram os dois amigos de infância a almoçar num chique restaurante da capital, pagava o Zé, que as apostas já haviam rendido 525,00€. Entre um palitar dos dentes do Zé dos Plásticos e um trago do bagaço final, concluia o emigrante: Bem, resta-me então ir ao que me cá trouxe, e assistir a passagem do Papa.

    Zé dos Pláticos nem perde tempo: Pá, se és assim tão devoto ao homem, é só dizeres, se quiseres apresento-to.

    O emigrante nem cabia em sí de tamanha indignação: O Zé, não me fodas! Que andes aí em tachos com o Presidente da Câmara, com o Sócrates e até o Presidente da República, pronto, tá visto. Agora o Papá?! Mas por quem me tomas? Sempre foste um aldrabão, desde puto.

    Zé dos plásticos pousou o palito, esticou a mão ao parceiro e pergunta: 1.000,00€?

    O emigrante nem hesita, até porque era a oportunidade de recuperar a forte quantia perdida… Aperta-lhe a mão: 1.000,00€, está apostado!

     

    Ao final da Tarde, depois de um dia muito intenso de actividades, visitas e oratórias por Lisboa, Sua Santidade Bento XVI aparece à varanda da residência oficial para sua estadia. Ao lado dele… o Zé dos Plásticos…

    A multidão estava eufórica! O papa, de tão cansado já mal se mexia, cabia ao Zé dos Plásticos acenar a multidão que reagia em êxtase.

    Ao que se chega um  dos muitos turistas estrangeiros alí presentes junto do emigrante português ainda boquiaberto, e pergunta-lhe:

    Mister, what that fuck?!

    Quem é aquele senhor vestido de branco, alí ao lado do Zé dos Plásticos?

     

    PC Jerónimo da Silva

  • Esta semana cheira a mofo, pá!

     

    (Mas boa semana para todos! Mais “F”,  menos “F” 🙂

     

     

    “O Benfica acabou de se sagrar campeão nacional de futebol. O Papa Bento XVI está de pantufas e ceroulas emaladas e pronto para aterrar em Portugal com Fátima como destino principal. O nosso Fado segundo muitos está traçado: Bancarrota! But …  Who cares? ”

    Tiago Mesquita, em

    Futebol, Fátima e Fado ou Benfica, Bento XVI e Bancarrota .

  • A net e questões do modo de vida: cap 6

    Vi no blog do JB, e não resisti… ainda me estou a rir, apesar de que na moral da história possa haver algo com pouca, ou graça nenhuma. Apreciem:

     

    PC Jerónimo da Silva