Author: MrCosmos

  • Hulk – o Tsnami vindo do Japão

     

     

    Hulk, o ‘jogador sensação‘ do campeonato portugês, descoberto pelo FC Porto na 2ª liga de futebol japonesa, há 2 ou 3 épocas atrás, cometeu ontem a infração de despir a camisola (consequente cartão amarelo) na comemoração da marcação do 2º golo do jogo frente ao União de Leiria.

     

    O tema futebol – que nos apaixona – anda há muito tempo arredado das nossas linhas por aqui, porque questionamos e consideramos “até que ponto se estará transformando este palco numa arena de morte”, acreditando que a manterem-se determinadas atitudes, leiam-se: verdadeiras infracções impunes sobretudo fora das 4 linhas, certamente está a caminhar para lá. E com isso não podemos pactuar.

    No entanto confesso: há infracções no futebol, como a que Hulk cometeu no jogo de ontem reconhecendo seu apreço e afecto pelo povo nipónico que um dia o acolheu, que com certeza orgulha qualquer bom adepto apaixonado por futebol. Digo eu… comungando nossa solidariedade com o Japão. Porque, isto sim, está na essência do futebol.

  • Passará ou ficará? Ainda sobre o 12 de Março.

     

     foto: Rui Macedo

     

    Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão.”

    Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema ’12 de Março’ nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

    Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

    Extravasou os ditos “de uma geração”, trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão – a de Portugal.

     

    Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.

  • O 12 de Março ficará, ou passará?

     

     

    O 12 de Março de 2011 que se aproxima, começa a inquietar alguma (bastante?) gente.

    Tentativas de colagens, distorção da mensagem, juízos de valor da juventude que se propõe a levantar a voz, e outras demais leituras de intenções travessas, aos objectivos pretendidos pelos auto-intitulados, e passando a citar: “quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal” – vão sendo apontados pelos fazedores de opinião habituais nos médias portugueses – como sempre do alto de sua “cátedra” sem sequer levantarem o cu de seus “cadeirões”, e sem quererem perceber melhor o que realmente está em causa – como sendo a pura e dura demagogia que está para sair à rua, e que isso é… perigoso.

     

    Tamanho “tiro no pé”, como o que  Miguel Sousa Tavares deu ontem no Jornal da noite da SIC (link), só me ocorre  realmente o idêntico que Vicente Jorge Silva deu, no famoso editorial do Jornal ‘O Púlico’ de 1993, baptizando esta mesma geração que 20 anos depois quer voltar à rua, de “Geração Rasca”.

    O Movimento Organizador para 12/3 da ‘Geração à Rasca’, já exigiu, o respectivo direito de resposta ao canal. E era o que se lhes exigia fazer… (aqui) .

    Entretanto, o manifesto de intenções vai-se clarificando, no site da organização, apoiado por uma já considerada poderosa arma, nos dias que correm,  de seu nome Facebook, convencendo cada vez mais adeptos, e começa a conseguilos de todos os quadrantes profissionais, mais ou menos habilitados, mais ou menos qualificados.

    De Lisboa e Porto, as concentrações já se alargaram neste momento, e estão marcadas para o mesmo dia, para outras cidades:

    Braga; Castelo Branco; Coimbra; Faro; Guimarães; Leiria; Ponta Delgada; e Viseu.

     

    Depois do forte interesse e curiosidade, rodeado de alguma “graça”, que a comunicação social começou por dar e exibir aos espicaçados jovens pela canção dos Deolinda, estes meteram mãos à obra, e a fase dos aconteciemntos agora passa mais por um “afiar de facas” perante as proporções do evento que ameaça meter respeito. Caso para perguntar: 12 de Março será “uma tarde de facas longas”? Ficará, ou passará?

     

  • Fantasporto: ‘Nobre, Invicto e Leal’ ……………………. ………………..Fantasporto: ‘Noble, invaincu et Loyal’

     

    Si parmi les meilleurs films connus et nominés aux Oscars en 2011 il y a des bons  films, nous on n’oublie pas de boire à la santé de la 31 éme réalisation du festivalde cinéma FantasPorto de 2011 . Celui-ci a déjà une mémoire d’adulte. Il fait partie de nos choix et des liens (réels et virtuels) qui nos sont chers ici, en cosmeticas.org.                                                                                                                                                        MrCosmos

     

       MIYOKO * Filme exibido a 1 de Março, de Yoshifumi Tsubota (Jap) – 86 min.


    Apesar das horas e horas de atenções e emissões televisivas, apesar dos largos quilómetros de passadeiras vermelhas estendidas em Hollywood, não será pelos filmes nomeados nem tão pouco pelos galardoados recentemente pela Academia de Oscars, que pondero vir a ganhar algum “calo no cu” assistindo do sofá ou qualquer outra sala de cinema, à minha mais recente lista de filmes e interesses criada por estes dias no que a curtas ou longas-metragens diz respeito.

     

    Não! Curioso mesmo, estou por “beber” da fonte apresentada na Edição 2011 do Fantasporto, cuja 31.ª Edição da mostra internacional  tem estado a decorrer por estes dias e termina amanhã, 6/Março.

    É que, com a devida vênia para ambas, nem sequer me merece hesitações (As americanadas vs Fantasporto) não se tratasse este último de um dos nossos na lista de links aqui no COSMéTiCAS, tidos como dos mais Nobres, Invictos e Leiais!

  • Sim Sr. Engenheiro! Dá licença Sr. Doutor?

     

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    Nos protestos recentes em França, contra o aumento da reforma, foi marcante ver uma imensa multidão sobretudo de juventude, a defender os interesses imediatos, não deles, mas dos mais “velhotes” (a quem se quer obrigar a adiar a idade de reforma).

    Qualquer comparação ou inspiração com os protestos no mundo Árabe, soariam no mínimo à ridiculo, onde jovens lutam por paises democráticos (Liberdade, igualdade, Fraternidade, lembram-se?) pelo futuro do seu povo e do país, de um bem comum. 

    Em Portugal, daqui à algumas semanas, tentam suduzir pares em condição precária de trabalho a reunir e protestar, mas com cuidado para não ferir subsceptibilidades (políticas, leiam-se).

    E de repente lembro-me: “eh lá, espera aí, que tu não és licenciado! Este protesto não é para ti. Como o dos profesores, os da Função Pública, os dos Polícias, não são, ou foram, para tí.”

    A questão subjacente à este post, foi basicamente colocada algures no último debate televisivo “Prós e Contras” , cujos promotores do protesto marcado para Lisboa e Porto em simultâneo, no próximo dia 12 de Março, recusaram o convite  de se fazerem representar e assim exporem melhor os motivos que os movem.

    Às duas por três um interveniente no debate afirma, e cito de cor, tentando transcrever em síntese a ideia expressa: “Os Jovens portugueses têm muitas habilitações mas poucas qualificações”. Outro: “Qualquer dia o “homem do talho, ou o “trolha” serão pagos a preço de ouro” (por escasses de qualificados nestes sectores  detentores de mau estigma e sujeitos a um preconceito crasso.

    E eu desde o primeiro dia que tomei conhecimento do protesto que me pergunto o que se pretende: se defender o direito das qualificações, como citado no manifesto, ou se o que está em causa é o direito ao reconhecimento das habilitações (licenciaturas e afins).

    Já havia torcido o nariz quando o site oficial do manifesto “Geração à Rasca” me recusou a publicação do seguinte comentário que a seguir se transcreve. Mal ou bem, vou ficando com a impressão que até os aspirantes a “protestantes” do amanhã (Os mais “habilitados”), percebem desde cedo que isto de sair à rua e fazer barulho é coisa de elites, já não é para operários.

    E digo mal ou bem, porque eles (organizadores) fazem questão de não esclarecer ou permitirem-se a ser confrontados com o questionamento às suas reais motivações ou frustrações.

    Participar ou nao participar desta manifestação? Eis a indecisão.

    Que me revejo na Geração à Rasca, Quinhentista, dos Recibos Verdes, etc e tal? Revejo. Sei bem o que isso é!

    Mas nunca fui de alinhar em rebanhadas.

    Pior, pois depois de, à partida, começar por engraçar com o protesto em causa, com os dias que passam cada vez mais me convenço que em causa esta um lutar pela permanencia de um Portugal dos Pequeninos, o do beija-mao e do “Sim Sr. Doutor Engenheiro” !

    Fica o meu comentário citado cujo site “Geração à Rasca” entendeu em censurar (não Publicar) no site.

     

    MrCosmos à 14/02/2011 :

    Boa iniciativa, e bom sucesso!
    Revejo-me, até porque de resto tenho tido oportunidade de dissertar em concreto no tema (Geração Rasca) de há alguns anos à esta parte, e a propósito do tema dos Deolinda, ainda à dias colocava-me a questão da evolução geracional de rasca para parva aqui .
    Seria outro debate, mas têm um ponto na vossa “lista de reivindicações” que me suscita algumas reticências: “Direito ao reconhecimento das qualificações…”.
    Direito ao reconhecimento, ou direito ao Privilégio? Apenas pergunto.
    Desculpem o off topic, mas já não vivemos no tempo em que um canudo representava segurança e status. E quanto a mim é esta mentalidade que persiste indelevelmente e tem de ser repensada em Portugal e entre os Portugueses.
    Que jovens e que qualificações é que Portugal precisa?
    Um engenheiro, pode dar mais ao pais do que um carpinteiro?
    Até que ponto merecem distinção na forma, reconhecimento, tratamento ,enfim permitam-me: privilégios (que deixaram de existir num mercado inundado de licenciados sem necessidade e aplicação objectiva)?

    Dia 12 vai-se reivindicar o quê, ou para quem?

    Este tipo de manifestações e reivindicações estão demasiado coladas aos licenciados (já assim foi com a Geração Rasca), quanto a mim, e perdem o apoio dos jovens profissionais, técnicos qualificados, que sempre andaram “neste barco” o barco da precariedade, onde agora os mais qualificados também se encontram, por saturação do mercado.
    É-se parvo por admitir a condição de “escravo” a quem andou a estudar? Ou a parvoíce é pura e simplesmente persistir a condição de “escravidão” no séc. XXI ?
    É hora de unir, não de dividir e sei que é isso que se pretende.
    Força!

  • Proxenetas Século XXI

     

    Eu nunca tive chulos. Os meus chulos, sabe quem são? Sempre foram?

    É os sites da internet e são os jornais. Que se um dia for legalizado isto em Portugal, eles deixam de poder publicar, os jornais.”  Uma prostituta no programa “Linha da frente” – RTP, ontem (link).

     

    A prostituição, um negócio com regras mas sem lei, cresce a bom ritmo em Portugal, apesar da crise. Alberga um bom quinhão da imigração na clandestinidade.

    As “Trabalhadoras do Sexo” sentem-se reféns dos sites e jornais, jornais estes que não têm pejo em explorar este campo de negócio altamente rentável, taxando este tipo de anúncios com preços bem mais altos do que os restantes. A sociedade, essa encara as “páginas centrais” dos matutinos diários com a maior das naturalidades.

    Será mais uma vez o lobby gay a ter que vir defender a sua classe, para que o Bloco de Esquerda – aos saltinhos de tanta excitação! – venha finalmente apresentar um projecto de lei que regule a mais velha profissão do mundo?

     

    E já agora, como venderia o Culatra o seu peixe, em pleno século XXI (?) :

     

     

    Relacionado: Mitos, mariquices, e paneleirices

  • Boas festas, boas Cosméticas! …………………………. ……………………….. Bonnes fêtes, boas cosméticas!

     

    On a déjà dû comprendre que je suis fan de ce mec
    Ma femme ne le supporte pas. En réalité, Rui Unas appartient à ce groupe de personnages qui sont typiquement “moches,cochons et mauvais”.
    Je suis d’accord avec tout cela, mais je ne peux m’empêcher d’applaudir celui qui arrive à réinventer notre quotidien portugais d’une façon moins sage (lien), celui qui arrive avec un peu de magie et avec des retouches à embellir et à faire en sorte que le “moins bon” devienne qualque chose de rayonnant et hilarant.

    Bonnes fêtes, boas Cosméticas,
    Bonne 2011!

     

     

    Já deve ter dado para perceber que sou fã do gajo

    A minha mulher não o suporta. Na realidade, Rui Unas pertence àquele grupinho de homens tipicamente “feios, porcos e maus”.

    Concordo, mas não deixo de aplaudir quem consegue reinventar o quotidiano de forma menos sisuda (link). Ou por outra: quem consegue, com alguns pozinhos e retoques de maquilhagem, embelezar e tornar o “menos bom” numa coisa irradiante ilariante.

     

    Boas festas, boas Cosméticas,

    Bom 2011!

  • Um orgasmo de intervenção

     

     

    Os catalães quando querem, esmeram-se.

    Neste caso, a Juventude Socialista da Catalunha aplicou-se, estando a gerar controvérsia.

    E nós por cá, como já tínhamos “um orgasmo futebolistico“, fica outro de intervenção mais… cívica. De revirar os olhos!

    (Que o futebol anda pela hora da morte)      

  • A trilogia das cores

     

    Cem anos volvidos, o quê é que se comemorou neste último 5 de Outubro?

    Oficialmente: a Implantação da República Portuguesa, o seu centenário, e consequentemente vários acontecimentos e assuntos relacionados acabam por ser nesta altura “ressuscitados”. O Regicídio, o derrube da monarquia, a mudança do regime, a prematuridade de uma república excessivamente visionária, a inevitabilidade e o impasse que foi a ditadura, que estamos melhor, ou estaríamos pior… que já se fazia outra!

    Muito se tem dito, visto e escrito sobre o tema que se vem prolongando durante uma boa temporada, e não menos importante de refletir, que talvez pouco se veja discutir, talvez um “ponto de situação” no que toca aos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, a matriz dos ideais republicanos.

     

    Numa perspectiva diferente, entre as muitas dissertações que se vão lançando sobre o tema, porque não uma sugestão: uma obra cinematográfica do realizador polaco Krzysztof Kieslowski – “A trilogia das cores” (1993/1994).

    Na base de “A trilogia das cores” estão dois acontecimentos marcantes: o bicentenário da revolução francesa, sabendo-se que é com este acontecimento que nasce o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, e em segundo, a comemoração da unificação da Europa, hoje conhecida pela União Europeia.


    Convidado a fazer esta dupla homenagem, o realizador polaco pega nos três lemas e cores da bandeira francesa, transportando-os para a actualidade e questionando, em três filmes, como se encontram tais valores na Europa e no mundo?

    Na trilogia dos filmes “A liberdade é azul” , “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”, as vidas das personagens principais sofrem transformações e entrarão em conflito com os temas/lemas de cada cor.

    Seria a liberdade algo trágico? A igualdade uma comédia? A fraternidade inexistente? Perguntas que são levantadas e em permanente actualidade.

     

    Respostas que a boa maneira portuguesa até se podem andar a enrolar. Ou “nem que se vivam cem anos”, ficam-se por dar.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 14/10/2010

  • Quando a boca foge para a verdade… Ganda SIC!

     

    E quem diz a verdade não merece castigo! :-)))