Author: MrCosmos

  • DO XXI AO 31 (ed.2)

     

    Num estudo publicado em 2007 pelo jornal francês ‘Libération’, foram dados 46% dos jovens consumidores americanos como nunca tendo comprado um CD de música.

    O Compact Disc, que vimos entrar-nos pela casa dentro nos finais dos anos 80, viria ele próprio, em menos de 20 anos, a deixar de ser o símbolo duma tecnologia dominante.

    Com o popularizar dos computadores pessoais, que também começam a fazer parte da mobilia em cada vez maior numero de famílias, pela mesma altura, estavam criadas as condições  para a decadência no reinado do mercado  em suportes digitais, fossem música ou filmes. A “ignição” estava montada, e o rastilho aceso. Mas a “explosão” dá-se com o propagar da internet, e suas plataformas de trocas ou descarregamento de ficheiros, um “trinta e um valente” que se diz ser, o tiro de afundanço nas vendas de CD e DVD.

    Tal não era previsível no início, pois contrariamente à cantiga de 79, se o “Video  (didn’t) Killed the Radio Star”, certo é que: o CD, com a sua sonoridade mais “cristalina”, sem grainhas ou arranhões, mata as cassetes áudio e «aparentemente» arruma com os LP´s de vinil.

     

    No entanto, as aparências iludem e quando poucos o ousariam, eis um ressuscitar do velho e resistente formato: os  LP’s de vinil!

    Sem precisarmos de recuar no tempo, e paradoxalmente, nesta era do XXI  já vinha sendo notório,  paulatinamente, que os contemporâneos do vinil nunca abandonariam o velho formato, mas o mais curioso (!) , é observar a descoberta de adeptos cada vez mais jovens cuja idade lhes roubou a oportunidade de saborear os ritos envoltos naqueles mistérios encobertos num álbum de ‘papelão’.

    O ritual que passa pelo tirar da bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, olhar para a capa e apreciar o grafismo ou a mensagem envolta, a sonoridade dos graves e agudos mais puros, entre tantas outras coisas únicas neste centenário ‘formato’, são coisas que o CD disfarçaria mas não colmataria.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 29/04/2010

    fontes do texto: excertos de cosmeticas.org

  • Denzel Washington & Tony Scott: uma dupla terrivel

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    Já tive várias oportunidades de escrever sobre eles, no caso de Denzel Washington, de lhe manifestar meu assumido respeito e apreço enquanto grande actor que é, ou estreante no papel de realizador também.

     

    Por estes dias, e quando se estreia mais um lançamento de arromba com Denzel num papel pouco caracteristico (“The book of Eli“) – trabalho  que muito entusiasmou ao actor – coube-me a vez de finalmente constatar na tela o antérior sucesso do afro-americano, verificando novamente que a supremacia desta dupla (Denzel/Scott) continua a funcionar qual relógio suíço na eficácia e precisão do que o público espera deles, sendo que Scoot acabou mesmo por interferir com a rodagem de  “O livro de Eli” agora em estreia e realizado pelos irmaõs Hughes, pois insistiu em ter Denzel em “The Taking of Pelham 1 2 3″ ao que Denzel acabou por ceder algo contrariado, envolvido que estava e entusiasmado com outro estilo de registo dos de Scot: “O Livro de Eli”, ao qual dava primazia.

    A relação Denzel/Scot acabou por ser mais forte, “safando-se” assim Scot em the Tacking of Pelham 1 2 3 – o primeiro filme que me levou a criar e introduzir a etiqueta “cinema” aqui no COSMéticas. Que este estes dois estão aí para durar… eu já ví.

  • Dança: a 2ª das Artes

     

     

    Querendo eu alargar e aqui apresentar com o devido tempo, uma-a-uma na sua respectiva “classificação da tabela” , aquelas que são tidas pelas mais populares, variadas e lúdicas das “artes” conhecidas, acho que me vou dispensar, nem que seja por agora, de começar pela primeira de todas: a Música (a tida pela 1ª arte).

    Vou-me dispensar, porque será fácil noutras oportunidades, como já o tem sido aqui por outras alturas, dedicar mais um post a essa nossa etiqueta temática de arquivo. Depois há também que referir que a classificação de tais artes lúdicas, não é consensual, divergem algumas opiniões sobre a sua classificação, apesar de poucos ousarem, por exemplo, negar ao Cinema, a classificação de ‘sétima arte’.

    Certo! Toda a gente sabe qual é a sétima arte, ao menciona-la pela sua “7ª classificação” nem é preciso acrescentar ao que nos referimos. 7ª arte? Fácil: até o mais inculto dos homens saberá que se fala de cinema. Portanto, se há uma “sétima”, quais, com que classificação na tabela, e com que ordem de grandeza (a existir tal coisa)  são as outras “artes” ? – Eis a questão. Ou questões.

     

    Permitam-me referir, mas é que o ‘COSMéTICAS’ gosta de estar para as artes, como sabemos que as artes gostam, e não passam, sem o seu quê de cosmética(s)

    Temo-nos concentrado em varias delas, desde Literatura, Cinema, Fotografia ou Banda Desenhada. Ao de leve, também já fomos ao teatro, e observamos a Pintura.

    Pelo que querendo eu aqui tentar começar a dedicar alguns post e linhas nisso que se apelida e até se classificam por “Artes” , entrava hoje então não pela primeira, mas sim, por uma que penso que tem ficado um pouco esquecida. Pronto, okay, tentando redimir-nos, vamos então a ela, a 2ª das artes: Dança.

    Continuaremos com estes temas, no entanto hoje fico-me por aqui, a titulo “artístico” e introdutório. Não sem antes referir, alguma das “maquilhagens e produtos de cosmética” que podem perturbar esta, como as demais e todas as belas artes: »A Fama« .

     

     

    PS: Será por acaso, que boa parte dos grandes artistas que este mundo (tantas vezes cruel) já conheceu, até morreram pobres, cegos, surdos – literalmente ou não – e de certo modo, a grande maioria, anónimos? Pensa nisso, e entretanto preparem-se: aproxima-se a passos largos a comemoração, um pouco por todo mundo, dedicada a esta 2ª arte, “O Dia Internacional da Dança”, comemora-se a 29 de Abril.

     

    PC Jerónimo da Silva

  • ‘O Lado B’ da coisa

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    Bruno Nogueira, que já deu provas de ter tudo para talentoso humorista e apresentador, parece que estreou ontem o seu novo programa desta feita em formato ‘talk show’, RTP 1. Este é mais um daqueles artistas que quer queiram quer não, levarão sempre com o estigma de seguirem as pisadas do ‘pai’, tempos idos e bastante duradouros: O Grande Herman José.

    Não sei como foi, não vi, simplesmente passou-me ao lado nem sei já porque, ou o que faria eu ontem àquela hora do programa em estreia. Mas desde sexta feira passada que me despertara a atenção para a mensagem implícita na foto destaque da revista e agora deste post, o que me levou a pega-la (na revista) de cima da mesa de café e a abri-la, na página respectiva, em cujo enunciado se pode Ler:

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    “Em Portugal matam muitos programas à nascença”«

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    Na entrevista à “TV” revista suplemento do jornal Correio da Manhã, o apresentador traz à baila o facto  do programa ‘Lado B’ ser na RTP 1, canal onde se pode trabalhar “sem a meta das audiências”. E dei comigo abanando a cabeça, concordando, e recordando o que tenho para mim a propósito do já citado Herman, ou dos actuais agora “Gatos Fedorentos”, ao desperceberem precisamente isso, e que ao terem dado o salto da RTP para a SIC (como poderia ter sido para a TVI), iniciaram aí, nesse preciso ponto, o definhar e arrastar, um queimar de imagem até o fatídico dia da falta de paciência para que haja alguém que os ature… (Esperto, esperto, vai sendo o Fernando Mendes, com o canal certo “Preço Certo”)

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    Voltemos à foto destaque: Espectacular, arte, subliminar! É o que verdadeiramente se pode chamar de “escrita com luz“, assumindo aqui a matéria prima (a luz) o papel de tinta, descrevendo as formas e mensagem pelo obturador de uma câmara fotográfica enquanto “esferográfica”. Lamento que me desiluda mais uma vez, um meio dos mídia “Grupo Cofina”, ao não dar crédito e publicar, como manda a ética do sector,  o nome do autor do disparo, que teria gosto de credita-lo também eu aqui.

    O resultado final está a vista, impresso. De tal forma magnifico que fez-me abrir uma revista que me escasseia de crédito, regra geral.

    Melhor explicando: a simbiose entre ‘o lado b’ destacado no rótulo de uma bolacha preta, de um item outrora considerado morto, o vinil, mas agora novamente a entrar em voga conhecendo por esta altura um certo despertar para o milagre da ressurreição, inclusive por cada vez mais adeptos jovens cuja idade lhes roubara a oportunidade a experimentar do ritual envolto naqueles mistérios encobertos por uma rodela de plástico com 12 polegadas, vulgo LP… É coisa louvável, uma boa forma de complementar as ideias que já haviam sido escritas por aqui: ♫  oh vinil: Bem vindo sejas! Again…

    PC Jerónimo da Silva

  • O que faltou dizer, ou demonstrar , é que “há uma razão lógica entre a homosexualidade e o celibato.”

     

    “Muitos psicólogos e muitos psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato e a pedofilia, mas muitos outros demonstraram que há relação entre a homossexualidade e a pedofilia”, disse o cardeal [Tarcisio Bertone], citado pela Reuters.” – Salienta uma notícia sobre o tema na ordem do dia de ontem/antes-de-ontem.

     

     

    O lobie gay não se fez esperar, e logo quis também esgrimir e ridicularizar o que dissera o N.º 2 do Vaticano. Observe-se por exemplo, aqui:

    (JN 2010-04-13, Ana Isabel Oliveira)

    Vamos lá desmaquilhar mais este tema repleto de cosméticas… Porque o cerne da questão nesta disputa de argumentos, é outro, e portanto, o que faltou dizer, ou demonstrar  –  com o devido respeito: mais pedófilia, menos pedófilia – é que “O que há, é uma razão lógica entre a homossexualidade e o celibato. No meio disto, existem as vítimas, os mais fracos e inocentes” e nenhum daqueles dois lados, o do Vaticano, ou defesa gay, quis ir por aí… diria eu, pois a menos disso, então ambos agem de má fé, com assuntos melindrosos, porque parto do principio (de certo modo assumido) que os dois lados da barricada sabem (o Vaticano sabe-o, de certeza) mas omitem:

    Durante muito, muito tempo, a homossexualidade, que ainda hoje é olhada pela sociedade de qualquer país como contra-natura, e quanto a mim, tem tudo para assim ser olhada, apesar de respeitada, acabou por ser para muitos rapazes que se sentiam oprimidos por tais factos, a descoberta ou o refúgio, empurrão, para a entrada e progressão nos seminários católicos, sendo que à tais pessoas / rapazes, pouco ou nada lhe diria, e custaria inclusive, a regra imposta do celibato. Até daria jeito – justificava-se o porque de não ter, nem nunca se lhe conhecer, mulher ou companheira(s).

    Este raciocínio lógico, foi ao que cheguei pelo que me foi exposto por, um Padre, pároco local. Parecendo-me com argumentos, e eventualmente, conhecimento de causa, tão límpidos, cristalinos, quais água benta, essa era a explicação dada à alguns meses poucos, e depois de boas tertúlias, francas e abertas, sobre religião e religiões, e foi o que me justificava ele, perante minha questão colocada, “do porquê”, quando as outras religiões – e são imensas as que têm este problema da pedofilia, falei duma delas aqui – o Porquê então de quando as outras religiões se lhes conhecem escândalos de pedofilia, a tendência dos criminosos é basicamente heterossexual, na Igreja Católica, contrariamente a tantas (são mesmo imensas) das demais, a pedofilia praticada é basicamente homossexual.

    Eu fiquei esclarecido. o amigo Leitor, não sei.

    PC Jerónimo da Silva
  • Futebol: uma arena de morte? (cap. 7)

    reacendendo o tema«

     

    Com a sua crónica semanal que sai às terças-feiras (*), acabo por ter uma boa desculpa para “sacudir a água do capote” e aludir, empurrar o ónus da causa, para a mão do escriba cujo jornal em causa, é de sua leitura tão apreciada, regra geral e de gostos que já vem de longuíssima e históricas datas, pois soam como que “Musica para os ouvidos” de tanto e tantos dos leitores adeptos do clube a que se destina, ou seja, salvo raras excepções , é fácil encontrar estes adeptos a louvarem tal boletim paroquial. Portanto, não se queixem…

     

    Com o pseudo jornal “A Bola”, também conhecido pelo seu lema “A Bíblia do desporto futebol”, justíssima comparação – pois, lá está: compostas e repletas tais inspiradoras “Escrituras Sagradas” , de belas prosas, versos, poemas, Salmos e cânticos, êxodos ou travessias pelo deserto, advogada pelos santos evangelhos de Jesus, culminando em tragédias apocalípticas e muito mais – tão belas e divinamente escritas que ainda hoje convence, e toca nos corações de biliões, seguidores e fiéis – com isto, acabo por não ser eu, mas sim “o reconhecido portista mais lido por benfiquistas”, e que também louvava  ele próprio “o patrão”, ainda na semana passada (salvo erro de calendário), ao declarar, emocionado, ser o único “Jornal” do género que lê desde ‘piquinino’

    Portanto, acaba por ser ele, note-se, a reacender a discussão, ou reflexão (?) que se iniciaram nos comentários do penúltimo post (cap 5) dedicado a esta etiqueta por enquanto em destaque, e título.

     

    (*)Ou seja, veio ontem Miguel Sousa Tavares meter mais uma acha para a fogueira, com o seu 1º tema em crónica, e cujo “corte e costura” em causa  remeterei para lá. Para ler, ou compreender, pica, a tal caixa de comentários . E leva um corrector ortográfico, já agora, s.f.f. , com ou sem o novo acordo, tanto faz. É que com as novas alterações de mariquices de “cosméticas” , o corrector ortografico do sapo ainda não funciona! :-)))

     

    PS: Bom clássico, na 2ª Circular ontem! Sim, que independente de mais ou menos, pior ou melhor futebol, se até à hora, os noticiarios andam deprimidos por falta de notícias com confrontos entre adeptos, há que dize-lo: Bom clássico, ou derbie. Contrariem-se então as “arenas de morte”.

    E a propósito, pondo de lado o acessório e fazendo leituras de jogo em campo e futebol: Parabéns ao Benfica.

    Não me custa nada dar os parabéns desde já, ao muito propagandeado e pré-anunciado vencedor do campeonato nacional (dê-se por onde dê-se, fora profecia… alguma vez acertaria), ainda para mais, e como sempre disse este ano, quando foi ele quem melhor e mais belo futebol me proporcionou, desde a primeira jornada. Portando, pelo Mr, no que toca a parabéns ao campeão, ficam já entregues.

    (Também publicado no BiBo PoRtO, carago!! e futebolar)

    PC Jerónimo da Silva

  • Rui Zink: “A elite portuguesa é ignorante”

     

    O aperitivo introdutório que abre uma excelente peça jornalistica, ao muito bem denominar Rui Zink (RZ) como sendo “um dos grandes provocadores portugueses”, palavras de  Nuno Francisco na entrevista publicada no Jornal do Fundão, versão online de 31 de Março último, pode facilmente deixar o leitor com “agua na boca”, convidando-o, se quiser,  a recostar-se  e apreciar ao que só não chamaria de  peça única, pelo simples facto que considero que esta de RZ deve, pelo menos por aqui no Cosméticas, ser lida, como continuação desta outra: “A imagem de Portugal no mundo” cuja nossa tradução exclusiva de FR para PT, tem feito bastante sucesso, ao ponto de estar a ser imprimida e distribuida, segundo testemunhos recebidos.

     

    Na de hoje, Rui Zink, desde nos dar a sua visão do porquê considerar “Portugal ser um País giro”, ao argumentar do estado de coisas pelas misturadas e ocupações indevidas do poder da esquerda andar-se a passear pelas “ruas da direita”, indo mais fundo ainda no que toca a questões politicas, mas sem deixar de opinar noutros assuntos que nos são aqui tão caros: temas relacionados com a cultura , ou outros controversos da actualidade, tal só vem evidenciar, mais uma vez com esta entrevista, o porquê de o Jornal do Fundão,  ser tido pelo Cosméticas por uma GRANDE REFÊRENCIA, do jornalismo regional. Mérito do Nuno que o tem dado a conhecer aqui a muita gente.

     

    Acabo por destacar neste post alguns trechos da entrevista, até porque, “às duas por três”, dou comigo a rir com Rui Zink a insitir em ir pela via de uma de nossas etiquetas de marca: “cosmetiquices”, e no fundo, o tema deste blogue. E eu a pensar: “querem lá ver que o Rui Zink também já anda a ler este mal fadado blog da outra galáxia?” 😉

    Mas depressa desci à terra:

    “Nááá´! Qualquer dia… Qualquer dia talvez ele veja o que anda a perder :-))))”

     

    Portanto já sabem, eis alguns trechos. Mas não dispensa a consulta completa!

     

    JF – E qual é o nosso handicap [de Portugal]?

    RZ – O nosso handicap é tudo. O nosso handicap é que o PS decidiu roubar o terreno ao PSD e, portanto, neste momento, estamos a ser governados pelo PSD. E o verdadeiro PSD queixa-se – e com razão – de que o seu lugar foi roubado. […] Eu não consigo aceitar o que o governo de Sócrates fez com os professores e com as escolas. O modo como o Ministério da Educação tratou os professores e as escolas públicas, convenceu-me, finalmente, a desistir das escolas públicas. É mesmo para destruir. Mas, depois, há outras coisas em que tem [o actual Governo] componentes interessantes: é evidente que o governo PS tenta, apesar de tudo, não ser xenófobo e isso para algumas pessoas tem alguma importância. Depois, a questão do casamento gay, que não interessa ao país, mas interessa às pessoas deste país a quem isso interessa, que também são o país! Há diferenças. Há batalhas nos costumes em que ainda há diferenças e que não são tão cosméticas quanto isso. No modo como tentam agarrar o poder, como cada vez se confundem mais com o poder económico, na promiscuidade, num certo terrorismo cultural…

     

    JF  – A esquerda é mais “amiga” da cultura?

    RZ – A esquerda tem mais amigos na cultura! Quando a esquerda está no poder, eles dizem: “Bom, vamos escolher este nosso amigo de longa data do partido, em vez de escolher aqui o Zink”, enquanto que a direita diz: “Os gajos são todos de PS para baixo… Portanto, já agora, convidamos o Zink”. Portanto eu beneficio mais quando a direita está no poder.


    JF  – Já foi asfixiado democraticamente?

    RZ – Não… Mas acho que deve ser por causa do meu pescoço gordo. […] Se eu fosse verdadeiramente uma voz incómoda, levava um tiro. Ora, eu não quero levar um tiro, é desagradável; dói. Se ainda tenho acesso, de vez em quando, aos microfones é porque, na verdade, eu também faço parte da cosmética. Parece do contra, mas na verdade faz parte do sistema, o que é normal quando uma pessoa está quase com 50 anos.

     

    JF  – Do que precisamos: de um Presidente da República (PR) economista, de um PR poeta ou de um PR médico?

    RZ – […] Não tenho grande respeito intelectual por Manuel Alegre. Ele dá muitos tiros no pé e é um bocadinho vago em muitas coisas. Mas, dos três [candidatos as presidenciais] , nitidamente é o que tem mais perfil para o cargo: é um fidalgo, tanto lê poesia – que é uma coisa simpática – como vai à caça, tem uma bonita voz, fica bem de barba… acho que ele pode estar em Belém melhor que os outros dois.

     

    JF  – E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?

    RZ – Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua… a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto….


    Houve uma coisa que me horrorizou… Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês – Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil… Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”… E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou.

     

    Link para a entrevista completa:“A elite portuguesa é ignorante”

    PC Jerónimo da Silva

  • Futebol: uma arena de morte? [cap. 5]

     

    Não! O futebol também se faz de glória,

    mesmo após a morte «


     

    No triste dia que se assinalou pela noticia da morte de Sir Bobby Robson, a única forma que tive de lhe prestar uma singela e última homenagem, foi por aceder ao pedido de um amigo que me vinha solicitando a recolha de alguns itens, vídeos, e fotos, da pessoa reconhecida por um dos maiores e grandes treinadores que Portugal e o mundo conheceu, pois vinha-se alongando e piorando o seu estado terminal de saúde.

    Pelo que refeito da notíca do falecimento, com o “trabalho de casa” já adiantado, mais uma banda sonora a condizer, sugestão do mesmo amigo, depressa compilei e pus o vídeo-tributo em questão online, no youtube.

     

    Ora a história deste post, pode-se dizer que começa agora e aqui.

    Por estes dias, um leitor, que havia conhecido tal videograma, pede via mail do blog em que havia sido publicado, se existia algum modo de ter acesso ao mesmo, uma vez que o youtube tinha removido a conta, (onde este, era um dos vários que contava com milhares de visualizações em poucos dias, e dezenas de comentários) isto, porque o queria apresentar a uma outra colega.

    Ora tal pedido, decorrido já algum tempo, e em que o assunto passaria facilmente entre tantos por esquecido,  deixara-me curioso…

    Cedida a informação com o novo link onde o vídeo já se encontrava re-publicado, acabei por lhe pedir que me satisfize-se a curiosidade do porquê tal interesse nesta altura.

    Acabou-me prontamente respondendo, autorizando que publica-se aqui o seu comentário, e tinha de faze-lo!

    Porque o futebol, também pode não ser uma “arena de morte”, e até prevalecer com os seus momentos de glória, mesmo após a morte. Talvez não ande longe, a moral desta história. Fica portanto o testemunho, com um obrigado ao apreciado leitor.

     

    Por Zé Fansas, via mail, à 6/04/2010:

    “Quanto ao vídeo,  está perfeito, o interesse foi meu ela não conhecia Sir Bobby não gosta de futebol nem acompanha mas falei-lhe nele sobre a historia dele extra futebol, e  quero mostrar-lhe o vídeo porque acho que diz muito sobre Sir Bobby,  muitas vezes nestas ocasiões as pessoas aplaudem por aplaudir ali não vê-se que aquilo é verdadeiro vem de dentro, que enquadrado com o olhar dele e com a musica que também diz muito sobre ele um homem com idade mas muito jovem em espírito torna o vídeo uma boa maneira de mostrar o que ele era.

    Quanto ao que significa para mim, tenho muito orgulho em dizer que um dia ele treinou o meu clube, foi grande treinador mas acima disso grande homem grande lutador um exemplo de Homem. Vale a pena lutar e viver com alegria foi o que ele me ensinou.”

     

    PC Jerónimo da Silva

  • Futebol: uma arena de morte? [cap. 4]

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    Ferido de morte,

    por más arbitragens? «


    Arbitragem em formação LPFP / UEFA (2007)

     

    Hoje não escreve o MrCosmos, o adepto de futebol , o “apaixonado”, o aguerrido na defesa de sua dama, o por vezes “emocianado”, e por isso, aqui e alí, com margem para seus textos serem por alguns contestados. Hoje não.

     

    Permitam-me, por isso, de certo modo, apresentar-me:

    A realidade, é que enquanto profissional do sector videográfico e audiovisuais, tenho já alguns anos relacionados com as mais altas instâncias desta (entre outras) modalidade desportiva, o futebol. O cumprimento de minha colaboração profissional, acaba por ser, também e em boa parte,  com os organismos de âmbito nacional (FPF, LPFP, e APAF).

    Nessas funções, sempre me tem sido pedida, e minha intervenção tem incidido fortemente na mesma tecla: usar as agora em voga denominadas por “novas tecnologias”, nomeadamente as potencialidades de registo vídeo e a  dos audiovisuais, e tenho-o feito, ou melhor, tais organismos têm-no feito, a titulo pedagógico, de treinos, documentos de arquivo e analise, ferramentas de apoio, e porque não, vídeos e “cenas giras” relacionadas, para descompressão de intensos dias de treinos dos agentes desportivos em formação periódica, também a titulo de lazer. (Fala-mos da 1ª liga Portuguesa) .

     

    Noto, de há muitos anos (desde 1999), que são imensas as pessoas dentro dos organismos do futebol, em consonância com as instâncias internacionais (UEFA e FIFA),  que como qualquer humano, não sendo infalíveis, é notório que são demasiados os que querem fazer alguma coisa para melhorar isto. Mas mudar culturas, agradar ou controlar, multidões de milhares de pessoas e no nosso caso português, que já os Romanos nos apelidavam à milhares de anos por “ingovernáveis”, não será então tarefa fácil. Reconheço.

     

    Muito se queixa e se lamenta, quando é caso para isso, e são demasiados os casos, de más arbitragens no campeonato Português, e o quanto isso influencia “a verdade desportiva”.

    Mas não somos caso único, se olharmos para a capacidade técnica dos árbitros estrangeiros a actuarem noutros campeonatos, ou provas da UEFA e FIFA, o desempenho NÃO É MELHOR! Que o digam os clubes e adeptos portugueses, recentemente, ou desde sempre, também prejudicados por más decisões que os penalizam em tais provas…

     

    Pelo que a pergunta que deixo no ar, e perante uma notória e evidente aposta na formação portuguesa, querendo-se aqui inclusive  inclusive a profissionalização do sector, é se:

    “poderá o futebol estar ferido de morte, pelas mas arbitragens?”

     

    Tema a continuar…

    PC Jerónimo da Silva

  • Futebol: uma arena de morte? [cap. 2]

    E sem nem só de “bola”

    vivesse um clube de futebol?«


     

    O Desporto Rei é qual eucalipto: “seca tudo à sua volta”, e por muito que se quisesse, para mais falando de Portugal que dedica diariamente três jornais desportivos , aliás, três boletins informativos, sobre o tema futebol, e largas horas radio-televisivas semanais à volta das tricas e laricas da jornada… fácil será concluir que pouco sobrará para qualquer outra modalidade se afirmar!

     

    Qualquer outra das secções de um  clube sente isto na pele, seja o da terrinha ou da capital, o da cidade ou do concelho. Se há futebol, mes amis, as outras não vendem, e, errónea, consciente, ou inconscientemente, tal acontece por todo lado.

    Independentemente deste pensar miudinho tão nosso característico, num pais,  entre vários da Europa, cuja a modalidade Rei (futebol) atravessa uma decadência mortífera, sobretudo por um reaparecer e crescer de hooliganismo, problema para o qual as autoridades tardam em despertar e castrar, eis que clubes centenários de todo o mundo, criados principalmente com o intuito inicial de fomentarem o futebol, se unem agora, aliando a paixão de um emblema à emoção e adrenalina do roncar e assapar dos motores, naqueles “carrinhos de corrida” que deixam caidos de beiço qualquer bedelho de 5/6 anos – gostos que acabam deixando “sequelas” pela vida fora –  e dignos aqui de classificação Cosmética (etiqueta): “Naves espaciais” !

     

    Para delícia dos amantes de tais modalidades, alguns clubes portugueses também se têm aliado e feito representar, marcado presença desde a primeira, nesta que já é a 3ª época de uma modalidade, já demonstrada como uma bem sucedida mistura explosiva, mas de boas emoções. E por esse mundo fora que acompanha a Superleague Formula, os clubes tugas não têm envergonhado… pelo contrario! E ao contrario das “cenas da bola”.

     

     

    2ª Jornada 4.Abr.2010 | Classificação Geral 1º lugar, Tottenham Hotspur (92 pts); 2º lugar, FC Porto (70 pts)

    PC Jerónimo da Silva