Author: MrCosmos

  • Louvores divinais para o comum dos mortais

    “Air” Suite N.º 3 em Ré maior (também com alguma água na boca)

    São várias as cantatas cuja inspiração imbutida pelo grande Johann Sebastian Bach estaria envolta nas crenças cristãs, destacando-se por exemplo a Cantata BWV 147 – Jesus Alegria do Homens” que evoca a vinda de Cristo aos corações cristãos.Provavelmente uma das mais adequadas para o culminar deste dia de forte estigma para quem vive estas coisas intensamente.

    Mas convenha-se, mais ou menos fiéis, as DIVINAIS criações do Mestre da “primeira” de todas as Artes, a música, tem o poder de tocar no intimo de muitos dos maiores e ditos “incrédulos”.

    E porque estarão, provavelmente muitos, para além do ponto alto  no evocar da Ressurreição Cristã,  no final de tarde  de um domingo, que se quer como qualquer outro, retemperador, prefiro nesta hora disfrutar da tranquilidade emanada por mais um  primor de obra do enorme artista J. Sebastian. 

    Boa Páscoa! Por mais ou menos pagã a forma como ela seja hoje vivida.

    PC Jerónimo da Silva

  • VHS – Cassetes Repescadas (1) : “Crimson Tide”

    Com este post (abaixo re-editado), aventurei-me pela primeira vez a opinar na blogosfera acerca de um filme, de forma muito sintetizada.

    Até aqui, a ter que opinar, diria que gostava de apreciar uma boa película, mais pelos aspectos e pormenores técnicos e de produção, antes de passar a relevar o seu conteudo.

    Não me considero um cinéfilo daqueles de muita hora de sofa com “calo no cu”, e isto é um elogio para tais, mas, adoro cinema, e tal gosto – sei hoje – que não pode estar dissociado do facto e dos aspectos técnicos que desenvolvo no dia a dia. Ossos do ofício.

    Sobre cinema, mais que ver, ler, e gostar de opinar, não pelo criticar, que tal aptidão é coisa “doutros actores” , gosto de o fazer, para aprender. São evoluções lógicas para quem frequenta os processos de produção, e passei de certa forma a querer melhor observar, para além dos aspectos e pormenores técnicos e de produção. Hoje, não me são indeferentes bons ou maus argumentos, boas ou más mensagens, evidentes ou subliminares. Hoje até podem sair daqui nas linhas de meus posts alguns disparates, riscos de quem opina. O maior desses disparates, por mim assumido previamente como tal, foi ter dito, “de raspão“, que o cinema francês conheceu uma fase algo moribunda. Como castigo, desde então, praticamente pelo leitor de DVD lá da sala, só têm passado cinema francês. E o que me têm deliciado…

    Em “Crimson Tide” (Tony Scott 1995), o actor secundário Denzel Washington, protagoniza um papel de um carisma tal, perante seu chefe supremo naquelas circunstâncias (Gene Hackman), que me cativaria perante o actor/realizador afro-americano enquanto fã e da forma peremptória que me viria a tornar seguidor, acompanhando de perto toda a sua carreira.

    A Postura tomada por Denzel evitaria uma eminente guerra nuclear à escala mundial. O arrepiante, é que este é mais um daqueles filmes de fonte verídica, tal sucedeu mesmo, e um “Imediato” de operações num submarino americano, e consequentemente toda uma cadeia hierarquica, dividida, altamente armada e militarizada, tem de optar entre cumprir ordens superiores, ou confiar na sua consciência, e avançar com um motin perante um cenário de ignição de Gerra Nuclear por ordens superiores infundadas, no entender de vários.

    Este episódio, verídico – que motiva ao espectador do filme às mais e variadas sensações entre dúvidas do certo ou errado – obrigou a Casa Branca, inclusive, a ter de rever suas politicas militares, no que toca à ordem final para disparar armas nucleares. Depois desta crise gerada num submarino americano, posto a navegar com o intuito de controlar o “descontrole” gerado pela separação e fragmentação da URSS, passou a caber ao Presidente dos EUA (até ali era decisão e ordem final do homem com cargo militar hierarquicamente elevado, no cenário de combate) a ordem expressa e clara para disparar armas nucleares.

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    Uma nota final para a banda sonora deste filme (Hans Zimmer), que influenciaria e ecoaria, por tantos e demais trabalhos e mensagens, por esses anos e mundo fora.

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    Um filme obrigatório, portanto. Reproduzo então a partir daqui e agora, o post que publiquei, numa altura em que estava na “ordem do dia”, politica e mediatica, o despertar de um falso alarme de mini-crise na Georgia, bem como complemento este remake de post, com o comment deixado na altura pela grande observadora, Jornalista Patricia Santos.

    .                  Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

    . ...... “lITTLE dUCKS, tHERE´S tROUBLE iN rUSSIA”

    No filme Crimson Tide – Maré Vermelha (1995),  Gene Hackman  começa por usar essa expressão que consta no tema do post, para iniciar a moralização das tropas de um submarino prestes a partir em combate.

    Ainda não percebi bem qual o supremo interesse da Rússia neste episódio que está a decorrer na Georgia, com algum interesse procurarei fazelo nos próximos dias. Mas e a Europa,  acordará mais uma vez tarde para um problema que se lhe semeia nas barbas?

    É por estas e por outras que volta e meia comungo da expressão God bless America.

    O ambiente está criado para revisitar a  videoteca VHS lá de casa. Com as recomendacões do Mr, ide ver:

     

    ficha | Crimson Tide – Maré Vermelha

     

     

    MrCosmos às 12:35 link do post

     

    .                 de Patrícia Santos a 12 de Agosto de 2008 às 18:10

    Quanto às razões posso dar uma ajuda, porque também não percebia porquê e fui procurar a história. Com a queda da URSS a Ossétia do sul foi incorporada na Geórgia, mas com uma postura pró-russia , acabando por proclamar independência em 1992. A independência não foi reconhecida internacionalmente, mas apesar disso a região tem trabalhado num estatuto de autonomia face à Geórgia . Em 2006 fez novo referendo para suportar a declaração de independência , que não foi novamente reconhecido internacionalmente.
    Recentemente a Geórgia invadiu a capital da Ossétia do Sul. A Rússia enviou tropas para o terreno, uma vez que apoia os interesses separatistas da região.
    Além das motivações políticas na região temos de acrescentar a posição estratégia da Geórgia motivo pela qual é apoiada por Israel e Estados Unidos. Pela Geórgia passam oleodutos e gasodutos que podem por em causa a supremacia na Rússia no fornecimento energético.
    Esta tarde já há notícias que dão conta do fim das ofensivas militares, o que é extremamente importante, pois um descontrolar do conflito numa zona daquelas poderia ter implicações graves em termos mundiais. Isto porque a Geórgia membro da NATO, entrada que foi contestada por França, Alemanha, USA, etc. , pois caso a Rússia algum dia declare guerra à Geórgia a NATO será obrigada a intervir em defesa da Geórgia.
    Sim, quer dizer que é uma zona explosiva que, num cenário extremo, poderia resultar numa III Guerra Mundial…

  • ♫ pelas trilhas do vinil – 4

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    O desbravar da agulha pelas trilhas da bolacha preta de hoje, pertencente a um dos álbuns LP, dono de uma das grafias mais marcantes de que tenho memória, pelos jogos de tons e cores, acertos e beleza, bem como os encaixes entre a capas e envolucro, parece um daqueles livros de histórias cujas paginas se desdobram e revelam outras formas. Privilégios do formato, para demonstrar noutra altura, pois não será nisso que a cosmética deste post hoje se debruça… Este, acaba por ser a continuação, e o cumprimento de uma promessa feita a nossa estimada leitora Eunice, aquando de seu comentário ao meu post “Mitos, mariquices, e paneleirices” publicado no dia em que Portugal se tornou o 8º país do mundo a aprovar a lei de casamento homossexual.

    A Eunice tem este dom, o de perfumar, com “suas poesias”, até mesmo temas que para muitos, à partida, lhes tresandaria à “Tabu” – antiga marca de perfume – leia-se.

    E foi com este aroma, o que de seguida reproduzo mais abaixo, que nossa amiga, mais uma vez, nos trouxe uma lufada de ar fresco. Acabou recordando-me o tema hoje em destaque pela edição 4 do trilhas do vinil, e, já dizia o grande Veloso, mas o Tripeiro e Português, o Rui, que “O prometido é devido”. Já tinha-mos saudades do seu perfume, pela nossa caixa de comentários, minha cara.  Bem aparecida seja,e, recordar é viver!

    .                  de Eunice a 9 de Janeiro de 2010

    Mr Cosmos, diga lá : e se o Mário de Andrade tivesse escrito este poema para um homem chamando-lhe amiga, que resultaria? Haveria, na dimensão do Amor, alguma diferença?

    Poemas da amiga

    Mário de Andrade

    Gosto de estar a teu lado,
    Sem brilho.
    Tua presença é uma carne de peixe,
    De resistência mansa e de um branco
    Ecoando azuis profundos.

    Eu tenho liberdade em ti.
    Anoiteço feito um bairro,
    Sem brilho algum.

    Estamos no interior duma asa
    Que fechou.

    Caetano Veloso: “Cores, Nomes”, LP 1982

    MrCosmos a 10 de Janeiro de 2010

    A Eunice perfuma este blog!
    Sobre a abertura dos brasileiros: Este fim de semana encontrei o LP vinil de Caetano Veloso “Cores, Nomes” numa feira de antiguidades, (novo, capa de um grafismo BESTIAL!) cuja uma das músicas, com destaque de capa e tudo, é: “Ele me deu um beijo na boca” e caetano veloso diz que gostou, o malandro. 🙂

    Prometo postar aqui essa música, mais uma promessa… a ser cumprida.

     

    PC Jerónimo da Silva

  • Equador à venda em DVD: Obrigado, mas dispenso!

     

     

    A mais cara de sempre, e comungo, para mim também a melhor produção/adaptação nacional de um livro para tv até à data, está por esta altura a ser badalamente anunciada como colecção disponível em DVD. Apesar de me parecer que seu lançamento oficial fora já pelo último Natal, obrigado na mesma, mas, dispenso!

    Com o livro já lido aquando da sua apresentação por episódios no canal responsável pela produção, a TVI, foi com entusiasmo que recebi a boa nova desta adaptação sobre a guerra de interesses comerciais provenientes dos produtos das colónias portuguesas, questionadas, e fortemente prontas a serem repremidas, pela coroa Inglesa.

    Desde minha infância e que me lembre de existir um gravador VHS lá em casa, que me encontro aficionado no hobby das gravações caseiras,

    nas coletas, busca e pesquisa de cartazes, recortes de revistas e jornais, tudo com a finalidade do encadernamento de uma caixa personalizada

    das cassetes, e cadastramento com listagem da videoteca, alfabeticamente metódica, sendo que hoje aguardam digitalização para DVD boa parte delas.

    Pelo que foi religiosamente com as maiores das naturalidades que nem pensei duas vezes em gravar, semana após, semana todos santos pisódios exibidos pelo canal, alias, 29, descontada a gafe de ter perdido apenas, um unico episódio, o nº 10 :-(.

     

    Eu a vocês, não sei, mas aqui o Mr, até que estava capaz de comprar toda a colecção. Não que pelo facto de a transcrição agora feita pela produtora para DVD ter sido directa de HD nativo me dislumbre, mesmo sabendo tratar-se de uma tecnologia e qualidade não disponivel no canal de exibição a partir do qual gravei. De resto, nem os autoproclamados canais HD portugueses exibem na verdadeira exigência de um puro HD, mera publicidade enganosa, portanto. Em suma, HD’s não me deslumbrariam trocas, quando em causa esta uma colecção ‘única’ , pessoal e intransmissivel, devidamente encadernada e masterizada em DVD, artesanalmente com estas mãozinhas.

    Antes, o desafio de adquirir a colecção em mercado passaria sim, pelo colmatar da aquisição do episódio em falta, ou, pelas suas mais de 1:30 horas de extras e bastidores, disponíveis.Tentação!

     

    Para quem não leu o livro, esta colecção DVD não será a mesma coisa… ou vice-versa para quem só assistiu ao tele-romance, um formato não substitui o outro, complementam-se. Tirando a introdução ‘na tela’ de algumas personagens não existentes originalmente no livro, mas em em contrapartida, a fidelidade das narrações, episódios e espirito envolvido no originalmente lavrado pela mão do autor, garante-se (o Mr) : não desilui nem pouco mais ou menos.

    PC Jerónimo da Silva

  • Alice in Wonderland: Entre o cinema mudo e os efeitos especiais, venha o Diácono e escolha…..

     

    Se Nuno nos recordou no post de ontem, uma das facetas relacionadas com o dilema levantado num frente a frente »da Sétima vs a Nona Arte« (Cinema vs BD), eu aproveitava a deixa para me concentrar no confronto geracional existente dentro da própria Sétima arte presente em Alice no País das Maravilhas .
    Trocando por miúdos, e para os mais distraídos, no fundo Alice in Wonderland é uma película, tão antiga como desde 1903, tendo conhecido bons toques e “arranjos de maquilhagem cosmética”, adaptando e atravessando vários formatos transversais à era dos filmes aqui apresentados por:

    (1) – “silenciosos” (sem qualquer dialogo nem banda sonora), (2) – passando pelos “filmes mudos” (sem dialogos, mas com banda sonora à acompanhar), (3) – entrando na “era do sincronismo sonoro P&B” (com voz, diálogos/narração, à preto e branco) , (4) – cavalgando pela “era das cores”.

     

    Revisitando o tema, assim de repente, diria que este filme acabou por isso sendo transversal à todo o século 20,  conhecendo grandes lançamentos nos anos de 1903, 1915, 1933, 1951, 1976, 1985, e 1999. 
    Pelo que, nem o Grande Mestre em clichés, do “vira o disco e toca o mesmo”: James Cameron, com seus 3D’s acompanhado de mil e uma mariquices de efeitos especiais, conseguiria trazer à velha estória, neste momento, grande coisa de novo…

     

    O que aguardar então desta 1ª “grande versão” séc. XXI?

     

    Acho que será a mesma mágia de sempre!

    Para que não restem dúvidas, e o agora aqui citado não passe por mero “31de boca :-) , será precisamente essa umas das próximas etiquetas em exibição alí ao lado, na COSMéTICAS tv. Alice in Wonderland. A não perder: os desenvolvimentos em cartaz.

     

    Watch live streaming video from COSMéTICAS tv at livestream.com

    Post que pode, e deve ser lido, como continuação “deste” e  “deste“.


    PC Jerónimo da Silva

  • A sinfonia dos filmes mudos

     

    Os filmes mudos eram perfeitos. Só lhes faltava o som sair da boca das personagens.” (Alfred Hitchcock)

     

     

    (Clara Bow, para muitos, “a maior” das actrizes no cinema mudo)

    PC Jerónimo da Silva

  • DO XXI AO 31 (ed.1)

     

    A EFEMÉRIDE E O MUNDO FEMINIZADO

      

    Perguntei-lhe se alguma vez se havia sentido em prejuízo, pelo simples facto de ser rapariga,   ou se achava que, caso fosse rapaz, teria só por isso a vida mais facilitada.

    “NÃO! “Respondeu-me ela, categoricamente, do alto de seus poucos 12 anos. 

     

    Há para quem,   desde que tem noção da existência da efeméride “Dia Internacional da Mulher”, recentemente assinalada,  que veja tal circunstância na realidade actual, como sendo um confrangedor atestado de menoridade, restando apenas saber, passado a quem: se ao género feminino ou ao masculino.

    Que mais do que a homenagem,  fica implícita uma certa conotação de fragilidade.  Ou que seja mais um prémio de compensação do que por mérito. Talvez não ande longe deste raciocínio, à sua maneira, o entender das futuras mulheres ocidentais contemporâneas. Pelo que vale também a pena atrever-se a questionar, o que acharão disto, já agora, os rapazes. Eles que, cada vez mais introvertidos, vêem as colegas, regra geral, vingarem e obterem melhores resultados, escolares e não só.  Propagam-se os rabos-de-cavalo.

     

    Uma ‘neta de Abril’ respondeu-me recentemente, pela véspera comemorativa de tal efeméride, categoricamente que “não” (acima citado), como provavelmente pode não ser nenhum disparate, afirmar de que igualmente responderiam – à já mais de 10/15 anos, ou hoje – a generalidade da geração dos ‘filhos de Abril’, criados e habituados a ambientes multi-sexo.

    Compreende-se, não obstante, o forte estigma que representará o espírito deste dia para muitos outros, encarando tal como direitos arduamente conquistados e oferecidos de herança, a quem agora talvez os subestime.

     

    Faz sentido, e é justo, assinalar o 8 de Março?

    Faz! Responderão muitos. Basta olhar para sul, África, ou para oriente.

    Já para estes lados do sol poente, pode (já) não ser tanto uma questão de direitos, ou por o século XXI continuar a ser “masculinizado”.

    Pelo contrário, em tal efeméride encontra-se um mundo feminizado.

    Numa era evoluída, onde os indivíduos até à idade adulta, para além da forte influência e vinco instituído familiarmente pela mãe, serão basicamente educados, instruídos e em tanto influenciados, pela crescente proliferação secular das mulheres, caso flagrante o das professoras, tal deveria ser no mínimo algo de intrigante.

     

    É comum entre os jovens homens admitir-se, que foi um professor homem, a pessoa que mais o impressionou / influenciou numa fase crucial da sua vida. No entanto os novos homens do XXI, vêem-se empurrados para este ’trinta e um’ do quotidiano, encontrando-se logo desde tenras raízes em desvantagem.

    Até que ponto e noutra escala, tal fenómeno e efeminização ocidental contribui para uma sociedade mais incompreendida, banalmente desautorizada, algo frustrada, com os “pólos” invertidos e curto-circuitados, é um debate que parece começar a despertar, timidamente.

    A reflexão na mistura do desempenho dos papeis dos sexos faz cada vez mais e maior sentido. Até porque, os ideais não são intemporais,  correm sempre o risco de serem exagerados, ficarem desactualizados, ou mostrarem-se desproporcionados.

     

     

     

    Paulo Jerónimo

    Publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 18/03/2010.

     

  • Portistas de Bancada forever

    (começar por agradecer ao figurante virtual de ‘Diabo Bermelho’ , Sr. Diácono do Espaço, pelo facto de não interromper o seu retiro espiritual, para exegir os seus arcoiris futebolisticos aqui no Cosméticas.)

     

    E depois de uma graçola entre parênteses, antecipada por um ‘adjectivo’ no título que ao último gestor do blogue em causa também certamente, e quando muito, lhe provocaria sorrisos amarelos, de tão esverdeada e boçal conotação em epígrafe, dizer que é de facto  já despido de jocosidades, que seriamente visto luto pelo finar de mais um de meus blogues de eleição, o primeiro azul e branco que conheci, para uma última homenagem ali ao lado na nossa lista de (blogues) finados. Dos mais requisitados na bluegosfera e citados, até na imprensa não raras vezes, e de visita assídua que me era.

    A titulo de curiosidade, ou para quem desconhece, Zirtaev  foi seu fundador, Zé Luís seu 1º colaborador e último administrador, e contou entre outros, bastante válidos, também com o VIP Rui Moreira entre seus editores.

    Já cá ando ao tempo suficiente para saber que nestas coisas os finados, de repente até podem ser ressuscitados… mas, seja como for, o espírito de Portistas de Bancada já existia antes da blogosfera, um "Tribunal da Antas" menos elitista, e continuará sempre presente. Forever. O Blogue que agora fina sempre fez jus ao nome.

     

    O Zé Luís foi (é) GRANDE! De todos, foi com o post »Quadra pascal em momento musical« que mais me deliciei. Custa-me deixa-lo de poder ler assiduamente, porque sua assertividade e lucidez, mais do que ao clube fazem falta a este país.  Bem Hajas!

     

    Excerto do post "the end" (a imagem acrescento eu):

     

    Da blogosfera portista há apenas um ou dois que se aproveita. Não é difícil descobrir. Do resto, os vermelhuscos são os patuscos do regime, autenticamente dos couratos e "Sagres" da moda, de uma boçalidade assustadora do pouco que, por vias travessas, fui vendo sem comentar porque é lixo verdadeiro que só a eles interessa; os esverdeados sabem mais das coisas do seu clube com o defeito congénito do "calimerismo".

     

    Vou andar por aí a ler blogues, que não são o lixo de que fala Miguel Sousa Tavares tão pouco propenso, até, para ouvir críticas (li no CM) fora da blogosfera ao seu trabalho de volta ao que chama "jornalismo" na SIC, com aquela inenarrável e maltrapilha entrevista a Gonçalo Amaral em que foi tudo menos jornalista, nem sério nem isento, depois de bom comportamento na estreia com o PM Sócrates. Aprendo muito nos blogues, mais de política onde leio de todos os quadrantes menos da cambada de malfeitores que, como avisei, invadiu todo o espaço mediático, incluindo a blogosfera. Não aprendi muito, confesso, sobre futebol, só confirmei o que sabia sobre a "iliteracia" da esmagadora maioria dos adeptos da bola que são o reflexo da péssima Imprensa da especialidade de visão enviesada e partidária do futebol, com incidência na intoxicação televisiva que, não só no futebol, encaixa no nível medíocre da intelectualidade das audiências.

     

  • ‘Fim de Ciclo’: Obrigado Presidente.

     

     

    Discursos como este no vídeo acima, para mim o melhor de sempre de Pinto da Costa, ‘já foram chão que deu uvas’.

     

    Caro Presidente, obrigado. Agora, deixe-me finalmente tornar-me sócio do meu clube sem que para isso tenha de pagar mais que os outros, só por residir a mais de 100 km da Sede.

    Deixe-me ser um sócio sem carimbos, que não o ‘correspondente’. Quero ser sócio do clube que conseguiu das minhas grandes representações Portuguesas.

     “E isso me envaidece!”  Quando passo pelo mundo. 

    Deixe o meu clube ser finalmente cosmopolita, retire-se o estigma de Provincia.

    Caro Pinto da Costa, que nunca lhe falte a coragem,  a ombridade, a visão, o descirnimento, o acerto, o grande exemplo de portismo. Saia!