Só por estes dias tive oportunidade de assistir ao filme Amália, que se debruça sobre a vida da falecida diva do fado.
Fiquei muito bem impressionado com o seu início, onde pormenores técnicos de fotografia e luz mostravam mais uma boa produção cinéfila portuguesa, que não fica a dever a ninguém, mas logo o “triste” guião do filme começa a absorver-nos, e foi aqui que pensei para mim, que o filme perde.
A concentração do argumentista em volta do lado mais galdério de Amália e na sua obsessão pela morte, faz deste filme um triste fado. Aquela até pode ser a imagem da personagem, mas pergunto-me, visionado o filme, se a vida da diva se resumiu àqueles episódios macabros.
Filho das novas gerações, nunca apreciei esta artista, já a sua sucessora Mariza, é outra cantiga, mas voltando ao assunto, Amália – o filme, não faz jus àquela que tem o mais alto estatuto da sonoridade portuguesa. Isto digo eu, que não percebo nada do assunto.