
Quem o disse foi Jorge Sampaio (link), o penúltimo dos 4 Presidentes da República democratica ontem presentes e que usaram da palavra, nas comemorações do 25 de Abril.
E quando 37 anos depois, cada vez mais se ouvem e crescem, o número de portugueses que lamentam e anseiam por um novo Salazar que “endireita-se o estado a que isto chegou”, inclusive entre a juventude, que mais concluir se não que de facto, o maior “défice português” – maior ainda que o das contas públicas – continua a ser o da cultura, conhecimento e educação… Mais perguntem à Dona Piedade.
Sociedades fracas produzem políticos fracos, por muito que o povo gosta-se de inverter esta equação. Mas quando tentei argumentar isto junto de alguns amigos após a noticia da demissão em curso do governo, que a mudança de atitude tinha de começar na sociedade civil primeiro, para que chegue a classe politica depois, ia sendo crucificado.
Nada de estranho, reflexos da quadra pascoal…
A culpa? É dos políticos! E dia 5 de Junho próximo não se esqueçam: Esticar bem a toalha e apanhar banhos de sol na praia.
Os políticos que resolvam esta merda toda. Não é para isso que lá estão?
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2 responses to “A Sociedade Civil Portuguesa “É Fraca””
Não deixa de ser curioso que as duas regiões que apresentam a maior taxa de abstenção da União Europeia são Portugal e a antiga RDA.
Dois antigos regimes dictatoriais ! Porque é que estas regiões perderam a memória do passado ?
É um facto !
Explicar porquê talvez tenha a haver com uma mudança de comportamento. Falei hoje com um colega que foi a Portugal. Para ele, Portugal não vive crise e não a viu. Ficou admirado pelo número de carros de grande cilindrada que viu nas estradas. Muito mais que aqui. Como ele me contou : Como é que os Portugueses têm dinheiro para comprar carros que valem mais de 20 000 euros ? Eh pá : Eu ando com um Kangoo, mas não tenho dividas.
Se o povo Português quer voltar para os tempos de Salazar que se lembre, como muito bem mostra a cena na tv cosmeticas, que terá de novo que passar fronteiras. e que muitos morrerão, nessa atravessia. Hoje chegam aqui bem penteadinhos, mas não famintos e descalços como no tempo do Salazar.
Faço minhas as últimas palavras do editorial de António Palouro, editorialista do Jornal do Fundão. É verdade que é um jornal pouco conhecido, mas tem o mérito de não só publicar grandes vultos da Lusofonia, como também tem o mérito de expor publicamento e sem receio os seus arquivos. Quantos jornais pt divulgam os seus arquivos ?
“Falamos com a nossa gente e o que “ouvimos” : “eles”opartidos”, “eles” o governo ; “eles” os políticos. Subalternizámos as responsabilidades cívicas e os direitos da participação, a cidadania activa que Abril abriu. O mundo mudou , a selva ultra liberal comanda e quer pôr no bengaleiro os direitos sociais. Abril, mesmo em tempo de cólera permanece intacto. “O dia incial inteiro e limpo” ainda ilumina o futuro.” “
Nuno
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