Para onde eu vou, o quê é que eu faço?
Em que tom vivo? Aperto o laço…
Quantas vezes te riste? Imprimiste o teu cunho? Estico a camisa, abotoo o punho.
Sê livre em consciência perante as encruzilhadas da vida. Continuas a ser o mesmo ainda que o espelho não to diga.
Componho o cabelo e verifico o fato. Endireito o vinco, ato o sapato. Viro costas, saio porta fora: Podes contornar meio mundo, mas não os valores de outrora.
Porque um dia regressas e então constatas:
– Aqui estou eu vestido de gala,
é a puta da vida, que um dia nos cala.
(O último fôlego, é um novo projeto que me proponho a percorrer. Assim não me faltem as forças, para o ver crescer.)