Category: tudo isto é arte

  • When the music’over : The Unknown Soldier ! ……… ………………………………………………….Compra Aqui!

     

    Dans cette époque de Noel qui commence de plus en plus tôt ( commerce oblige ), plusieures compilations “mixées” ou “retravaillées” de goupes anciens ont vu le jour : Beatles, David Bowie

    Et bien sûr, ces nouvelles compilations demandent de nouveaux supports. Achete… My Fiend !

    Pas bien nouveau tout cela : Le groupe Portugais GNR le chantait déjà il y a plus de vingt ans.

    Le groupe The Doors a été oublié.

    Dans un Europe qui semble voir apparaître ses vieux démons, jamais les publications en France sur la Première Guerre n’ont été si nombreuses.

     

    Il s’agit bien entendu du Soldat Inconnu, de la peur de la fin de l’Europe et du retour à la barbarie.

    The Doors sont un pont entre le surréalisme et la psychanalyse. Et celle-ci est une constante chez The Doors

    Est-ce l’écart entre ce qui est dit sans détours et ce qui est dit en sourdine qui dérange ?

     

     

    Photo : Libé/mag, p. VI, 12 set 2010

    Nuno

     

     

    Curiosamente, nesta época que antecede o Natal, várias compilações de grandes conjuntos que marcaram o passado foram editadas com acrescimentos novos : Quer musicais quer tecnológicos, pedindo novos suportes tecnológicos.

    “Compra Aqui” cantava, pelo passado, o conjunto Portuense GNR.

    The Beatles, David Bowie… fazem parte dos eleitos. Não os ” The Doors” ! Porquê ?

    Curiosamente, com ou sem Natal, as referências e as pesquisas quanto à “guerra das trincheiras” e à denúncia da guerra, em geral, vão surgindo com maior força.

     

    O Soldado Esquecido ? Ou o medo do estalhiçamento da ideia da Europa e o regresso à “Barbarie” ?

    Os “The Doors” são uma ponte musical entre o Surrealismo e a Psicanálise. Esta última é vincada, explicitamente, no conjunto da obra dos “The Doors”.

    Talvez seja esta diferença, entre o explícito e o implícito, o que incomoda ?

     

     

    Foto : Libé/Mag, p. VI, 12 de Set de 2010

    Nuno

  • When the music’over : The Unknown Soldier ! ……… ………………………………………………….Compra Aqui!

     

    Dans cette époque de Noel qui commence de plus en plus tôt ( commerce oblige ), plusieures compilations “mixées” ou “retravaillées” de goupes anciens ont vu le jour : Beatles, David Bowie

    Et bien sûr, ces nouvelles compilations demandent de nouveaux supports. Achete… My Fiend !

    Pas bien nouveau tout cela : Le groupe Portugais GNR le chantait déjà il y a plus de vingt ans.

    Le groupe The Doors a été oublié.

    Dans un Europe qui semble voir apparaître ses vieux démons, jamais les publications en France sur la Première Guerre n’ont été si nombreuses.

     

    Il s’agit bien entendu du Soldat Inconnu, de la peur de la fin de l’Europe et du retour à la barbarie.

    The Doors sont un pont entre le surréalisme et la psychanalyse. Et celle-ci est une constante chez The Doors

    Est-ce l’écart entre ce qui est dit sans détours et ce qui est dit en sourdine qui dérange ?

     

     

    Photo : Libé/mag, p. VI, 12 set 2010

    Nuno

     

     

    Curiosamente, nesta época que antecede o Natal, várias compilações de grandes conjuntos que marcaram o passado foram editadas com acrescimentos novos : Quer musicais quer tecnológicos, pedindo novos suportes tecnológicos.

    “Compra Aqui” cantava, pelo passado, o conjunto Portuense GNR.

    The Beatles, David Bowie… fazem parte dos eleitos. Não os ” The Doors” ! Porquê ?

    Curiosamente, com ou sem Natal, as referências e as pesquisas quanto à “guerra das trincheiras” e à denúncia da guerra, em geral, vão surgindo com maior força.

     

    O Soldado Esquecido ? Ou o medo do estalhiçamento da ideia da Europa e o regresso à “Barbarie” ?

    Os “The Doors” são uma ponte musical entre o Surrealismo e a Psicanálise. Esta última é vincada, explicitamente, no conjunto da obra dos “The Doors”.

    Talvez seja esta diferença, entre o explícito e o implícito, o que incomoda ?

     

     

    Foto : Libé/Mag, p. VI, 12 de Set de 2010

    Nuno

  • Facebook e o culto dos mortos ! ………………………. Facebook et le culte des morts ! ……………………….

     

    Par le passé on se rendait visite. Aujourd’hui le souvenir d’un être cher circule sur les “réseaux sociaux” de la toile.

    DeadBook peut figer la souffrance, mais pas la mémoire !

    Des messages, des photos… présentent l’être cher disparu. Mais la mémoire n’est pas qu’une collection de phrases, photos…

    En figeant la souffrance, DeadBook peut être un obstacle au processus du deuil, à la reconstruction des souvenirs.

    DeadBook a oublié l’essence en pariant sur l’existence.

    En attendant quelques humains de tout bord continuent à se questionner sur l’essence de l’humanité !

    Photo : Tête-trophée Munduruku / Télerama hors série 2005, p.19

     

    Nuno

     

     

     

    Uma das carecterísticas essenciais, senão a primeira,  do que é Humanidade é o culto dos mortos.

     

    O culto dos mortos nada tem a haver com o ritual dos mortos nem com DeadBook !

    Baleias e elefantes têm o seu cemitério ritual.

    O culto dos mortos reenvia para uma memória que tem consciência para com o passado que se transfigura, por essência.

    O rito dos mortos reenvia para gestos repetitivos passados e reproduzidos de modo instintivo com um passado que não se transfigura, por existência.

    Melhor dizendo : O ritual não tem movimento ! O Culto sim !

    Quando o luto se torna virtual, o que acontece com a nossa história pessoal ?

    A memória dum ser desaparecido posta em linha, ainda é luto ?

    Facebook precisa de clientes. E mesmo a morte se tornou um mercado.

    DeadBook apresenta as caracteristicas da pessoa falecida em vida…

    Diaporamas, vídeos… dos defuntos, mudados, transfigurados…  ou não em função de quem elaborou o profil do defunto.

    Para DeadBook : O que conta é a existência ! Não a essência !

    E quando se esquece a essência… se esquece a humanidade e a memória da vivência.

    A memória não é uma simples colecção de frases, fotos ou vídeos… DeadBook parece ser um obstáculo à realização do luto.

     

    Foto : Cabeça-Troféu mumuficada Munduruku / Télerama hors série 2005, p.19

    Nuno

  • Facebook e o culto dos mortos ! ………………………. Facebook et le culte des morts ! ……………………….

     

    Par le passé on se rendait visite. Aujourd’hui le souvenir d’un être cher circule sur les “réseaux sociaux” de la toile.

    DeadBook peut figer la souffrance, mais pas la mémoire !

    Des messages, des photos… présentent l’être cher disparu. Mais la mémoire n’est pas qu’une collection de phrases, photos…

    En figeant la souffrance, DeadBook peut être un obstacle au processus du deuil, à la reconstruction des souvenirs.

    DeadBook a oublié l’essence en pariant sur l’existence.

    En attendant quelques humains de tout bord continuent à se questionner sur l’essence de l’humanité !

    Photo : Tête-trophée Munduruku / Télerama hors série 2005, p.19

     

    Nuno

     

     

     

    Uma das carecterísticas essenciais, senão a primeira,  do que é Humanidade é o culto dos mortos.

     

    O culto dos mortos nada tem a haver com o ritual dos mortos nem com DeadBook !

    Baleias e elefantes têm o seu cemitério ritual.

    O culto dos mortos reenvia para uma memória que tem consciência para com o passado que se transfigura, por essência.

    O rito dos mortos reenvia para gestos repetitivos passados e reproduzidos de modo instintivo com um passado que não se transfigura, por existência.

    Melhor dizendo : O ritual não tem movimento ! O Culto sim !

    Quando o luto se torna virtual, o que acontece com a nossa história pessoal ?

    A memória dum ser desaparecido posta em linha, ainda é luto ?

    Facebook precisa de clientes. E mesmo a morte se tornou um mercado.

    DeadBook apresenta as caracteristicas da pessoa falecida em vida…

    Diaporamas, vídeos… dos defuntos, mudados, transfigurados…  ou não em função de quem elaborou o profil do defunto.

    Para DeadBook : O que conta é a existência ! Não a essência !

    E quando se esquece a essência… se esquece a humanidade e a memória da vivência.

    A memória não é uma simples colecção de frases, fotos ou vídeos… DeadBook parece ser um obstáculo à realização do luto.

     

    Foto : Cabeça-Troféu mumuficada Munduruku / Télerama hors série 2005, p.19

    Nuno

  • A Nudez e a Velhice …//… La Nudité et la Vieillesse

     

    Un livre à consulter : Claire Nebout Nuts, publié aux Editions du Chêne, Paris 2010

    Claire Nebout assume jusqu’à la fin son piédestal de Vénus. Dans le cinéma et dans sa vie.

    Elle n’a pas peur de la gravité qui nous transforme.

    Face à l’objectif de la caméra ou de l’appareil foto , elle nous nous montre que l’âme va au-délà du corps.

    Une leçon de sagesse !

    Nuno

     

     

    Claire Nebout aceitou ser fotografada numa altura em que o corpo sofre o peso da gravidade.

    Somos terrestres. Podemos correr, fazer dieta, operações estéticas…mas a lei da gravidade questiona a velhice e a morte.

    Claire Nebout foi uma actriz que, no cinema, pôs o seu corpo em avanço, brincando com este.

    Claire Nebout aceitou ser fotografada no seu quotidiano actual. É claro que não é a nudez que está em tema, mas sim a alma.

    Penso que Claire Nebout, aceitando mostrar o seu corpo que se transforma, mostra que recusa qualquer manipulação.

    Uma lição de sabedoria !

     

    Fonte : Claire Nebout Nus, Editions du Chêne, Paris 2010

    Nuno

  • A Capoeira : A filosofia do Bem Estar ! ………………. La Capoeira : La Philosophie du Bien Etre ! …………

     

    La Capoeira est un art martial mêlé à des danses africaines.

    Son énorme succés actuel se doit à une musique festive où les participants forment une ronde ( a roda ) à l’intérieure de laquelle, à tour de rôle, deux personnes entrent pour lutter, sans perdant ni gagnant.

    Les déplacements sont toniques, sollicitant la souplesse, sans perdant ni gagnant, au point que de plus en plus de femmes sont séduites.

     

    Photo : Médias fr

    Nuno

     

     

    A Capoeira ganhou a Europa.

    Hoje em dia, qualquer cidadezinha Francesa tem a sua escola de Capoeira.

    A Capoeira é uma arte que junta danças Africanas e ritmos festivos onde os participantes formam uma roda.

    Na Capoeira não existem nem vencedores nem vencidos.

     

    Contrariamente às outras artes marciais, cultiva-se o espírito da partilha e não o da competição.

    A Capoeira é uma prática que solicita o conjunto do corpo. Talvez seja este aspecto que seduz, cada vez mais, as mulheres.

    A presença feminina é muito superior na Capoeira em relação às outras artes marciais.

    A Capoeira, graças à sua roda, tem contribuído para o desenvolvimento da língua Portuguesa, dimensionando esta nos espaços e variantes Africanos e Americanos ( do sul / Brasil ).

     

    Foto : Médias fr

    Nuno

  • O Mito B. Bardot Renasce ! ……………………………… Le Mythe B. Bardot Renaît ! ……………………………..

     

    Le mythe B.B. renaît. 

    Par temps de crise et de ” Turbolibéralisme” les créateurs de mode ( faute d’inspiration ? ) semblent redécouvrir  Bardot.

    Bardot incarne la fascination de la femme libre sans contraintes dans un passé recent.

    Comme si le passé pouvait faire oublier la crise et l’ oppression de la femme…

     

    Image : “Le Monde Magazine“, 17 de jul de 2010, p.59

    Nuno

     

     

    O Mito Brigitte Bardot está a renascer.

    Nestes tempos de ” turboliberalismo” marcados pela regressão da condição humana e, logo, da condição da mulher, os criadores de moda re-descobriram Bardot.

    Bardot foi símbolo da liberdade feminina e da sedução sem entraves num passado recente.

    Hoje os vestidos, sapatos, bolsas, chapéus, perfumes … tentam recuperar essa imagem de liberdade assumida e alegre que Bardot simbolizava na tela. 

    Como se o passado pudesse afugentar a crise e a opressão das mulheres…

     

    Imagem : “ Le Monde Magazine “, 17 de jul de 2010, p. 59.

    Nuno

  • O Engate é uma Arte ! ……………………………………. La Drague c’est un Art ! …………………………………..

     

    Au Niger, des hommes peuls bororo maquillés, dansent devant les femmes en espérant être choisis.

    Si le mot art est du genre féminin en portugais, en contrepartie il est masculin en français.

    Et que dire du champ lexical de l’argot où “o engate” se traduit par “la drague” ?

    Qui a dit que langues n’avaient pas un sexe ? Le mot e A palavra ?

    Ce post peut être lu comme la suite de ” As línguas têm um sexo ?

     

    Photo : Libé, 20 juil 2010, p.23

    Nuno

     

     

    No Níger, homens Peuls Bororo dançam maquilhados diante das mulheres, esperando serem escolhidos.

    Se a palavra arte é do género feminino em Português, já em Francês é do género masculino.

    E o que dizer, no campo lexical do calão, de “o engate” e o do seu equivalente Francês “la drague” ?

    Quem disse que as línguas não tinham um sexo ? A palavra e Le mot ?

    Este post também pode ser lido como a continuação de ” As línguas têm um sexo ?

     

    Foto : Libération, 20 de Julho de 2010, p.23

    Nuno

  • O Engate é uma Arte ! ……………………………………. La Drague c’est un Art ! …………………………………..

     

    Au Niger, des hommes peuls bororo maquillés, dansent devant les femmes en espérant être choisis.

    Si le mot art est du genre féminin en portugais, en contrepartie il est masculin en français.

    Et que dire du champ lexical de l’argot où “o engate” se traduit par “la drague” ?

    Qui a dit que langues n’avaient pas un sexe ? Le mot e A palavra ?

    Ce post peut être lu comme la suite de ” As línguas têm um sexo ?

     

    Photo : Libé, 20 juil 2010, p.23

    Nuno

     

     

    No Níger, homens Peuls Bororo dançam maquilhados diante das mulheres, esperando serem escolhidos.

    Se a palavra arte é do género feminino em Português, já em Francês é do género masculino.

    E o que dizer, no campo lexical do calão, de “o engate” e o do seu equivalente Francês “la drague” ?

    Quem disse que as línguas não tinham um sexo ? A palavra e Le mot ?

    Este post também pode ser lido como a continuação de ” As línguas têm um sexo ?

     

    Foto : Libération, 20 de Julho de 2010, p.23

    Nuno

  • Nada se cria, tudo se copia, pouco se inventa…

     

    …há uma máxima qualquer na industria de TV e Audiovisuais mais ou menos assim, como o tema acima. E há de facto pouco para inventar. Fosse cliché numa cena de filme , seja baseado no enredo dum livro, um formato de programa ou concurso adaptado para tantos idiomas, culturas, países… é nisso que reside a arte dos audiovisuais: no “pouco se inventa”, nada se cria, “tudo se copia”.

     

    Parece tal admissão pouco abonatória? Diria que nem por isso. Nesta “máxima” há simbologia, temos metáfora.

    Tomemos por exemplo o expoente máximo audiovisual, o Cinema. A Sétima Arte passa a ser reconhecida enquanto tal, muito pela grande disponibilidade aliada a habilidade do saber olhar, interpretar, e então, naquele formato, o da 7ª, saber imprimir as outras e demais Artes: Literatura, Música, Teatro, Fotografia, Dança (ritmo), Escultura/Plástica (nas formas, objectos, luz, profundidade, no 2 ou 3D) etc… todas estas e outras artes, são os ingredientes e nelas reside o grosso da criatividade. A indústria do cinema, basicamente é uma mega-cozinha. Cabe-lhe o papel de pegar nos ingredientes, seguir “a receita”,  e enquanto tal, há muitos cozinheiros a fazem-no com o grande mérito de Arte. Hallelujah!

     

    Voltemos à TV. Diga-se que a função da tela, ou ecrã, se quiserem, basicamente é mostrar. Dai dispensar-se tantas vezes de criar ou inventar, basicamente, habituaram-se a copiar, a seguirem as “receitas d’avó” de comprovado sucesso popular, e que de antemão sabe-se: resultam. A dificuldade reside no não desvirtuar, dar na quantidade certa para não enjoar.

    Conhecem *este videoclip* (link) ? Então agora comparem-no lá com esta versão portuguesa, made in Sic Radical, e depois digam lá se a “máxima em epígrafe” tem ou não toda a razão de ser, e se não é disso que o publico alvo quer ver… Faz-te a vida, se já confirmaste o link atrás, agora pica o play.

     

     

    PC Jerónimo da Silva