Category: press

  • Portugal: Une Bd d’Exception ou un Monument Anthropologique ?

     

    La Bd, Portugal, de Cyril Pedrosa est grave et légère au même temps.

    La Bd nous montre la vie de Simon Muchat, auteur de Bd en quête d’inspiration.

    Pour combler ce manque, Simon Muchat part à la recherche de ses origines. Saisissant une invitation à un festival de Bd, il part au Portugal pays de ses ancêtres.

    Cette Bd questionne les rapports intimes que les adultes ont ou/et peuvent avoir avec leur enfance et leur passé.

    Cette Bd est l’ un des succés les plus importants da la rentrée pour le rayon Bd.

    Cette Bd a été publiée avec le concours du “Centre National du Livre”.

     

    Photo: Planche de la Bd.

    Nuno

     

     (clicar para aumentar / cliquez pour agrandir)

     

    A Bd Portugal não é uma obra de leitura fácil.

    Se o belo grafismo do autor, Cyril Pedrosa, é fácil e deslizante, já menos poderão ser os sentimentos complexos que o autor trata na sua obra.

    Não creio que esta Bd seja uma obra, meramente, autobiográfica.

    Existem, todavia, nela aspectos que reenviam para a memória: Simon Muchat, autor de Bd, deixou de ter inspiração criativa e parte em busca das suas origens, desaguando em Portugal. E desagua em Portugal porque é convidado para um festival de Bd.

     

    Portugal é o país do avô de Simon Muchat. E Simon Muchat descobre, pouco a pouco, uma parte das suas origens.

    A reflexão que nos livra Cyril Pedrosa é leve. Mas, ao mesmo tempo, grave porque questiona as relações que os adultos podem ter com o seu passado e com a sua infância.

    Esta Bd é, actualmente, um dos maiores sucessos da “Rentrée”, sendo destacada quer nas livrarias especializadas quer nas revistas especializadas.

    O Albúm foi editado graças ao apoio do “Centre National du Livre”.

    E, graças a este apoio, a Bd não foi publicada, passem-me a expressão, em fatias de salpicão, ou seja, em folhetins.

     

    Foto: Prancha da Bd.

    Nuno

  • Estamos todos de acordo (Por falar em Rui Zink…)

     

     

    Na semana posterior ao arranque do novo ano létivo escolar que introduziu a norma para a Língua Portuguesa ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, era já curioso constatar como o “resmungão” povo luso já o vinha adotando sem se aperceber mesmo, pelo menos na leitura do seu dia a dia, desde há vários meses, nos jornais, telejornais ,blogs, outdoors, etc, sem assaltos nem alaridos.

     

    Gostava de saber a resposta de quantos terão reparado objectivamente, e dado pelas diferenças nesta breve introdução do texto segundo as mais flagrantes alterações do AO…

    Contam-se pelo menos três: léctivo ; adoptando; diaadia (com hífens) – eventualmente quatro: tele-jornais (com hífem).

    Importa de facto por isso recordar e repetir, o que destacávamos já aqui há atrasado numa entrevista de Rui Zink.

    E sim, o “C” de facto não cai alí porque não é mudo, pronuncia-se, portanto, escreve-se.

     

    “A elite portuguesa é ignorante” (aqui completa):

     

     

    “-Jornal do Fundão E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?

     -Rui Zink – Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua… a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto….


    Houve uma coisa que me horrorizou… Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês – Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil… Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”… E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou.”

     

    Nota da redação: «“Oh meus filhos da p***» – palavra incognita e censurada pelo maior jornal português antí censura de sempre, Jornal do Fundão em bom português, continua-se a escrever, ler e declamar da mesma maneira de sempre: Oh meus filhos da puta!

  • A Bola canibaliza a sociedade Portuguesa ………….. Le foot cannibalise la société portugaise …………….

     

    Dans l’entretien que l’écrivain portugais a donné au magazine So Foot, du mois de septembre de cette année 2011, p. 124, il en ressort que le foot cannibalise la société portugaise.

    Rui Zink nous fait observer que dans la société portugaise tout est pretexte pour parler foot. Et c’est trop!

     

    Source: Op.cit /  Photo: Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky et Gunter Scheiner, ed. Nicolai

    Nuno

     

     

    Na entevista dada à revista So Foot, deste mês de Setembro, o escritor,  Rui Zink, releva que em Portugal tudo é pretexto para falar de futebol.

    Como aponta Rui Zink, mais é demasiado.

     

    Fonte: So Foot, sept 2011, p.124 /  Foto: Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider, ed. Nicolai

    Nuno

  • Godard, Cinema e Futebol ………………………………. Godard, Cinéma et Football ……………………………..

     

    Bertrand Bonello, le réalisateur de L’Apollinide (Souvenirs de la maison close),  film en compétition à Cannes 2011 et qui sera en salle dès le 21 de ce mois de Septembre 2011 a donné un entretien à la revue So Foot.

    Je n’ai pas résisté à la tentation de publier ses propos sur Godard:

     

    “Le rêve de Jean-Luc Godard, c’était de réaliser un match de foot, avec tf1 je crois. Mais ils se sont dits: “Il est si dingue qu’il va tout filmer sauf le ballon.” Et je pense que c’est ce qu’il aurait fait.”

    Je me suis demandé: où se trouve la folie cinématographique en tout ce qui concerne le football?

     

    Ce post peut être lu comme une suite de Mentiras e Limites da Camêra no futebol

    Source: So Foot, sept 2011, p.211 / Image: photo du film: L’ Apollonide

    Nuno

     

     

    Bertrand Bonello, autor de L’Apollonide (Souvenirs de la maison close), filme em competição em Cannes 2011 e que estará nas salas no dia 21 deste mês de Setembro de 2011,  foi entrevistado pela revista So Foot.

    Não resisti à tentação e à revelação de publicar o que nos apresenta sobre Godard:

     

    O Sonho de Jean-Luc Godard, era de realizar, creio,  um jogo de futebol com a tf1. Mas eles disseram-se: “É tão maluco que vai filmar tudo menos a bola.” E penso que é o que teria feito.”

    Fiquei a pensar: O que é a loucura cinematográfica, no que diz respeito ao futebol?

     

    Este post pode ser lido como uma continuação de Mentiras e Limites da Camêra no futebol

    Fonte: So Foot, Setembro de 2011, p.123 /  Imagem: Foto do filme : L’Apollonide

    Nuno

  • Ordens de Grandeza…

     

     

    Se em 1610 o Sport Lisboa e Benfica já existisse, certamente que o clube mais grande do mundo também estaria incluído no livro de Frei Nicolau de Oliveira, tamanha que é a grandeza da fanfarronice a que nos habituaram pelos vários meios de propaganda, como o agora presente delírio por conseguirem um empate (imagine-se!) contra, segundo J. Jesus, uma das 3 melhores equipas do mundo na atualidade: o “Manster Unaite” B.

     

    Porra, que é grande!

    E são as variáveis das ordens de grandeza.

  • Habemus Papam: Poder e Liberdade? ……………….. Habemus Papam: Pouvoir et Liberté? …………………

     

    Michel Piccoli qui a tourné avec de grands réalisateurs ( Buñuel, Ferreri, Godard, Oliveira, Varda… ) incarne de façon fabuleuse le Cardinal de Melville, le film événement (de Nanni Moretti) de cette rentrée.

    Le Cardinal de Melville ne semble pas vouloir être Pape. Ce n’est pas une révolte contre la Papauté ou les systèmes financiers… C’est une crise intime… Mais aussi intime soit elle, elle questionne le poids de la responsabilité collective et individuelle.

     

    Dans le long entretien que Michel Piccoli à accordé à Télérama, il me semble que ces propos qui suivent peuvent nous autoriser à mieux comprendre l’histoire du cinéma (et du thêàtre): ” Aujourd’hui toutes les filles veulent faire du cinéma ou du théâtre. Avant, dans les familles aisées comme modestes, c’était une honte, presque de la prostituition. Maintenant, c’est valorisant… 

     

    Ce post peut être lu comme la suite de Le Pape Terrible

    Source citée: Télérama, nº 3215, août 2011, p.11 /  Photo: Affiche du film

    Nuno

     

     

    O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.

    Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.

    Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo… Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.

     

    Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.

    A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.

    O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.

    Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.

     

    Leia-se:

    A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira…

     

    O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes… Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais “dificultuoso” (“difficultueux” no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante…

     

    Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível

    Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.

    Nuno

  • O Planeta dos Macacos Sábios…………………………. La Planète des Singes Sages…………………………….

     

    Après la Planète des Singes nous voici dans la Planète des Sages…

    Jul a réalisé avec Charles Pépin, une encyclopédie des philosophes.

    La Bd est disponible dès le 26 août, chez Dargaud.

    Cet album permet-il de faire connaître la philosophie de façon ludique? La réponse reste en suspens…

     

    Image: BDCAF’mag, nº38, p.14 /  Ce post peut être lu comme la suite de : Sois Singe et Crie

    Nuno

     

     

    Após o Planeta dos Macacos, eis nos no Planeta dos Sábios…

    Jul realizou com Charles Pépin uma enciclopédia, em Bd, da filosofia e dos filósofos.

    O álbum, La Planète des sages, ed. Dargaud, estará disponível a partir de 26 de Agosto.

    É este álbum uma maneira lúdica de divulgar a filosofia ? Fica a pergunta…

     

    Imagem: BDCAF’mag, nº38, p.14 / Este post pode ser lido como a continuação de: Sê Macaco e grita

    Nuno

  • Art Spiegelman: Erlangen (RFA), 1990

     

    Discours d’ Art Spiegelman à la réception du Sonderpreis,
    le 16 juin 1990, au Salon de la BD d’Erlangen (RFA).

    Ce post doit être lu comme la suite de Maus: Un Chef-d’Oeuvre de la BD
    Source: “L’Autre Journal”, nº5, oct 1990

     

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    Discurso de Art Spiegelman, aquando a atribuição do Sonderpreis, a 16 de Junho de 1990, Salão da BD de Erlangen (RFA):

     

    “É uma coisa estranha, para um rato, receber um prémio doado por uma assembleia de gatos; Por ter contado a maneira como os gatos mataram os ratos. É uma coisa estranha, para mim, Judeu, estar, aqui, na Alemanha, para receber um prémio; Por descrever como os vossos pais e os vossos avôs foram cúmplices do assassinato dos meus avôs e da minha família. É estranho também para vós de me entregar este prémio; Isso, não é sem problema. Como poderiam não mo ter entregue? Isso, poderia ser interpretado como uma ausência de sensibilidade, sob o ponto de vista da nossa história comum. Por um outro lado, dar-me este prémio poderia ser entendido como o resultado duma consciência culpável, uma espécie de reparação de guerra ao filho dum “escapado”.

     

    Ach! Ei-los bem os Judeus a falarem de novo de culpabilidade num serão tão belo! Nós temos uma longínqua tradição para infligir a culpabilidade que nos chega, directamente, desses abomináveis dez mandamentos (” Não fodas a mulher do teu vizinho”, “Sê gentil com o teu papai e a tua mamai”). É mais educado falar em remorsos ou na responsabilidade do que na culpabilidade. É um conceito desagradável: A culpabilidade. Mas, apesar de tudo, penso que não merece a sua má reputação. Eu mesmo sinto-me culpado por imensas coisas: Pelos sem abrigo em Nova Iorque, pelos meus pensamentos impuros, pela masturbação, por não utilizar produtos recicláveis – e a culpabilidade talvez seja o agente civilizador mais útil, para impedir que as pessoas não se comportem de modo ainda pior do que poderiam fazer duma outra maneira. É talvez uma coisa explosiva  viver com a culpabilidade, mas é talvez o preço que nós humanos devemos pagar para aprender a verdadeira compreensão.

     

    E, francamente, sentir-me-ia em mais segurança numa Alemanha culpável do que numa Alemanha deixando-se cair na euforia nacionalista, neste presente em que me parece que, duma certa maneira, ela ganhou a Segunda Guerra Mundial, após quarenta e cinco anos.

     

    Vejam, o meu pai nunca mais quis pôr um pé na Alemanha após a guerra. Nunca recebeu um pão com a forma Max e Moritz ( prémio tradicional do Salão da BD d’ Erlangen) da parte dos vossos pais ou avôs. O seu pão tinha a forma dum caixão e, na maior parte das vezes, nem sequer havia isso. O meu pai zangava-se, quando eu comprava o que quer seja fabricado na Alemanha. Andava muito zangado que desenhasse com uma caneta Rotring fabricada na Alemanha. Quando era criança, achava a sua atitude ridícula, mas, agora, penso ele tinha razão. Os Rotring proporcionam um traço intenso e mecânico. Desenho, agora, exclusivamente com uma caneta Pelikan: É mais flexível e viva. Danke schon por este prémio.”

     

    Art Spiegelman

     

    Este post deve ser lido como a continuação de  Maus: Uma obra Prima da Bd 

    Fonte: L’Autre Journal nº5, oct 1990, p. 194

     

    Nuno

  • Homenagem a Raúl Ruiz ………………………………… Hommage a Raúl Ruiz …………………………………….

     

    Selon Raúl Ruiz :

    “Toutes les techniques du cinéma vont désormais dans le sens de vous capturer. On “capture” l’attention du spectateur.”

     

    Citation: Libé, 21 aout 2011

    Photo: L’Autre Journal, oct de 1990, p.102 ( archives perso) / Une autre image du Che parmi d’autres

    Ce post peut et doit être lu comme la suite du post Mystères de Lisbonne

    Nuno

     

     

    Segundo Raúl Ruiz:

    “Todas as técnicas do cinema desaguam, desde agora, no sentido de vos escravizar. Escraviza-se a atenção do espectador.”

     

    Citação: Libé, 21 de Agosto de 2011

    Foto: L’Autre Journal, Out de 1990, p.102 ( arquivo pessoal ) / Uma imagem do Che diferente entre outras…

    Este post pode e deve ser lido como a continuação do post Mystères de Lisbonne

    Nuno

  • Sê Macaco e Grita… // … Sois Singe et Crie…

     

    Tu as encore le temps…

    Va voir, La Planète des Singes: Les origines, de Rupert Wyatt.

    Tu ne seras pas deçu(e).

     

    Photo: Le Figaro Magazine, 12 aout 2011, p. 76

    Nuno

     

     

    Foram precisas décadas para que se desse, finalmente, uma continuação conseguida ao romance de Pierre Boulle: La Planète des Singes.

    Continuação que o realizador Rupert Wyatt soube elaborar.

    Pierre Boulle, conheceu os acontecimentos da segunda guerra mundial. Em 1963, elabora o seu romance, La Planète des Singes. Não é só um romance de ciência ficção. É também um questionamento sobre o funcionamento das sociedades humanas.

    Esta obra, tornando-se um clássico, começa a questionar a sociedade Francesa. Se acrescentarmos, a este suceso de edição, o sucesso da canção de Françoise Hardy, tous les garçons et toutes les filles de mon âge, praticamente publicado na mesma altura, podemos pensar que as premissas de Maio de 68 estavam reunidas nestas duas obras.

     

    Curiosamente, a primeira versão cinematográfica do livro de Pierre Boulle sai nos USA em 1968. O Filme é de Schaffner, tendo como actor principal C. Heston.

    Da obra de Pierre Boulle, nascerão Bandas Desenhadas, folhetins televisivos e vários filmes. Em 2001, Tim Burton, tentou uma adaptação demasiada pretensiosa (opinião subjectica) que não teve qualquer êxito.

    O filme de Rupert Wyatt, focando a pesquisa sobre a doença de Alzheimer, nos remete para a memória do texto e da tela.

    Existem demasiados paplimpsestes, piscadelas…, na obra de Wyatt para que se possa resumir tudo. O filme apresenta uma vitória do dominados sobre os dominantes. César deveria chama-se Espartacus…, por exemplo.

     

    O filme de Rupert Wyatt, sem 3D e sem cenas de sexo ou violência deliberada, convida-nos a pensar a ciência e o progresso.

    Interessante verificar que, novamente, Andy Serkis, após a sua prestação no “Senhor dos Anéis”, no papel de Gollum, se torna o actor que sabe actuar com os seus olhos, qualquer que seja o disfarce ou a técnica elaborada.

    O Planeta dos Macacos: A origem, é um filme que nos leva a meditar sobre a ciência, o progresso e a violência.

    E talvez melhor que certos pomposos tratados filosóficos.

     

    Foto: Le Figaro Magazine, 12 de Ag de 2011, p. 76

    Nuno