Category: portomaravilha

  • A transmissão simbólica: Folheto nº7 …………………. La transmission symbolique : Feuillet nº7 …………….

     

    L’archéologie funéraire montre que deux espèces , Néandertal et Homo sapiens Sapiens, ont eu conscience du temps et de la mort. Mais si ces deux espèces ont des sépultures , seul Sapiens , l’ homme moderne , y met des offrandes . Lui seul produit l’idée que la mort vit.

     

    Pourquoi donnons nous importance aux détails sans importance ? Et si la "réussite " de l’ Homme moderne était d’avoir integré un monde de moments vides dans ses pensées.

    Ces lignes doivent être considerées comme un prolongement  du post : Lévi-Strauss Presente / Lévi-Strauss Présent .

     

    Source : "Anthropologie existentiale " , Albert Piette ( Sep 2009 ).

     

    E Viva o Porto !

     

     

    A arqueologia funerária atesta que duas espécies , Neandertal e Homo sapiens Sapiens , tiveram consciência do tempo e da morte. Mas se estas duas espécies têm sepulturas , só o Sapiens, o homem moderno, coloca presentes nas sepulturas. Só ele produz a ideia que a morte vive.

     

    Porquê damos importância aos detalhes sem importância ? E se o "sucesso" do Homem moderno fosse ter integrado um mundo de momentos vazios nos seus pensamentos ?

    Estas linhas devem ser consideradas como um prolongamento do post: Lévi-Strauss Presente / Lévi- Strauss Présent .

     

    Fonte : "Anthropologie Existentiale " , Albert Piette ( Set de 2009 ) 

    E Viva o Porto !

  • Mesmo no rugby, bola jogada com a mão prá frente é falta! ……………………………….(aussi en fr)

     Il y a main en avant !

     

    Já aqui foquei a importância que as edições "Bamboo" vão ganhando no espaço editorial do mundo da Banda Desenhada. Como também já aqui foquei a importância que a Banda Desenhada vai alcançando no mundo da edição e das vendas em livraria.De 25 de Novembro a 2 de Dezembro, nada mais nada menos que isto: Quatro Bandas Desenhadas ocupam o top dez dos livros mais vendidos em 175 000 livrarias Francesas (fonte : Libération ).

     

    Para as visitantes e os visitantes do Cosméticas, segue, aqui junto, uma prancha inédita do albúm , "Rugbymen ", a sair em Janeiro 2010. Escolhi esta prancha porque me parece ilustrar , ironicamente, o debate feroz que , por estas terras do ideafix, coitadinho do cachorrinho, existe entre amantes do rugby e de futebol.

    Sem dúvida alguma , este texto pode e deve ser considerado como um prolongamento do texto aqui publicado , "O dia em que lhes disse ". 

    E Viva o Porto !

     

  • A Transmissão simbólica : Folheto nº6 … (aussi en fr)

     

    La transmission symbolique : Feuillet nº 6

     

    " Mon corps exprime la violence, rend grâce au corps sexy des femmes, défend les créatrices… Face aux ataques, je suis un rempart "  ( Dina )

     

    Dina est peut-être la dernière danseuse du ventre d’ Egypte. Dina doit affronter la colère des islamistes qui veulent interdire ses spectacles.

    Source : "Elle " , 27 Nov 2009

    E Viva o Porto !

     


     

    " O meu corpo exprime a violência , dá elegância ao corpo sexy das mulheres, defende as criaturas… Perante os ataques, eu sou uma muralha "  ( Dina )

     

    Dina é talvez a última bailarina do ventre no Egipto. Ela deve afrontar a ira dos islamistas que querem proibir os seus espectáculos.

    Fonte : " Elle " , 27 de Nov de 2009.

    E Viva o Porto !

     

  • Entrevista com Bernard Plossu ………. (aussi en fr)

     

    Entretien avec Bernard Plossu

     

    Bernard Plossu a un très beau livre de photos sur la ville de Porto. Il fut edité en 2001 par le Centre National de Photographie du Portugal.

     


     

    Bernard Plossu tem uma excelente obra de fotografia sobre a cidade do Porto. O texto é de Maria do Carmo Serén e foi editado , em 2001,  pelo Centro Nacional de Fotografia.

    Segue aqui a entrevista que deu ao diário "Libération "

    (tradução em pt em baixo)

     A primeira imagem ?

    O filme Adémai Aviador, durante uma noite escaldante de Verão, em Juan les Pins, em 1949 penso.

     

    O filme ( ou a sequência ) que traumatizou a sua infância ?

    Traumatizou ? Porquê traumatizou ? Pode ser , ao contrário, encantou ! Primeira lembrança , dois documentários : Um sobre a China, as estátuas de cães diante dos templos ; e o outro sobre o Canadá, as cores extraordinárias das camisas aos quadrados vermelhos e pretos debaixo do céu azul dos filmes a cores perfeitos dos anos 1950.

     

    Uma cena fetiche ?

    Quando Massai, o Apache, em Bronco Apache de Robert Aldrich , encontra de novo a sua montanha , após ter fugido do comboio que o levava , ele e os seus , para uma reserva na Florida. A sua revolta tinha tudo a ver com a do jovem Inglês que recusava  passar a linha, no admirável  " La Solitude du coureur de fond " …

     

    Dirige um remake. Qual ?

    Não tenho ideia. Nunca pensei em "dirigir" , mas so e essencialmente em filmar : Os cameramen interessam-me mais que os realizadores.

     

    O filme que mais viu ?

    Vera Cruz de Robert Aldrich, em qualquer sítio e em todas as línguas, em Francês, Inglês, Espanhol…

     

    Um fotógrafo que gostaria ver fazer cinema ?

    Já o fez. É John Cohen sobre o Perú.

     

    Um sonho que poderia ser o início dum cenário ?

    Sonho recurrente : Ando numa cidade e na montra duma livraria há um…novo Tintin. Infelizmente acordo ! Como filmar isso ?

     

    A personagem que o faz mais sonhar ?

    Aí não tenho qualquer ideia. A palavrra personagem aplica-se sempre a uma abstração de bom orador. Prefiro nitidamente o tempo passado com os índios na Selva, não são personagens, mas pessoas verdadeiras. Arthaud dizia que os Tarahumaras, índios do Norte do México, designam os brancos por " aqueles que se enganaram ".

     

    O cineasta absoluto a seus olhos ?

    Mizoguchi, isto é, Balzac. É o único a ter chegado ao nível de Balzac no desprendimento. E o pudor, essencial, isso ! Como as centenas de páginas de Balzac para descrever uma bela emoção. Não há   "cenas de rabo " para dar  vender.

     

    Um filme que é o único a conhecer ?

    Pouco reconhecido ou cotado : "La Vie à l’envers" de Alain Jessua. É um filme extraordinário sobre o não, sobre a revolta, sobre o absurdo.

     

    O actor que gostaria ser ?

    Não sei. Charles Denner Talvez ?

     

    O último filme que viu ?

    Não vou mais ao cinema. Em dvd "Le cri " d’Antonioni.

     

    Tem saudades do cinema mudo ?

    Mas o cinema mudo existe. Basta não pôr o som . É o que faço com os filmes de Antonioni em dvd. Escapo , assim, às palavras de amor existenciais.

     

    O Cinema desaparece. Um epitáfio ?

    Até logo !

     

    A última imagem ?

    A do dia de amanhã ?

     

    ( entrevista dada ao diário "Libération "  / 18 de Nov de 2009  )

  • Bom Povo Português ……………………..(aussi en fr)

     

    Bon Peuple Portugais«

     

    Le régime fasciste Salazariste a été un des plus pervers de l’histoire contemporaine de l’Europe.  Il voulait laisser le peuple Portugais dans l’ignorance et dans l’analphabétisme.

    Un peuple ignorant est un peuple obéissant. Et la censure ne laissait rien filtrer.

    Le document ci-contre est  un exemple de la censure de l’époque. L’article censuré s’était contenté de citer une enquête de l’Unesco  qui montrait qu’ en 1961 , 44 % des Portugais étaient  analphabètes. Une honte ignoble qui ne pouvait pas être donnée à lire à ceux qui savaient lire.

    Source : Jornal do Fundão, 1 Out  2009 / publication d’archives.


     [clicar para ampliar]

     

    O Salazarismo foi um dos sistemas mais perversos da história moderna da Europa.

    Um povo ignorante é um povo obediente.

    E a censura não deixava passar nada como o mostra a peça , o arquivo histórico , aqui representada. Em 1961, metade da população era analfabeta. Nem vale a pena estar aqui a comparar esta taxa com a dos países vizinhos.

     

     

    E Viva o Porto !

  • Happy Sex & Groucho Marx!

    Eis uma prancha de Zep que me parece sensacional!

    Tem o mérito de tocar um assunto mais que visto e revisto, em outros lugares e publicações, dando-lhe uma outra dimensão.

    Nesta prancha, o que poderia parecer pornográfico e ordinário é desentronizado pelas palavras da personagem. Ela já está no mundo da imagem. Já só vive o prazer pela referência ao virtual da imagem.

     

    Assim, parece-me,  também, que esta prancha é uma piscadela (ou um manguito) da nona arte destinado à sétima arte.

     

    E Viva o Porto!

  • Happy Sex : O regresso! ………………….(aussi en fr)

    Titeuf et "Le Guide du Zizi sexuel" sont de retour dans " Happy Sex ".«

    Pas la peine de vous présenter Zep . Qui ne connait pas l’auteur de "Titeuf" ou du "Le guide du zizi sexuel " ?

    Zep revient avec une excellente Bd : "Happy Sex ".  Regardez  l’ extrait  d’une planche ici.

    Toutefois ,  cette Bd est plutôt réservée aux adultes .  Donc à ne pas mettre entre toutes les mains contrairement au bouquin : " Le guide du zizi sexuel ". 

    E Viva o Porto!

     


    O Regresso do desenhador mais vendido na Europa«

     

     

    Zep é o desenhador mais vendido em França . Zep é o pseudónimo de Philippe Chapuis.

     

    Zep é Suiço e aprendeu a ler com Astérix. Aos 14 anos publica os seus primeiros desenhos na imprensa Suiça. Com 37 anos, em 2004,  recebe o prémio da cidade de Angoulème. Nunca esta cidade, templo do festival da Bd, havia premiado um autor tão jovem.

     

    A sua obra "Titeuf" já está traduzida em 25 línguas.

     

    Todavia, a obra que lhe dará ainda maior projecção, escrita conjuntamente com a sua esposa Hélène Bruller, é  "Le Guide du Zizi sexuel " ( o guia da pilinha sexual ). 

    Este livro está presente em todas as escolas e bibliotecas : Ensina os adolescentes, com humor, a conhecerem o seu corpo : Masturbação, primeira relação sexual, preservativos… 

    Mas eis que Zep regressa com uma Bd , desta vez , reservada aos adultos :" Happy Sex ".

     

    Graças ao grafismo, as curvas do corpo , as cores " pastel " permitem mostrar o corpo humano sem que as imagens sejam ordinárias. 

    "Happy Sex " evoca o nosso tempo. As pranchas mais tocantes e engraçadas são aquelas que dizem respeito à gestão da sexualidade do  dia-a-dia. E, graças ao seu grafismo, Zep soube pôr em cena , sem qualquer vulgaridade , a imperfeição do corpo , as obsessões do corpo e da linguagem e a gestão da vida sexual.

     

    Se " Le guide du Zizi  sexuel " é a pôr ( e deve ser posto por civismo ) entre todas as mãos , já " Happy Sex " é  destinado aos adultos.

    E Viva o Porto!

  • Os Umbigos …../…. Les Nombrils

    Vous n’avez pas encore lu "Les Nombrils"?

    Alors vous êtes hors tout!

    Filez vite chez  votre bibi municipale ou chez votre libraire.

    D’abord publiée au Quebec, cette Bd a déjà quatre tomes. Cela depuis que les éditions Dupuis  ont acheté les droits d’auteur.

    Le dessin est de  Marc Delafontaine et le scenario de Maryse Dubuc.

     

    Laissons la parole aux auteurs:

    Dubuc: "Ce ne sont pas nos souvenirs de jeunesse qui nous aident à faire le monde: C’est plutôt l’humour qui nous aide à digérer notre adolescence ".

    Delaf : "L’expressivité des personnages est primordiale … la couette de Vicky me sert pour exprimer son attitude, un peu comme les aies du casque d’Astérix." 

    ( Zoo, nº 21 , p. 12 )

    E Viva o Porto !


     

    As adolescentes Francesas são pintadas com humor e amor na Bd  "Les Nombrils". Esta Bd mostra que o humor é uma mecánica de precisão.

    Inicialmente, publicada no Quebec, esta Bd já vai no quarto tomo. Isto, desde que as edições Dupuis compraram os direitos de autor. É a Bd que, em França, as jovens lêem , oferecem e comentam na net. E, logo, por recurrência, passa também a ser a Bd dos irmãos, amigos, pais, avós, …

     

    Existem três personagens principais. Três amigas: Karine, Jenny e Vicky. Karine é o bode expiatório, entre aspas, das suas amigas.

    O cenário é de Maryse Dubuc e os desenhos são de Marc Delafontaine.

     

    Deixemos as palavras aos autores :

    Dubuc: " Não são as nossas lembranças de juventude que nos ajudam a criar o humor: É antes o humor que nos ajuda a digerir a nossa adolescência." 

    Delaf: "A expressividade das personagens é primordial … o rabo de cavalo de Vicky  ajuda-me a exprimir a sua atitude, um pouco como as asas do capacete do Astérix ".

    ( Zoo, nº 21 , p.12 ) 

    E Viva o Porto !

  • A transmissão Simbólica: Folheto nº 5 ………………… La Transmission Symbolique: Feuillet nº 5 …………..

    Il ne me semble pas nécéssaire de présenter Dennis Lehane. 

    Shutter Island a été adapté à la Bd par Christian de Metter qui vient de recevoir le prix (2009) des libraires.

    Shutter Island est aussi le prochain film de Scorsese dont la sortie est prévue le 24 février 2010. (voir présentation)

     

    D. Lehane raconte: "Mon père est venu d’ Irlande. Il aimait le soccer et le cricket. Il n’a jamais compris les du base-ball ni du football américain. Pourtant, il m’a fait jouer à ces deux sports, ainsi qu’au hockey et au basket. Il voulait que son fils devienne un vrai Américain. " (So Foot, nº 60 , Nov. 2008)

     

    E Viva o Porto !

     


     

    Penso que não é necessário apresentar Dennis Lehane.

    Shutter Island foi adaptado à Bd por Christian de Metter que recebeu, este ano, o prémio dos livreiros.

    Shutter Island é, também, o proximo filme de Scorsese cuja estreia está anunciada para 24 de Fevereiro de 2010. (ver trailer)

     

    Conta D. Lehanne: "O meu pai veio da Irlanda. Gostava do soccer e o do criket. Nunca entendeu as regras do base-ball nem do futebol americano. Todavia, obrigou-me a jogar estes dois desportos, tal como o hockey e o basket. Queria que o seu filho fosse um verdadeiro americano. " ( So Foot , nº 60 , Nov. 2008 ) 

     

    E Viva o Porto !

  • A homosexualidade nos guetos ………….. L’homosexualité dans les ghettos ………..

    Le livre de Franck Chaumont, en vente depuis peu, a le mérite de montrer que les homosexuels restent condamnés à la clandestinité dans les quartiers sensibles. L’oeuvre de F. Chaumont rompt le silence et libere la parole des gays, hommes et femmes, des cités.

     

    Des passages :

     

    "Les homos bcbg font campagne pour les gays en Iran, mais se foutent de ceux qui crèvent à 10 Km de chez eux" .

    "J’aime pas les pédés qui s’assument. Ça doit rester discret, comme ça l’est chez nous depuis la nuit des temps".

     

    Dans les quartiers aisés, les homos sont victimes de violence psychologique. Dans les cités, il y une très grande violence à l’égard des homos: passages à tabac, viols, mutilations …

     

    Un livre à lire:  Homo-ghetto. Gays et lesbiennes dans les cités: les clandestins de la République".

    E Viva o Porto !


    O livro de Frank Chaumont, "Homo-Ghetto" , nas livrarias desde há poucos dias, tem o mérito de tocar um aspecto que é, deliberadamente ou não, esquecido. Se, na sociedade Francesa, os homosexuais ganharam direitos e visibilidade, em contrapartida, nos subúrbios pobres continuam na clandestinidade. Note-se que, nestes bairros, o Islão tradicionalista é a religião mais representada.

     

    Frank Chaumont deu a palavra a homens e mulheres das "cités". Libertou a palavra, quebrando tabus. Eis algumas passagens da obra :

     

    "Os homos chic fazem campanhas em favor dos gays do Irão, mas estão a se cagar para aqueles que morrem a 10 km deles".

    "Não gosto dos paneleiros que se assumem. Isso deve ficar discreto como sempre o foi entre nós, desde a noite dos tempos".

    "Quando és lésbica, os gajos dizem-te coisas do género : "Não queres experimentar comigo? ".

    "Essas safaram bem ! Pelo menos, não foram violadas".

     

    Se nos bairros abastados a violência contra os homos é sobretudo psicológica , já nos bairros populares a violência é , sobretudo, física (espancamentos, violes, mutilações … Segundo o autor, nas zonas rurais não existem agressões. Os homossexuais são postos de lado.

     

    Um livro a ler : "Homo-ghetto. Gays et Lesbiennes dans les cités: les clandestins de la République".

     

    E Viva o Porto !