Category: música

  • Amália, o filme

     

    Só por estes dias tive oportunidade de assistir ao filme Amália, que se debruça sobre a vida da falecida diva do fado.

     

    Fiquei muito bem impressionado com o seu início, onde pormenores técnicos de fotografia e luz mostravam mais uma boa produção cinéfila portuguesa, que não fica a dever a ninguém, mas logo o “triste” guião do filme começa a absorver-nos, e foi aqui que pensei para mim, que o filme perde.

    A concentração do argumentista em volta do lado mais galdério de Amália e na sua obsessão pela morte, faz deste filme um triste fado. Aquela até pode ser a imagem da personagem, mas pergunto-me, visionado o filme, se a vida da diva se resumiu àqueles episódios macabros.

    Filho das novas gerações, nunca apreciei esta artista, já a sua sucessora Mariza, é outra cantiga, mas voltando ao assunto, Amália – o filme, não faz jus àquela que tem o mais alto estatuto da sonoridade portuguesa. Isto digo eu, que não percebo nada do assunto.

     

  • I love my antivírus!

    "O avast! irá celebrar atingir 100,000,000 (100 milhões) de utilizadores.

    Entre agora e Dezembro o avast terá o seu 100,000,000º utilizador. O sortudo utilizador ganhará uma viagem com despesas pagas a Praga, República Checa, a cidade natal do avast! ". Link da boa nova.

     

    Foi desta forma que o meu querido antivirus me deu os bons dias hoje de manhã.

    Eu não sei qual é o relacionamento que tens com o teu, mas com "o meu avast!", há um casamento perfeito que já dobrou as "bodas de trigo ou couro" (3 anos) , caminha para as de "Flores e fruta ou cera" (4 anos de bodas).

     

    É um verdadeiro cão caniche de guarda . Pequeno, leve, e mais que eficiente. Com vácinas actualizações diariarias automáticas, e sempre em dia, e, quando nos vem namorar à janela, é para nos dizer que acabou de bloquear uma virose de um e-mail, site, pen-drive, download, e até provável ou eventualmente, beijos de bloqueios relativos ao teu blogue ele já me deu.

     

    Pá, com muita pena minha, não poderei disfrutar dessa lua-de-mel com ele, à Praga,  pois que já lhe entreguei todas as divisões da casa, para além de várias outras divisões habitadas por familiares: meus 2 computadores pessoais (versão home free) e 3 computadores comerciais onde a lei, outrora também conhecida por ASAE, exige uma versão  Pro. Uma  "licensa tripla" (para 3 pc´s) rondará, e salvo erro, cerca de 20 meros euros. O que sei, porque por isso o tenho, é que depois de vários namoros frustrados, este é o casamento que tenho por melhor classificado, na comparação desempenho/preço.

     

    Já quanto a tí não sei, mas aqui o Mr, desque que Eurico Bento, web designer, amigo que eu e o avast! temos em comum, nos apresentou, que foi logo amor à primeira vista. Assinei logo um divórcio litigioso com o Norton, e recuperei montes das joias valiosas que o larápio me afanava.Joias da coroa: grande parte de processamento e memória RAM libertados para as aplicações verdadeiramente prementes de qualquer computador que não a protecção, relegadas para 3º ou 4º plano das aplicações.

     

    Por mais amor que tenhamos ao nosso antivirus, há que demonstralo com uma dose certa na demonstração de afetos, pois, esta-mos sempre sujeitos a uma ou outra viro-se que se intermetem neste amor, e cujo antidoto não surgirá tão depressa como o antivirus do H1N1, flamigerada vacina contra gripe A .

    Que o diga Freddie mercury…

    Download free avast!

     

     

    Lista completa das bodas

    Ano Material
    1 Bodas de Papel
    2 Bodas de Algodão
    3 Bodas de Trigo ou Couro
    4 Bodas de Flores e Frutas ou Cera
    5 Bodas de Madeira ou Ferro
    6 Bodas de Perfume ou Açúcar
    7 Bodas de Latão ou Lã
    8 Bodas de Papoula ou Barro
    9 Bodas de Cerâmica ou Vime
    10 Bodas de Estanho ou Zinco
    11 Bodas de Aço
    12 Bodas de Seda ou Ônix
    13 Bodas de Linho ou Renda
    14 Bodas de Marfim
    15 Bodas de Cristal
    16 Bodas de Turmalina
    17 Bodas de Rosa
    18 Bodas de Turquesa
    19 Bodas de Cretone ou Água Marinha
    20 Bodas de Porcelana
    21 Bodas de Zircão
    22 Bodas de Louça
    23 Bodas de Palha
    24 Bodas de Opala
    25 Bodas de Prata
    26 Bodas de Alexandrita
    27 Bodas de Crisopázio
    28 Bodas de Hematita
    29 Bodas de Erva
    30 Bodas de Pérola
    31 Bodas de Nácar
    32 Bodas de Pinho
    33 Bodas de Crizo
    34 Bodas de Oliveira
    35 Bodas de Coral
    36 Bodas de Cedro
    37 Bodas de Aventurina
    38 Bodas de Carvalho
    39 Bodas de Mármore
    40 Bodas de Rubi ou Esmeralda
    41 Bodas de Seda
    42 Bodas de Prata Dourada
    43 Bodas de Azeriche
    44 Bodas de Carbonato
    45 Bodas de Platina ou Safira
    46 Bodas de Alabastro
    47 Bodas de Jaspe
    48 Bodas de Granito
    49 Bodas de Heliotrópio
    50 Bodas de Ouro
    51 Bodas de Bronze
    52 Bodas de Argila
    53 Bodas de Antimônio
    54 Bodas de Níquel
    55 Bodas de Ametista
    56 Bodas de Malaquita
    57 Bodas de Lápis Lazuli
    58 Bodas de Vidro
    59 Bodas de Cereja
    60 Bodas de Diamante ou Jade
    61 Bodas de Cobre
    62 Bodas de Telurita
    63 Bodas de Sândalo ou Lilás
    64 Bodas de Fabulita
    65 Bodas de Ferro
    66 Bodas de Ébano
    67 Bodas de Neve
    68 Bodas de Chumbo
    69 Bodas de Mercúrio
    70 Bodas de Vinho
    71 Bodas de Zinco
    72 Bodas de Aveia
    73 Bodas de Manjerona
    74 Bodas de Macieira
    75 Bodas de Brilhante ou Alabastro
    76 Bodas de Cipestre
    77 Bodas de Alfazema
    78 Bodas de Benjoim
    79 Bodas de Café
    80 Bodas de Nogueira ou Carvalho
    81 Bodas de Cacau
    82 Bodas de Cravo
    83 Bodas de Begônia
    84 Bodas de Crisântemo
    85 Bodas de Girassol
    86 Bodas de Hortênsia
    87 Bodas de Nogueira
    88 Bodas de Pêra
    89 Bodas de Figueira
    90 Bodas de Álamo
    91 Bodas de Pinheiro
    92 Bodas de Salgueiro
    93 Bodas de Imbuia
    94 Bodas de Palmeira
    95 Bodas de Sândalo
    96 Bodas de Oliveira
    97 Bodas de Abeto
    98 Bodas de Pinheiro
    99 Bodas de Salgueiro
    100 Bodas de Jequitibá

      

  • Amougies fez 40 anos ! …………………………………… Amougies c’était il y a 40 ans! …………………………..

    En octobre en 1969 eut lieu en Belgique ( du 24 au 28 ), à Amougies, un des plus grands festivals pop européens. Sinon le plus grand. Cinq jours de concert dignes de Woodstock. Ce festival a été un très grand mariage entre la musique pop et le jazz. Comme , sans doute, on en verra plus. Comme Woodstock, Amougies a été l’apologie de la non violence.

     

     

    Em outubro de 1969 ( de 24 a 28 ) teve lugar , na Bélgica, um dos maiores festivais ( senão o maior ) europeus de música Pop. Cinco dias de concertos dignos de Woodstock. Aconteceu em Amougies.

     

    Inicialmente, o festival estava previsto para ter lugar nos arredores de Paris ( Vincennes ). Mas o ministro do interior  Francês da época, Raymond Marcellin , após ter proíbido a manifestação do dia 1 de Maio, não via com agrado uma manifestação de cabeludos e outros “peace and love” às portas de Paris. O festival foi julgado indesejável em território Francês.

     

    Os organizadores optam então por Amougies. Cidadezinha Belga fronteiriça.

    Apesar do frio, da chuva e da lama, foram cinco dias fantásticos ! Os concertos, um após outro, deram-se debaixo duma tenda gigante ( acho que a palavra tenda é a mais apropriada ) que podia conter até 20 000 pessoas.  Não houve qualquer incidente. E saliento este aspecto !

     

    Como Woodstock , Amougies foi o apogeu da não violência.

     

    Amougies foi uma enorme festa de cinco dias onde milhares de participantes viram : Pink Floyd , Frank Zappa, Ten Years After , The Nice, Yes , … Mas também viram  e, isso, é muito importante recordar : Art Ensemble of Chicago, Archie Shepp, Sunny Murray , etc.. O blues Inglês , a música contemporanea e o rock alternativo ( o seu antepassado ) também foram do cartaz, mas em menor importância.

    Um festival que foi um grande casamento entre a pop e o jazz . O que nunca tinha sido visto e que, certamente, nunca mais será visto.

     

    Jérôme Laperroussaz , encarregado de filmar o festival , comenta bem o espírito da época : “Havia uma vontade de exploração, de  mistura. As pessoas não hesitavam em se questionarem a si próprias.“

     

     

    Um festival onde os músicos vinham acordar os participantes nos seus sacos – camas.

    Um festival onde os músicos , quando o “sono” ia abaixo, dançavam ou ensaiavam teatro …

    Não vou continuar porque senão não sei como parar…

     

    E Viva o Porto !

  • E as coisas belas que Portugal tem e França não(2) Et les choses belles que Portugal a et la France non

     

     

    Na minha adolescência, fase da vida que despertamos para a música, seus estilos e sonoridades, tinha para mim que o fado era música para cotas. Não suportava sequer ouvir 30 segundos seguidos daqueles acordes.

     

    Com trinta anos dei comigo a comprar o meu primeiro CD de fado, coisa impensável alguns anos antes, e que me dizem que realmente, é preciso chegar aos trinta para se aprender a gostar de fado. A palavra fado vem do latim fatum (“destino”). A sua origem terá sido algo obscura, surgido provavelmente em meados do século XIX. Hoje os Portugueses têm em Mariza a sua diva, herdeira natural do lugar conquistado, deixado vago pelo nome planetário que é Amália Rodrigues. O Fado, é um dos “produtos” que portugal melhor exporta.

     

    relacionado: Um Chá com um cheirinho de Fado, por favor ! / Les belles choses que la France a et Portugal non(1)

  • Ainda estou com pele de galinha…

    Se me dissessem que alguém havia concebido uma sequência de imagens em plano único de câmara por mais que 30 segundos para um videoclip, assumiria facilmente que tal trabalho estaria condenado de ficar às moscas, mas, a  produção deste videoclip para a música "Acordar" dos Rádio Macau que hoje descobri por aí,  é toda ela de uma interacção com o espectador, im-pre-sio-nan-te.

     

    A manipulação de imagem, rotação de câmara, sonoplastia, expressão corporal da miúda, e jogo de luzes, tudo num casamento tão perfeito, num estado tal de candura, que estava capaz de jurar de que igual nunca ví. Foda-se! Ele há arte, e artistas.

     

  • Bom fim de semana (e são os últimos dias de verão)

     

    Play me:

     

    fotos| gangas: Rasta*** ; carros de linhas: Pedro Casquilho ; céu: Rita Teixeira  ; guarda-rios: Ricardo Lourenço

  • Os Pós Modernos

    A música Portuguesa tem pouco sucesso em França.

     

    Talvez haja uma vontade de não dar a conhecer um Portugal moderno ?

    Creio que é uma tendência muito antiga. Portugal é Fado e Sol !

    E Fado virou coisa nacional, esquecendo-se as baladas de Coimbra, esquecendo-se que Portugal é um país muito diversificado.

     

    E Fado é arte dum bairro de Lisboa. Não de Portugal !

    A promoção dos únicos “Madredeus”  abafou a diversidade.

    E esquecendo-se, também, que Portugal, como país periférico é um país inovador.

    Um texto que me marcou : ” Pós Modernos” .  Escrito e tocado pela banda GNR, continua de grande actualidade.

    Escrito na década 80, o texto aponta para o que é hoje a nossa sina :”com os pós modernos nunca ganhamos nem nunca perdemos”.  

    E Viva o Porto !

  • Ei-los que voltam

    Os Gus Gus  já partilharam com Björk e mais um ou dois grupos Islandeses o cunho de música pop que estravasou além fronteiras  a divulgação do que de bom se toca por aquele país. Após um interregno de dois anos, ei-los que voltam com o albúm ’24/7′  cujo single de promoção esta no tema Add This Song.

     

  • A Banda Desenhada, para miúdos ou graudos?

    Fui convidado pelo MrCosmos a participar neste blog.

    Foi com imenso gosto que aceitei. Penso que este blog é de grande qualidade.

    Apresentarei temas ligados à Arte ( sim com maiúscula ) porque penso que a Arte é mais verdadeira que a vida. Penso que é a Arte quem faz a vida e não a vida quem faz a Arte.

    Mas teremos tempo de conversar e de dialogar sobre esta asserção.

     

     

    Quando penso em Arte , não penso forçosamente em grandes nomes ou glórias.

    Lembro-me que o primeiro comentário que escrevi, na minha vida, foi numa revista de Banda Desenhada. A Banda Desenhada que, durante décadas, foi tratada de " histórias aos quadradinhos" ou de " livres de images" conseguiu entrar no Louvre. Foi este ano !  

    Bela conquista. Esperemos que não se aburguese. Há que estar atento.

    Quanto a mim, a Banda Desenhada, sendo de qualidade, aliando o discurso e o retrato feito "mão"  pode ainda dar a entender a imbricação entre a re-presentação , o discurso e o mundo.

     

    Tal já não é o caso do vídeo ou da fotografia já que podemos modificar ou re-trabalhar até o infinito a re-presentação, quer do vídeo quer da fotografia.

    O vídeo e a foto são anónimos. O traço de lápis é polegar e indicador !

     

    Não é um azar se a cultura Japonesa se implantou na Europa graças aos "Manga". E não é um azar se os meninos Franceses optam, em grande número, pelo ensino do Japonês. Bandas Desenhadas, a preto e branco, que se lêem ao contrário.Alguns temas são fora de série. A fixação da re-presentação da realidade ( ou do imaginário)  pela  Banda Desenhada talvez nos lembre os primeiros desenhos simples ( ? )  dos nossos antepessados.

    Quem visitou as grutas de Lascaux pode entender o que significa "uma história aos quadradinhos" ou um "livro de pedras em Imagens". Sei que as imagens de Foz de Coa, (muito infelizmente ainda não visitei) segundo amigos, são também uma Banda Desenhada fantástica em pedra.

    Deixo o debate em aberto e uma pergunta : Quem já leu : "Huit Siècles d’ Histoire ? ". A história de Portugal tratada pelos melhores desenhadores Belgas e Franceses. Foi na altura uma encomenda dum banco Português (anos 80 , salvo erro ). Bem melhor que calhamaços!

     

    Oups : Deixei-me ir . Também escreverei a propósito de outros temas.

    Mas darei especial relevo à Arte ( BD, Cinema, Literatura, Pintura, Música…). E sempre que possa tentarei mostrar a imbricação entre o todo desta nossa Aldeia Global. Creio que a Arte, destruindo imagens, as ideias que nos parecem convencionais, nos remete para um questionamento individual que nos ajuda a melhor nos compreender.

    A Arte que, quanto a mim, não estando ao serviço duma causa, é Revolucionária. Porque quando a Arte está ao serviço duma causa é propaganda.

     

    Ficou assim. Mas haveria tanto que escrever…

     E Viva o Porto !

  • Condenado por download de 30 músicas.

    As editoras discográficas são alvos de todos os críticos que defendem que o seu modelo de negócio está completamente ultrapassado devido à era das novas tecnologias digitais. Como certamente irá desconfiar, estas organizações estão a sofrer um duro golpe por parte das redes P2P. Sente-se seguro? Talvez por enquanto, mas não se surpreenda que algum dia o alvo escolhido por algumas destas editoras seja você.

     

    Um juiz do estado federal de Boston, ordenou que um estudante pagasse 22.500 dólares (16.000 euros) por canção a quatro editoras que o acusaram de descarregar e distribuir ilegalmente músicas. Joel Tenenbaum de 25 anos, foi considerado culpado de ter descarregado 30 canções sendo que o valor apurado dos danos causados às editoras traduz-se numa multa que ascende os 675.000 dólares (477.500 euros)

    Trata-se do segundo caso nos Estados Unidos de condenação pelo acto ilícito de descarregar música através da internet. Os advogados das editoras discográficas classificaram Tenenbaum como “infractor implacável e habitual”, devido a descarregar músicas desde 1999 e ter reincidido neste comportamento mesmo depois de ter sido notificado.

    Durante o julgamento Tenenbaum admitiu ter usado clientes P2P como o KaZaA, LimeWire e outro software para descarregar e distribuir música.

     

    A associação de Indústria Discográfica dos Estados Unidos (RIAA) recebeu com agrado o veredicto tendo afirmado que:

    “Estamos satisfeitos pelo reconhecimento do júri do impacto que a descarga ilegal tem na comunidade musical. Apreciamos que Tenenbaum finalmente reconheça que os artistas e as editoras discográficas merecem ser pagas pelo seu trabalho. Desde o início tudo se resume a isto”

    Estes primeiros casos de condenação de utilizadores de P2P a se verificarem nos EUA, começam a ser preocupantes nem que seja ao nível de poder pôr em causa o princípio de liberdade e a privacidade que o utilizador deve ter ao navegar na Internet.

    Claro que descarregar músicas de sites P2P pode ser considerado ilegal, existe ainda alguma controvérsia neste tema sensível e eu não serei a pessoa mais indicada ao nível legal para opinar.

    Não me parece que seja a melhor solução (a um problema cada vez mais cultural) da parte das editoras discográficas nos EUA, em perseguir judicialmente algumas pessoas de modo a serem tornadas como exemplos públicos. Imagine que você vai a um concerto da sua banda favorita e grava algumas das suas músicas e mais tarde distribui aos seus amigos. Será que está a fomentar a pirataria ou simplesmente a promover a sua banda favorita?

    Associated Press

    Via: Peopleware