Category: música

  • Kanye West: Uma Cultura Fashion ………………….. Kanye West: Une Culture Fashion ……………………

     

     

    " L’illusion du aime-moi pour moi , quelle idiotie. On est plus au collège et  je suis Kanye West, bordel ! ".

     

    Seuls la mode et le design semblent intéresser Kanye West . Pourra-t-il être le premier créateur  noir de mode ?

    Nuno

    Source : Next ( Août 2009 )

     

     

     

     

    " A ilusão do ama-me só por mim é uma idiotice . Já não andamos no liceu e eu sou Kanye West , caraças ! "

     

    Só a moda, o design  parecem  interessar Kanye West . Conseguirá ser o  primeiro criador negro de moda ?

    Nuno

    Fonte : Next  ( Agosto 2009 )

  • A imagem de Portugal no mundo: P. Abrunhosa na revista Latitudes ………………………….(aussi en fr)

     


     L’image du Portugal dans le monde : Pedro Abrunhosa dans la revue Latitudes

     

    Cliquez sur les vignettes pour lire

     

     Source / fonte: Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Louvo e agradeço a gentileza da revista “Latitudes” que autorizou a tradução desta entrevista levada a cabo por Dominique Stoenesco e Odette Branco.

    Nuno

     


     

    Latitudes : Em nota introdutória a esta entrevista, poderiamos começar pelo seu percurso pessoal. E nomeadamente pelo Porto, a cidade que lhe é tão querida.

     

    Pedro Abrunhosa : Em primeiro lugar Porto sigifica “port”, um porto de acolho, aquele ao qual regresso sempre. Nasci no Porto e vivo no Porto, mas estou sempre em “transit” porque viajo muito, sobretudo para Nova Iorque por razões totalmente profissionais e é aì que se encontra a indústria musical do disco. Mas o Porto é sempre o sítio a onde regresso sempre, é a minha casa, aqui sinto-me bem. O Porto é a cidade do granito, dos poetas, é uma cidade de cultura com profundas raízes históricas. O nome “Portugal” nasceu aqui no Porto, entre Porto e Gaia que está na outra margem do rio Douro. Ele vem da junção destes dois lugares, Porto e Gaia que no tempo dos Romanos se dizia Calem, daí Portocalem, depois Portugal. Tudo começou aqui. Para mim, há asseguradamente indicadores sociológicos que fazem um pouco a diferença entre o Norte e o Sul : Somos um país feito de diversidades culturais, mas também de unidade cuja língua é o factor essencial. Por outro lado, esta língua deu nascença a um enorme espaço, chamado Lusofonia, que permite hoje em dia o contacto entre povos geograficamente muito afastados. Isso representa sem dúvida uma mais valia.

     

    Latitudes : Num documentário mostrado na televisão Francesa, há já alguns meses , no programa “Des racines et des Ailes ” , dizia que o Porto é uma cidade de inovação e de criação artistica em várias áreas , como a foto , a música , o cinema e a literatura.

     

    P. A . : Sim, o Porto é uma cidade de cultura. Creio que uma cidade , um país , mesmo uma pessoa são antes identificados através da cultura do que da política. Somos o que fazemos , o que dizemos, o que sentimos e o Porto é uma cidade muito activa , muito criativa . Podemos citar a escola de Arquitectura, reputada, Manoel de Oliveira, um dos maiores cineastas, originário do Porto, Eugénio de Andrade que embora não sendo originário de aqui ,sempre aqui viveu toda a sua vida. Ou ainda a Universidade do Porto que acolhe inúmeros estudantes vindos do espaço lusófono. Em seguida a Casa da Música que é também um ponto de encontro e de modernidade. Não se pode ser mais ousado que a Casa da Música. Citemos ainda o museu Serralves , o museu mais visitado em Portugal , e o Teatro de São João, também muito frequentado.

     

    Latitudes : Falemos agora do seu itinerário musical. Se hoje é o que é , autor duma notável criação musical, é graças ao seu trabalho pessoal e ao seu talento , mas também porque foi formado numa boa escola , por exemplo Coleman ou Bily Hart !

     

    P.A . : Sim, é verdade. Frequentei o Conservatório de Música aqui no Porto e fiz estudos em Budapeste , passei por todas as etapas par ser contra-baixo e especializei-me em Wanger. O meu domínio dizia respeito à direcção de orquestra e à composição. Após isso, vamos dizer que o Jazz chegou naturalmente e, depois, do Jazz à Pop só havia um pequeno passo. The Duke tinha uma citação interessante : Dizia que havia dois tipos de música : A boa e a má. O meu percurso musical construi-se também em simbiose com a literatura. As palavras são muito fortes.

     

     

    Latitudes : Conhecemos as suas fontes principais de inspiração : O amor, a ausência , a separação… Com efeito, dá uma enorme importância ao texto e à sua escrita. Além disso, num site Francês que lhe é consagrado e que é animado por uma jovem de origem Portuguesa , Fátima Leitão, esta presta-lhe uma grande homenagem a propósito das suas canções e dos seus textos : ” É o mais belo encontro que tive com a língua Portuguesa , que me abriu a porta dos seus poetas e me deu vontade de ir ao seu encontro… “

     

    P. A. : A língua Portuguesa é uma língua muito bela que se presta maravilhosamente bem para a escrita de canções. Os Brasileiros, por exemplo, fazem-no muito bem. A canção seduz-me imensamente. É por isso que tomo todo o meu teu tempo para escrever os meus textos. Digamos que a metade do trabalho é a música e, após, começo a dar corpo às palavras e que, por vezes, levo um ano para acabar o trabalho musical em curso. A canção , sobretudo aquela que conhecemos desde a canção Francesa ( Gainsbourg, Reggiani, Moustaki , Brel , que é Belga mas que canta em Francês ) , é na maior parte das vezes uma estória que ocorre em 4 minutos. Para mim, isso representa um formidável mistério ! Também é o caso para Bob Dylan . Este é capaz de contar uma estória completa, com um princípio e um epílogo , com metáforas, etc… , no tempo duma canção.

     

    Latitudes : Há pouco, entrando aqui, atrevi-me a comparar o seu trabalho com o do cantor e compositor Brasileiro Lenine. Porque também ele dá muita importância ao texto. Penso que trabalharam juntos.

     

    P. A. : Convidei Lenine para tocar comigo, há seis anos , para gravar algumas das minhas canções. Fizemos um álbum no Rio de Janeiro e quando saiu foi um sucesso enorme. Subitamente, as minhas canções com a voz de Lenine agradaram imenso . Fizemos vários espectáculos juntos. Por outro lado, já tinha feito o mesmo tipo de trabalho com Caetano Veloso e, neste momento, faço-o com Maria Bethânia. Vou publicar um álbum no Brasil com 16 canções minhas , cantadas por vários artistas Brasileiros, Lenine e outros cantores como Arnaldo Antunes, Milton Nascimento , Caetano Veloso , Chico Buarque, etc.  Com Lenine temos verdadeiramente uma história em comum. Quando nos encontramos em cena, banhamos na felicidade e também na angústia porque há sempre aspectos sociais que evocamos nas nossas canções. Com Lenine em concerto é o máximo : É um dos mais importantes músicos contemporaneos. Penso que Caetano Veloso transmitiu-lhe o testemunho, podemos dizer que é o porta-voz da cultura Brasileira contemporanea.

     

     

    Latitudes : Em Julho 2007 veio a França para apresentar o seu álbum “Luz” . Tem, várias vezes, palavras muito simpáticas para com a França . Donde vem o seu amor pela França e pela cultura Francesa ? Diz mesmo que se considera como fazendo parte da francofonia.

     

    P. A. : Li Victor Hugo com a idade de 16 anos, era o momento da epifania ! Abriu-me os olhos para o futuro. Devorei a literatura Francesa clássica, de Balzac a Flaubert e de Cocteau a Baudelaire. E não esqueço também o cinema que tem uma importancia enorme, citemos Truffaut , Godard … Tudo isso influenciou a minha formação porque pertenço a uma geração, a última acho, que não só em Portugal mas também na Europa em geral, teve uma grande influência cultural Francesa e isso deu-me uma mais-valia. Todavia, agora com a globalização, é a influência anglo-saxónica que domina. Não é forçosamente um mal, mas há inconvenientes : As crianças só sonham com play-stations e cinema americano, elas perdem a noção que o cinema pode ser filmes, histórias e não unicamente bombas que arrebentam… Portanto, pertenço a essa geração muito influenciada pela francofonia , vivi em França alguns meses para trabalhar como músico de jazz no início, depois regressei várias vezes para concertos, de Strasbourg a Marseille. Também estudei em Lausanne, na Suiça. Mas há uma outra razão mais sentimental : Tinha uma amiga Francesa , refugiada de guerra que tinha 82 anos e dum carinho infinito. Criou-nos, eu e os dois meus irmãos, e isso explica porque domino bastante bem o Francês.

     

     

    Latitudes : Diz também que, infelizmente, a língua Portuguesa pode ser um obstáculo para poder penetrar o mercado Francês. Ainda é o caso hoje ?

     

    P.A. : Toquei muito em França e creio que estamos a fazer um bom percurso porque fazemos mexer um pouco as coisas. Primeiro, trabalhando em Nova Iorque onde fiz adaptações para o mercado americano. Para mim, é o mercado de Nova Iorque que me interessa. Já fiz o Brasil, a Argentina, o Chili , as minhas canções também funcionam muito bem no Japão, na Coreia , já toquei em Hong-Kong , na China , mas não me consegui impor verdadeiramente em França porque é em português e isso é talvez uma barreira. Mas as coisas mexem. O concerto que dei no “Zénith” diante de 7000 pessoas foi formidável. Tinha feito uma conferência na “Fnac des Halles” nos dias precedentes e dirigia-me, sobretudo, à terceira geração dos jovens de origem Portuguesa que estavam felizes por verem um músico que vinha do Rock e que lhes dava um sopro de renascimento, uma outra visão da cultura Portuguesa em cena. Esses jovens vieram com os seus amigos e estavam orgulhosos por serem Portugueses porque não se reconhecem nessa imagem fora de moda da antiga cultura que Portugal exporta ainda hoje. É esse o problema : É preciso mudar imperativamente a  imagem de Portugal no mundo. Todavia, essa imagem ultrapassada é também culpa dos próprios Portugueses. Perdeu-se demasiado tempo a dar uma imagem do Portugal da saudade e das mulheres vestidas de preto. O mercado anglo-saxónico domina tudo e contra esse mercado é preciso apostar na qualidade.

     

    Latitudes : Na literatura temos esse mesmo problema da língua. Certos editores Franceses têm a coragem de publicar autores lusófonos traduzidos em Francês mas é muito insuficiente.

     

    P.A . : Aí o problema é absolutamente político. A França investiu muito na Francofonia com o Instituto Francês que está presente no mundo inteiro, a Inglaterra com o British Council , a Espanha com o Instituto Cervantes. Compreenderam que para ganhar na área da economia é preciso primeiro conseguir na área da cultura. Ora a cultura é a língua, mas Portugal não investe na sua própria língua. Temos um património literário lusófono enorme com autores como Mia Couto ( Moçambique ) , Eduardo Agualusa, Luandino Vieira ( Angola ) , Mário Claúdio, Agustina Bessa-Luís, A. Lobo Antunes , José Saramago ( Portugal ) , etc… temos uma grande dificuldade em exportar a nossa cultura e não podemos fazê-lo sós, de maneira isolada. Ora , em França, precisamente, em qualquer cidade em que dava concertos , Nantes , Lyon, etc . , excepto Bordeaux onde o cônsul veio-me ver , não senti qualquer apoio. É uma questão de prioridade política ; Se fosse uma reunião política, mesmo da 3ª divisão , penso que todos os embaixadores estariam presentes , para figurarem na foto. Mas um músico é só um músico e nada mais.

     

    Latitudes : Define-se com um cantor comprometido ou de intervenção ? Deve o artista desempenhar um papel social ou político no seio da sociedade onde vive ? Estou a pensar em Chico Buarque no Brasil , durante a ditadura militar.

     

    P. A. : Não forçosamente : Podemos evocar também Bob Dylan , Lou Reed . Mas o que eu faço é antes de tudo rock  e o rock deve ser incómodo e aí penso de novo em Dylan que inventou o rock e que continua presente , ou em Lou Reed com as suas canções que falam das prostitutas de Nova Iorque e dos seus bairros mais sórdidos. Ele faz parte dos maiores músicos de rock de todos os tempos. Mas para voltar à sua pergunta : Não sou um cantor de variedades, sou antes alguém que se apoia nas palavras para brincar com a realidade. Não escondo a realidade, mas ao mesmo tempo não creio que seja o papel da música de mudar o mundo ; Acredito no empenho de todos para mudar o mundo. Vê-mo-lo com o fenómeno Obama : É a partilha do sonho, fazer sonhar as gentes. Obama pertence à geração rock e é esta geração que ele conquistou , uma geração que o ajudou a ganhar as eleições. Eis o próximo desafio da Europa : Encontrar Obamas que ouçam rock e que não tenham medo das palavras duras.

     

    Latitudes : Assim, Obama representa para si uma mudança importante , pelo menos simbolicamente. mas por lado tem um juízo bastante severo sobre a sociedade Americana.

     

    P.A. : Com certeza, há duas Américas : Uma reacionária, de direita , fechada sobre si própria, conservadora , católica ou protestante , profundamente religiosa , puritana ; Outra cosmopolita , mais aberta. Resumindo é um país esquizofrénico …

     

     

     Latitudes : Será que estamos na boa direcção actualmente ?

     

    P. A. : O problema está aí . Começamos mal, começamos outra vez pela economia e o conceito de Europa que estamos a desenvolver é ,mais ou menos, o mesmo que o do após guerra mundial quando era preciso fazer frente à presença soviética. Na altura era pausível. Mas agora a ideia seria mais a de combater a invasão cultural dos Estados Unidos e a homogeneização anglo-saxónica. As crianças de 12 ou 13 anos só conhecem esta …

     

    Latitudes : Criticou severamente os fracos meios que Portugal dá à sua cultura. Cita o número de 0,4 % do seu orçamento.

     

    P. A. : É uma vergonha ! Para os políticos a cultura é qualquer coisa que vem depois. Primeiro tem a preocupação de privatizar as escolas , os hospitais , etc. Nós, cantores , poetas , somos vistos como trovadores que animam um pouco a festa. Mas Não ! Não estamos aqui para isso. Somos os verdadeiros embaixadores de Portugal , somos também o património cultural deste país e 0,4 % é uma vergonha. A fraca visão dos homens políticos deixa-me perplexo e até me mete medo. Ignorar a cultura é mergulhar o país na miséria. Com efeito , é um erro pensar que a única  prioridade para um pobre é ter meias e umas calças. Mas se não começamos a lutar contra a ignorância , esse pobre ficará sempre pobre mesmo se lhe damos meias. A cultura faz parte dos alimentos da alma, como a água e a necessidade de comer para o corpo.

     

    Latitudes : Em que trabalha neste momento e quais são os seus projectos ?

     

    P. A. : Tenho um grande projecto orientado para o Brasil onde estamos a realizar um álbum . Já gravámos 7 músicas e faltam 9 . Há também Nova Iorque onde vivo neste momento e onde trabalho com o productor de Leonard Cohen para realizar uma adaptação do disc à realidade nova-iorquina. Por fim , há também o meu próximo álbum que deve sair em Portugal . Sem esquecer os concertos que continuam …

     Porto, 19 de Junho de 2009

    Fonte : Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Nuno

     

  • ♫ pelas trilhas do vinil – 3

     

     

    Podia escrever neste post mil e uma linhas, mas nada como deixar falar a quem mais e melhor disto sabe. Não me faltarão oportunidades para voltar e dissertar o assunto.

    Pelo que, Nuno:

    compreenderás certamente que volte a transcrever, o que partilhaste na caixa de comentários nas origens do COSMéTICAS, ainda enquanto leitor e amigo deste espaço e pessoa com quem hoje co-editas, para minha grande honra.

     

    Esse comentário transcrito seria a ‘última gota’ para endereçar o convite ao Nuno de integrar este projecto de carolice, e nem resistiria a dissocia-lo deste »trilhas 3« de hoje. 

    Sobre a história desta que me dizem ser uma raridade de álbum, vinil triplo, editado em Portugal no ano de 1970, em plena ditadura, meses depois do concerto que comemorou recentemente 40 anos, dizer que deverá ser por certo com o mesmo sorriso estampado no rosto que aqui o apresento. O mesmo sorriso, leia-se, do que esboçaria quando o encontrei na banca de antiguidades de Carlos Quintino, em Leiria,  depois de o descobrir encabeçando outro molho de discos, e que apesar da minha decepção por já ter  gasto o orçamento estipulado noutras ‘ricas velharias’,   teve a amabilidade do mo guardar cerca de um mês, negando inclusive  ofertas mais aliciantes por outros clientes, fiel ao compromisso que assumira. 

    Não tive como evitar a lembrança do testemunho abaixo, do PortoMaravilha, e a forma como ele sentira a perda dos seus próprios discos, pelo que tinha de conhecer melhor o que o homem alí dizia… E o que se perdia…  

     

    O Tema escolhido, ‘Love March’ dos  Butterfield Blues Band,  acaba por o ser, não apenas por se tratar do meu preferido, mas porque também antecede o tema relevado pelo Nuno aí mais abaixo, citando-o: "A retomada por J. Hendrix do hino Americano".  Podem ouvir este segundo tema a partir dos 10′:40” do vídeo, e a guitarrada do hino, coisa do outro mundo, e ousada para 1969,digo eu… aos 13′:00” .

    Espero que gostem.

    MrCosmos.

     

     

      

    Portomaravilha, a 18 de Agosto de 2009:

     

    "…Ora também perdi os meus dois álbuns vinil de Woodstock nessa inundação.

    Festejam-se os 40 anos desse festival e eu gostaria ter esses discos.

    A qualidade de gravação era péssima, mas dois extractos valem bem a pena. Se a minha memória é boa após tantos anos : A retomada por J Hendrix do hino Americano e a retomada por Joe Cooker de " A little help for my friend" [ver aqui: link]

     

    Woodstock a última grande missa hippie, logo após Maio 68, marcará as mentalidades. Os Rollings tentarão organizar um festival concorrente que terminará no horror com mortos. Os Angels invadem e matam com sticks de bilhar espectadores. Mike Jagger impotente assiste ao espectáculo.

    Todavia, o Poder da Flor ficará. 

    A luta contra a guerra no Vietname é ganha e uma obra prima nascerá : "Apocalipse now ". Os Americanos exorcizam a guerra.

    Apesar de ter chovido sobre Santiago, veja-se o filme "il pleut sur Santiago / queda de Allende/ a Revolução dos Cravos , um ano depois, tal um castelo de cartas , fará cair quer o Franquismo quer a Grécia dos coloneis, atravessando o Atlântico. Daí Fado tropical de Chico Buarque ( o Rio Amazonas que corre em Trás os Montes ) e a retomada desta melodia por vários autores internacionais.

    Em Portugal, o grafismo liberta-se. Pode re-ligar-se com a sua memória, oprimida durante mais de 4 décadas. A grafia dos blogs pt é fantástica.

    A Brigada Vitor Jarra (nome em honra do guitarrista Chileno Vitor Jarra que ficou sem mãos cortadas pela ditadura de Pinochet ) recupera um enorme espolio musical ( ainda hoje mal aceite ) com séculos de história, mostrando a diversidade e costumes de Portugal.

    Etc, etc.

    Um vento soprou :

    Rene Dumont, em 1974, candidato às eleições Francesas, dá a volta à França em bicicleta para defender as ideias ecologistas. Ao mesmo tempo , Sérgio Godinho cantava um tractor, um tractor…

    Rene Dumont teve , salvo 1,09 de votos.

    Mas desde então , um tractor , um tractor, a tomada de consciência ecológica cresceu.

    Já nenhum partido , da extrema direita à extrema esquerda, se atreve a pôr em causa a sua necessidade vital.

    Talvez sejam estes os sopros trazidos pelo vento do poder da flor.

    Poderia também acrescentar que, paradoxalmente, pelo menos em França, quer a direita quer a esquerda, começam a fustigar a noção de materialismo. Mas talvez seja cedo para adivinhar as reais intenções.

    Desculpa lá se chateei . Eu quando começo a escrever…

    E Viva o Porto !
  • ‘Podia acabar o mundo’ , que a Rosa fica…

     

    A cultura Portuguesa está de luto com o desaparecimento de Rosa Lobato Faria.

    «Desaparecimento», salvo seja, pois Lobato Faria deixa uma marca indelevel que perpetuará com o seu nome. Actriz, escritora e compositora, é sobretudo nesta última faceta que o "timbre" RLF influencia sobremaneira, nomeadamente, boa parte de gerações mais novas.

     

     Até se lhe pode ter acabado o mundo , mas o perfume da Rosa, esse fica…

     

  • ♫ pelas trilhas do vinil – 2

     

     

    Curioso como um álbum em estreia é editado e vendido em simultâneo quer em CD como em vinil, sendo que a compra em vinil conta com o CD como bónus ?

    Talvez nem por isso. Depois dos EP’s (pensados para disck jokeys), o interesse das produtoras em voltar a editar discos comerciais em LP, vinil, só vem confirmar um crescente nicho de mercado que regressa ao velho formato.

     

    Para ouvir a trilha 3 de "Beteen Waves" – David fonseca (2009). Disponivel online em rastilho.com .

     

    Between Waves” – David Fonseca (2009)

    1. (Baby) All I Ever Wanted

    2. Walk Away When You’re Winning

    3. A Cry 4 Love

    4. U Know Who I Am

    5. There’s Nothing Wrong With Us

    6. Owner Of Her Heart

    7. It’s Just A Dream II

    8. Little Things II

    9. Stop 4 A Minute

    10. Morning Tide

    11. This One’s So Different

     

  • ♫ pelas trilhas do vinil (1)

     

    Trata-se de uma primeira experiência de captura directa a partir de um prato de vinil. O resultado sonoro é pouco satisfatório, devido a um irritante ruído de fundo provocado por falta de massa entre o prato e o aparelho de captura, mas pensei em postar na mesma. Tentarei corrigir.

     

    Não sei até que ponto será raro, mas trata-se de um álbum nada corriqueiro de encontrar. "Missing" dos Notting Hill Billies, foi um projecto liderado por Mark Knopfler, acompanhado por Guy Fletcher, Esteve Phillips, Brendan Croke. Uma sonoridade mista entre o country e os blues…

    Para ouvir, a trilha 1: RailRoad Worksong.

    The Nothing Hillbillies – Missing (1988)

    01. Railroad Worksong

    02. Bewildered

    03. Your Own Sweet Way

    04. Run Me Down

    05. One Way Gal

    06. Blues Stay Away From Me

    07. Will You Miss Me

    08. Please Baby

    09. Weapon Of Prayer

    10. That’s Where I Belong

    11. Feel Like Going Home

     

  • Uma Vida de Amor e de Água? …………………………. Une Vie d’Amour et d’Eau? ……………………………….

     

    H.G. Wells a pensé que les habitants de Mars étaient hostiles.

    Depuis Mars est devenue une planète sympathique.

    La présence de l’eau s’est avérée en Mars.

     

    Life on Mars ? comme chantait David Bowie en 1971?

     

    Nuno

     

    H.G. Wells pensou que os seus habitantes eram hostis.

    Mas, desde então, Marte é um planeta amigo.

    A presença de água verificou-se em Marte.

     

    Life on Mars ?  Como cantava David Bowie em 1971 ?

     

     Nuno

  • Bye , Bye Love …

     

    En moins de 20 ans le bout de plastique rond et scintillant de 12 centimètres de diamètre a cessé d’être le symbole d’une technologie dominante.

    L’explosion de la net et des plateformes d’échange de musiques , sans compter avec le piratage, ont fait basculer cette industrie dans une crise profonde.

    Selon une étude publiée en 2007 ( "Libération" ) , 46% des jeunes consommateurs américains n’en avaient jamais acheté.

    Le charme qui consistait à inviter autrui pour partager une même melodie sous un même toit en souffre aussi.

     

    Nuno


     

     

     

    Em menos de 20 anos, o círculo de plástico que cintilava com 12 centímetros de diametro deixou de ser o símbolo duma tecnologia  dominante.

    A explosão da net e das plataformas de troca de músicas, sem contar a piratagem, afundaram as vendas do CD.

     

     

    Segundo um estudo publicado em 2007 ("Libération") , 46% dos jovens consumidores americanos nunca compraram um CD.

    O lirismo de convidar outrem a partilhar uma mesma melodia debaixo do mesmo tecto também sofreu um abalo.

     

    Nuno

     

  • Clássicos

    Que de há muito é habitual.

    Clássico é o movimento do mundo em uníssono.

    São o tilintar de quatro pistons sincronizados.

    É aquele retrato que guardas, belissimo.

    É um par de namorados, apaixonados.

     

    É o mais puro estado de alma inocente

    É mais um amanhecer – resplandescente.

    É um orgasmo em crescente

    É um ser único. Ou de tanta gente…

     

    É uma mão cheia de nada, vazia

    É mais um parto por uma mãe benzida.

     

    E se ainda não descobriste,

    O que de mais sublime há no clássico de uma melodia

    Ainda não despertas-te,

    Para o que de mais belo há na vida.

    Bom fim de semana!

    por PCJS