Category: música

  • ♫ Pelas Trilhas do Vinil – 8

     

     

    Nem estava em crer: tinha acabado de lhe prestar a devida atenção durante a semana perante a apresentação deste álbum na rubrica diária da Rádio Autonoma a qual gosto de acompanhar. E agorar estava ali, a rir-se para mim, e a perguntar-me: Levas-me?

    Claro que sim! Foi a troco de uma nota de 10, e lá sai da feira de velharias e antiguidades deste domingo de sorriso esboçado.

     

    Curiosamente, havia sido induzido em erro: Já em casa, num olhar mais atento pela grafia e composição da capa, dou conta que “Águas de Março” é um tema que não faz parte deste LP, ao contrário do que o post do João Santareno me fizera crer, mas que sim: Elis de facto o canta (Águas de Março) no dito Festival de Jazz de Montreux (1979), isto a fazer fé no que youtube sobre estas coisas tem a dizer.

    Em contrapartida, temos neste vinil – e não menos popular – a  “Garota de Ipanema” do mesmo Tom Jobim com Vinícius de Morais, na interpretação de Elis Regina, que citando o PortoMaravilha: “talvez não seja um acaso se Garota de Ipanema / The girl from Ipanema é canção mais vendida no mundo.” Pois, mas porque será? Pergunto-me eu. Fica o vídeo da interpretação em Montreux – 1979.

     

    Paulo Jerónimo

  • O Porto e a Caverna de Ali Babá ………………………. Porto et la Caverne de Ali Baba ………………………..

     

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    Ler anunciado, aqui em França, que é possível passar um fim de semana cultural, em Portugal, é raríssimo.

    Tanto mais raro que a revista Télérama Sortir parece se ter sentido obrigada a especificar:

    a) A bela portuguesa não são só os cais, o vinho do Porto…

    b) A Casa da Música merece, só por si, a viagem…

     

    O artigo apresenta a programação da Casa da Música que em 2012 celebra a França. 

    Ver e ler aqui o programa .

    Três embaixadores prestigiosos aceitaram o convite: P. Boulez, P. Dusapin e C. Rousset.

    Uma programação prestigiosa que prestigia a cidade do Porto.

    A Casa da Música, segundo J.Chaine, é a “materialização” do Porto capital Europeia da Cultura 2001.

     

    Esta obra é da autoria do arquitecto Holandês Rém Koolhaas.

    E, desde sempre, a Casa da Música está presente neste espaço, conforme nossa lista de Links à direita: “Invictos, Nobres e Leais”.

     

    Fonte / Source: Télérama Sortir, 1 Fev 2012, p.16

    Nuno

  • F como FADO, M como MÍSIA ……………………………. F comme FADO, M comme MÍSIA ………………………..

     

    (Cliquez sur l’image pour agrandir / Clicar na imagem para ampliar)

     

    Poderíamos também ter escrito: F como Femme e M como Mulher.

    Mísia afirma-se como uma grande cantora que não tem receio em clamar que os seus discos são os seus espectáculos. 

    Pouco conhecida, segundo parece, em Portugal, Mísia dá uma dimensão diferente e feminista ao fado.

    Interpreta o “blues Português” com palavras de mulher: as suas e as de outras poetisas, como Florbela Espanca por exemplo.

    Uma maneira de mostrar que, no Fado, as mulheres também podem ser criadoras e não unicamente interpretes.

    De notar que o fado é cada vez mais apelidado “blues Português“, o que deixa antever uma evolução do género.

     

    Fonte / Source: Télérama Sortir, 25 Jan 2012, p.10

    Nuno

  • Vinil & Memória? ………..//……….. Vynil & Memoire?

     

    Je ne pense pas que la famille est en crise. Ce qui a changé ce sont ses formes traditionnelles.

    Si avoir une seule mère et un seul père n’est plus un modèle, il continue à subsister dans la famille une dimension qui renvoie au sacré et au bien être.

    Citons, par exemple, ce slogan “Comme disent mes deux mamans, la famille c’est sacré.”,…

    Le supplément Sortir (21 déc 2011) a choisi le vynil pour annoncer les restos, les musées…pour les fêtes en famille. Pourquoi ce choix?

     

    Photo: Op. cit. 21 déc 2011, p.4

    Nuno

     

     

    Não creio que a família esteja em crise. O que mudou foram as suas formas tradicionais. 

    Se uma só mãe e um só pai já não são um modelo de referência, subsiste na visão da família a dimensão do sagrado e do bem estar.

    Citando dois slogans publicitários Franceses: “Como dizem as minhas duas mamãs, a família é sagrada“, “como dizem a minha mamã e o seu namorado que tem idade de ser meu irmão mais velho, a família é sagrada.”, ….

    O suplemento da revista Télérama, Sortie, (21 de Dez. de 2011) dedicou várias páginas que publicitaram espectáculos sobre a família durante as festas.

    A abertura faz-se sobre fundo de vinil: Porquê tal escolha?

     

    Foto: Op. cit. 21 de Dez. de 2011, p.4

    Nuno

  • Em Resumo: Somos Portugueses. Bom 2012!

     

     

    As vezes pergunto-me, modesta e sinceramente, se os Anaquim com este tema, não musicaram o espirito tão “cosmético” da nossa tag “Orgulho Lusitano“.

    Boas entradas, aquém e além mar!

     


    Lusiadas-

    -Anaquim

     Este é o nosso triste fado 

    Do vamos andando e do pobre coitado 

    Velha canção em que a culpa é do estado 
    Por ser o espelho do reinado 

     

    E a história por mais do que uma vez 
    Foi mais cruel que a de Pedro e Inês 
    Levou-nos o que tanta falta nos fez 
    Sem deixar razoes ou porquês 

     

    Temos fuga ao fisco estradas de alto risco 
    Temos valiosos costumes e tradições 
    Que eu não percebo se nos maldizemos 

    Quais as razoes 

     

    Temos Chico espertos burlas e protestos 
    Temos tantos motivos para sorrir 
    Que eu nem imagino qual será a desculpa 
    Que vem a seguir 

     

    Gosto tanto deste país 
    Só não entendo o que o faz feliz 
    Se é rir da miséria de outros quando a vemos 

    Ou chorar da nossa própria quando a temos 

      Gosto tanto deste país

     Só não entendo quando ele se diz
     Senhor do futuro maduro duro mas seguro
     E eu juro que ainda não o vi

     

     Os queixumes, sei-os de cor
     Endereçados a nosso senhor
     Intercalados com suspiro ou dor
     De um bom sofredor

     

     Dentro de momentos seguem-se os lamentos
     Não há dinheiro para os medicamentos
     Não há dinheiro para tanto sustento
     Tão longe vão outros tempos

     

     Gosto tanto deste país

     Só não entendo o que o faz feliz
     Se é rir da miséria de outros quando a vemos
     Ou chorar da nossa própria quando a temos

     

     Gosto tanto deste país
     Só não entendo quando ele se diz
     Senhor do futuro maduro duro mas seguro
     Eu juro que ainda não o vi

     

  • A Portugalidade e o Seu Legado Para a Humanidade Un legs de la Portugalité à l’Humanité …………………

     

    Kai Streier écrit et chante en anglais. Ce musicien allemand aux origines portugaises évoque sous des rythmes où l’on peut sentir le flamenco des vieux préjugés et des vieux tabous portugais. Il est accompagné par André de Matos qui joue de la guitare portugaise.
    Les thèmes des chansons Kai Streier ont souvent leur source dans les conseils que sa grand-mère donnait à sa mère avant que celle-ci ne
    rejoigne, comme tant d’autres, l’énorme exode dans les années 60 vers l’Allemagne, la France…

    La Portugalité avec ses 800 ans d’histoire est l’un des legs les plus anciens pour l’histoire de l’humanité. “Evil Spain” de Kai Streier par ses mélanges et ses syncrétismes le prouve très bien.

    Les légendes de la vidéo peut être traduit en francais avec la fonction CC après avoir fait play.
    Ce sujet peut être lu dans le prolongement de Le Fado et le Théâtre des Ombres Chinois

    Paulo Jerónimo

     

     

    Um alemão, Kai Streier (com ascendência portuguesa), escreve e canta em inglês, ao ritmo de um flamenco, acompanhado à guitarra portuguesa (por André Matos), num tema que aborda velhos preconceitos envoltos de tabus antigos típicos dos tempos da ditadura portuguesa, tema esse que acaba por ser inspirado nos conselhos, que ouvira contar, que a avô do artista teria recomendado à sua mãe, uma Jovem portuguesa de Alqueidão da Serra, para quando atravessa-se a fronteira. Preocupações de uma mãe que vê a filha alinhar no êxodo português que houve para França e Alemanha e outros países na década de 60.

     

    A portugalidade e os seus mais de 800 anos de história são um dos mais antigos legados para a humanidade, e a mescla de tantas culturas patentes nesta versão de Kai Streier – “Evil Spain” , comprova precisamente isso.

    Por isso e sobre o vídeo: muito bem esgalhado, ao bom estilo de deserascanço “portuga”, picardando os nossos vizinhos de fronteira. Um portento, portanto!

     

    As legendas do vídeo podem ser traduzidas para português usando a função do player CC após fazer play.

    Este tema pode ser lido na continuação de O Fado e o Teatro de Sombras Chinês

    Paulo Jerónimo

  • Perguntar Não Ofende …………………………………#5

     

    “O nome de Cesária Évora confunde-se com o de Cabo Verde.”

    Mais palavras para quê{#emotions_dlg.unknown}

     


     

     

    E é ela que eterniza universalmente essa palavra de sentimento tão lusitano.

    Continuando na senda da introdução citada: “Que a terra lhe seja leve.

    De acrescentar que não consigo dissociar esta singela homenagem e sentimento,

    do melhor sítio que conheço de expressão cultural cabo-verdiana: ao Café Margoso.

    Paulo Jerónimo

  • O Fado e o Teatro de Sombras Chinês ………………. Le Fado et le Théâtre des Ombres Chinois ………….

     

    Le Fado, chant portugais symbole du commerce triangulaire et esclavagiste, et qui naquit du vaudou vient d’être déclaré Patrimoine Immatériel de l’Humanité par l’UNESCO.

    Cette distinction concerne aussi, cette année, le “Théâtre d’Ombres Chinoises”, “L’Equitation de Tradition Française”, etc.

    Je n’ai pas très bien compris le nationalisme d’une certaine presse portugaise. Depuis très longtemps, le Fado a déjà un statut Universel.

     

     Image: Fado, chant de l’âme, Véronique Mortaigne, p.88, ed. Chêne, Paris, 1998

    Nuno

     

     

    O Fado, canto Português nascido do comércio triangular e da escravidão, acaba de ser declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    Esta distinção diz também respeito, este ano, ao “Teatro de Sombras Chinesas”, à “Equitação de Tradição Francesa”, etc.

    Não entendi muito bem o nacionalismo bacoco que gira, em alguma imprensa portuguesa, em torno desta notícia.

    Desde há muito que o Fado é um género musical universal. Porquê querer rebaixa-lo a um nacionalismo?

     

    Imagem: Fado, chant de l´âme, Véronique Mortaigne, p. 88, ed. Chêne, Paris, 1998

    Nuno

  • Marinha Grande, Terra de Convulsões

     

     

    Os marinhenses Caruma mostram fazer jus as suas origens.

    A Caruma vai além de reforçar um estilo musical em crescente com ares atravessados de Fado Altivo, estilo acompanhado pelos Deolinda, Anaquim, Diabo na Cruz, entre muitos outros, cuja portugalidade está intrínseca e é por demais evidente.

    Neste tema por exemplo, “Com a pedra na mão”, sem eufemismos e sendo debitado na língua de Camões, é revelador. É a Marinha no seu melhor, que o diga Mário Soares…

    Paulo Jerónimo

  • A Meteo: Um OVNI? ……………………………………….. ………………………………………. La Méteo: Un OVNI?

     

    Et voilà: Les élements naturels sont de plus en plus imprévisibles.

    Rui Veloso, chanteur, musicien et compositeur de Porto avait sans aucun doute 30 ans d’avance lorsqu’il compose, Beirã, chanson qui dénonce déjà le royaume du Turbolibéralisme qui rime avec béton et exploitation.

     

    Ce post doit être lu comme la suite de: “Les Signes du temps

    Photos: Libé, p.19, 7 de nov de 2011.

    Nuno

     

     

    Em poucas horas chuvas violentas e ventos que se assemelhavam a furacões mataram várias pessoas no sul da França nos dias 5 e 6 de Novembro.

    Milhares de pessoas ficaram privadas de electricidade e de água potável.

    Esta mesma violência dos elementos naturais também matou na Itália.

    Algo nunca visto nos arquivos.

    E continuam a nos quererem evangelizar: O Turbo liberalismo não é responsável pela ganância, pelo betão e etc. e tal…

    Talvez, Rui Veloso, com a sua bela canção, Beirã, tivesse 30 anos de avanço…

     

    Este post deve ser lido como a continuação de: “Sinais do tempo

    Fotos: Libé, p.19, 7 de Nov. de 2011.

    Nuno