Category: mrcosmos

  • Com a minha pila, marcava um golo do meio campo Avec ma bite je marquerais un but du milieu de terrain

     

    Thierry Henry est pardonné. Regardez la vidéo ci-dessous, s’il vous plaît.

     

     

    »Com o diabo no corpo« (para +18) , será mais um blogue que justificarei com o já aqui típico "gosto de tí, porque gosto" – nem vale a pena acrescentar mais nada, e que faz parte alí da nossa lista de links ‘sensuais’. Andou algo down, a pouco tempo, mas parece novamente erecto, sempre pronto para a galderice, a malandra 🙂 .

    Porque a tag hoje é blogosfera, também, e continuando a falar da nossa lista de links, recordo-me p. ex. desta tirada já anteriormente citada, de um blog dos nossos ‘finados’ (ultimamente tem saltado de lá para fora alguns, que foram ressuscitados… cuidado com os mortos vivos) e onde se perguntava se "Um blog cheio de "sexo", "orgasmos", "prazer" "tesão", "três seguidas", "queca" e "ejacular" é invariavelmente escrito por uma mulher?"  Respostas aqui , mas dizer que no caso da endiabrada, não é blogue tipo ‘nem fode, nem sai de cima’. É já coisa algo hard, sem cair no ordinário. Digo eu.

     

    Esta semana deu-se uma caricata coincidência. No mesmo dia, recebi um mail de um colega, apreciador de futebol mas desde que o Sporting foi eliminado da Taça de Portugal 09/10, não convem pedir um  "dá cá mais cinco" – e, continuando – mail esse onde se anexava o vídeo mais a baixo. Por outro lado, como digo, no mesmo dia, dou com o post da autora endiabrada e que andava a volta do que acabou por tema deste post: …Com a minha pila, marcava um golo do meio campo… para ler aqui.

    E digam lá, se não há coisas fantasticas…

     

  • do XXI ao 31 – (ed.0)

     "A ciência é composta de erros que, por sua vez, são os passos até a verdade." (Júlio Verne)         

    O comodismo proporcionado por um avançado e tecnológico século XXI, embala e absorve o individuo para uma das suas características que lhe é das mais inatas e que passa por ser-se avesso a mudança.

    E se popularmente se admite por sensato que ’em equipa que ganha não se mexe’ , não deixa de ser menos lapidar a de que ‘o homem sonha, e o mundo avança’ .

    Entre o conforto de se conservar e prolongar o já testado, conhecido e bem sucedido, e o arriscar por algo que se apresenta de novo, melhorado e progressivo, facilmente optaremos pela primeira em detrimento da segunda, a menos que se assumam os aparentes erros de hoje, como os passos até a verdade de amanhã.

     

    Temos por cá experimentado, com alguma abundância, destes sabores, ou se preferir, dissabores. Desde a liberalização do aborto, a proibição de fumar em recintos fechados, passando pelo casamento homossexual, ou a acesa discussão do acordo ortográfico, temas esses , uns mais fracturantes que outros, mantêm e entretêm – por vezes desviando as atenções dos demais assuntos emergentes – muitos dos Portugueses.

     

    Mas não é só no seio da sociedade que somos assaltados de mudanças. Elas impõem-se quotidianamente dentro de nossas próprias casas. Desde o gerar/aproveitar de desperdício, ao que, hoje é eficaz e moderno para já amanhã ser considerado obsoleto, tais mudanças são observáveis em qualquer lar deste país periférico, que já teve a ousadia de ser a porta do mundo, e que de algum tempo a esta parte há quem lhe chame o cu da Europa.

     

    Tudo assuntos que vamos espalhando e semeando por aí, e que gostaríamos também de apresentar aqui. Bem vindos à nova rubrica para ‘O Portomosense’ ,  do XXI ao 31  .

     

    Paulo Jerónimo da Silva

    (Edição 0, publicada no jornal ‘O Portomosense’ de 4.02.2010)

  • Não se trata de liberdades

     

    Tirem lá a auréola ao homem, faz favor.

    E depois, ainda começam a dizer que sou sempre do contra.

     

     

    Eu também engraço muito com o Mário Crespo, mas não ando por aí a chamar ‘palhaço’ aos outros, a torto e a direito. Quer dizer, chamo coisas bem piores, mas palhaço, não.

    E depois, porque haveria um jornal de andar a patrocinar nítidos e contínuos acertos de contas pessoais entre um jornalista e quem quer que fosse?

    Censura?! Não, meus senhores, não… A questão já não era de liberdade, mas de libertinagem de imprensa. E para se dizer o que se quer e apetece, exitem os blogues.

    Até porque, se isto é jornalismo, vou alí e já venho…

     

    (ah? O jornalista não estava alí a fazer jornalismo, era opinião?! Mas é que nem vou perder tempo a explicar a diferença entre um jornal e um blogue. Ou nas leituras que pode ter, publicar a mesma informação, recusada, num site do PSD.) 

  • ‘Podia acabar o mundo’ , que a Rosa fica…

     

    A cultura Portuguesa está de luto com o desaparecimento de Rosa Lobato Faria.

    «Desaparecimento», salvo seja, pois Lobato Faria deixa uma marca indelevel que perpetuará com o seu nome. Actriz, escritora e compositora, é sobretudo nesta última faceta que o "timbre" RLF influencia sobremaneira, nomeadamente, boa parte de gerações mais novas.

     

     Até se lhe pode ter acabado o mundo , mas o perfume da Rosa, esse fica…

     

  • Res publica: o cambalear do Rei que vai nu

    Iniciaram este domingo, oficialmente, as comemorações do centenário da instauração do regime republicano em Portugal, cujo mote foi a evocação a uma anterior tentativa, à de 5 de Outubro de 1910, mal sucedida e decorrida na cidade do Porto à 31 de Janeiro de 1891.

     

    E continua a fazer confusão a muito boa gente, a denotada capacidade de branqueamento, a curta memória, e o "estar-se nas tintas", de um povo, subjugado que foi a um novo regime sob golpe de estado – imposto mediante actos extremistas e de acção terrorista.

     

    E assim se veste de gala um país alegremente, cobertos pela devida pompa e circunstância que se requerem – e perdoe-se-me a inconveniência de dizê-lo – para comemoração de um dos actos que ficou marcado perante o restante mundo que assistiu, se não dos mais vergonhosos, pelo menos dos mais confrangedores… [link]

  • Escritores contemporâneos

     

     

    Tenho acompanhado com algum interesse e curiosidade algo distintos entre os demais, as obras de dois escritores contemporâneos, romancistas da praça portuguesa.

     

    E se seus perfis e estilos são sobeja e paradoxalmente conhecidos do público enquanto tele jornalistas  – um muito bonacheirão e simpático, José Rodrigues dos Santos, o outro extremamente sarcástico, arrogante, e deselegante qb, Miguel Sousa Tavares – descobri-los enquanto escritores pode revelar-se uma agradável (apesar de nem sempre) surpresa…

    Se os sorrisos "de orelha a orelha de JRS" facilmente convencem os leitores a investirem na sua leitura, já o "carrancudo MST" semeia preconceitos entre tantos, que relutante e erroneamente se convencem estarem certos do que lhes aguarda, até pelo que lhe conhecem de crónicas e comentários jornalisticos. Saberão o que perdem?

     

    O prazer numa leitura passa muito pelas descobertas que se fazem. Quando oportuno, talvez partilhe por aqui algumas dessas surpresas, por várias destas obras.

  • Who cares?

     

    Para quem me lê neste assunto, relativamente ao apito dourado, e conhecendo o autor dos bitaites, nunca o conseguirá faze-lo pondo de lado sua assumida cor clubistica. Para tal, seria bom levar em conta o âmago da questão, o que penso ser o real problema e que se coloca gravemente em causa, mas que paradoxalmente, até se aplaude, e que não considero ser viloladvel a soldo de um pseudo interesse público, ainda para mais quando todos vêm que os interesses são outros.

     

    O editorial de hoje do JN, que se sabe ser o substituto do Correio da Manhã nas mesas de café mais a norte (porque será?), põe o dedo na ferida, daquilo que um pais atrasado, sangue-suga e centralista como este, se recusa a querer ver. But, who cares?

    Tirem as palas. Dispam as camisolas…

    "JN EDITORIAL: As escutas

    21.01.2010

     

    O procurador-geral da República indignou-se, ontem, quando soube que uma parte das escutas feitas ao presidente do F. C. Porto no âmbito do processo Apito Dourado foram colocadas no YouTube, um site de divulgação de áudio e vídeo cujo acesso é livre. Pinto Monteiro jurou "desconhecer em absoluto" como é que as escutas foram ali parar e prometeu abrir "um inquérito", na tentativa de apanhar o(s) prevaricador(es). Convém recordar que Pinto da Costa foi ilibado em todos os processos do Apito Dourado. E convém igualmente lembrar que o Código do Processo Penal define com clareza quem são as pessoas que podem aceder às escutas durante a tramitação do processo, pelo que, com vontade, talvez seja possível achar o(s) culpado(s).

     

    O caso é grave, não apenas porque traz de novo à ribalta o debate sobre o amachucado segredo de justiça, mas sobretudo porque revela que alguém dentro do sistema judicial e com acesso ao processo colocou, ou facilitou a colocação, de cópias áudio das escutas no YouTube. Quando chegamos aqui, estamos muito perto de ver desabar à nossa frente o edifício da Justiça portuguesa. Vale o mesmo dizer: estamos muito perto de, definitivamente, acreditarmos que as nossas liberdades e garantias não têm defensor à altura.

    Ao início da noite de ontem, os vários fragmentos das escutas tinham sido vistos por dezenas de milhares de pessoas no YouTube. A disseminação dos conteúdos na Internet era já brutal. E assim continuará nos próximos dias. Ou seja: uma peça de um processo, delicado como aquele era e coberto pela Lei, passou a estar à disposição de todos. Uma maravilha dos tempos modernos. A que a Justiça dá cobertura, por ser ineficaz no combate a estas graves tropelias ao Estado de Direito.

     

    Alguns órgãos de Comunicação Social decidiram publicar as escutas ou colocar nos seus sites uma hiperligação para o sítio onde elas se encontram. O JN não o fez, nem fará. Esta atitude merece uma explicação aos nossos leitores.

    Aprendemos com o "caso Casa Pia" que a publicação de escutas incentiva, muitas vezes, a justiça popular, condenando para uma vida inteira quem pode vir a ser absolvido no fim do julgamento a que for sujeito. É uma questão de princípios – e de coerência com eles – o que nos leva a manter esta atitude: a de não querermos pactuar com os que escolhem este caminho. Acresce que, sendo as escutas um "decisivo e insuprível meio de prova", para citar Costa Andrade, um dos mais proeminentes penalistas portugueses, elas não foram suficientes para condenar o alvo do processo: Pinto da Costa. Vir agora expor as conversas entre os intervenientes no caso é colocar a mão no machado que vai decepando, aos bocadinhos, a Justiça. Acresce ainda que, do ponto de vista estritamente jornalístico, as escutas não trazem nada de novo: já foram pisadas e repisadas por quem entendeu pisá-las e repisá-las.

     

    A última coisa que pretendemos é aspergir moral sobre quem quer que seja. Interessa-nos apenas explicar aos leitores do JN por que motivo tomámos esta opção. Como Heráclito, entendemos que cumpre batermo-nos por uma sã Justiça "como pelas muralhas da cidade". Apenas isso.

  • Os cães ladram, e a caravana passa

     

    Esta é que é a verdadeira injustiça, que justificam youtubadas, e que no país onde "Portugal é o Benfica" não pode continuar:

     

    "Lisboa, 21 Jan (Lusa) – O FC Porto é o melhor clube português no ranking mundial de clubes da Federação de História e Estatística do Futebol (IFFHS), ocupando a 12.ª posição, numa tabela que é liderada pelos espanhóis do FC Barcelona.

    No mesmo ranking, que é actualizado anualmente e engloba o desempenho das equipas em todas as competições (nacionais e internacionais) entre 1991 e 2009, o Benfica aparece na 34.ª posição, o Sporting é 80.º e o Boavista, que disputa actualmente a II Divisão, ocupa o 107.º lugar."

     

               clube                                           País             pts

    1. FC Barcelona España 807
    2. Manchester United FC England 726
    3. Real Madrid CF España 633
     4. Juventus FC Torino Italia 633
    5. Milan AC Italia 620
    6. FC Internazionale Milano Italia 605
    7. FC Bayern München Deuts.           599
    8. Arsenal FC London England 594
    9. CA River Plate                                  Argentina 503
    10. Chelsea FC London England 491
    11. Liverpool FC England 455
    12. FC do Porto Portugal 447

    (…)

    34.  Sport Lisboa e Benfica                     Portugal        245

    (…)

    80.  Sporting Clube de Portugal             Portugal        81

  • A última moda no bailarico das virgens ofendidas

     

    Alguém me explica a diferença moral/legal entre a consporquice que se passa no futebol nacional (sim, onde Pinto da Costa, para vergonha de muitos, está comprometido até o cruto dos cabelos, apesar de ser o bode expiatório do que interessaria, mas ninguém quer realmente apurar)  e a conspurquice que se passa na justiça portuguesa, praticada com as fugas de informação para a avençada comunicação social, mais uma TV Clube em bico dos pés (esta última que põe anonimamente vídeos no youtube, para a seguir ter a desculpa de os passar integralmente no seu canal, uma vez que assim passaram a ser de "domínio público") ?

     

     

     

    Quanto a semelhanças, é capaz de andar por ambos os casos envolvem o crime de tráfico de influências. Já as diferenças, é que no País dos brandos costumes onde "O Benfica é Portugal" e todas as suas virgens ofendidas alinham no bailarico, mesmo que de outras paróquias, um dos crimes, o das fugas, é desculpável, para gente séria, até louvável, o outro crime… também é desculpável, quando se pratica, como neste ano, a favor do bem da nação, digo, Benfica.

  • confirma-se: Invictus supera espectativas…

     

    … E Clint Eastwood sabe o que faz . Visto e ponderado, é o que se consegue para já concluir. Entretanto, há que justificar o tanto falatório provocado online, por avatar.