Category: mrcosmos

  • Subliminar… O derby rugby vs futebol

     

    Confesso que quando tomei conhecimento e ví o trailer deste filme, conclui logo que teríamos alí caso que preencheria as medidas, e de que maneira, ao amigo co-editor do Cosméticas, PortoMaravilha. Senão vejamos:

     

    -Invictus (=) Invicta (o berço/cidade) ;

    -Política (o professor);

    -Nelson Mandela (o humano);

    -Rugby (o dilema);

    -Conflitos raciais (o multicultural);

    -A vitória do bem (desporto/união) sobre o mal (Apartheid/separação).

     

    A estreia oficial de Invictus (relaizado por Clint Eastwood) deu-se na passada sexta-feira 11, nos EUA. Para as telas portuguesas aguarda-se à 14 de janeiro próximo. Já para as telas francesas, a estreia está marcada  para 24 de fevereiro. E só não recomendo a sua compra, já disponivel legalmente para visualização ou download via web, porque está ainda muito caro. | ficha do filme 

     

    PS: (O porquê do tema do post) Dou comigo a pensar e arranhar a cabeça, achando curioso, mas nada inocente,  como quando a FIFA e a Africa do Sul se preparam para apresentar ao mundo um Mundial de futebol, Hollywood responde (?!) salientando a importancia do rugby para a mobilização da sociedade sul africana… Ainda não é um clássico, mas esta guerra entre a bola redonda e a oval já é um derby, planetário, às vezes disfarçado…

  • 12/12/2004 Bi-Campeões do mundo!

     

    Comemoram-se 5 anos. Este desempate por GP, foi o quarto-de-hora de futebol mais longo da minha vida. Foi um estado de nervos que me deixaram de rastos. Acabei a festejar com as lágrimas pela cara abaixo. E foi a partir deste dia, quando o meu filho mais velho me viu naquele estado, que ele próprio despertou para o portismo.

     

    O futebol tem coisas f-a-n-t-á-s-t-i-c-a-s, que guardamos para a vida…

  • Bons guiões que salvam o filme

    Tenho para mim em Déjà vu – filme de 2006, escrito pela dupla Bill Marsilii e Terry Rossio, dirigido por Tony Scott (na foto) – como um bom exemplo de quando um argumento bem escrito consegue salvar um filme que muitos destinariam à cabeça, a mediocridade.

     

    Basicamente em Déjà vu temos um filme, em muito, de ficção cientifica. Aqui, a dupla de guionistas consegue enfiar no mesmo saco questões como terrorismo, amizade, homicídio, patriotismo, paixão, investigação, voyeurismo, e mais, tudo numa panóplia de ultra-avançadas técnicas ficcionadas de investigação. Ingredientes estes que apresentados numa dose certa pela mão do realizador, acabam por resultar num excelente guisado cinéfilo. Não menosprezando o “toque de cozinheiro” do realizador, acabo em crer, como digo, que o segredo do sucesso está na receita dos argumentistas. Muito bem escrito este filme.

     

  • Mitos da idade do armário (2)

     

     

    Gajo que era gajo, tinha um canivete como o do MacGajo! Nem que fosse dos chineses…

    O meu ainda hoje me acompanha 🙂

  • Post do ano

     

    A malta dos blogs do sapo são uns gandas malucos! lembram-se de cada uma…

     

    Desafiaram os seus blogueiros à elegerem seu próprio post do ano (ver aqui)  e passo a citar: " o post que mais vos marcou em 2009.

    Pode ter sido o post sobre um evento ou momento especial nas vossas vidas, aquele texto que mais vos fez rir ou que mais vos custou a escrever, ou até o que mais gostaram de ler noutro blog."

     

    Eu sou pouco de ir em desafios blogosféricos, mas confesso que me seduziu este, lançado pela equipa do sapo.

    Lá fui correr minha listagem de posts, comecei a auto seleccionar alguns candidatos, uns mais líricos, outros mais eróticos ;-), alguns grandes e longos testamentos daqueles que custam a escrever… , ou meros desabafos.

     

    Foi então que quando bati com os olhos no escolhido soltei um "voilá!". Pela sua simplicidade, pelo seu contéudo, pelo seu carisma, e porque de facto uma imagem vale por mil palavras, escolho o post "A Blogosfera é um grande baile de máscaras" como o meu post do ano.

     

    Et c’est ça!

     

    PS: reconduzo aqui o desafio para que os restantes autores do cosméticas bem como demais caros amigos, escolhem o seu post do ano.

  • E se o SLB não ganhar o campeonato? Já pensaram?

    O programa da RTP N  ontem, Trio de Ataque, levantou esta questão, e muito bem.

    Os benfiquistas (tal como António Pedro Vasconcelos) respondem-nos  vulgarmente, de que estamos todos acagaçados, e a este argumento, sinceramente, só me consigo rir…

     

    Agora, e sem cinismos, seria bom para este país que o SLB ganha-se. Sem dúvida nehuma. Perante o circo de palhaçadas que está montado, e conhecendo como bem conhecemos a mentalidade tuga dos três F’s (Fado, Fátima e Futebol) , o SLB ganhar o campeonato seria meio caminho andado para a retoma da economia. E volto a salientar: falo sério, nem bebi ao almoço nem nada.

    E é isso que nos preocupa, aos adversários do benfica. O que eles assumem por "cagaço", e o facto de tanto os mencionar-mos, mais não tem que ver do que com o existir da noção de que o circo está montado… um dejà vú do último campeonato que ganharam.

     

    Mas, insisto: e se o SLB não ganhar o campeonato? Já pensaram? O descalabro nas contas furadas da SAD vermelha… o verdadeiro e último empurrão para o abismo da depressão portuguesa, enfim, estas são questões cada vez mais fora de causa…são já  "assunto de estado".

    Até porque nunca nos custou admitir que neste país, há o Benfica, e os outros. Pois "com papas e bolos se enganam os tolos". Já fora de portas a conversa é outra, que o digam os colchoneros de quique flores… contas de outro rosário.

     

  • Quando o futebol nos tolda a mente

    O Futebol Clube do Porto ganhou goleou ontem o Vitória de Guimarães, numa partida em que foi melhor o resultado que a exibição, mas o que interessa realçar isto agora, perante tal fome de regressar ao lugar cimeiro?

     

    Se o Porto mereceu ganhar? Mereceu! Se mereceu golear? Nem por isso…

    Mas dando uma volta pela blogosfera azul e branca, os adeptos andam esta jornada pelos sete píncaros. Com sorrisos de orelha a orelha. Os mesmos que a semana passada ainda não estavam convencidos.

     

    O futebol é assim, é paixão, e não rima com a razão – costuma dizer-me um amigo, e bem.

    O que ví foi um FCP que tinha merecido bem mais golear na semana passada o autocarro do Rio Ave – com maior justiça – do que perante esta muralha de areia no castelo de Guimarães.

     

    O que ví, foi um jogo mais determinado, aguerrido, e desenvencilhado a uma semana atrás, e que foi por tantos criticado derivado ao sofoco até o final, enquanto que este de ontem foi mais do que elogiado, pudera… que ninguém se sentiu em apuros!

     

    Diferenças? Para além de maior determinação do FCP, na jornada passada não benificiamos de erros flagrantes pelos adversários, nem do beneficio da dúvida pela arbitragem. Pelo contrário, ontem o que nos facilitou a vida foi isso mesmo: não nos deparamos com um bem armado autocarro, e pelo menos um golo (o da tranquilidade por B. Alves) benificiou da dúvida, como mandam as regras.

    Sempre tive uma calma e confiança neste Porto 2009/2010 inabalaveis. Depois da saida de Lucho e Lisandro, sem contar-mos com Varela e Belluschi aptos, havia que dar tempo ao tempo para ver o Porto de sempre em crescente. Este arranque de campeonato, não foi pior que o do ano passado pelo FCP, a diferença está é na concorrencia… e isso assusta muitos.

     

    E o adepto de futebol portuga não tem paciência para tamanhas mariquices.

    O campeonato deste ano tem-me dado um gozo especial de assistir, pois finalmente temos equipas à altura que fazem frente ao Tetra, outrora penta-campeão.

    Finalmente corresmos riscos. Finalmente, há mais candidatos. Finalmente.

    Tudo coisas raras nos últimos 30 anos. Mas o adepto azul e branco, como qualquer adepto tuga, esta-se marimbando. Bonito no futebol, não é ver jogar – é ver ganhar.

    O resto são tremoços e pevides, com uns copos de três pelo meio.

     

     

  • Clássicos

    Que de há muito é habitual.

    Clássico é o movimento do mundo em uníssono.

    São o tilintar de quatro pistons sincronizados.

    É aquele retrato que guardas, belissimo.

    É um par de namorados, apaixonados.

     

    É o mais puro estado de alma inocente

    É mais um amanhecer – resplandescente.

    É um orgasmo em crescente

    É um ser único. Ou de tanta gente…

     

    É uma mão cheia de nada, vazia

    É mais um parto por uma mãe benzida.

     

    E se ainda não descobriste,

    O que de mais sublime há no clássico de uma melodia

    Ainda não despertas-te,

    Para o que de mais belo há na vida.

    Bom fim de semana!

    por PCJS

     

  • Um suponhamos…

    Suponhamos.

    Suponhamos, que num pais à beira mar plantado, com mais de 20 anos enquanto membro da Comunidade Europeia, qualquer empresa se pode dar ao luxo de ficar a dever uma factura esticando a corda por mais de 4/5 meses.

     

    Suponhamos inclusive que as intuições do governo desse país são  precisamente o maior exemplo quando toca a atrasar e falhar no cumprimento desses pagamentos, ou a empregar precariamente os conhecidos por geração recibo verde.

     

    E suponhamos ainda que precisamente esse teu cliente, caloteiro, que te deve facturas a mais de 4 meses, tem poder, para no caso de te atrasares a entregar-lhe a ele próprio o valor respectivo de um imposto sobre essa mesma factura, que ele próprio não te paga, mas que tu tens de lhe pagar e adiantar 20% (iva) daquilo que ele próprio te deve, caso contrario ele terá legitimidade para te desviar a verba que te deve para saldar o iva que te atrasavas a pagar-lhe.

     

    Agora deixemos de supor e encare-mos isto como a realidade da imoralidade e leviandade de quem nos governa e chupa os ossos até o tutano.

     

    Sabem que mais, a pena que eu tenho, é de gostar tanto desta merda de país, porque não fosse isso, e já à muito que tinha mandado isto tudo pró caralho.

    Mas o português é burro, e assiste a isto tudo calado. E já avisaram, para o próximo ano querem mais um imposto sob o rendimento. E então? Não foi para isso que lhes votamos?

     

    Os jovens, como eu, dessa conhecida geração por rasca, que em outros tempos tinham tomates para a posse dessa fotogafia abaixo, deviam era voltar a manifestar-se mas substituir as letras garrafais por um : CONTINUEM ME ENRABANDO  (que eu gosto)!

     

    Até quando?