Category: mrcosmos

  • Vídeo “Sinais do tempo: cai neve em Porto de Mós” “Signes du temps: la neige tombe à Porto de Mos”

     

    Dans la Serra de Aire e Candeeiros, le village de São Bento, la municipalité de Porto de Mós (Portugal), se sont réveillés le matin du 10 Janvier 2010 pour voir la neige tomber.
    Un drap blanc, chose rare depuis des décennies et des décennies, mais ce qui arrive pour la 2ème fois dans la décennie 1er, sec. XXI.

    Signes des temps. Et le réchauffement de refroidissement de la planète, est la réponse logique et compensatoires «corps» a appelé la nature.
    :Jerónimo

     

     

    Na Serra de Aire e Candeeiros, a aldeia de São Bento, concelho de Porto de Mós, acordou na manhã de 10 de Janeiro de 2010 a ver cair neve.
    Um lençol branco, coisa rara em décadas e décadas mas que sucede pela 2ª vez na 1ª década do sec. XXI. 


    Sinais do tempo. E do aquecimento ao arrefecimento global, é a reacção lógica e compensatória do “organismo” chamado natureza.

  • ♫ pelas trilhas do vinil – 2

     

     

    Curioso como um álbum em estreia é editado e vendido em simultâneo quer em CD como em vinil, sendo que a compra em vinil conta com o CD como bónus ?

    Talvez nem por isso. Depois dos EP’s (pensados para disck jokeys), o interesse das produtoras em voltar a editar discos comerciais em LP, vinil, só vem confirmar um crescente nicho de mercado que regressa ao velho formato.

     

    Para ouvir a trilha 3 de "Beteen Waves" – David fonseca (2009). Disponivel online em rastilho.com .

     

    Between Waves” – David Fonseca (2009)

    1. (Baby) All I Ever Wanted

    2. Walk Away When You’re Winning

    3. A Cry 4 Love

    4. U Know Who I Am

    5. There’s Nothing Wrong With Us

    6. Owner Of Her Heart

    7. It’s Just A Dream II

    8. Little Things II

    9. Stop 4 A Minute

    10. Morning Tide

    11. This One’s So Different

     

  • ♫ pelas trilhas do vinil (1)

     

    Trata-se de uma primeira experiência de captura directa a partir de um prato de vinil. O resultado sonoro é pouco satisfatório, devido a um irritante ruído de fundo provocado por falta de massa entre o prato e o aparelho de captura, mas pensei em postar na mesma. Tentarei corrigir.

     

    Não sei até que ponto será raro, mas trata-se de um álbum nada corriqueiro de encontrar. "Missing" dos Notting Hill Billies, foi um projecto liderado por Mark Knopfler, acompanhado por Guy Fletcher, Esteve Phillips, Brendan Croke. Uma sonoridade mista entre o country e os blues…

    Para ouvir, a trilha 1: RailRoad Worksong.

    The Nothing Hillbillies – Missing (1988)

    01. Railroad Worksong

    02. Bewildered

    03. Your Own Sweet Way

    04. Run Me Down

    05. One Way Gal

    06. Blues Stay Away From Me

    07. Will You Miss Me

    08. Please Baby

    09. Weapon Of Prayer

    10. That’s Where I Belong

    11. Feel Like Going Home

     

  • Mitos, mariquices, e paneleirices

    Portugal aprovou hoje na assembleia da República,   a lei para casamentos gay, tornando-se o 8º país no mundo   a faze-lo.

    Os portugueses, povo conhecido pelos seus brandos costumes, e eu não considero esta característica  má (pelo menos, de todo má), saberão conviver com a maior das normalidades, sem alaridos nem complicações, como de resto sempre reagiram as mudanças e evoluções de temas fracturantes,  veja-se recentemente a reacção a legislação para o aborto, ou fumar em recintos fechados de trabalho ou destinados ao público, esta última que se confirma uma legislação de grande êxito entre pares.

     

    Mas também não me esquece, o comentário certa vez de uma convidada no encerrado programa ” A Revolta dos Pasteis de Nata” (RTP2) que dizia à boca cheia aquilo que é tido como sentimento comum pela maioria dos homosexuais homens: Os lobbies e grandes interesses, e nomeadamente, a agora em voga luta pelo casamento gay, são causas que movem a ala dos considerados e verdadeiros “maricas” gays.

     

    Concordo em absoluto, e com esta lei (deixando-a o homofóbico Cavaco Silva passar ao veto), o que passaremos a ter é a oportunidade de distinguir os vários tipos de “maricas” sejam gays, bis, heteros, travestidos, metros, ou como lhes queiram chamar.

     

     

    alguns links:

    A homosexualidade nos guetos :by PortoMaravilha

    Tabus e preconceitos. Sapo – Especial Casamentos Gay

  • ♫oh Vinil: Bem vindo sejas! Again…

     

     

    O Amigo PortoMaravilha trouxe aqui ontem um post autêntico! Eu mudava-lhe era o tema, de Bye , Bye Love … para ♫ Bem vindo sejas! Again…

    Como sei que ele não o fará, e bem vistas as coisas, o post dele tem o tema correcto para o seu argumento, portanto, e se queres o tema que dizes, fá-lo tu, ó Mister…

    Então, cá vai. Até porque como verão a seguir, PortoMaravilha tirou-me o pão da boca, com o seu post de ontem :-)) .

     

    Diz-nos ele, mais tarde, em jeito de comentário:

    “Bom o Vinil está a regressar em força nestas terras. Não sei se é por snobismo ou não.
    E os gira discos começam a aparecer nos antiquários à grande e à Francesa.”

    Bem, Mon Cher, é sabido que a França sempre teve uma medida muito “especifica” ou se quiseres, muito “esquisita” na medição de “grandeza”, mas o que se está a passar por todo o mundo quanto aos discos de vinil, é um pouco, aliás, é muito, diferente.

    O que se está a passar, é um fenómeno sociológico “de escala planetária”, apesar de se verificar em pequenos nichos de aficcionados, e está a suceder por todo o lado. Cá é a mesma coisa. E é, ou começou por ser, um fenómeno popular! Mas se os restantes paises quiserem neste concreto, também eles passarem »à Grande e à Francesa!« do c’est tres chique , não vem mal algum ao mundo, pois de facto, compra-los é barato (5,00€  a 12,00€ o disco usado e novos por pouco mais), e saber aprecia-los e ouvilos é de facto um luxo!

    (ps:Nuno, tens de vir corrigir este post, pá! O sapo só corrige texto em pt, é mais xenofobo, ainda, que a França… 😉


    Não se trata, acho eu, de snobismos, elitismos, ou do quiçá…

    A revolução digital, entra em força nas nossas vidas, ou casas, com o CD-áudio. Seguem-se, mas com 10/15 anos de demora, os DVD’s.

    E se o “video don’t killed the radio star” , certo é que, o CD mata as cassetes audio e os LP´s de vinil; e os DVD’s matam o VHS. Logicamente.

     

    Este fenómeno de regresso do vinil que se verifica, e em cada vez maior força, tem que ver com, e vai para, muito além da guerra comercial/industrial interceira. Senão,  veja-se! : a forte relutância e incapacidade dos equipamentos digitais vingarem na indústria de produção de cinema a nivel de câmaras/captação, industria essa cuja força, tem o peso de grandes marcas de renome em equipamentos do sector e a qual ainda levará alguns anitos para destronar a película e assim matar um negócio de milhões do sector de produção cinema, ainda baseada na centenária e boa tecnologia de película fotográfica, com os rolos de 35mm. Mas isto já é outro tema, e neste post não queremos inserir a tag “cinema“. Voltarei a esta guerrilha da grande tela em altura oportuna.


    »Regressando ao vinil!

     

    PortoMaravilha tirou-me o pão da boca antes-de-ontem com o seu post, e, ainda bem! Assim inaugurou ele a nossa nova etiqueta: »«.

    Já tinha está rubrica pensada a algum tempo, vem do tempo do gERAÇÃO rASCA, e que passará por trazer para aqui alguns temas em vinil, na tentativa de exibi-los o mais integralmente possível… se bem que para pô-los na net, terão de sofrer algum processo de digitalização! Nada que lhe altere as características. Músicas desmaquilhadas, é o que vos prometo para muuuuito breve.

     

     

    Foi muito, muito engraçado. Acabara de comprar online esse disco vinil da foto em cima, uma reedição da Rastilho, produtora de Leiria,  do álbum 88 dos xutos (2009 ), e, a seguir, indo fazer a habitual cosmética necessária para publicar (também sou manicures, sim) o post do PortoMaravilha, e dou com esta temática!

     

    Já ando à cata de vinil, a maioria em 2ª mão, nas feiras de antiguidades, de à um bom tempo a esta parte. Recentemente “perdi” uma colecção de cerca de 40 álbuns, alguns dificilmente recuperáveis, num vasto mercado que o vinil tem em venda e troca de usados. Pelo que estou a recomeçar minha colecção, e nem me quero lembrar disso  – adiante…

     

    Por aqui, Portugal, por Inglaterra, bem como Espanha também já constatei que não, não é uma questão de grandeza ou snobismo. Eu, pelo menos à 15 anos, que já lá vão, que me deu as saudades, (saudosismo acho que não, pois o vinil tinha deixado as prateleiras das lojas à ainda relativamente pouco tempo) saudades de para além de cumprir o tal ritual que se fala na peça do video no post de ontem: o tirar a bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, ou então, eu gramo bué, (com um prato de tração motor central, em vez de tracção por correia que são mais comuns e frágeis) aquele gosto único de parar o prato a tocar para confirmar o nome da música, ou duração, na etiqueta central da bolacha preta com 12 polegadas, entre tantas outras coisas únicas num disco de vinil…. pode até ser viciante, cuidado.

    Com um prato de motor central, em vez de motor lateral e correia de tracção, podes de facto parar o prato em andamento, não danifica, Podes com ele parado, pousar a agulha na trilha mais facilmente, e ao largares o parto, ele assume a rotação certa, mesmo a mais baixa 33RPM, em menos de 1 segundo. “Motor central” trata-se de uma aplicação pensada para os pratos de Disck Jokeys.

    Não foi só o som que modificou, com a entrada do CD na recta final do século XX. Tudo o que é digitalizado é mais maquilhado. O CD Audio, tem um som mais “limpo, sim, sem grainhas e tudo, mas não tem a »pureza de som, candura essa que sobretudo se reflete a “ouvido nu” pelos graves e agudos projectados nos altifalantes, bastando tratar-se de um disco vinil de qualidade mediana, e um prato “razoável”, para o tocar.

    Também a imagem digital é mais maquilhada que a analógica. O digital apura e mostra muito mais detalhe, e a questão é mesmo essa, estranha-se (depois entranha-se) porque a olho ou ouvido nu, quando olhamos à nossa volta, esses detalhes não são flagrantemente visíveis ou audíveis, como num ecrã de nossas salas, ou numa aparelhagem estereofónica.

    O Digitalizar, é um tratamento de COSMéTICA. É maquilhagem! Mas há quem goste mais DELAS desmaquilhadas, ao natural… Eu gosto!

     


    PS: Apreciei o gesto espontâneo do Senhor Nuno, pelo que alio-me nessa de acrescentar a assinatura nos textos. E se para apresentações gosto de dar e que me tratem pelos nomes próprios, já para outras circunstâncias prefiro deixar os apelidos.

    PC Jerónimo da Silva

  • A romaria à mouraria, molhadinha como uma galinha!

     

     


     

    A Romaria à Mouraria

    O

     

    09:15 AM. O despertador, desse mal necessário apelidado por telemóvel, toca o despertar. Um portista boceja, confirma as horas, levanta-se cambaleando, não pelo exagero dos copos da festança na noite anterior, que ocorrera no jantar de natal entre colegas do blogue do carago!! , mas pelas poucas horas de sono cujo trabalho do longo dia anterior lhe roubara ao descanso ou ao convívio…

    Afasta as friestas do estore e espreita da janela, constatando: “Eisssh! Tá mesmo um dia lindo para se ir ganhar a Lisboa!”.

    Mais pontapé, menos canelada pelos móveis, lá se vai aprontando que o dia reluzente, e um clássico de futebol, chamam lá fora.

    Não sem antes cumprir alguns rituais domingueiros, mais café, menos leituras, confirma as horas, e, “Fosga-se! Que já estou atrasado…”

    11:45 AM. O motor do C4 ronca, felino, arranca em sentido contrário, rumando 50 km a norte, para a mini-concentração marcada no Manjar do Marquês, em Pombal, e os receios de MrCosmos mostram-se afinal infundados. Não só chegara a horas, como até consegue o feito raro de ser o primeiro a comparecer no encontro. Tem por isso tempo de verificar o ambiente à volta. “Olha, um portista, e outro, e alí, uhmmm…. sim alí vai outro!” O sorriso que trazia nos lábios desvanece-se rapidamente quando entra no restaurante: “Fosga-se! Já chegamos à pontinha, ou quê?! As camisolas vermelhas são mais que as mães!”.

    Volta para fora, precisava de respirar ar puro.

    A estacionar já estava a mini caravana daquele blogue do carago! bLuE bOy, Mafaldinha, AzuliBranco , Tripeiro, e Xeio_d_Xono, apeiam. Ligeiramente a duas, três filas de distância, Bicho – O Eterno Capitão, verifica se a viatura está mesmo fechada.

    “Comé que é Mister? Tá-se? Tá-se!” – Cumprimentam-se o bLuE e o Mr, entre um primeiro abraço há já muito adiado, aguardando por uma primeira oportunidade. E foram ao tacho.

    A mesa ao lado é ocupada por adeptos rivais, entre garfadas e um copo ou outro, o AzuliBranco conta das suas tropelias e picardias num blogue vermelho farrusco onde largava umas bombas com o seu grito de guerra: “mata o mouro, dá-lhe um estouro”. O “garçon da casa”, na árdua tarefa de abrir mais uma garrafita,  deseja boa sorte à mesa para mais logo, enquanto bom Sportinguista que era, e o Tripeiro põe-nos a par da sua ascenção à fama pelas curvas azuis e brancas, que já ouve na rua: “Olhó Bibó Porto, carago!! Tu és o gajo da bandeira.” Dobradinha, ao lado de seu mastro que esticado daria 5 metros, lá aguardava a bandeira simbolo do blogue do carago! Coisa maí linda, alí serena a espera de ser vorazmente  desfraldada por aquelas bancadas imundas e, …uhmmm?! Diga? ah oui, pardon! …estou-me a desviar.

    A malta está saciada, no que a barriga toca, pelo que há de tratar de saciar então o espírito e alma flamejante draconiana. Cumprimentos de circunstância à mesa vermelha do lado, “Boa sorte, viagem e tal…”, e ala que se faz tarde…

    03:45 PM
    . Atravessa-se a fronteira da Mouraria, e o bLue ainda consegue a condescendência dos batedores de trânsito e encosta no apeadeiro das portagens de Alverca, onde as claques já iniciaram a sua actividade “pedreira” de tiro ao alvo… no segundo carro, MrCosmos e AzuliBranco são ordenados a seguir caminho, que as coisas alí já aqueciam.

    Sem stress, saí-se na primeira saída, e regressa-se à auto-estrada entrando em pleno coração do cortejo azul e branco, feito meticulosamente sincronizado via telefone móvel.

    E aí vão eles.

    Dragões nos tejadilhos dos autocarros, adeptos sentados à janela das viaturas, bandeiras, cachecóis, apitos, 4 piscas, um multicolorido de vários tons – com o azul e branco dominante – dá entrada na capital. De meter respeito!

    “Foi assim que Dom Afonso Henriques entrou em Lisboa”, confidencia Azulibranco com um familiar ao telefone.

    Mas os deuses dos futebóis iniciam logo ali os seus castigos à legião  azul e branca. As nuvens negras que os perseguiam, de já há algum tempo, iniciam a sua descarga, mas nada desanima as hostes portistas.

    Decidira-se previamente: entre entrar disfarçado e camuflado sem adereços identificativos, e assim de forma menos penosa e sossegada, ou entrar identificado em segurança, com o cortejo policial entre uma ou outra bastonada, como a que um cabrão-zão fardado deu ao Mr , para recordar-lhe quem era alí a autoridade Muçulmana , pois quem mandou MrCosmos por o pé em rama verde, leia-se pé fora do passeio estipulado, para o trânsito dos adeptos,   no desvio de uma poça de água, donde se respondeu ao leve toque da autoridade islamita, “xô pulga! O que foi? Queres que invoque pela tua identificação, morcão?  O teu nome Sr. Agente? -Estrada! devolveu ele…

     

    Bom! como ninguém havia vindo para se esconder, camisolas, cahecois e tal, que remédio senão aturar aqueles Ortodoxos-Islamitas da ordem e segurança. Siga a rusga!”

    Pegando o fio à meada, milhares das claques e adeptos, contam-se cerca de 3.500, apeiam, começa o aglomerado azul e branco. A chuva intensifica, os primeiros cânticos de honras à casa entoam-se, bandeirinhas com o número 12 e uns  apitos vermelhos todos catitas, para saudar o Senhor Lucílio Baptista – Calabote do sec. XXI, distribuem-se, a roupa molhada começa-se a colar ao corpo, “Que sa foda, Jogo é jogo, e este, É o jogo”.

    Um casal aparece numa varanda, uma bandeira azul e branca é exibida, eís um bom mote para o afinar de gargantas dos adeptos: “Cam-pe-ões, cam-pe-ões, nós somos cam-pe-ões!!”

    Mais duas dúzias de caralhadas e cânticos entoados a certos “filhos da puta, S-L-B…” e o Mr começa a interrogar-se o que faz ele ali, no meio da macacada – sem querer ofender os macacos – bichos que de facto têm comportamentos mais civilizados que as claques e vários de adeptos daqueles, azuis e brancos.

    “Não há-de ser nada…” cerca de 45 minutos c-o-p-i-o-s-a-m-e-n-t-e à chuva e lá arranca o pelotão com uma sofreguidão tal, de arrombarem o galinheiro, coisa de outro mundo. Ah, também ia haver um jogo de futebol, mas começa-se a perceber que isso era mero pormenor acessório. De Telheiras, à Santa Capoeira da Luz, muitos repelões e pára-arranca, os adeptos, pois o trânsito esse, todo parado. Cortado, aparecia aqui-alí, nalgumas artérias. «Párava-se nos semáforos verdes, avança-se nos vermelhos», aquele cordão policial parecia uma avozinha a conduzir por um lado, mas um adolescente de 16 anos a esgalhar o pesegueiro com desejo a molho… por outro.

    Os moradores vêm às varandas e janelas, “Vai para dentro, preto do caralho”, “Ó corno, o que queres? saí daqui filho da puta!”, “Traz-me cá é a tua mulher, irmã e mãe, à minha beira, cornudo preto”. Aquilo fazia confusão ao Mister. “Afinal, onde é que aquele gado bovino -com o Mr no meio – viam o preto?” Não descortinava…

    “Que horas são?” “06:45” (PM) – Responde o Mister, parados que estavam todos há mais de meia hora na boca dos torniquetes de entrada do estádio. Nos poleiros do galinheiro apareciam as bestas da outra espécie para o cumprimento do ritual de acasalamento futebolístico.“Amochem cornudos, aí à chuvinha”, eram alguns dos preliminares para o acto de acasalamento, dos mais mimosos, mas carregados de alto teor erótico por parte da espécie fémea, aquela que aguardava  no quentinho dos cobertores do estádio, enquanto os machos, espumavam cá fora. E rebentam altas trocas de prazer nesta fase de esbordejar antes do acto de penetramento, do estádio, leia-se. Órgasmos múltiplos, um verdadeiro bacanal vive-se entre ambas as partes e claques, com a carga policial a segurar a vela, ajeitando os travesseiros, e, excitando ainda mais as espécies entre a descarga excitante de uma ou outra bastonada carregada de sensualidade tal… por aqueles aprazíveis e erectos brinquedos eróticos. “Andem lá com esta merda?!” berra o Mister, “Tirem-me deste filme”, pensa para dentro.

    Talvez uma hora e tal, e 10 litros por centímetro quadrado depois, estavam dentro do estádio, que era de resto o grande receio de MrCosmos, entrar a tempo de não perder pitada desde o inicio do jogo. Jogou-se, jogou-se, jogou-se. Vibrou-se, vibrou-se, vibrou-se. Desesperou-se, desesperou-se, desesperou-se. Espumou-se espumou-se, espumou-se.

    Não se descortina bem o porquê, mas fica-se com a impressão, corrijo, com a certeza, que eram afinal 60 000 os animais irracionais presentes naquele estábulo a meter água no telhado das bancadas, onde uma cadeira dos portistas tinha de dar 3 lugares. Por cima, vários – digamos – muitos, adeptos do clube Senhor Lucílio Baptista – o Calabote do sec. XXI. Uns pauzitos de mini-bandeiras, garrafas, rolhas, isqueiros, moedas e tal, pelo ar. Nada de mais, ou de estranhar..

    No quartel de  Abrantes, tudo como antes, e na capital, tudo normal.

    Atrás do Mr, um caramelo, com penteadinho à chulo, supostamente portista, que mais ainda que aos adversários, preocupava-se era em xingar o Hulk, a mãe do Hulk, o Meireles, a mãe do Meireles, o Guarin, e respectiva progenitora, tudo o que quer que tivesse condições de “dar à Luz”. Escapou-se a irmã do Jesualdo, na dúvida da sua existência. O Mr mordia a língua para se conter e não o mandar saltar a barreira, passando-se assim para o outro grupo de adeptos, mas lá se conteve, a não dar o rejubilo aos mênes do cacete fazerem o gosto ao dedo, e abastonar logo duma asenstada só, a caricata, mas não inédita desavença entre dois adeptos da mesma côr, e que cores! Que sobretudos aqueles cães-de-luta ilegais, espumavam para isso desertos. Também para eles, era o combate do ano.

    22:10 PM. Apito final. Êxtase na Luz, uma despedida de objectos no ar, Aí Jesus! Quais pegas de stwards x Hulk / Sapunaru, quais que(!?) Anda cá que isto tá pior que o tunel da Luz, perderam oportunidade de punirem e irradicarem, por 2/3 anos/mínimo, os bons e melhores adeptos lusitanos originais, autodenominados por Portogueses (apenas estes, que as claques são imunes, e fazem falta ao bom futebol português). E lá surge oportunidade para um ou dois deles, resguardados pelas armaduras, desancarem num inocente sexagenário portista, as cacetadas que aquele frustrado fardado lhe apetecia dar mesmo, mas mesmo mesmo, era na mulher, no entanto nem  por sombras para isso haveria, certamente, tomates (quais?!) e se na capoeira da Luz todos sonham e fantasiam… Policia de choque, o mais astejante traiçoeiro e venenoso dos animais tem a mania que é quase gente e, anda cá, e, Xeio_d_Xono não resiste em demonstrar algum desagrado, ao ver o sexagenário descer 2/3 filas de cadeiras desalmado. O polícia do outro lado atira  beijinhos ao amigo Xonecas e lambe os beiços sensualmente provocando o dragão já de sí pouco adormecido… acaba provando o sabor do gás pimenta. O Bicho – O Eterno Capitão, nas suas calmas e sabedoria – só lhe faltava a braçadeira no braço, carago!! já que a camisola n.º 2 devia tar por baixo do casaco – puxa o ponta-de-lança do bitaite,  MrCosmos, “Embora, antes que sobre para nós”. E eu dei-lhe razão. Bem bastaram os castigos para já indeterminado entre os 6 messes à 2 anos de Hulk e Sapunaru, não ia-mos assim perder mais duas peças fundamentais da bancada e bluegosfera, naquela assentada. Eram baixas à mais, e na Luz,nunca se sabe, nunca se sabe…

     Uma senhora cruza – desalmada de todo,  braços estendidos, guiada, supoe-se, pelo marido, cara toda apimentada olhos vidrados, roxos, deslavados em lágrimas – e atrave-sa o amon-tontoado de 3 500 portistas que ficariam enclausurados entre o interior das bancadas e os portões fechados, por mais de uma hora, a aguardar saída, e encharcados, a aguardar,  uma hipótermia, verificam-se alguns ameaços de tal, os secadores de mao das casa de banho trabalham mais numa hora do que já haviam trabalhado em toda a sua vida, nãopara aquecer mãos, mas pês raços, todo o corpo. Ja cá fora, registam as reportagens de TV em directo, uma adepta quarentona fala para as reportagens Uma vergonha, mais de uma hora, alí fechados, molhados, parados, já a entrarmos em hipotermia!ficou para o REC da estação daquela cidade do mais-maior-grande-que-inté, clube conhecido pela sigla vermelha Senhor Lucílio Baptista – o Calabote do sec. XXI, do mundo.

     

    Nova romaria de regresso ao parque de Telheiras, para as viaturas, com mais do mesmo, urros e grunhos, e S-L-B’s, S-L-B’s. Se estivesse entre seres racionais, tentaria explicar-lhes que as constantes citações ao “Glorioso”, mesmo em campos que ele não está presente como tão Benficó-dependentes que são, só demonstra a pequenez de quem tal profere, e engrandece/envaidece os de vermelho. Mas como estava no meio deles, poupei-me.

    23:50 PM. A puta da romaria de volta ao parque parecia muito mais demorada, molhada, e custosa de fazer que a anterior na ida. E desta feita, não haveria paragens…

    Siga viagem, liga a soufágè!

    02:10 AM. Hora de reconforto ao estomâgo que dava horas desde a hora de almoço…

    à entrada do self-service da área de serviço de Leiria, “Eisssh, Mas ainda estamos na pontinha?! As camisolas vermelhas são mais que as mães…”

    Dois larápios, que haviam sido avistados entre os adeptos e claques portistas ( por sinal, mas fossem benfiquistas, que a merda era toda a mesma) enchem os bolsos com sandes e sumos, e fazem-se à vida, sem mais demoras nem contas… Na longa fila, uns riem-se, outro esfregam os olhos incrédulos se estarão mesmo acordados. Outros dois que igualmente se abastecem, dialogam: “É para pagar?” “Esquece isso, tens via verde, não tens?”

    Beijos e abraços, o Mr fica mesmo por aquelas bandas, os restantes, rumam a norte, mais duas horitas ninguém lhes tiraria do pélo.

    02:55 AM. Pergunta a mulher com voz de sarcasmo abafada pelos cobertores:
    -E que tal, gozas-te?

    -“Apanhei a maior molha da minha vida, mas para ver aquela equipa ao vivo, a cores, e em 4 dimensões, tudo vale a pena…

    -“Pois, que te deêm 8 dias de cama…roga ela.

    Siga a rusga! Para baixo das mantas.
    03:10 AM: Apagou a “Luz”. Enfim.

    PS: O autor do post ainda pensou em descrever aqui como é que foi o verdadeiro jogo jogado, em sí, mas, acham que vale a pena?

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    Simultâneos BiBó PoRtO, carago!! / COSMéTICAS.org

     

  • Boas entradas! …………………………………………….. ………………………………………………. Bonne année!

     

    Nous vous remercions de votre préférence. Une BONNE ANNÉE, bonne décennie, et bonne continuation! 🙂 Est le souhait de toute l’équipe Cosméticas.org

     

     

    Com o pé direito, ou o esquerdo. A fazer o pino, ou o "4" meio torcido. Com passas, espumante ou champagne. Seja como for ou se queira, façam o favor de ter um BOM ANO e boa década. E boa continuação… 🙂 São os votos de toda a equipa Cosméticas.org .

  • ♫ Amelie, c’est très jolie

     

    Jovial!

     

    Um filme que deveria constar de qualquer videoteca que se preze, entre os amantes ou simpatizantes cinéfilos.

     

    O modo como "Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain" nos pinta  Paris, em tons vivos e alegres com cenários coloridos onde encaixa a protagonista Amelie (Audrey Tautou) de seu guarda roupa a condizer entre a vivacidade dos verdes e vermelhos, roça o estado de hino à grande tela.

     

     

    Com o recurso, e bom abuso, de grandes planos, nomeadamente à cara laroca da protagonista e suas expressões tipo "boneca de porcelana" , Jean-Pierre Jeunet obtém este sucesso do cinema francês, ressuscitando inclusive de certo modo, uma moribunda cinemateca francesa, a qual já não me sentava no sofá por mais de 30 minutos desde as saudosas comédias de Louis de Funes (o meu "Vasco Santana" francês). Mas devo no entanto confessar minha forte ignorância por estes roteiros do cinema gaulês, pelo que mais não me alargarei.

     

    Tudo isto aliado ao inebriante perfume da banda sonora  do filme (de Yann Tiersen) , são componentes que levariam a película a nomeação para cinco Óscares em 2002.

    Nada menos importante esta referencia final ao toque musical de Yann Tiersen que lançam o mote ou embalam pelos vários estados de alma do filme, ou melhor, do espectador, entre a melancolia, a disputa, marcando o argumento pela tal jovialidade e a rotina do dia a dia. Para a história e sucesso das bandas sonoras ficam temas como La Valse D’Amelie  (no vídeo abaixo) , Le Moulin , Comptine D’un Autre Ete, La Dispute (ouvir aqui) .

     

    Nos primeiros 15 minutos deste filme, Jean-Pierre Jeunet lança-nos numa narrativa alucinante que prende o espectador ao ecrã, de forma esplêndida, mas, é a partir de mais ou menos à meio do filme que aparece o grande "senão" que a crítica menos boa não perdoaria, a qual de resto me junto, quando o filme entra num marasmo total, enrolando-se em muito "mais do mesmo" , enquanto Amelie cumpre o seu fabuloso destino de ajudar os outros a encontrar alguma felicidade. Acho que exemplificativo deste "chove-não-molha" que quebra a expectativa empolgante inicialmente lançada, resume-se por exemplo no comentário final que ouvi do meu filho mais velho (16 anos) à poucos dias quando lhe apresentei o fabuloso destino:  "É pá, nem sei se gostei ou não…"

     

  • Não se mete a colher, mas mete-se o passarinho…

     

    Se entre homem e mulher, diz o povo, não se mete a colher,  já do twitter não se pode dizer o mesmo.

     

    Diz quem viu, e está disponível online, que na hora de beijar a noiva, Dana Hanna, um engenheiro de Maryland, nos Estados Unidos, preferiu actualizar o twitter (!).

    Alterar o seu "estado de relação" no facebook e postar a boa nova no twittter, foi a primeira opção, com naturalidade, que nos noivos assumiram após o reverendo os declarar "marido e mulher". Insólito, mas ocorreu no passado dia 21 de Novembro. O vídeo também foi instantaneamente colocado no youtube.

    Casamentos gay? Qual quê! Isto é que são modernices, à sec. XXI…

    Portanto... «it’s official on facebook, it’s official in my book – o noivo pode beijar a noiva». Conclui o reverendo para gaudio geral.