Category: mrcosmos

  • Rui Zink: “A elite portuguesa é ignorante”

     

    O aperitivo introdutório que abre uma excelente peça jornalistica, ao muito bem denominar Rui Zink (RZ) como sendo “um dos grandes provocadores portugueses”, palavras de  Nuno Francisco na entrevista publicada no Jornal do Fundão, versão online de 31 de Março último, pode facilmente deixar o leitor com “agua na boca”, convidando-o, se quiser,  a recostar-se  e apreciar ao que só não chamaria de  peça única, pelo simples facto que considero que esta de RZ deve, pelo menos por aqui no Cosméticas, ser lida, como continuação desta outra: “A imagem de Portugal no mundo” cuja nossa tradução exclusiva de FR para PT, tem feito bastante sucesso, ao ponto de estar a ser imprimida e distribuida, segundo testemunhos recebidos.

     

    Na de hoje, Rui Zink, desde nos dar a sua visão do porquê considerar “Portugal ser um País giro”, ao argumentar do estado de coisas pelas misturadas e ocupações indevidas do poder da esquerda andar-se a passear pelas “ruas da direita”, indo mais fundo ainda no que toca a questões politicas, mas sem deixar de opinar noutros assuntos que nos são aqui tão caros: temas relacionados com a cultura , ou outros controversos da actualidade, tal só vem evidenciar, mais uma vez com esta entrevista, o porquê de o Jornal do Fundão,  ser tido pelo Cosméticas por uma GRANDE REFÊRENCIA, do jornalismo regional. Mérito do Nuno que o tem dado a conhecer aqui a muita gente.

     

    Acabo por destacar neste post alguns trechos da entrevista, até porque, “às duas por três”, dou comigo a rir com Rui Zink a insitir em ir pela via de uma de nossas etiquetas de marca: “cosmetiquices”, e no fundo, o tema deste blogue. E eu a pensar: “querem lá ver que o Rui Zink também já anda a ler este mal fadado blog da outra galáxia?” 😉

    Mas depressa desci à terra:

    “Nááá´! Qualquer dia… Qualquer dia talvez ele veja o que anda a perder :-))))”

     

    Portanto já sabem, eis alguns trechos. Mas não dispensa a consulta completa!

     

    JF – E qual é o nosso handicap [de Portugal]?

    RZ – O nosso handicap é tudo. O nosso handicap é que o PS decidiu roubar o terreno ao PSD e, portanto, neste momento, estamos a ser governados pelo PSD. E o verdadeiro PSD queixa-se – e com razão – de que o seu lugar foi roubado. […] Eu não consigo aceitar o que o governo de Sócrates fez com os professores e com as escolas. O modo como o Ministério da Educação tratou os professores e as escolas públicas, convenceu-me, finalmente, a desistir das escolas públicas. É mesmo para destruir. Mas, depois, há outras coisas em que tem [o actual Governo] componentes interessantes: é evidente que o governo PS tenta, apesar de tudo, não ser xenófobo e isso para algumas pessoas tem alguma importância. Depois, a questão do casamento gay, que não interessa ao país, mas interessa às pessoas deste país a quem isso interessa, que também são o país! Há diferenças. Há batalhas nos costumes em que ainda há diferenças e que não são tão cosméticas quanto isso. No modo como tentam agarrar o poder, como cada vez se confundem mais com o poder económico, na promiscuidade, num certo terrorismo cultural…

     

    JF  – A esquerda é mais “amiga” da cultura?

    RZ – A esquerda tem mais amigos na cultura! Quando a esquerda está no poder, eles dizem: “Bom, vamos escolher este nosso amigo de longa data do partido, em vez de escolher aqui o Zink”, enquanto que a direita diz: “Os gajos são todos de PS para baixo… Portanto, já agora, convidamos o Zink”. Portanto eu beneficio mais quando a direita está no poder.


    JF  – Já foi asfixiado democraticamente?

    RZ – Não… Mas acho que deve ser por causa do meu pescoço gordo. […] Se eu fosse verdadeiramente uma voz incómoda, levava um tiro. Ora, eu não quero levar um tiro, é desagradável; dói. Se ainda tenho acesso, de vez em quando, aos microfones é porque, na verdade, eu também faço parte da cosmética. Parece do contra, mas na verdade faz parte do sistema, o que é normal quando uma pessoa está quase com 50 anos.

     

    JF  – Do que precisamos: de um Presidente da República (PR) economista, de um PR poeta ou de um PR médico?

    RZ – […] Não tenho grande respeito intelectual por Manuel Alegre. Ele dá muitos tiros no pé e é um bocadinho vago em muitas coisas. Mas, dos três [candidatos as presidenciais] , nitidamente é o que tem mais perfil para o cargo: é um fidalgo, tanto lê poesia – que é uma coisa simpática – como vai à caça, tem uma bonita voz, fica bem de barba… acho que ele pode estar em Belém melhor que os outros dois.

     

    JF  – E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?

    RZ – Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua… a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto….


    Houve uma coisa que me horrorizou… Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês – Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil… Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”… E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou.

     

    Link para a entrevista completa:“A elite portuguesa é ignorante”

    PC Jerónimo da Silva

  • Futebol: uma arena de morte? [cap. 5]

     

    Não! O futebol também se faz de glória,

    mesmo após a morte «


     

    No triste dia que se assinalou pela noticia da morte de Sir Bobby Robson, a única forma que tive de lhe prestar uma singela e última homenagem, foi por aceder ao pedido de um amigo que me vinha solicitando a recolha de alguns itens, vídeos, e fotos, da pessoa reconhecida por um dos maiores e grandes treinadores que Portugal e o mundo conheceu, pois vinha-se alongando e piorando o seu estado terminal de saúde.

    Pelo que refeito da notíca do falecimento, com o “trabalho de casa” já adiantado, mais uma banda sonora a condizer, sugestão do mesmo amigo, depressa compilei e pus o vídeo-tributo em questão online, no youtube.

     

    Ora a história deste post, pode-se dizer que começa agora e aqui.

    Por estes dias, um leitor, que havia conhecido tal videograma, pede via mail do blog em que havia sido publicado, se existia algum modo de ter acesso ao mesmo, uma vez que o youtube tinha removido a conta, (onde este, era um dos vários que contava com milhares de visualizações em poucos dias, e dezenas de comentários) isto, porque o queria apresentar a uma outra colega.

    Ora tal pedido, decorrido já algum tempo, e em que o assunto passaria facilmente entre tantos por esquecido,  deixara-me curioso…

    Cedida a informação com o novo link onde o vídeo já se encontrava re-publicado, acabei por lhe pedir que me satisfize-se a curiosidade do porquê tal interesse nesta altura.

    Acabou-me prontamente respondendo, autorizando que publica-se aqui o seu comentário, e tinha de faze-lo!

    Porque o futebol, também pode não ser uma “arena de morte”, e até prevalecer com os seus momentos de glória, mesmo após a morte. Talvez não ande longe, a moral desta história. Fica portanto o testemunho, com um obrigado ao apreciado leitor.

     

    Por Zé Fansas, via mail, à 6/04/2010:

    “Quanto ao vídeo,  está perfeito, o interesse foi meu ela não conhecia Sir Bobby não gosta de futebol nem acompanha mas falei-lhe nele sobre a historia dele extra futebol, e  quero mostrar-lhe o vídeo porque acho que diz muito sobre Sir Bobby,  muitas vezes nestas ocasiões as pessoas aplaudem por aplaudir ali não vê-se que aquilo é verdadeiro vem de dentro, que enquadrado com o olhar dele e com a musica que também diz muito sobre ele um homem com idade mas muito jovem em espírito torna o vídeo uma boa maneira de mostrar o que ele era.

    Quanto ao que significa para mim, tenho muito orgulho em dizer que um dia ele treinou o meu clube, foi grande treinador mas acima disso grande homem grande lutador um exemplo de Homem. Vale a pena lutar e viver com alegria foi o que ele me ensinou.”

     

    PC Jerónimo da Silva

  • Futebol: uma arena de morte? [cap. 4]

    .

    Ferido de morte,

    por más arbitragens? «


    Arbitragem em formação LPFP / UEFA (2007)

     

    Hoje não escreve o MrCosmos, o adepto de futebol , o “apaixonado”, o aguerrido na defesa de sua dama, o por vezes “emocianado”, e por isso, aqui e alí, com margem para seus textos serem por alguns contestados. Hoje não.

     

    Permitam-me, por isso, de certo modo, apresentar-me:

    A realidade, é que enquanto profissional do sector videográfico e audiovisuais, tenho já alguns anos relacionados com as mais altas instâncias desta (entre outras) modalidade desportiva, o futebol. O cumprimento de minha colaboração profissional, acaba por ser, também e em boa parte,  com os organismos de âmbito nacional (FPF, LPFP, e APAF).

    Nessas funções, sempre me tem sido pedida, e minha intervenção tem incidido fortemente na mesma tecla: usar as agora em voga denominadas por “novas tecnologias”, nomeadamente as potencialidades de registo vídeo e a  dos audiovisuais, e tenho-o feito, ou melhor, tais organismos têm-no feito, a titulo pedagógico, de treinos, documentos de arquivo e analise, ferramentas de apoio, e porque não, vídeos e “cenas giras” relacionadas, para descompressão de intensos dias de treinos dos agentes desportivos em formação periódica, também a titulo de lazer. (Fala-mos da 1ª liga Portuguesa) .

     

    Noto, de há muitos anos (desde 1999), que são imensas as pessoas dentro dos organismos do futebol, em consonância com as instâncias internacionais (UEFA e FIFA),  que como qualquer humano, não sendo infalíveis, é notório que são demasiados os que querem fazer alguma coisa para melhorar isto. Mas mudar culturas, agradar ou controlar, multidões de milhares de pessoas e no nosso caso português, que já os Romanos nos apelidavam à milhares de anos por “ingovernáveis”, não será então tarefa fácil. Reconheço.

     

    Muito se queixa e se lamenta, quando é caso para isso, e são demasiados os casos, de más arbitragens no campeonato Português, e o quanto isso influencia “a verdade desportiva”.

    Mas não somos caso único, se olharmos para a capacidade técnica dos árbitros estrangeiros a actuarem noutros campeonatos, ou provas da UEFA e FIFA, o desempenho NÃO É MELHOR! Que o digam os clubes e adeptos portugueses, recentemente, ou desde sempre, também prejudicados por más decisões que os penalizam em tais provas…

     

    Pelo que a pergunta que deixo no ar, e perante uma notória e evidente aposta na formação portuguesa, querendo-se aqui inclusive  inclusive a profissionalização do sector, é se:

    “poderá o futebol estar ferido de morte, pelas mas arbitragens?”

     

    Tema a continuar…

    PC Jerónimo da Silva

  • Futebol: uma arena de morte? [cap. 2]

    E sem nem só de “bola”

    vivesse um clube de futebol?«


     

    O Desporto Rei é qual eucalipto: “seca tudo à sua volta”, e por muito que se quisesse, para mais falando de Portugal que dedica diariamente três jornais desportivos , aliás, três boletins informativos, sobre o tema futebol, e largas horas radio-televisivas semanais à volta das tricas e laricas da jornada… fácil será concluir que pouco sobrará para qualquer outra modalidade se afirmar!

     

    Qualquer outra das secções de um  clube sente isto na pele, seja o da terrinha ou da capital, o da cidade ou do concelho. Se há futebol, mes amis, as outras não vendem, e, errónea, consciente, ou inconscientemente, tal acontece por todo lado.

    Independentemente deste pensar miudinho tão nosso característico, num pais,  entre vários da Europa, cuja a modalidade Rei (futebol) atravessa uma decadência mortífera, sobretudo por um reaparecer e crescer de hooliganismo, problema para o qual as autoridades tardam em despertar e castrar, eis que clubes centenários de todo o mundo, criados principalmente com o intuito inicial de fomentarem o futebol, se unem agora, aliando a paixão de um emblema à emoção e adrenalina do roncar e assapar dos motores, naqueles “carrinhos de corrida” que deixam caidos de beiço qualquer bedelho de 5/6 anos – gostos que acabam deixando “sequelas” pela vida fora –  e dignos aqui de classificação Cosmética (etiqueta): “Naves espaciais” !

     

    Para delícia dos amantes de tais modalidades, alguns clubes portugueses também se têm aliado e feito representar, marcado presença desde a primeira, nesta que já é a 3ª época de uma modalidade, já demonstrada como uma bem sucedida mistura explosiva, mas de boas emoções. E por esse mundo fora que acompanha a Superleague Formula, os clubes tugas não têm envergonhado… pelo contrario! E ao contrario das “cenas da bola”.

     

     

    2ª Jornada 4.Abr.2010 | Classificação Geral 1º lugar, Tottenham Hotspur (92 pts); 2º lugar, FC Porto (70 pts)

    PC Jerónimo da Silva

  • Louvores divinais para o comum dos mortais

    “Air” Suite N.º 3 em Ré maior (também com alguma água na boca)

    São várias as cantatas cuja inspiração imbutida pelo grande Johann Sebastian Bach estaria envolta nas crenças cristãs, destacando-se por exemplo a Cantata BWV 147 – Jesus Alegria do Homens” que evoca a vinda de Cristo aos corações cristãos.Provavelmente uma das mais adequadas para o culminar deste dia de forte estigma para quem vive estas coisas intensamente.

    Mas convenha-se, mais ou menos fiéis, as DIVINAIS criações do Mestre da “primeira” de todas as Artes, a música, tem o poder de tocar no intimo de muitos dos maiores e ditos “incrédulos”.

    E porque estarão, provavelmente muitos, para além do ponto alto  no evocar da Ressurreição Cristã,  no final de tarde  de um domingo, que se quer como qualquer outro, retemperador, prefiro nesta hora disfrutar da tranquilidade emanada por mais um  primor de obra do enorme artista J. Sebastian. 

    Boa Páscoa! Por mais ou menos pagã a forma como ela seja hoje vivida.

    PC Jerónimo da Silva

  • VHS – Cassetes Repescadas (1) : “Crimson Tide”

    Com este post (abaixo re-editado), aventurei-me pela primeira vez a opinar na blogosfera acerca de um filme, de forma muito sintetizada.

    Até aqui, a ter que opinar, diria que gostava de apreciar uma boa película, mais pelos aspectos e pormenores técnicos e de produção, antes de passar a relevar o seu conteudo.

    Não me considero um cinéfilo daqueles de muita hora de sofa com “calo no cu”, e isto é um elogio para tais, mas, adoro cinema, e tal gosto – sei hoje – que não pode estar dissociado do facto e dos aspectos técnicos que desenvolvo no dia a dia. Ossos do ofício.

    Sobre cinema, mais que ver, ler, e gostar de opinar, não pelo criticar, que tal aptidão é coisa “doutros actores” , gosto de o fazer, para aprender. São evoluções lógicas para quem frequenta os processos de produção, e passei de certa forma a querer melhor observar, para além dos aspectos e pormenores técnicos e de produção. Hoje, não me são indeferentes bons ou maus argumentos, boas ou más mensagens, evidentes ou subliminares. Hoje até podem sair daqui nas linhas de meus posts alguns disparates, riscos de quem opina. O maior desses disparates, por mim assumido previamente como tal, foi ter dito, “de raspão“, que o cinema francês conheceu uma fase algo moribunda. Como castigo, desde então, praticamente pelo leitor de DVD lá da sala, só têm passado cinema francês. E o que me têm deliciado…

    Em “Crimson Tide” (Tony Scott 1995), o actor secundário Denzel Washington, protagoniza um papel de um carisma tal, perante seu chefe supremo naquelas circunstâncias (Gene Hackman), que me cativaria perante o actor/realizador afro-americano enquanto fã e da forma peremptória que me viria a tornar seguidor, acompanhando de perto toda a sua carreira.

    A Postura tomada por Denzel evitaria uma eminente guerra nuclear à escala mundial. O arrepiante, é que este é mais um daqueles filmes de fonte verídica, tal sucedeu mesmo, e um “Imediato” de operações num submarino americano, e consequentemente toda uma cadeia hierarquica, dividida, altamente armada e militarizada, tem de optar entre cumprir ordens superiores, ou confiar na sua consciência, e avançar com um motin perante um cenário de ignição de Gerra Nuclear por ordens superiores infundadas, no entender de vários.

    Este episódio, verídico – que motiva ao espectador do filme às mais e variadas sensações entre dúvidas do certo ou errado – obrigou a Casa Branca, inclusive, a ter de rever suas politicas militares, no que toca à ordem final para disparar armas nucleares. Depois desta crise gerada num submarino americano, posto a navegar com o intuito de controlar o “descontrole” gerado pela separação e fragmentação da URSS, passou a caber ao Presidente dos EUA (até ali era decisão e ordem final do homem com cargo militar hierarquicamente elevado, no cenário de combate) a ordem expressa e clara para disparar armas nucleares.

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    Uma nota final para a banda sonora deste filme (Hans Zimmer), que influenciaria e ecoaria, por tantos e demais trabalhos e mensagens, por esses anos e mundo fora.

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    Um filme obrigatório, portanto. Reproduzo então a partir daqui e agora, o post que publiquei, numa altura em que estava na “ordem do dia”, politica e mediatica, o despertar de um falso alarme de mini-crise na Georgia, bem como complemento este remake de post, com o comment deixado na altura pela grande observadora, Jornalista Patricia Santos.

    .                  Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

    . ...... “lITTLE dUCKS, tHERE´S tROUBLE iN rUSSIA”

    No filme Crimson Tide – Maré Vermelha (1995),  Gene Hackman  começa por usar essa expressão que consta no tema do post, para iniciar a moralização das tropas de um submarino prestes a partir em combate.

    Ainda não percebi bem qual o supremo interesse da Rússia neste episódio que está a decorrer na Georgia, com algum interesse procurarei fazelo nos próximos dias. Mas e a Europa,  acordará mais uma vez tarde para um problema que se lhe semeia nas barbas?

    É por estas e por outras que volta e meia comungo da expressão God bless America.

    O ambiente está criado para revisitar a  videoteca VHS lá de casa. Com as recomendacões do Mr, ide ver:

     

    ficha | Crimson Tide – Maré Vermelha

     

     

    MrCosmos às 12:35 link do post

     

    .                 de Patrícia Santos a 12 de Agosto de 2008 às 18:10

    Quanto às razões posso dar uma ajuda, porque também não percebia porquê e fui procurar a história. Com a queda da URSS a Ossétia do sul foi incorporada na Geórgia, mas com uma postura pró-russia , acabando por proclamar independência em 1992. A independência não foi reconhecida internacionalmente, mas apesar disso a região tem trabalhado num estatuto de autonomia face à Geórgia . Em 2006 fez novo referendo para suportar a declaração de independência , que não foi novamente reconhecido internacionalmente.
    Recentemente a Geórgia invadiu a capital da Ossétia do Sul. A Rússia enviou tropas para o terreno, uma vez que apoia os interesses separatistas da região.
    Além das motivações políticas na região temos de acrescentar a posição estratégia da Geórgia motivo pela qual é apoiada por Israel e Estados Unidos. Pela Geórgia passam oleodutos e gasodutos que podem por em causa a supremacia na Rússia no fornecimento energético.
    Esta tarde já há notícias que dão conta do fim das ofensivas militares, o que é extremamente importante, pois um descontrolar do conflito numa zona daquelas poderia ter implicações graves em termos mundiais. Isto porque a Geórgia membro da NATO, entrada que foi contestada por França, Alemanha, USA, etc. , pois caso a Rússia algum dia declare guerra à Geórgia a NATO será obrigada a intervir em defesa da Geórgia.
    Sim, quer dizer que é uma zona explosiva que, num cenário extremo, poderia resultar numa III Guerra Mundial…

  • ♫ pelas trilhas do vinil – 4

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    O desbravar da agulha pelas trilhas da bolacha preta de hoje, pertencente a um dos álbuns LP, dono de uma das grafias mais marcantes de que tenho memória, pelos jogos de tons e cores, acertos e beleza, bem como os encaixes entre a capas e envolucro, parece um daqueles livros de histórias cujas paginas se desdobram e revelam outras formas. Privilégios do formato, para demonstrar noutra altura, pois não será nisso que a cosmética deste post hoje se debruça… Este, acaba por ser a continuação, e o cumprimento de uma promessa feita a nossa estimada leitora Eunice, aquando de seu comentário ao meu post “Mitos, mariquices, e paneleirices” publicado no dia em que Portugal se tornou o 8º país do mundo a aprovar a lei de casamento homossexual.

    A Eunice tem este dom, o de perfumar, com “suas poesias”, até mesmo temas que para muitos, à partida, lhes tresandaria à “Tabu” – antiga marca de perfume – leia-se.

    E foi com este aroma, o que de seguida reproduzo mais abaixo, que nossa amiga, mais uma vez, nos trouxe uma lufada de ar fresco. Acabou recordando-me o tema hoje em destaque pela edição 4 do trilhas do vinil, e, já dizia o grande Veloso, mas o Tripeiro e Português, o Rui, que “O prometido é devido”. Já tinha-mos saudades do seu perfume, pela nossa caixa de comentários, minha cara.  Bem aparecida seja,e, recordar é viver!

    .                  de Eunice a 9 de Janeiro de 2010

    Mr Cosmos, diga lá : e se o Mário de Andrade tivesse escrito este poema para um homem chamando-lhe amiga, que resultaria? Haveria, na dimensão do Amor, alguma diferença?

    Poemas da amiga

    Mário de Andrade

    Gosto de estar a teu lado,
    Sem brilho.
    Tua presença é uma carne de peixe,
    De resistência mansa e de um branco
    Ecoando azuis profundos.

    Eu tenho liberdade em ti.
    Anoiteço feito um bairro,
    Sem brilho algum.

    Estamos no interior duma asa
    Que fechou.

    Caetano Veloso: “Cores, Nomes”, LP 1982

    MrCosmos a 10 de Janeiro de 2010

    A Eunice perfuma este blog!
    Sobre a abertura dos brasileiros: Este fim de semana encontrei o LP vinil de Caetano Veloso “Cores, Nomes” numa feira de antiguidades, (novo, capa de um grafismo BESTIAL!) cuja uma das músicas, com destaque de capa e tudo, é: “Ele me deu um beijo na boca” e caetano veloso diz que gostou, o malandro. 🙂

    Prometo postar aqui essa música, mais uma promessa… a ser cumprida.

     

    PC Jerónimo da Silva

  • Equador à venda em DVD: Obrigado, mas dispenso!

     

     

    A mais cara de sempre, e comungo, para mim também a melhor produção/adaptação nacional de um livro para tv até à data, está por esta altura a ser badalamente anunciada como colecção disponível em DVD. Apesar de me parecer que seu lançamento oficial fora já pelo último Natal, obrigado na mesma, mas, dispenso!

    Com o livro já lido aquando da sua apresentação por episódios no canal responsável pela produção, a TVI, foi com entusiasmo que recebi a boa nova desta adaptação sobre a guerra de interesses comerciais provenientes dos produtos das colónias portuguesas, questionadas, e fortemente prontas a serem repremidas, pela coroa Inglesa.

    Desde minha infância e que me lembre de existir um gravador VHS lá em casa, que me encontro aficionado no hobby das gravações caseiras,

    nas coletas, busca e pesquisa de cartazes, recortes de revistas e jornais, tudo com a finalidade do encadernamento de uma caixa personalizada

    das cassetes, e cadastramento com listagem da videoteca, alfabeticamente metódica, sendo que hoje aguardam digitalização para DVD boa parte delas.

    Pelo que foi religiosamente com as maiores das naturalidades que nem pensei duas vezes em gravar, semana após, semana todos santos pisódios exibidos pelo canal, alias, 29, descontada a gafe de ter perdido apenas, um unico episódio, o nº 10 :-(.

     

    Eu a vocês, não sei, mas aqui o Mr, até que estava capaz de comprar toda a colecção. Não que pelo facto de a transcrição agora feita pela produtora para DVD ter sido directa de HD nativo me dislumbre, mesmo sabendo tratar-se de uma tecnologia e qualidade não disponivel no canal de exibição a partir do qual gravei. De resto, nem os autoproclamados canais HD portugueses exibem na verdadeira exigência de um puro HD, mera publicidade enganosa, portanto. Em suma, HD’s não me deslumbrariam trocas, quando em causa esta uma colecção ‘única’ , pessoal e intransmissivel, devidamente encadernada e masterizada em DVD, artesanalmente com estas mãozinhas.

    Antes, o desafio de adquirir a colecção em mercado passaria sim, pelo colmatar da aquisição do episódio em falta, ou, pelas suas mais de 1:30 horas de extras e bastidores, disponíveis.Tentação!

     

    Para quem não leu o livro, esta colecção DVD não será a mesma coisa… ou vice-versa para quem só assistiu ao tele-romance, um formato não substitui o outro, complementam-se. Tirando a introdução ‘na tela’ de algumas personagens não existentes originalmente no livro, mas em em contrapartida, a fidelidade das narrações, episódios e espirito envolvido no originalmente lavrado pela mão do autor, garante-se (o Mr) : não desilui nem pouco mais ou menos.

    PC Jerónimo da Silva

  • Alice in Wonderland: Entre o cinema mudo e os efeitos especiais, venha o Diácono e escolha…..

     

    Se Nuno nos recordou no post de ontem, uma das facetas relacionadas com o dilema levantado num frente a frente »da Sétima vs a Nona Arte« (Cinema vs BD), eu aproveitava a deixa para me concentrar no confronto geracional existente dentro da própria Sétima arte presente em Alice no País das Maravilhas .
    Trocando por miúdos, e para os mais distraídos, no fundo Alice in Wonderland é uma película, tão antiga como desde 1903, tendo conhecido bons toques e “arranjos de maquilhagem cosmética”, adaptando e atravessando vários formatos transversais à era dos filmes aqui apresentados por:

    (1) – “silenciosos” (sem qualquer dialogo nem banda sonora), (2) – passando pelos “filmes mudos” (sem dialogos, mas com banda sonora à acompanhar), (3) – entrando na “era do sincronismo sonoro P&B” (com voz, diálogos/narração, à preto e branco) , (4) – cavalgando pela “era das cores”.

     

    Revisitando o tema, assim de repente, diria que este filme acabou por isso sendo transversal à todo o século 20,  conhecendo grandes lançamentos nos anos de 1903, 1915, 1933, 1951, 1976, 1985, e 1999. 
    Pelo que, nem o Grande Mestre em clichés, do “vira o disco e toca o mesmo”: James Cameron, com seus 3D’s acompanhado de mil e uma mariquices de efeitos especiais, conseguiria trazer à velha estória, neste momento, grande coisa de novo…

     

    O que aguardar então desta 1ª “grande versão” séc. XXI?

     

    Acho que será a mesma mágia de sempre!

    Para que não restem dúvidas, e o agora aqui citado não passe por mero “31de boca :-) , será precisamente essa umas das próximas etiquetas em exibição alí ao lado, na COSMéTICAS tv. Alice in Wonderland. A não perder: os desenvolvimentos em cartaz.

     

    Watch live streaming video from COSMéTICAS tv at livestream.com

    Post que pode, e deve ser lido, como continuação “deste” e  “deste“.


    PC Jerónimo da Silva

  • A sinfonia dos filmes mudos

     

    Os filmes mudos eram perfeitos. Só lhes faltava o som sair da boca das personagens.” (Alfred Hitchcock)

     

     

    (Clara Bow, para muitos, “a maior” das actrizes no cinema mudo)

    PC Jerónimo da Silva