Category: futebol: uma arena de morte?

  • Há coisas fodidas. O futebol é uma delas…

     

    Para quem gosta de futebol, e prima por alguma honestidade, seja lá a que nível for, não podia deixar de sentir uma certa injustiça no desenrolar do jogo em que o SL Benfica já merecia  estar a ganhar a eliminatória há muito tempo, ainda para mais perante os milagres que Jesus teve de inventar inevitávelmente na defesa lusa para Standford Bridge, ou se quiserem, também pelo demérito flagrante demonstrado pelo Chelsea.

    Mesmo um portista, como eu, ainda recalcado por sentimentos não muito distantes relacionados com os fortes ataques à imagem e honorabilidade do melhor clube do mundo Sec.XXI , o FCP, engendrados e sustentados basicamente pelo SLB assim mesmo, numa  atitude pequenina e sempre em bico-de-pés,  até mesmo este portista acabou por festejar o golo de Javi Garcia, e pronto, a partir daquele momento, passa também a torcer para que realmente aqueles lampiões passassem às meias-finais da Champions. Pois que o mereciam mais que o Chelsea, justiça fosse feita.

    E okay, também são Portugueses, mesmo que não ponham nenhum jogador luso a jogar em campo… O que nos leva ao outro lado da questão: o momento da estocada final na eliminatória ser concretizado pelo jogador, de entre todos, o mais vaiado, Raul Meireles!

     

    Um golpe a sangue frio, matador, assassino de qualquer expetativa, e que faz uma justiça ainda maior do que aquela que até ali estava a ser posta em causa, mesmo pelas bancadas benfiquistas que aclamavam pelo ex-aliado Michel Platini.

    “Justiça divina”, diria o provinciano Presidente…

    “Tomem lá que é para aprenderem”, disse eu, “a não assobiarem os únicos Portugueses que alinham no onze de uma equipa de futebol, e que por acaso estavam todos na equipa estrangeira, não na portuguesa, só porque um dia foram jogadores do grande rival… FCP”.

     

    A mediocridade tem limites, e já agora, para que conste de memória futura 🙂 o que por estes dias foi bastante badalado na imprensa: “O Benfica foi a única das quatro equipas em Jogo na Champion League que ontem (27/03/2012) entraram em campo que não apresentou qualquer português no onze inicial. No Chelsea estavam Raul Meireles e Paulo Ferreira (entrou mais tarde, para gaudio dos assobiadores, José Bosingwa); pelo APOEL atuaram Nuno Morais, Hélio Pinto e Paulo Jorge; no Real Madrid pontificaram Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão e Pepe.” 

     

     

    Ao Benfica, falta-lhe cultura de campeão. Perdeu-a há muito. E por muito que Luis Filipe Vieira ande a papagueala, que já a recuperaram, a analise fria e crua da ultima década ou das ultimas épocas do SLB continua a demonstrar que não, não é para quem quer: é para quem pode!

    Paulo Jerónimo
  • Perguntar Não Ofende …………………………………#9

     

    “Dois livros, um tema” – ou será apenas,

    (Um Objetivo): atacar o Futebol Clube do Porto{#emotions_dlg.unknown}

     



    A propósito de um e-mail de corrente a circular “sobre futebol”, e no qual fazem questão de, saudosamente, recordar essas duas “pérolas” da literatura portuguesa que dispensam apresentações, escritas por Marinho Neves (entrevistado) e Octávio Machado.

    Nada a que não estejamos habituados. Resquícios dum país bolorento e salazarengo, que aos poucos lá vão desaparecendo, e cujo FCP se apresenta como que “Lufadas de ar fresco”. Mais labareda, menos labareda

    Paulo Jerónimo
  • Pinto Da Costa: Formas Simples ………………………. Pinto Da Costa: Formes Simples ……………………….

     

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    A revista So Foot deste mês de Fevereiro de 2012 apresenta um dossier fora de série a propósito daquele que foi e é o mais carismático futebolista de todos os tempos: Sócrates. São 16 páginas sensacionais.

    E é neste mesmo número que a So Foot se questiona para saber se o presidente do FC Porto não é o melhor presidente de clube do mundo.

    A apresentação é feita de modo irónico: Quem é Pinto do Porto?

    O FC Porto é o clube Português mais conhecido e mais apreciado em França.

    Mas, exceptuando os conhecedores, o grande público não conhece Pinto da Costa.

    E talvez não seja um azar se a foto que ilustra o título, lemos da esquerda para a direita, apresente a sentença seguinte:”Acho isso engraçado que os Franceses pensem ser melhores que todo o mundo“… Um artifício para despertar o interesse do leitor!?

    O texto não ensina nada de novo. A revista decidiu pôr também em relevo as seguintes frases:

     

    Recusei ser presidente do Benfica, mera e simplesmente, porque não gosto do Benfica. Detesto o Benfica

     

    Muitos clubes grandes compram jogadores em lugares diversos e variados que, uma vez em campo, não fazem nada. Enquanto o FC Porto quando vende um jogador, é um jogador que vai fazer ganhar a sua nova equipa

     

    Não quero um treinador que chegue ao clube e que quer mudar tudo, fazendo tudo à sua maneira. Aconteceu-me uma vez. Disse-lhe: “Arranja outro presidente

     

    Se a primeira frase justifica o título, as duas seguintes exemplificam e respondem positivamente ao questionamento: Pinto da Costa é o melhor presidente de clube do mundo!?

    Eu que sou menos académico que os jornalistas da “So Foot” vejo uma frase chave para explicar o sucesso de Pinto da Costa como presidente. Está no texto e é de Artur Jorge. É simples. Pinto da Costa tem um percurso totalmente atípico no mundo actual: O seu amor constante pelo clube. E o amor é muito mais que a paixão…

     

    Fonte / Source: So Foot Fev. 2012 pp 52-55

    Nuno

  • Perguntar Não Ofende ………………………………..#8

     

    “futebol: uma arena de morte” {#emotions_dlg.unknown}

     


     

    AP Photo/Ahmed Hassan 1.fev.2012 – Jogadores do Al-Ahly fogem ao massacre que ocorre no final do jogo contra o Al-Masry

     

    Será de manter esta nossa tag de arquivo na forma interrogativa,mudar para reticências… ou passar para ponto de exclamação? Eis a questão.

  • Víctor Baía, Sevilha e Streak …………………………… ………………………………Vítor Baía, Séville et Streak

     

     

    [Para ler o artigo clicar na imagem / Pour lire l’article cliquer  sur l’image]

     

    Marks Roberts deu uma grande entrevista ao último “Hors Série” da revista So Foot.

    Só por si, a entrevista indica que existem aspectos novos na evolução do futebol, quer como espectáculo quer como jogo. Mas voltaremos sobre este assunto com o artigo, para mim fora de série, que a So Foot realizou sobre o FC United.

    Quanto à entrevista de M. Roberts, talvez o mais engraçado seja que o seu streak preferido tenha sido contra o FC Porto em 2003, em Sevilha.

    E acho que, visto as suas palavras, não está disposto a esquecer Victor Baia: “…Infelizmente, o guarda-redes (Vitor Baia,ndlr) defendeu o meu chuto. Que cabrão! Eu que sempre tinha sonhado marcar numa final de taça da Europa… E tinha preparado muito bem o meu golpe…”   [ver vídeo]

     

    E ainda há quem diga que o FC Porto é um clube provinciano?

     

    Fonte/Source: So Foot, “Hors-série”, Dez/c 2011, p.10

    Nuno

  • A Transmissão Simbólica nº 25 ………………………… La Transmission Symbolique nº 25 …………………….

     

    “Quand Lula est arrivé au pouvoir, il y a eu une liste de “ministrables” qui a circulé, et j’étais dedans, mais j’ai pris les devants, et j’ai dit “non”. Je ne crois pas trop à la politique institutionnelle.”

     

    Source: So Foot, Hors-série, 2010, p.173

    Nuno

     

     

    Quando Lula chegou ao poder, havia uma lista de eventuais ministros que circulou. Eu fazia parte dela, mas tomei a dianteira e disse “não”. Eu não acredito muito na política institucionalizada.”

     

    Fonte: So Foot, Hors-série,2010, p.173

    Nuno

  • Perguntar Não Ofende …………………………………#3

     

      E em Donetsk, será a “última Valsa” {#emotions_dlg.unknown}

     

    Cartune: HenriCartoon

    Paulo Jerónimo

  • O Senhor dos Anéis

     

     

    Pedro Emanuel sempre foi um grande portista e hoje fez-nos mais um favor.
    Em condições normais, ou seja, fosse isto um lapso apenas, entraria o discurso da “fruteira” etc e tal, mas sendo como é, e como se vê, veremos se o treinador da académica não põe a cru que começam a irem-se os anéis não se sabendo se a partir daqui sobrarão dedos …

     

    A saga continua…

    Paulo Jerónimo

  • Benfica, Preguiça & Fascismo…………………………… …………………………….Benfica, Paresse & Fascisme

     

    Aucun historien digne de ce nom ne peut concevoir que le stade de Benfica ait été construit par des travailleurs bénévoles sous le Fascisme Salazariste.

    La paresse et surtout le repos étaient une notion méconnue des adeptes de Benfica?

    Dans un pays où plus d’un tiers de la population avait fui le Portugal, pour des raisons économiques ou politiques… cela ne relève pas du mythe mais de la propagande…

    C’est bien connu : les adeptes de Benfica étaient des machines et n’avaient pas besoin de repos.

     

    A moins que Lisbonne ne soit un ilot perdu dans un océan inconnu qui a pour nom Portugal?

    De la même façon, aucun historien ne peut accepter l’idée que les assemblées générales de Benfica ont été un exemple d’apprentissage de la démocratie. Comme si le Fascisme Salazariste pouvait autoriser l’apprentissage de la démocratie.

    Le 25 Avril 1974  et la démocratie vont permettre l’affirmation du FC. Porto et par conséquence l’affirmation d’autres clubs et régions du Portugal.

    Et ce n’est peut être pas un hasard si le seul stade de foot portugais digne d’interêt est ici.

    Un stade bien loin de Benfica et de Lisbonne.

     

    Cependant, certains porte-paroles du FC.Porto ou certains de ses supporters continuent à appeler Benfica, “le club du régime”. Ce qui est confus politiquement. A qui font-ils référence?

    C’est que le Portugal n’est pas un “régime” mais une démocratie.

     

    Image: Le droit à la paresse, Paul Laforgue, couverture du livre, ed.Maspero, Paris 1975

    Nuno

     

     

    Muito foram desrespeitados os emigrantes, em férias em Portugal, quando empregavam a palavra “retrete” por reforma ou, por exemplo, a palavra “vacanças” por férias.

    Tendo vivido debaixo do fascismo, tais regalias sociais eram-lhes desconhecidas. Limitaram-se a “aportuguesar” conceitos linguísticos e regalias sociais que faziam parte da sua vivência quotidiana em França e que o fascismo Português sempre lhes negou.

    No âmbito deste contexto, nenhum sociólogo ou historiador esclarecido pode acreditar que o Estádio da Luz tivesse sido construído, em suas horas livres por benévolos cidadãos que trabalhavam do nascer ao pôr do sol.

    A menos que Lisboa não fosse Portugal… E que os trabalhadores de Lisboa tivessem regalias que os outros trabalhadores fora de Lisboa não tinham…

     

    Estranha também a ideia, para um historiador, que as Assembleias do Benfica fossem uma aprendizagem da democracia… Como se o Salazarismo, herdeiro nato das práticas da Inquisição, não tivesse olho em tudo… 

    A história, quando pode ser ensinada, desencadeia questionamentos e interrogações.

    Estranho que se esqueçam os panfletos dos desertores e dos pacifistas e, também, de movimentos políticos que denunciavam a presença do Benfica, em Colombes, para levantar o moral dos Portugueses que viviam em bairros de lata, para lembrar “a pátria amada”… ou/e  remessas amadas…

     

    E, actualmente, também, não deixa de ser curioso que o Benfica se proclame o clube com mais adeptos no mundo. O que é ridículo! Mas não nascerá esta ideia na continuidade da megalomania desenvolvida pelo Fascismo Salazarista?

    E talvez não seja uma simples contradição se, após o 25 de Abril de 1974,o FC. Porto é o clube com maiores simpatizantes na e/imigração, em França.

    Mas esta dialéctica, algo que custa a entender aos jornalistas desportivos que só pensam no Benfica e, por arrastamento, no Porto (realidade obrigatória ) … só deu luz ao direito à preguiça, graças ao FC.Porto: Ao Direito de ser a “Sua Terra”.

    E talvez não seja um acaso se o Direito à Preguiça originou uma obra de arte longe do (ou de?)  Benfica e de Lisboa? 

     

    Qual é o único estádio de futebol digno de interesse em Portugal: Link ?

    Contudo, fica para saber como é que alguns dos porta-vozes  do FC. Porto e alguns dos seus adeptos podem empregar, ainda hoje, a palavra “regime”, referindo o Benfica?

    Ao que se referem e a quem se referem? É muito confuso politicamente…

    É que Portugal, apesar das suas imperfeições, é um país democrático. Não é um regime!

     

    Imagem:Le droit à la paresse, Paul Lafargue, capa da obra, ed. Maspero, Paris, 1975

    Nuno

  • Futebol e Memória………………………………………….. ……………………………………………. Foot et Mémoire

     

     

    Uve Seeler é um jogador de futebol, hoje em dia, desconhecido ou esquecido.

    Contudo, as estatísticas não mentem. Partilha com Pelé uma proeza estatística fora de série no âmbito da História mundial do futebol.

    As suas palavras, como antigo jogador de futebol, são questionantes, no que diz respeito à memória da história e da Humanidade.

     

    Na entrevista dada à revista So Foot, deste mês de Outubro de 2011, afirma:

    Foi só na escola que soube o que tinha feito Hitler. Naquela época, tinham-no vendido de modo diferente. É como hoje na Líbia: Não se pode imaginar que se possa fulizar o seu próprio povo.”

     

    Fonte e Foto: So Foot, Out de 2011

    Nuno