Category: fotografia

  • ‘O Lado B’ da coisa

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    Bruno Nogueira, que já deu provas de ter tudo para talentoso humorista e apresentador, parece que estreou ontem o seu novo programa desta feita em formato ‘talk show’, RTP 1. Este é mais um daqueles artistas que quer queiram quer não, levarão sempre com o estigma de seguirem as pisadas do ‘pai’, tempos idos e bastante duradouros: O Grande Herman José.

    Não sei como foi, não vi, simplesmente passou-me ao lado nem sei já porque, ou o que faria eu ontem àquela hora do programa em estreia. Mas desde sexta feira passada que me despertara a atenção para a mensagem implícita na foto destaque da revista e agora deste post, o que me levou a pega-la (na revista) de cima da mesa de café e a abri-la, na página respectiva, em cujo enunciado se pode Ler:

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    “Em Portugal matam muitos programas à nascença”«

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    Na entrevista à “TV” revista suplemento do jornal Correio da Manhã, o apresentador traz à baila o facto  do programa ‘Lado B’ ser na RTP 1, canal onde se pode trabalhar “sem a meta das audiências”. E dei comigo abanando a cabeça, concordando, e recordando o que tenho para mim a propósito do já citado Herman, ou dos actuais agora “Gatos Fedorentos”, ao desperceberem precisamente isso, e que ao terem dado o salto da RTP para a SIC (como poderia ter sido para a TVI), iniciaram aí, nesse preciso ponto, o definhar e arrastar, um queimar de imagem até o fatídico dia da falta de paciência para que haja alguém que os ature… (Esperto, esperto, vai sendo o Fernando Mendes, com o canal certo “Preço Certo”)

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    Voltemos à foto destaque: Espectacular, arte, subliminar! É o que verdadeiramente se pode chamar de “escrita com luz“, assumindo aqui a matéria prima (a luz) o papel de tinta, descrevendo as formas e mensagem pelo obturador de uma câmara fotográfica enquanto “esferográfica”. Lamento que me desiluda mais uma vez, um meio dos mídia “Grupo Cofina”, ao não dar crédito e publicar, como manda a ética do sector,  o nome do autor do disparo, que teria gosto de credita-lo também eu aqui.

    O resultado final está a vista, impresso. De tal forma magnifico que fez-me abrir uma revista que me escasseia de crédito, regra geral.

    Melhor explicando: a simbiose entre ‘o lado b’ destacado no rótulo de uma bolacha preta, de um item outrora considerado morto, o vinil, mas agora novamente a entrar em voga conhecendo por esta altura um certo despertar para o milagre da ressurreição, inclusive por cada vez mais adeptos jovens cuja idade lhes roubara a oportunidade a experimentar do ritual envolto naqueles mistérios encobertos por uma rodela de plástico com 12 polegadas, vulgo LP… É coisa louvável, uma boa forma de complementar as ideias que já haviam sido escritas por aqui: ♫  oh vinil: Bem vindo sejas! Again…

    PC Jerónimo da Silva

  • Os futebolistas adoram medir a febre ……………….. Les joueurs de foot adorent prendre la température

     

    Quoi ajouter ?

    Cette photo a été choisie par la revue ” So Foot ” comme la photo du mois .

    Source : ” So Foot ” Avril 2010

    Nuno


    O que acrescentar ?

    Esta foto foi considerada pela revista “So Foot ” como a foto do mês .

    Fonte : “So Foot ” ,  Abril 2010

    Nuno

  • Fardas Históricas ……… Des Uniformes Historiques

     

    Le dernier ouvrage du photographe Frèger , ” Empire ” ( ed : Thames & Hudson ) , nous montre un inventaire d’uniformes de 17 pays.

    Pour l’auteur , diplomé des Beaux Arts de Rouen , ces uniformes ont un ” passé historique “. Et ce qu’il veut touver c’est le regard .

     

    Source : Photo : Libération , 9 avril 2010

     

    Nuno

     

     

    A última obra do fotógrafo Charles Frèger , “Empire ” ( editor : Thames & Hudson ) ,  apresenta um inventário de fardas de 17 países.

    Para o autor , diplomado das Belas Artes de Rouen , estas fardas “têm um passado histórico”. E o que este fotógrafo procura é o olhar.

     

    Fonte : Foto : Libération , 9 de Abril de 2010

    Nuno

  • Comme les pierres les photos reflètent une histoire Tal como as pedras as fotos espelham uma história

     

     

    Enigmática ou brutal , a obra do fotógrafo Roger Ballen apresenta um trabalho sobre um campo de refugiados marginais em Johannesburg.

    As fotos foram realizadas entre 2004 e 2007.

     

    A ver em Paris até 6 de Fevereiro (Galerie Kamel Mennour , Paris) 

    Nuno

     

     

     

    Enigmatique ou brutal, le travail du photographe Roger Ballen expose sur un réfuge de marginaux à Johannesbourg.

    Les photos ont été réalisées entre 2004 et 2007.

     

    A voir à Paris jusqu’au 6 Février (Galerie Kamel Mennour, Paris) .

    Nuno

  • A Transmissão Simbólica, Folheto nº 10 ……………… La Transmission Symbolique, Feuillet nº 10 ………..

     

    En intervenant de façon pacifiste , comme toujours, mais spectaculaire à l’Assemblée Nationale , en décembre 2009 , Greenpeace a questionné les élus, au coeur de la démocratie, sur l’avenir de notre Planete !

     

    Source : Revue Greenpeace, nº84 , p. 5

    :Nuno

     

     

    Intervindo de maneira pacifista , como sempre, mas espectacularmente na Assembleia Nacional Francesa, em Dezembro de 2009 , Greenpeace, questionou os eleitos Franceses , no coração da democracia, sobre o futuro do nosso Planeta !

     

    Fonte : Revista Greenpeace , nº 84 , p.5

     

    :Nuno

  • Entrevista com Bernard Plossu ………. (aussi en fr)

     

    Entretien avec Bernard Plossu

     

    Bernard Plossu a un très beau livre de photos sur la ville de Porto. Il fut edité en 2001 par le Centre National de Photographie du Portugal.

     


     

    Bernard Plossu tem uma excelente obra de fotografia sobre a cidade do Porto. O texto é de Maria do Carmo Serén e foi editado , em 2001,  pelo Centro Nacional de Fotografia.

    Segue aqui a entrevista que deu ao diário "Libération "

    (tradução em pt em baixo)

     A primeira imagem ?

    O filme Adémai Aviador, durante uma noite escaldante de Verão, em Juan les Pins, em 1949 penso.

     

    O filme ( ou a sequência ) que traumatizou a sua infância ?

    Traumatizou ? Porquê traumatizou ? Pode ser , ao contrário, encantou ! Primeira lembrança , dois documentários : Um sobre a China, as estátuas de cães diante dos templos ; e o outro sobre o Canadá, as cores extraordinárias das camisas aos quadrados vermelhos e pretos debaixo do céu azul dos filmes a cores perfeitos dos anos 1950.

     

    Uma cena fetiche ?

    Quando Massai, o Apache, em Bronco Apache de Robert Aldrich , encontra de novo a sua montanha , após ter fugido do comboio que o levava , ele e os seus , para uma reserva na Florida. A sua revolta tinha tudo a ver com a do jovem Inglês que recusava  passar a linha, no admirável  " La Solitude du coureur de fond " …

     

    Dirige um remake. Qual ?

    Não tenho ideia. Nunca pensei em "dirigir" , mas so e essencialmente em filmar : Os cameramen interessam-me mais que os realizadores.

     

    O filme que mais viu ?

    Vera Cruz de Robert Aldrich, em qualquer sítio e em todas as línguas, em Francês, Inglês, Espanhol…

     

    Um fotógrafo que gostaria ver fazer cinema ?

    Já o fez. É John Cohen sobre o Perú.

     

    Um sonho que poderia ser o início dum cenário ?

    Sonho recurrente : Ando numa cidade e na montra duma livraria há um…novo Tintin. Infelizmente acordo ! Como filmar isso ?

     

    A personagem que o faz mais sonhar ?

    Aí não tenho qualquer ideia. A palavrra personagem aplica-se sempre a uma abstração de bom orador. Prefiro nitidamente o tempo passado com os índios na Selva, não são personagens, mas pessoas verdadeiras. Arthaud dizia que os Tarahumaras, índios do Norte do México, designam os brancos por " aqueles que se enganaram ".

     

    O cineasta absoluto a seus olhos ?

    Mizoguchi, isto é, Balzac. É o único a ter chegado ao nível de Balzac no desprendimento. E o pudor, essencial, isso ! Como as centenas de páginas de Balzac para descrever uma bela emoção. Não há   "cenas de rabo " para dar  vender.

     

    Um filme que é o único a conhecer ?

    Pouco reconhecido ou cotado : "La Vie à l’envers" de Alain Jessua. É um filme extraordinário sobre o não, sobre a revolta, sobre o absurdo.

     

    O actor que gostaria ser ?

    Não sei. Charles Denner Talvez ?

     

    O último filme que viu ?

    Não vou mais ao cinema. Em dvd "Le cri " d’Antonioni.

     

    Tem saudades do cinema mudo ?

    Mas o cinema mudo existe. Basta não pôr o som . É o que faço com os filmes de Antonioni em dvd. Escapo , assim, às palavras de amor existenciais.

     

    O Cinema desaparece. Um epitáfio ?

    Até logo !

     

    A última imagem ?

    A do dia de amanhã ?

     

    ( entrevista dada ao diário "Libération "  / 18 de Nov de 2009  )

  • Inconfidenxias de confexionário: pardon mon frèré PortòMarabilhá, mas tinha que ser… tinha que ser!

    Aussi en français: C’est le même merd, le l’odeur est que c’est différent! (dicté populaire portugaise)


     

    O frérè PortòMarabilhá dirigiu-se ao confessionário-mor, deste diácono do espaço (eu-é! Ou melhor: moi-mêmè), aquando deste post publicado pelo irmão coxmos (tadito do irmão coxmos, compreende-mos que não é facil ir de fim de semana para trabalhar) com dois belos exemplares de anjos sem asas, e bede que bonitas são as criações do senhor, bede: já biram? são-é ou não são-é?, Concentrai-bos neste sermão, irmãos, aíí!

     

    Dizia eu, que o frèré PortòMarabilhá preocupado e alertando, e isto após conforme confessava o próprio no confessionário-mor do expaço, que havia pecado saboreado um tão e muito bem temperado post, cozinhado pelo frérè coxmos, que assim não balia,e que não sei que, e o diabo-à-sete. Sobretudo porque o público dele, o público franxois (vede que chiques nós anda-mos! Bocês queriam era público deste, mas para isso ide trabalhar e faxere pela bidinha, em bex de perderem tempo a lere este antro de debaxidão que é o Cosméticas, o qual fui incumbido de disinfectare, ao im bex de estardes a espera que bos caia unne belle mademoisele fanxoise aos piès) . Alors, le publique franxois trata-se de um píblique muito mais refinado, nada como cá os tugas da unhaca, cabelos da peitaça a espretar pelos dois botões desabotoados da camisa, e seus reluzentes fios de oiro a abrinlhatar!

     

    A non! Uh-lá-lá – praguejava o frérè PortòMaravilhá no confessionàire-mor – que le publique franxois, oh mon Dieux, c´’est un publique très sensibilitè a essas xoices, e modernices du secule XXXI AJJ (troixente et un, come sí, come çà, AJJ – apré jorge jesuá)  ah!

    Ils ont mente oubert, oubert, voilà. O que conbenha-mos, ah, uma mente oubert ou aberta ou o camandrè, é sempre uma porta entre-aberta para a oficina do diabo,coixas do démo, ah! Nès pà?

     

    E que prontos, que axim não podia xer, e tal & qual, e coixo, pois que eles la na frança é que é bom, até imbentaram as menàges à trois: qui s’ont   três catholiquès, pardon, trois, trois catholique para rezar essa doutrina: por le perè (pelo pai), le fis (pelo filho filho) et pour la abé-benficà (e pelo espirito santo, ou o B.E.S), e que com jeitinhos até bão as primas e o caral#* e tudo… ah? um momento…

     

    (desculpem lá, só um minutinho: É o que mon frérè PortòMarabilhá, a sim,isso – pardon. pà. Bou já corrigire)

     

    correction: primas não, primam , assim é que é, eles primam pela igualdade de direitos entre os sexos e outrax bixanisses que tais. Pelo que com a autoridade que me foi comferida por Deux-ê-ze nosso xenhor desta Galaxia-e-arredores-da-xenhora-da-lux-e-Abé-benfica, dexidi-mos atender o pedido, não sei se do frérè PortòMaravilhá ou do tal très refiné, que orgulhosamente c’est 30% – 40% de notrè públiqué on cosmeticas.org, les franxoises.

     

    Merci aos vixiteurs franxoises,  et voilá:

    je suis très content, uh-lá-lá, parce que je suis très content, bejam, vite – vite, ici un home semi-nudè, uh-lá-lá:

     

     

    alors, Il sortie 3 abé-Benficàs por cette méxiu das 00:01. (en PT s’ il vous plait: "saem 3 Abé-benficas para o monsieur das 00:01"). Ajoue-lho? então

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    foto: Margarida Guatier

  • Nós e os Outros ! ………………………………………….. ……………………………………….. Nous et les Autres !

     

    ERREUR DE PORTUGAIS

     

    Quand le portugais arriva

    sous une pluie battante

    Il habilla l’indien

    Quel dommage !

    S’il s’était agi d’une matinée ensoleillée

    l’indien aurait déshabillé

    le portugais.

     

    ( Oswald de Andrade – Poesias Reunidas -Rio 1945 )

     

    Ou Alors …

     

    " Pendant que les Espagnols envoyaient des commissions d’enquête pour rechercher  si les indigènes possédaient ou non une âme, ces derniers s’employaient à immerger des blancs prisonniers afin de vérifier par une surveillance prolongée si leur cadavre était , ou non , sujet à la putréfaction. ( … ) Le barbare, c’est d’abord l’homme qui croit à la barbarie".

     

    ( Lévi- Strauss -Race et histoire -pp.21-22-ed. folio essais ).

     

    La photographie, ci-jointe, montre un des premiers indiens Panará à rencontrer des blancs. Elle date de 1973 et fut prise par les frères Villas Bôas. La photo a été prise au moment où il apparut au bord de la rivière.

     

    ( Source Télérama -2005 ) 

    E Viva o Porto !


     

    ERRO DE PORTUGUÊS

     

    Quando o português chegou

    Debaixo duma bruta chuva

    Vestiu o Índio

    Que pena !

    Fosse uma manhã de sol

    o índio tinha despido o

    o português.

     

    ( Oswald de Andrade – Poesias Reunidas- Rio 1945 )

     

    Ou então …

     

    " Enquanto os Espanhóis mandavam comissões de inquérito para pesquisarem se os indígenas tinham uma alma ou não , estes últimos empregavam-se a imergir os prisioneiros brancos , afim de vigiar, graças a uma atenção prolongada, se o seu cadáver obedecia , ou não, à putrefacção. ( … ) . O  Bárbaro  é , antes de tudo , o homem que acredita na Barbarie ".

     

    ( Lévi-Srauss- Race et histoire -pp. 21-22 -ed. folio essais )

     

    A fotografia , aqui junta, representa um dos primeiros Indíos Panará  a entrarem em contacto com os brancos. A fotografia data de 1973 e foi tirada pelos irmãos Villas Bôas. Foi tirada no momento em que aparece junto à margem do rio.

     

    ( Fonte Télérama -2005 ) 

    E Viva o Porto !

  • Bom fim de semana (e são os últimos dias de verão)

     

    Play me:

     

    fotos| gangas: Rasta*** ; carros de linhas: Pedro Casquilho ; céu: Rita Teixeira  ; guarda-rios: Ricardo Lourenço

  • Desejem-me Bons Filmes. (e não, BFS)

     

    É a triste sina de quem tem de carregar um tijolo com lente ao ombro.