Category: cenas do caraças

  • Misturadas

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    Isto é o que dá os jornais da especialidade (desportiva) não cumprirem a sua obrigação!

    À imitação doutros anos, diria-se que não houve Final da Taça em Portugal… e depois, claro, acaba o “Colosso Português” em “destak” e “misturadas” nos titulos de ocasião :-)).

    PC
  • Nada se cria, tudo se copia, pouco se inventa…

     

    …há uma máxima qualquer na industria de TV e Audiovisuais mais ou menos assim, como o tema acima. E há de facto pouco para inventar. Fosse cliché numa cena de filme , seja baseado no enredo dum livro, um formato de programa ou concurso adaptado para tantos idiomas, culturas, países… é nisso que reside a arte dos audiovisuais: no “pouco se inventa”, nada se cria, “tudo se copia”.

     

    Parece tal admissão pouco abonatória? Diria que nem por isso. Nesta “máxima” há simbologia, temos metáfora.

    Tomemos por exemplo o expoente máximo audiovisual, o Cinema. A Sétima Arte passa a ser reconhecida enquanto tal, muito pela grande disponibilidade aliada a habilidade do saber olhar, interpretar, e então, naquele formato, o da 7ª, saber imprimir as outras e demais Artes: Literatura, Música, Teatro, Fotografia, Dança (ritmo), Escultura/Plástica (nas formas, objectos, luz, profundidade, no 2 ou 3D) etc… todas estas e outras artes, são os ingredientes e nelas reside o grosso da criatividade. A indústria do cinema, basicamente é uma mega-cozinha. Cabe-lhe o papel de pegar nos ingredientes, seguir “a receita”,  e enquanto tal, há muitos cozinheiros a fazem-no com o grande mérito de Arte. Hallelujah!

     

    Voltemos à TV. Diga-se que a função da tela, ou ecrã, se quiserem, basicamente é mostrar. Dai dispensar-se tantas vezes de criar ou inventar, basicamente, habituaram-se a copiar, a seguirem as “receitas d’avó” de comprovado sucesso popular, e que de antemão sabe-se: resultam. A dificuldade reside no não desvirtuar, dar na quantidade certa para não enjoar.

    Conhecem *este videoclip* (link) ? Então agora comparem-no lá com esta versão portuguesa, made in Sic Radical, e depois digam lá se a “máxima em epígrafe” tem ou não toda a razão de ser, e se não é disso que o publico alvo quer ver… Faz-te a vida, se já confirmaste o link atrás, agora pica o play.

     

     

    PC Jerónimo da Silva

  • O Zé dos Plásticos e o homem vestido de branco

     

    É uma das anedotas mais antigas de que tenho memória, que inúmeras vezes me era pedida pelos amigos para ser contada, e já me havia esquecido dela, até o dia em que um novo Papa aterrou em Lisboa…

    Portanto, recupero-a com todo o gosto, passados vários anos, como sempre, contando-a a minha maneira (quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto) mas, e por que não (?) enquadrando-a na actualidade.

     

    Certo emigrante regressa a Portugal numas curtas mini-férias, pois estava peremptoriamente decidido a não perder a visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI, à sua terra Natal.

    Chegado com alguns dias de antecedência, e instalado na casa de família, numa pacata aldeia nas redondezas da capital, dá de caras com um velho conhecido, parceiro de carteira na escola, nos tempos idos de ditadura.

    -Olha! o Zé dos Plásticos!! Tás bom pá?

    -Olha, olha! Quem é ele! Estas por cá? Eu estou bem, obrigado. Alias do melhor! Sou actualmente um dos empresários portugueses mais reconhecido em qualquer parte do mundo, até trato por “tu” ao Obama. Responde o Zé dos Plásticos ao emigrante.

    -Ah! Lá estas tu… Sempre foste um grande exagerado… estou a ver que não mudas-te nada.

    -Aiii, queres lá ver? – Resmunga o Zé dos Plásticos acossado – Isto não pode ficar assim. Quanto é que vale a aposta, em como sou mais conhecido que o Presidente da Câmara?

    -Bah! 25,00 €, não me acredito… atira o emigrante.

     

    Zé dos Plásticos convida o antigo colega de escola a entrar no seu Mercedes e rumam aos Paços do Concelho. Uma vez lá chegados pergunta o “pseudo” empresário de sucesso a um transeunte: Senhor, por favor, sabe dizer-nos o nome do actual Presidente da Câmara? É que queria-mos ir lá tratar de uns papeis, e seria uma vergonha não saber-mos o nome de tão ilustre personalidade…

    Ilustre personalidade?! Replica o transeunte – ilustre personalidade é o Senhor José dos Plásticos! Você é que devia ter concorrido nas últimas eleições que toda a gente o reconhecia, e votava em sí. Agora esse borra-botas? Também não sei o nome, mas não se acanhem, basta tratá-lo por “Sr. Presidente”, só, mais nada, que ele “derrete-se” logo todo.

    E pronto, lá teve o emigrante de desembolsar os 25,00€ da aposta, argumentando que “aquela” até que era fácil de ganhar pelo visto, ao que o Zé dos Plásticos acrescentava: Ó pá, tu tens de te convencer… aqui o teu velho amigo é íntimo, por exemplo, do Sócrates. Perdão, “íntimo” pode gerar más interpretações, há quem lhe dê roda de larilas… queria dizer existe ali das maiores afinidades, tás a ver?

    Lá tás tu… responde sarcasticamente o emigrante.

    Ai o Caraças! Mas tu pões assim em dúvida a minha palavra? Pois olha, mais: Aníbal Cavaco Silva, Presidente de Portugal, quanto vale a aposta?

    Eh, Eh! 500,00 €, e esfregava as mãos o emigrante.

     

    No dia seguinte rumam os dois ao Aeródromo Militar de Figo Maduro, pois sabia-se, ali se encontrava Cavaco Silva no cumprimento protocolar da recepção ao Papa Bento XVI, faltavam poucos minutos para o avião que transportava Sua Eminência aterrar. O emigrante começa a ficar admirado de os guardas e batedores abrirem caminho de imediato para o Mercedes do Zé dos Plásticos avançar. Alguns elementos do forte dispositivo militar até lhe faziam continência, mas daí a ser recebido pelo Presidente de Portugal e naquelas circunstâncias… Já apeados, o emigrante pode verificar Zé dos Plásticos a dirigir-se, passo altivo e confiante, ao palanque onde Cavaco Silva cumprimentava as entidades oficiais da Igreja e do Estado, e qual não é o seu espanto ao verificar a surpresa de Cavaco em ver alí o Zé dos Plásticos, esquecendo-se de tudo o resto, inclusive da mão do Primeiro Ministro esticada no ar, para descer o palanque e saudar calorosamente o famoso empresário dos Plásticos.

    Bom, o emigrante rendeu-se, e acabaram os dois amigos de infância a almoçar num chique restaurante da capital, pagava o Zé, que as apostas já haviam rendido 525,00€. Entre um palitar dos dentes do Zé dos Plásticos e um trago do bagaço final, concluia o emigrante: Bem, resta-me então ir ao que me cá trouxe, e assistir a passagem do Papa.

    Zé dos Pláticos nem perde tempo: Pá, se és assim tão devoto ao homem, é só dizeres, se quiseres apresento-to.

    O emigrante nem cabia em sí de tamanha indignação: O Zé, não me fodas! Que andes aí em tachos com o Presidente da Câmara, com o Sócrates e até o Presidente da República, pronto, tá visto. Agora o Papá?! Mas por quem me tomas? Sempre foste um aldrabão, desde puto.

    Zé dos plásticos pousou o palito, esticou a mão ao parceiro e pergunta: 1.000,00€?

    O emigrante nem hesita, até porque era a oportunidade de recuperar a forte quantia perdida… Aperta-lhe a mão: 1.000,00€, está apostado!

     

    Ao final da Tarde, depois de um dia muito intenso de actividades, visitas e oratórias por Lisboa, Sua Santidade Bento XVI aparece à varanda da residência oficial para sua estadia. Ao lado dele… o Zé dos Plásticos…

    A multidão estava eufórica! O papa, de tão cansado já mal se mexia, cabia ao Zé dos Plásticos acenar a multidão que reagia em êxtase.

    Ao que se chega um  dos muitos turistas estrangeiros alí presentes junto do emigrante português ainda boquiaberto, e pergunta-lhe:

    Mister, what that fuck?!

    Quem é aquele senhor vestido de branco, alí ao lado do Zé dos Plásticos?

     

    PC Jerónimo da Silva

  • A net e questões do modo de vida: cap 6

    Vi no blog do JB, e não resisti… ainda me estou a rir, apesar de que na moral da história possa haver algo com pouca, ou graça nenhuma. Apreciem:

     

    PC Jerónimo da Silva

  • ‘O Lado B’ da coisa

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    Bruno Nogueira, que já deu provas de ter tudo para talentoso humorista e apresentador, parece que estreou ontem o seu novo programa desta feita em formato ‘talk show’, RTP 1. Este é mais um daqueles artistas que quer queiram quer não, levarão sempre com o estigma de seguirem as pisadas do ‘pai’, tempos idos e bastante duradouros: O Grande Herman José.

    Não sei como foi, não vi, simplesmente passou-me ao lado nem sei já porque, ou o que faria eu ontem àquela hora do programa em estreia. Mas desde sexta feira passada que me despertara a atenção para a mensagem implícita na foto destaque da revista e agora deste post, o que me levou a pega-la (na revista) de cima da mesa de café e a abri-la, na página respectiva, em cujo enunciado se pode Ler:

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    “Em Portugal matam muitos programas à nascença”«

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    Na entrevista à “TV” revista suplemento do jornal Correio da Manhã, o apresentador traz à baila o facto  do programa ‘Lado B’ ser na RTP 1, canal onde se pode trabalhar “sem a meta das audiências”. E dei comigo abanando a cabeça, concordando, e recordando o que tenho para mim a propósito do já citado Herman, ou dos actuais agora “Gatos Fedorentos”, ao desperceberem precisamente isso, e que ao terem dado o salto da RTP para a SIC (como poderia ter sido para a TVI), iniciaram aí, nesse preciso ponto, o definhar e arrastar, um queimar de imagem até o fatídico dia da falta de paciência para que haja alguém que os ature… (Esperto, esperto, vai sendo o Fernando Mendes, com o canal certo “Preço Certo”)

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    Voltemos à foto destaque: Espectacular, arte, subliminar! É o que verdadeiramente se pode chamar de “escrita com luz“, assumindo aqui a matéria prima (a luz) o papel de tinta, descrevendo as formas e mensagem pelo obturador de uma câmara fotográfica enquanto “esferográfica”. Lamento que me desiluda mais uma vez, um meio dos mídia “Grupo Cofina”, ao não dar crédito e publicar, como manda a ética do sector,  o nome do autor do disparo, que teria gosto de credita-lo também eu aqui.

    O resultado final está a vista, impresso. De tal forma magnifico que fez-me abrir uma revista que me escasseia de crédito, regra geral.

    Melhor explicando: a simbiose entre ‘o lado b’ destacado no rótulo de uma bolacha preta, de um item outrora considerado morto, o vinil, mas agora novamente a entrar em voga conhecendo por esta altura um certo despertar para o milagre da ressurreição, inclusive por cada vez mais adeptos jovens cuja idade lhes roubara a oportunidade a experimentar do ritual envolto naqueles mistérios encobertos por uma rodela de plástico com 12 polegadas, vulgo LP… É coisa louvável, uma boa forma de complementar as ideias que já haviam sido escritas por aqui: ♫  oh vinil: Bem vindo sejas! Again…

    PC Jerónimo da Silva

  • Ratatui regressa em 2010! ………………………………. Ratatouille est de retour en 2010! ……………………..

     

    Il y a quatre rats par habitant dans les quartiers chics de Paris . Et entre huit et dix dans les autres arrondissements.

    Avec les changements climatiques les rats ont commencé à apparaitre à l’air libre . Leur population semble avoir augmenté de 40 % en cinq ans . Ce qui est considérable.

     

    Les professionnels du secteur se frottent les mains. Toute les grandes villes françaises sont touchés … mais la province est épargnée par cette invasion . Est ce que les rats des champs ont marqué leur territoire ?

    Sauf que ces mêmes professionels sont incapables de freiner la prolifération des rats.

    Cette explosion démographique soudaine,  interroge directement ceux qui pensent que nous sommes à l’abri des changements climatiques.

    Nuno

     

     

     

    Quatro ratos por habitante nos bairros abastados e entre oito e dez nos outros bairros.

    Não me estou a referir a uma capital do terceiro mundo , mas a Paris.

    As modificações climatéricas levaram estes roedores a aparecerem nos apartamentos e edifícios públicos.

     

    E a sua população parece ter aumentado de 40 % . O que é considerável .

    Os ratos de esgoto constituem uma sociedade extremamente bem organizada. Contrariamente ao que podem pensar as firmas de desratização , os ratos nunca se habituaram às substâncias de erradicação . São sempre os mais velhos que engolem as substâncias para testar o seu efeito. E, por vezes, esses testes podem durar dias e dias. Como também são sempre os mais velhos que fazem de ” rolha ” e que se sacrificam quando os gazes são introduzidos nas canalizações.

     

    O rato nunca ataca um humano que esteja em posição vertical , salvo se não tem saida. Assim , em caso de encontro com um rato é sempre preferível deixar-lhe uma porta de saída , ou seja, oferecer-lhe uma passagem livre.

    Esta explosão demográfica só pode questionar quem pensa que estamos ao abrigo das modificações climatéricas .

    Nuno

  • Oito de Março: A Mulher é o Porvir do Homem! …… Le huit mars: La Femme est le Futur de l’ Homme …

     

    L’informatique a-t-elle un sexe ?

     

    Pour Isabelle Collet , informaticienne et chercheuse à Paris-Nanterre , la réponse est limpide : "Non , il n’ y a pas de fatalité biologique à ce que les as de la programmation soient forcément du genre masculin. Mais la persistence des clichés et la rarité des modèles indentificatoires amènent trop souvent les filles à penser que este trabalho não é para elas ."

    En effet , il est intéressant d’observer que le premier programme informatique a été écrit par une femme : Ada Lovelace ( 1815 – 1852 ) . En 1980 , l ‘armée américaine développe le langage de programmation ADA , ainsi nommé en sa mémoire.

     

    Ce post peut être lu comme la suite de : A Mulher é o futuro do Homem / La Femme est l´avenir de l’Homme

    Nuno

     

     

    A informática tem um sexo ?

     

    Para Isabelle Collet , informática e cientista na Universidade de Paris-Ouest-Nanterre , a resposta é clara : "Não, não há fatalidade biológica a que os ás da programação sejam forçosamente do género masculino. Mas a persistência das imagens paradas e a raridade dos modelos de identificação levam, demasiadas vezes , as mulheres a pensar que este trabalho não é para elas ."

    Com efeito , é Interessante observar que o primeiro programa informático escrito foi realizado por uma mulher : Ada Lovelace ( 1815 – 1852 ) . Em 1980 , o exército américano desenvolve a linguagem de programação ADA , assim baptizado em sua memória.

     

    Este post pode ser lido como a continuação de : A Mulher é o futuro do Homem / La Femme est l´avenir de l’Homme. 

    Nuno

  • Na pai pus Nazerenus!

     

    Conhecendo como conheço, por dentro e fora, o Carnaval da Nazaré e suas gentes, eu cá não tenho dúvidas que aquele, é de todos, o mais genuíno, típico, tradicional e pitoresco, dos Carnavais Portugueses! Não tem sons, nem ritmos, nem meninas brasileiras. Mas em contrapartida… é um Entrudo à Portuguesa.

     

    Este vídeo está a ser devidamente destacado pelos programas da TVI sobre futebol.  Merecidamente! Na Pai pá kêla genti.

     

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