Author: penaleve11

  • Porto; Ponte, Vida – 1

     

     

    Em seis de Agosto de 1968, Miguel Torga, visitou Vilarinho das Furnas, no Gerês, véspera do dia em que esta Aldeia foi inundada. Como outras comunidades comunitárias foi escolhida consciente e politicamente pelos Serviços Florestais dependentes do governo fascista. Os sectores geográficos correspondentes à construção das barragens foram determinados, essencialmente, por razões ideológicas. Era necessário desenhar uma unidade que nunca existiu. Aceitar que “para lá do Marão mandam os que lá estão” não era compatível com o conceito de centralismo.

     

    A diversidade de inúmeras “minha terra = meu país” não é incoerente com uma vivência de 8 séculos no âmbito da mesma fronteira administrativa e nacional. Miguel Torga como Fernão Magalhães é Transmontano. Se Miguel Torga, prémio Internacional de Poesia em 1972, é um ilustre desconhecido em Portugal, Fernão Magalhães, o maior navegador Português, não figura no monumento realizado em honra dos descobrimentos.

     

    Não se trata, nesta nova rubrica, de construir novas teorias ou ideias. Sim de disponibilizar documentos sobre a cidade do Porto e a sua história que o centralismo lisboeta procura apagar ou normalizar na memória colectiva dos Portugueses.

     

    Na foto, tirada em 1963/4, aparece a seleção de andebol da cidade do Porto. Esta seleção reunia jogadores de vários clubes da cidade Invicta e participava em torneios na Galiza. O quadro da foto é o campo de andebol do antigo complexo desportivo do FC Porto, situado na Rua da Constituição. Este complexo, guardando-se a fachada, foi totalmente renovado. 

     

    Fontes: Miguel Torga, En franchise intérieure, ed. Aubier Montaigne, Paris 1982, p.347 | O Título é tirado do nome duma novela, em honra do Porto, do escritor Brasileiro Moacyr Scliar | A foto é minha

    Nuno

  • E Vão Quatro

     

    Quatro anos de cosmeticas.org. Faz hoje.

    Estamos a ficar cotas 🙂
  • Descomplicando a Câmara de Filmar …………………. ………………………………………….e Suportes Digitais

     

     

    Com o verão reaparecem sempre as velhas máquinas de filmar ou chega-se a conclusão que está na altura de as trocar. Parece-me por isso oportuno disponibilizar este texto que pode ajudar a melhor compreender o aparelho, e os seus suportes, que estão sempre a mudar.

    Ou até pode ser que quem se depare com este post seja um profissional que partilha destas várias complicações. Em resumo…

     

    A constituição da Câmara de Filmar passa fundamentalmente pela lente; o microfone; o corpo da máquina; deck de gravação; e fonte de alimentação.

    Debrucemos-nos sobre os mesmos.

    A lente (ou objetiva) é o utensílio destinado a captação de luz que permitirá detalhar o enquadramento, forma e nitidez dos objetos, através da manipulação do diafragma (ou iris), zoom e foco.

    O microfone, componente simples de compreender, serve para captação de áudio ambiente ou direcional, a ser enviado para o circuito de processamento de áudio no corpo da máquina.

    O corpo da máquina ocupará o maior espaço da câmara de filmar. Aqui incorporam-se : os CCD (charge-coupled device) componentes eletrónicos destinados ao escrutínio da luminância e crominância transportada pela luz recolhida pela lente – tecnologia com largas décadas de aplicação que rivaliza atualmente com a geração de CMOS assente em circuitos integrados. Incluem-se ainda no corpo da máquina: microprocessadores; microcontroladores; memórias RAM – onde se aparecem elementos de lógica digital para processar os mesmos dados; e placas ou componentes eletrónicos vários, destinados ao processamento de luz, som, imagem, registo/gravação, e gestão da alimentação/energia e ao deck de gravação.

    Este último, o deck de gravação, tem sido desde há várias décadas e até há bem pouco tempo um departamento do corpo da máquina todo mecânico e complexo, propenso a um desgaste acelerado, onde se insere a cassete para o registo magnético dos dados de som e vídeo, processados anteriormente pelos sistemas eletrónicos de registo da imagem e do som. Esta tecnologia tem vindo a perder mercado, quer no amador, bem como estando atualmente em fase de transição no mercado profissional. As longíquas cassetes vêm-se serem substituidas por suportes de dados em memórias flash, mais simplificados (sem mecânica) – vulgo cartões de memória.

    Por fim temos a fonte de alimentação, comumente aplicada a uma bateria portátil, mas também passível de ser suportada por ligação direta via cabo à rede elétrica.

     

    O mercado comercial e industrial aliado à tecnologia em constante evolução e mutação tornam a última geração de equipamentos lançada hoje como obsoleta amanhã. Isto representa uma enorme dor de cabeça, quer se trate de um ávido entusiasta amador ou, sobretudo, para os profissionais.

    As problemáticas relacionadas com a evolução tecnológica e as suas influências sempre representaram um problema acrescido para qualquer um que precise de manter uma rotina atualizada sem perder acesso a consulta de dados por métodos mais antigos.

    No meu caso vou usar a titulo de exemplo a minha própria experiencia que se reporta a três gerações tecnológicas diferentes de câmaras de filmar que acompanharam o meu percurso profissional, entre a era de equipamentos analógicos; substituída entretanto pela geração digital standard (SD); esta que por sua vez, nos tempos correntes, também começa a ser considerada já obsoleta (digital SD) sendo que nos encontramos na era do despoletar definitivo da alta definição onde vingam os equipamentos de captação em Full HD.

     

    • Na imagem: 3 gerações de câmaras nos últimos 20 anos.

     

    Financeiramente estas questões de mutações constantes entre formatos, codecs, resoluções, tipo de suportes de arquivos, etc, não é uma questão fácil de gerir, pelo que não se compadecem com estas problemáticas a falta de perceção, timing ou perspicácia quanto ao momento exato para agir, sendo que na maior parte das vezes, decisões mal ponderadas ou mal atempadas, ações o inações diversas podem ditar fortes revezes, sobretudo num negócio.

     

    Para exemplificar alguma da complexidade do que se aqui se apresenta, e quanto a (r)evolução constante mencionada, recordo-me de uma opinião que partilhava num fórum da especialidade na internet, e que pode mostrar-se mais exemplificadora ainda da complexidade do que se tem estado a abordar.

    Numa altura, ainda relativamente recente, e que era de enormes incertezas para muitos sobre migrar ou não migrar do formato de captação e arquivo mais antigo, assente nas vulgares cassetes em fita magnética, sobejamente testado e que oferece determinadas garantias, impondo no entanto já várias limitações para as potencialidades e soluções da era de alta qualidade de imagem em Full HD em que nos encontramos, em contraponto com os atuais equipamentos e suportes mais compatíveis para estas novas filosofias de trabalho disponíveis em equipamentos de captação, ou nos suportes de arquivo, assentes na mídia digital (discos rígidos, cartões de memória Flash, discos óticos, etc) , considerados mais frágeis e suscetíveis de perdas ou danos.

     

    Um colega lançava portanto para a discussão o tema: “Fita, ainda faz sentido?” – ao que tentei contribuir com a minha opinião baseada na minha experiência e conhecimentos, quer técnicos, como dos factos:

     

    “Continuo preso às cassetes porque continuo a ter câmaras ao uso que as utilizam. Não fosse isso, e já teria deixado de recorrer a elas (cassetes). Mas não pretendo adquirir mais nenhuma câmara com mecânicas/cassetes. Portanto, sigam as memórias flash!

    Tenho vindo a migrar a minha “filosofia” de trabalho para suportes/arquivos em HDD desde há cerca de dois anos. Até aí o meu arquivo era feito exclusivamente, desde o ano 2002, em suporte ótico, DVD-r. Tendo em conta os preços para os quais caíram, armazenamento em HDD parece-me um método bastante acessível. Com custos equivalentes ao armazenamento em DVD-r.

    As cassetes (da era digital) sempre as regravei, largas dezenas de vezes cada uma, mas aqui trata-se de suporte DVC-Pro [marca proprietária da Panasonic, material mais robusto]. As DV ou DVCam [marca proprietária da Sony e menos fiável para uma regravação constante] nunca me atrevi a “apertar” tanto com elas, nem pouco mais ou menos. Seria outro debate…

    Isto para dizer que, no fundo, o tipo de utilização que sempre dei as cassetes foi numa filosofia de reutilização que agora as memorias flash vêm colmatar, ou devidamente sustentar/garantir. Passando em concreto ao debate que o lançado, eis as vantagens e desvantagens que encontro em gravação/armazenamento:

     

    Em HDD ou Cartões, disponibilidade dos dados de forma muito mais versátil, volátil e rápida. Espaço Físico que ocupam reduzido. Isto é o que me ocorre logo à cabeça. No entanto considero os dados nestes suportes mais vulneráveis à perda, quer por acidentes/avaria dos suportes, que acontece, se calhar com mais frequência do que alguns desejariam, mas tenho poucas dúvidas que tais perdas de dados estarão mais ligadas ao facilitismo/menosprezo do utilizador e falta de métodos/políticas de segurança bem interiorizadas, mais propriamente do que por falta de fiabilidade nos suportes. Claro: não subestimar a qualidade do fabrico dos ditos cujos.

    Trabalhar com dados nestes suportes exige uma disciplina acrescida na sua gestão, comparativamente com as cassetes. Parece-me um facto.

     

    Em Cassete o armazenamento fica mais facilitado, e quanto a mim sujeito a bem menos riscos. Para apagar os dados não basta um simples “delete” de teclado acidental durante o manuseamento. Regra geral será necessário percorrer (“regravar”) o espaço de fita em causa. Ainda que se prima o REC por lapso numa fita que supostamente não se deveria, a quantidade de dados perdidos dependerá do tempo que permanecermos na ignorância da importância de tal cassete. E a probabilidade de tal suceder, comparativamente com o manuseamento de um Disco HDD, parece-me drasticamente menor.

    E acho que reside aqui a principal, senão única, vantagem da cassete. É um suporte mais individualizado devido a baixa capacidade de armazenamento, é um suporte “palpável”: está ali na prateleira. Agora, será um tipo de armazenamento prático? E Se for preciso reconstituir ou fazer alterações num projeto (software) mais antigo que já saiu da estação de trabalho? É possível, mas estou em crer que poucos têm os cuidados específicos necessários de backup para tal. E nesse caso há um “pormaior” relevante: a necessidade de equipamento disponível passados alguns meses/anos para a leitura dos dados, e o seu consequente desgaste.

     

    Deixando o campo de armazenamento, passando para a questão primária da gravação, é aqui também, no desgaste e avarias das mecânicas dos equipamentos destinados a leitura/gravação de cassetes, que reside a maior desvantagem deste tipo de suporte se o compararmos com gravação em flash (cartões). É neste “pormaior” do desgaste/avaria (ou interferências temporárias: lixo, gorduras, humidades, etc) da mecânica dos equipamentos de cassete que reside boa parte dos erros de gravação/leitura associados a estes suportes, os típicos e mal fadados DROP’s de fita, por exemplo. Para não falar na quantidade de vezes que uma cassete gravada num determinado equipamento, deixa de ser devidamente sobretudo quando reproduzidos em equipamento terceiro, devido a desalinhamentos típicos das mecânicas com o uso.

    A Panasonic neste capítulo foi pragmática: salvo erro meu, este fabricante já não tem no mercado equipamentos novos com mecânicas/cassete. Pelo menos anunciou essa pretensão/decisão há pelo menos 2/3 anos. Quanto a mim foi uma boa decisão, pois ver-me livre de mecânicas representa ver-me livre de algumas boas chatices traduzidas em custos financeiros.

     

    Se a fita ainda faz sentido? Ainda faz. Cada vez menos, mas faz. Acho que é uma questão de tempo para que na prática se venha a tornar um género de suporte popularmente obsoleto. Tempo esse que não me parece muito longínquo.”

     

    Paulo C. Jerónimo

    in “2012 – O Homem Sonha e o Mundo Pula e Avança”

  • Conversas com os botões da camisa (5) : …………… ………………………………………………..Da Boçalidade

     

    Confirmar a boçalidade patente no povo português em pleno 2013 é preocupante.

    As redes sociais dizem que isto é o grande sucesso do verão…
    PS: Já agora um pouco de cultura segundo a Wikipédia: “Jah é a forma poética abreviada de Jeová, o nome do Deus Altíssimo. (Êx 15:1, 2)”.



  • Perguntar Não Ofende ………………………………..#18


    Palma d’Ouro à Gaiola Dourada {#emotions_dlg.unknown}

     

    Ce film a été très plébiscité au Portugal! On dit aussi qu’il a connu un franc succès en France. C’est à se demander si “La Cage D’Orée” n’a pas eu la Palme d’Or. Voici la bande annonce.

     

     

    Dizem que o lançamento em França foi um sucesso. Tem sido uma propaganda tal por cá que até desconfiamos ser película digna de alguma Palma d’Ouro… Aqui o trailer.

  • Pensar o Futebol Alemão

     

     

    Bundesliga, Mapa de Época 2007-2008 (clicar para ampliar)

     

    Pela primeira vez, na história da Liga dos Campeões, as meias finais deram lugar a um embate entre dois países: A Alemanha e a Espanha. E, naturalmente, os clubes espanhóis foram eliminados e a final foi disputada entre o Bayern de Munique e o Borussia de Dortmund. O encontro entre estes dois clubes veio destruir ideias e preconceitos a propósito do futebol Alemão. Este não é um espectáculo frio e racional em que a força física esmagaria a técnica e a arte de saber brincar com a bola. Antes pelo contrario: é o que podemos deduzir do deslumbramento que nos foi proporcionado.

     

    O resultado vitorioso dos clubes Alemães nas meias finais é o retrato duma Liga que apresenta resultados económicos e desportivos invejáveis. A Liga Alemã tem a maior média de espectadores por jogo no mundo: 45 000. Em contrapartida, apesar de todas as estrelas que nela actuam, a Liga Espanhola conhece uma média de 28 000 espectadores por jogo.

     

    A apresentação caricatural do futebol e da sociedade Alemã que, em geral, era feita pela imprensa Europeia (não Alemã) não permitiu descortinar a evolução da Bundesliga. Atestemos os preços, em euros, dos bilhetes das meias finais, por ordem crescente: Allianz Arena 40 -150; Signal Iduna Park 45 – 175; Santiago Bernabeu 70 – 325; Camp Nou 91 – 359. Os dois clubes Ibéricos apresentam, claramente, preços bem mais altos. O que pode ser considerado como uma insolência ou como um absurdo, considerando a crise e as suas repercussões distintas nas duas sociedades referidas. Mas também é possível verificar que, se o orçamento dos clubes Espanhóis é superior ao dos clubes Alemães, a reserva financeira ou divida para 2012 – 2013 é a seguinte (em milhões de euros): Bayern +129; Dortmund -40; Barcelona -350; Real Madrid -450. Resumindo, saldo de 89 milhões para a Bundesliga e déficite de 980 milhões para a Liga Ibérica.

     

    Uma vez as obrigações fiscais pagas, a Bundesliga multiplicou, em dez anos, por dois os seus resultados positivos. As receitas são oriundas da bilheteria (21,2 %), direitos tv (26,2%) e publicidade (26,6%). Em 18 clubes 14 dão lucro e a Bundesliga conheceu, uma vez os impostos pagos, um lucro de 55 milhões de euros. Uli Hoeness, presidente do Bayern declarou à revista So Foot (Abril 2013) que o que fazia a força do campeonato Alemão era a ideia que “só é possível sobreviver se outros que te rodeiam sobrevivem“. E, efectivamente, o Bayern contribui para ajudar e consolidar os orçamentos financeiros dos seus rivais, comprando sobretudo no mercado interno.

     

    Todavia, o actual presidente do Bayern, esteve, nos anos 1990, ligado a casos de corrupção. O que, por um lado, relativiza a exemplaridade do futebol Alemão,mas, por outro,  não invalida que o Bayern tenha uma reserva financeira de 129 milhões de euros. Há vinte anos consecutivos que o Bayern tem um excedente financeiro. O que leva Uli Hoeness a dizer: ” Quando os outros clubes vão ao banco é para pedir emprestado, nos quando vamos é para depositar.”

     

    Mas entre todos estes aspectos penso que o que sobressai é o número, a média de espectadores por jogo. Tanto mais que a classe trabalhadora Alemã conhece também as dificuldades da crise. 

    Nuno

    Fonte: Le Monde, Sport & Forme p.4, 27 avril 2013

    Créditos de imagem: billsportsmaps.com

  • A Transmissão Simbólica n° 27………………………….. La Transmission Symbolique n° 27……………………..

     

    “La forêt concentre nos peurs. Nous en venons, nous craignons d’y retourner, nous la détruisons” – Béatrice Tillier


    Photo: dBD # 73, p.47 / Texte: CASEmate, n° 59, P.76

    Nuno

     

      

    “A floresta concentra os nossos medos. Nós vimos dela, receamos regressar nela, destruí-mo-la.” – Béatrice Tillier


    Foto: dBD # 73, p.47 / Texto: CASEmate, n° 59, p.76

    Nuno

  • So Foot, So Porto…

     

     

    A edição de Fevereiro da já lendária revista “So Foot” dedica um dossier de várias páginas ao melhor numero 9 da atualidade.

    A exposição abre com a fotografia aqui presente. Uma fotografia que evita mil discursos. Não é necessário citar que entre Benfica, Saragossa e  Porto, o realismo ditava ser este o melhor clube para o futuro de Falcão.

    E Falcão vestiu a camisola n°9. E não a mais deixou.

    Esta mesma edição apresenta, igualmente, um dossier – entrevista com Lucho. El Comandante diz que o Porto é um clube voltado para o futuro.

    Mas já são muitas páginas e, assim, fico por aqui porque senão é cousa para não se crer. 

     

    Nuno

    obs: So Foot, Fev 2013, pp. 26-39

  • Perguntar Não Ofende ………………………………..#17

    “Deus escreve direito por linhas tortas” {#emotions_dlg.unknown}

     


     

    Morreu Hugo Chávez

    O Presidente da Venezuela morreu hoje na sequência de um cancro. Reeleito para um quarto mandato, não resistiu até à tomada de posse, cuja data estava em aberto. (Link)

  • A Transmissão Simbólica nº 26 ………………………… La Transmission Symbolique nº 26 …………………….


    “On dit beaucoup de conneries sur l’art de réaliser des films. Il faut arrêter avec cette entreprise de mystification. Réalisateur, ce n’est pas faire de l’art comme la peinture ou l’écriture. C’est plus proche de l’entraîneur de football.” S. Mendes

     

    Source: So Film N°5, Nov 2012, p.76

     

    (tag: La transmission symbolique n°26-feuillets)

    Nuno


     

    “Dizem-se muitas caralhices sobre a arte de realizar filmes. É preciso parar com essa empresa de mistificação. Ser realizador não é criar arte como a pintura ou a escrita. É mais próximo do treinador de futebol.” S. Mendes

     

    Fonte: So Film N°5, Nov 2012, p.76

    Nuno