En 2010, 1,64 millions de personnes étaient licenciées à la FFF.
En 2006, il y avait 2,3 millions de personnes licenciées.
La FFF perd environ 10% de licenciées par an depuis trois ans.
Les causes sont me semble-t-il explicites !
Source : Libé, 19 Déc 2010, p.17 / Dessin : Charlie Hebdo : Hors-Série, Mai-Juin 2010, p.34
Nuno
Em 2006, a Federação Francesa de Futebol apresentava 2,3 milhões de jogadores filiados.
Em 2010, já só são 1,64 milhões.
A perda é, aproximadamente, de 10% por ano. Como explicar tal hemorragia ?
As autarquias e as colectividades hesitam, cada vez mais, em apostar no futebol.
A falta de sponsors, as receitas de bilheteira em queda livre e a grave crise económica que atravessa a França não podem explicar tudo.
A imagem do futebol, em França, degradou-se, afugentando milhares de jovens.
A violência gerada pelos hooligans (linchagens e assassinatos, espancamentos, racismo, homofobia…) criou condições insuportáveis para a imagem de marca do futebol Francês que está em concorrência directa com o andebol, o rugby…
Há que lembrar que o presidente do PSG proibiu as curvas aos ultras desde o início da época, transformando-as em espaços familiais. O que salvou, por agora, o clube !
Paralelamente, os comentários televisivos dos jogos de futebol passaram a ser uma repetição de “replays” onde os jornalistas, à grande e à portuguesa, só discursam sobre as decisões dos árbitros, esquecendo o futebol jogado.
E, por essa razão, talvez não seja um acaso se, em 2010, o número de formadores e dirigentes de clubes amadores diminuiu de 20 por cento.
Fonte dos números citados: Libé, 19 de Dez de 2010, p17 / Desenho: Charlie Hebdo: Hors-Série, Maio-Junho 2010, p.34
Nuno
Chamam-lhe música de intervenção.
“Parva que sou” – a nova música dos Deolinda, estreou no Coliseu do Porto há cerca de duas semanas, cumprindo o espectáculo mais duas repetições naquela sala, e outra no Coliseu de Lisboa.
A receptividade do público foi abismal, surpreendendo pelo visto os próprios artistas, que já anunciaram que estão a tratar da masterização do novo tema a fim de ficar disponível nos próximos dias para as rádios e público em geral, sendo que gravações amadoras da música extrapolaram de imediato para as redes sociais online.
Um “novo hino dos Deolinda”, dizem, que reflecte as preocupações de uma geração.
Interessante: em vinte anos a questão evoluiu de “rasca” para … “parva” (?).
Naquele tempo mostrava-se o cu. Hoje cada vez mais, “quem tem cu, tem medo”.
Edit (14.02.2011): Nem à propósito, anuncia-se um toca à reunir e protestar, aqui.
“Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração casinha dos pais, se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar e ainda me falta o carro pagar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração vou queixar-me pra quê? Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração eu já não posso mais que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..
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