Author: penaleve11

  • Com Papas e Bolos se Enganam os Tolos …………… Acta c’est Cata pour la Liberté …………………………..

    Sous pretexte de vouloir lutter contre le piratage, la contrefaçon et 
    que sais-je encore, l'accord international ACTA menace la liberté
    d'expression, de communication et de partage des plus démunis.

    Lien recommandé:
    Mouvement webactionnow.com (aussi en français)

     

    Projetos ACTA; SOPA ou PL118 começam a “azedar” ficando comprometidos

     

    Subrecreve-se de seguida a mensagem remetida para a caixa postal do Cosméticas.

    Quando em questão estão  direitos tão básicos comoa liberdade ou a democratização da informação acessivel para todos – e é disso que se trata – então não pode haver meias tintas: ou alinhas de um lado ou do outro. 

    Ou bom…  podes também ficar numa  confortavel posição onde entre o comer papas e bolos se vão enganam os tolos…

    Porque é o advento trazido pela internet, e o “baixo custo” dos suportes tecnologicos cuja evolução industrial os colocou a preços da “uva mijona” e acessível a todos, que estão em causa.

     

    Aqui, o nosso lado é bem claro, nem podia ser outro: viva a tecnologia de custo acessivel, e longos anos a rede mundial de informação e comunicação (internet) que estão a ser fortemente atacados pelos poderes mundiais.

    Apesar disso, a força e protesto de cidadãos por todo o mundo começam a comprometer os intentos dos lobies nacionais e internacionais.

    A saga continua…

    Paulo Jerónimo.

     


      

    Por Alex Wilks – Avaaz.org

    Caros amigos,

    Políticos por toda a Europa começaram a retirar seu apoio ao perigoso tratado ACTA. Os protestos em massa deste final de semana são a nossa oportunidade para enterrar o ACTA de uma vez por todas. Clique para se juntar ao dia de ação, presencial ou virtualmente. Vamos vencer!

    Take action now

    Em 24 horas, pessoas em todo o planeta se juntarão a um protesto de rua global para enterrar o ACTA de uma vez por todas.

    Nesta semana nossa massiva petição do ACTA com 2 milhões de assinaturas causou ondas de choque em Bruxelas, e acabamos de descobrir que a Alemanha colocou o ACTA no refrigerador e outros governos estão quase seguindo o mesmo caminho. Se a Europa disser não ao ACTA, o tratado morrerá! Estamos no momento certo. Se quantidade suficiente de nós se juntar aos protestos amanhã, podemos garantir a nossa liberdade online e o fim do pesadelo de censura do ACTA.

    Vamos comparecer aos milhares para protestar ou, se não pudermos comparecer presencialmente (a maioria dos protestos acontecerão na Europa), envie mensagens de solidariedade para nossos amigos cidadãos que estarão nas marchas. Clique aqui para usar nosso mapa e encontrar um evento próximo, ou deixe uma mensagem de solidariedade para os manifestantes:

    http://www.avaaz.org/po/acta_day_of_action_hub/?vl

    Nossa massiva petição do ACTA foi pessoalmente entregue a políticos líderes da União Europeia em Bruxelas esta semana na medida em que alcançava a marca de 2.2 milhões de assinaturas, e contando. O parlamento europeu está escolhendo um novo responsável pelo tratado neste exato momento. Vamos garantir que esta pessoa perceba que o ACTA é quente demais para segurar.

    Quatro governos ocidentais europeus, e agora a Alemanha, acabaram de dizer que vão protelar a sua decisão sobre o tratado. Mas se centenas de milhares de pessoas participarem de milhares de manifestações por toda a Europa amanhã, podemos garantir que todos os políticos nos 27 países membros da União Europeia tomem conhecimento de que o povo não quer o ACTA e continuará a se mobilizar até que a ameaça esteja enterrada.

    Aqueles de nós que estiverem na Europa podem se juntar aos protestos. E todos nós podemos enviar mensagens de solidariedade para encorajar o povo presente nas manifestações a usarem as mídias sociais para aumentar a pressão sobre alguns parlamentares mais importantes. Clique aqui para acessar a página de ação, e conte para todos:

    Mais uma vez, mostramos que o poder do povo pode funcionar. Quando nossas liberdades fundamentais estão em risco, e atuamos juntos, podemos criar uma força imparável que faz os políticos fugirem do lobby das corporações, e trabalharem para os interesses de todos nós. Façamos isso mais uma vez.

    Com esperança e determinação,
    Alex, Alice, Pascal, Emma, Ricken, Maria Paz, Luis e o restante da equipe da Avaaz

     

    —
    Links para mais informações :

    Movimento webactionnow.com (em Inglês e francês)  

    Alemanha adia assinatura de tratado anti-pirataria (Público)
    ACTA vai além da proibição de downloads (Radio Nederland)
    Activistas portugueses “ensaiam coro” para manifestação anti-ACTA (Sapo Notícias)
    ACTA: Processo de censura na internet tropeça em países europeus (Esquerda Net)
    Se você achava que SOPA era ruim, espere até conhecer o ACTA (em inglês) (Forbes)
    ACTA vs. SOPA: Cinco razões pelas quais o ACTA é a ameaça mais assustadora para a liberdade na Internet (em inglês) (IB Times)
    O tratado secreto: ACTA e seu impacto no acesso a medicamentos (em inglês)

     

     

  • Televisão Digital Terrestre (TDT) – 2

     

    :: Parte 2 – O Sol Quando Nasce (Não) é Para Todos ::

     

     

    Chamam-lhe as “zonas sombra”, onde o sinal de TDT é inexistente ou insuficiente, e é caso para dizer que o concelho de Porto de Mós, no que toca à TDT, está bem “assombrado”.

    Quando no próximo dia 13 de fevereiro ocorrer definitivamente o apagão que se aguarda para os emissores analógicos que chegam a estas zonas (exceção para quem receba emissão do Montejunto até 26 de abril), será caso para perceber que o sol quando nasce nem sempre é para todos.

     

    Como explicar, ou melhor, aceitar, que um morador que se prepare para fazer a migração de sinal para TDT, mesmo supondo que já possua equipamento (televisores/antenas) adequados para tal, para o fazer tenha um custo obrigatório acima dos 100,00€ (relacionados com a aquisição e instalação de equipamento satélite), quando poucos quilómetros ao lado um outro morador, fora das zonas sombra, pode não ter qualquer custo caso os equipamentos necessários para a migração de sinal que possui sejam adequados?

    Ou ainda que os equipamentos não estejam adequados para a receção de TDT – que é a situação mais comum nesta fase – o certo é que a diferença entre a ligação normal terrestre, e a sua alternativa via satélite para as zonas sombra, sofrem disparidades nos custos e limitações impostas (apenas 3 receptores satélite por residência) que serão sempre bastante relevantes, não obstante serem anunciados alguns apoios e exceções para alguns casos.

     

    Pior ainda é que isto seja imposto às populações sem receberem nada mais em troca para além dos mesmos 4 canais conforme já os conhecemos.

    É certo que a qualidade de som e imagem agora disponibilizados estão inegavelmente melhorados, mas não era esta a grande revolução que a TDT prometia. Não era esta a imposição que se exigia. Foi antes e até agora uma oportunidade perdida.

    A migração de emissão analógica para digital deveria significar um enorme aumento na oferta de canais e conteúdos gratuitos para toda a população. É isso que tem acontecido na maioria dos outros países, constatando-se que mais uma vez Portugal coloca-se na cauda da Europa como sendo o país com menor oferta de canais em TDT, segundo o Observatório Audiovisual Europeu.

     

    Atualmente, o espetro disponível já permitia pelo menos mais 5 canais para além dos existentes e após o switch off final agendado para 26 de abril, disponibilizadas as frequências agora ocupadas pela emissão analógica, torna-se tecnicamente viável o aumento dos mesmos para bem mais do que isso, assim haja vontade.

    —

    Paulo Jerónimo

    (Publicado na edição do jornal  ‘O Portomosense’ 2.fev.2011)

  • Perguntar Não Ofende ………………………………..#8

     

    “futebol: uma arena de morte” {#emotions_dlg.unknown}

     


     

    AP Photo/Ahmed Hassan 1.fev.2012 – Jogadores do Al-Ahly fogem ao massacre que ocorre no final do jogo contra o Al-Masry

     

    Será de manter esta nossa tag de arquivo na forma interrogativa,mudar para reticências… ou passar para ponto de exclamação? Eis a questão.

  • Porquê a Bd? Porquê o Holocausto? …………………. Pourquoi la Bd? Pourquoi l’ Holocauste? …………….

     

    Cette année le festival de Bd d’Angoulème est présidé par Art Spiegelman.

    Par rapport à 2010 la Bd a connu encore une fois une augmentation de la production:

    environ 5%.

    Ont été publiés 5327 titres de Bd en 2010.

    Deux Bd déjà ici présentées font partie de la sélection:

    Pour en finir avec le cinéma de Blutch

    Portugal de Cyril Pedrosa

    Art Spiegelman a aussi réalisé une oeuvre, MetaMaus, où il s’interroge sur le choix de la Bd pour traiter l’Holocauste…

     

    Photo: Zoo, Jan 2012, p. 6

    Ce post peut être lu comme la suite de La Bs a rdv avec le Vynil

    Nuno

     

     

    De 26 a 29 de Janeiro teve lugar o trigésimo nono Festival de Banda Desenhada de Angoulème.

    É um acontecimento cultural importante na sociedade Francesa.

    Em relação a 2010, a produção aumentou de quase 5 por cento. Foram publicados 5327 títulos de Bd.

     

    Mais de um terço destes novos títulos são mangas asiáticos. 

    O presidente do festival é Art Spiegelman, o pai de Maus, vencedor da edição 2011. 

    Duas Bd já aqui apresentadas fazem parte da seleção oficial:

    Pour en finir avec le cinéma de Blutch

    Portugal de Cyril Pedrosa

     

    Art Spiegelman também realizou uma obra, MetaMaus, onde se interroga sobre a escolha da Bd para tratar o Holocausto…

     

    Foto: Zoo, Jan de 2012, p.6

    Este post pode ser lido como a continuação de A Bd pelas trilhas do vinil 

    Nuno

  • Televisão Digital Terrestre (TDT)

      

    :: Parte 1 – Do Palavrão ao Apagão ::

     


    A preocupação e curiosidade hoje são comuns a quase todos os cidadãos, mas recuando no tempo, estaríamos algures pelo ano de 2003 quando, pelas revistas da especialidade, aos leitores aficionados da área de Produção Audiovisual  se nos apresenta definitivamente a TDT como uma realidade que era para avançar, num processo  que se  queria célere segundo o nosso governo.

    Deliberado pela União Europeia, a ordem é de um apagão, conhecido pelo “switch off”, das transmissões televisivas no modo analógico, em todos os países membro. 

    Portugal apresentou-se na altura como um pretenso candidato ao pódio, tendo em conta que, a cumprir as primeiras datas estimadas e avançadas, teríamos sido o primeiro país da Europa a migrar do sinal sexagenário analógico,  que ocupa uma imensidão de frequências  e da quota de espetro disponível para a transmissão de dados, acabando por inviabilizar de grosso modo o expandir que a galopante era tecnológica dos anos 2000 impunha, sendo nomeadamente a  4ª geração de telecomunicações móveis, o mais flagrante exemplo em disputa.

     

    Mais do que o entusiasmo da ambição precipitada de calendarização pelo executivo governamental, era sobretudo com desconfiança,  perante uma flagrante sofreguidão mal gerida e “desgovernada”que  os mesmos profissionais encaravam o futuro. Infelizmente comprovou-se estarem certos…

    Da atabalhoada intenção inicial, à  final  conclusiva que por estes dias os portugueses vivem  “in loco”, confrontados com o desmando agora   também do desliga/não desliga recalendarizado – no caso dos emissores que servem o conselho de Porto de Mós tendo sido o apagão adiado em mais um mês, para o próximo dia 13 de Fevereiro –   todo este processo de implementação da TDT em Portugal sempre foi executado por linhas pouco retas.

    Ao invés, é convicção de imensos críticos que tais linhas orientadoras foram sendo sobretudo meticulosamente traçadas a “regra e esquadro, por vezes com recurso ao compasso, de tão obliquas, ou perpendiculares, também paralelas, resumindo: enviezadas.

     

    Não se podem deixar de perceber os lóbis e tremendos interesses que o processo de implementação de TDT em Portugal agitou, bem como tristemente, não se pode deixar de perceber como uma oportunidade que na maioria dos outros países resultou em mais valia e sucesso para os seus cidadãos, que em Portugal apenas resulte em “mais do mesmo” (4 canais), engordando os mesmos de sempre, sendo o processo de migração, em boa parte, custeada pelos próprios cidadãos.

    Como  consequência direta para o nosso conselho destes imbróglios, verifica-se que basicamente as nossas zonas serranas, a excepção de Serro Ventoso e Alqueidão da Serra não estão nem estarão cobertas pelo sinal de TDT, ou a existir, o mesmo é tecnicamente deficiente e inviável, sendo que a solução acaba por ser adquirir equipamentos satélite inflacionando altamente os custos já de si injustos quaisquer que eles fossem, para fazer a migração.

     

    Continuaremos o tema e com dados mais concretos e várias curiosidades, na tentativa de mais alguns esclarecimentos, nas próximas edições do jornal “O Portomosense” .

    —

    Paulo Jerónimo

    (Publicado na edição de 19.jan.2011)

  • Como Substituir o «Calhambeque» do PortoMaravilha em 3 Passos …………………………………..(aussi en fr)

     

    Comme Remplacer la «bagnole» de Nuno PortoMaravilha en 3 étapes… 🙂  

     

     

    A pretexto da contrução caseira duma Estação de Trabalho para Aplicações Graficas para o meu *puto*, no 2º ano do Curso de Técnicas Multimédia. 

    Como vês, mon ami Nunô , já não tens desculpas: Não tem nada que saber 🙂 

     

    —

    Paulo Jerónimo

  • Perguntar Não Ofende …………………………………#7

     

    Onde acaba a arte e começa a ordinarice depende de quem cria ou de quem vê {#emotions_dlg.unknown}

     



     

    —

      Paulo Jerónimo

  • Vinil & Memória? ………..//……….. Vynil & Memoire?

     

    Je ne pense pas que la famille est en crise. Ce qui a changé ce sont ses formes traditionnelles.

    Si avoir une seule mère et un seul père n’est plus un modèle, il continue à subsister dans la famille une dimension qui renvoie au sacré et au bien être.

    Citons, par exemple, ce slogan “Comme disent mes deux mamans, la famille c’est sacré.”,…

    Le supplément Sortir (21 déc 2011) a choisi le vynil pour annoncer les restos, les musées…pour les fêtes en famille. Pourquoi ce choix?

     

    Photo: Op. cit. 21 déc 2011, p.4

    Nuno

     

     

    Não creio que a família esteja em crise. O que mudou foram as suas formas tradicionais. 

    Se uma só mãe e um só pai já não são um modelo de referência, subsiste na visão da família a dimensão do sagrado e do bem estar.

    Citando dois slogans publicitários Franceses: “Como dizem as minhas duas mamãs, a família é sagrada“, “como dizem a minha mamã e o seu namorado que tem idade de ser meu irmão mais velho, a família é sagrada.”, ….

    O suplemento da revista Télérama, Sortie, (21 de Dez. de 2011) dedicou várias páginas que publicitaram espectáculos sobre a família durante as festas.

    A abertura faz-se sobre fundo de vinil: Porquê tal escolha?

     

    Foto: Op. cit. 21 de Dez. de 2011, p.4

    Nuno

  • Esse não é o caminho!

     

     

    Quando na penúltima edição de “O Portomosense” me deparei com o destaque de primeira página: “A19 esquece Porto de Mós” , hesitei durante alguns segundos se alguém me teria lido os pensamentos.

    Vários dias antes também havia chegado a casa, tremendamente indignado e triste, por me deparar com tal gritante realidade no dia de abertura desta nova auto-estrada, onde desde o seu início, em Leiria, até o desembocar da mesma no nosso conselho, em Chão da Feira, nem uma única alusão é feita a Porto de Mós, indo os destaques para a Batalha e Alcobaça.

    Anima-me ao menos, dentro do possível, que o sentimento seja partilhado por outros, bem como a iniciativa do nosso Jornal em apontar o tremendo erro, com a devida relevância.

    Mais de que um bom princípio, este deveria ser um sacudir de consciências, o início de inverter caminho.

     

    Será que sim? Aparentemente, agora e depois do mal feito, a preocupação vai no sentido de tentar remediar e reparar aquilo que com algum eufemismo se poderia chamar de “gafe”, não fosse evidente, para os próprios portomosenses, o esquecimento persistente a que as nossas autoridades nos votaram desde há já várias décadas até aos dias de hoje com suas políticas nestes aspectos seguidas.

    Há mais de uma década que entre desabafos, lamento por exemplo, no percorrer da principal via do país, a auto-estrada A1, que com a aproximação das várias saídas relacionadas com a denominada Zona Turística Leiria – Fátima, área a que (só!) geograficamente pelo visto pertencemos, saídas essas às quais acabaremos nós ou nossos visitantes ter de tomar para fazer acesso ao nosso concelho,  e deparar tristemente quer seja no sentido Norte ou Sul da via  com a falta por demais evidente do que seria uma lógica e esperada alusão ao Castelo de Porto de Mós entre tantas  demais portentosas placas distintivas dos monumentos da região. São anunciados com a devida popa e circunstância desde os mosteiros de Alcobaça e Batalha, Santuário de Fátima, passando pelos castelos de Ourém ou Pombal…

    E um portomosense pergunta-se se seria exigir muito que a alusão ao seu castelo fosse patente ali também no meio das demais? Mais, se não devia ser sequer inquestionável ele estar lá.

    É que – e não me levem a mal os pombalenses pelo termo de comparação – mas caramba! Até o Castelo de Pombal conseguiu, e bem, claro está, ter lá uma placa tamanho xxl. Em que é que o castelo de Porto de Mós é menor? Ou será que é o arrojo dos portomosenses menor?

     

    Como desperceber que o Professor José Hermano Saraiva reconheça para ele o Castelo de Porto de Mós como um, senão mesmo, o mais belo da Europa, e subestimar isto, para citar apenas um dos meros exemplos com a autoridade que se lhe reconhece, das potencialidades destas nossas terras?

    Que tal individualidade tenha reconhecido isto num dos seus programas dos longínquos anos 90, e isto não tenha acordado ninguém, é pouco, ó minha gente…

    Trazer cá programas televisivos de pontuais e efémeros efeitos, se não pensados como mero rastilho para algo mais eficaz e duradouro, é pouco, ó minha gente…

    Conseguir para as nossas grutas a distinção e notoriedade de maravilha nacional e tal não nos catapultar para horizontes mais arrojados, é pouco, ó minha gente…

    Esquecer a grande riqueza para além dos granitos que possuímos nas nossas serras e Parque Natural , é paupérrimo, ó minha gente…

    Auto vetarem-nos os nossos governantes locais ao longo dos anos, sem percebermos o porquê, do direito de distinção, e auto dissociarem-nos da maior conquista portuguesa enquanto povo e nação que é  a de Aljubarrota, chega a ser blasfémia, ó minha gente…

    Que a forte bofetada recebida pelos portomosenses neste natal de tempos austeros: a confirmação da “exclusão” de Porto de Mós do Mapa de Portugal – pelo menos do mapa das Estradas de Portugal já assim se confirma (A19 para não relembrar a A1), sem aspas nem pejo, que tal ao menos agite o marasmo a que nos remetemos. Porque quem não aparece, esquece.

     

    Que aos portomosenses, ao deslocarem-se para fora do seu distrito, baste um dia apenas dizer: sou de Porto de Mós, sem ter que complementar de imediato perante a cara de interrogação dos forasteiros: “Fica a junto à Batalha ou perto de Alcobaça”.

    Convenha-mos: não foi “a auto-estrada que esqueceu Porto de Mós”, foi Porto de Mós que cometeu o desastre, há muito tempo, de entrar na valeta da estrada, desviando-se e capotando. É este o caminho que continuaremos a percorrer?

     

    Audácia, ó minha gente!

    Não tenha-mos vergonha de assumir que foi destas terras, deste castelo, por estes caminhos, que se afirmou de Portugal.

    —

    Paulo Jerónimo

  • Coppola: No Labirinto do Sonho? ……………………… ………………..Coppola: Dans le Labyrinthe du Rêve?

     

    Pour lire l’article cliquer sur l’image.

    Ce post peut être lu comme la suite de Les projets futurs de Copolla

    Nuno

     

    (clicar para ampliar)

     

    No final de Outubro de 2011, para marcar o acontecimento da retirada das tropas US do Iraque, o diário Libération decide reproduzir a entrevista com F.F. Coppola realizada, por Marc Kravetz. Foi há 32 anos.

     

    Não farei qualquer comentário. Lembro apenas que Star Wars, interpretando as palavras de Coppola, é já na época muito mais que uma simples saga…

     

    Segue a tentativa de tradução da entrevista:

     

    Um filme sobre a guerra do Vietname, uma história onde o Vietname não é mais que o cenário duma viagem interior, o filme trata de uma guerra diferente, da sua guerra?

    A melhor coisa que fiz foi ultrapassar os problemas de actualidade a propósito do Vietname. O que estava a fazer a América no Vietname? Qual era a política do governo Americano em relação aos movimentos que nos Estados Unidos tentavam parar com a guerra… São perguntas que o meu filme nunca aborda. Isto não tem nada a ver com a condição humana nem com os temas que queremos explorar, a moral confrontada com os seus limites, o horror. É verdade, o Vietname é utilizado como o cenário duma enorme peça concebido como um mistério da Idade Média. (…)

     

    Disse numa entrevista que Georges Lucas, o realizador de “Star Wars”, podia se o desejasse fabricar um presidente dos Estados Unidos…

    Sem qualquer dúvida. Pode-o verdadeiramente.

     

    E você?

    Provavelmente também. Excepto que o presidente dos Estados-Unidos já não tem grande peso. Eu tenho mais importância que ele.

     

    Como isso?

    Na medida em que posso dizer peguemos em quinze milhões de dólares e façamos um filme, escolhendo todos os ingredientes necessários para agradar a um vasto público e em temas que podem ser entendidos e transformados em acção. Pode-me dizer qual outra pessoa é susceptível de tomar esta decisão e realizar um tal objectivo?

     

    Não é “o” poder; Unicamente aquele que modifica algumas ideias…

    O que há de mais importante? Como fizeram os nazis antes de obterem a totalidade do poder? Lembre-se que só conheciam o cinema a preto e branco. Imagine o que se pode fazer na idade da electrónica, quando o planeta poderá ver, ao mesmo tempo, as competições olímpicas, a entrega dos óscares em Hollywood ou um combate de Mohamed Ali.

     

    Tem uma grande confiança na tecnologia?

    Um dia alguém inventou uma máquina que permitia fabricar barato tecido em grande quantidade, isso provocou a revolução industrial. As pessoas que lêem o jornal nos seus sofás predizem que nada acontecerá e, contudo, um dia isso acontece. O cinema é muito pujante. A televisão mais ainda. Tudo o que pensamos, a nossa ideia do bem ou do mal, os nossos gostos, a nossa linguagem são formados pelos média. O progresso tecnológico vai decuplar tudo isso, permitir a difusão imediata das produções audiovisuais. Tenho a impressão que os governos não tratam verdadeiramente dos média, não vêem até ponto tudo está prestes a arrebentar. Finalmente, é bom sinal. Se as pessoas que estão no poder não estão conscientes do que lhes acontece, não ficarão muito tempo no poder. (…) A América, uma certa América, está a morrer. A minha ideia, talvez o meu sonho, é que estamos na véspera duma mudança incrível, o maior da época moderna e que, daqui a oito ou dez anos, já não viveremos no mesmo mundo. Os Estados Unidos vão morrer, mas o país é tão rico, tão diverso com as suas populações vindas de todos os lados que renascerá de maneira mágica. Mas já não se tratará dos Estados Unidos. (…)

     

    Neste filme, acumulou os símbolos culturais americanos, “bunnies”, “steaks”, “surf” mas também”hasch”, “lsd”, “a música rock”, sub-conjuntos apresentados como pertencentes a sistemas com valores antagonistas?

    Sim. Queria mostrar que o Vietname dos Americanos não era mais que a própria América, que tudo o que se passava em Los Angeles também se passava no Vietname. É por isso que no barco, a um dado momento, se vê uma foto de Manson que matou para protestar contra a guerra. O personagem acaba de receber uma carta da sua namorada com o recorte do jornal e bolachas. Ele come as bolachas e vê a foto. E acha que esse Manson é decididamente esquisito. Todavia, ele está no Vietname. Ele vive diariamente no horror. A loucura está em todos os sítios. As pessoas que não gostam do filme dizem-me que Brando não diz nada. Brando diz muita coisa. Lê o “script”. Trabalhámos consideravelmente sobre o seu texto. Era preciso dar a aceitar um rosto que fale num plano muito grande, contrariamente a todas as regras cinematográficas. Ver-se, por fim, tal como se é e aceitar-se, mesmo ao preço da morte. É isso que quer dizer Brando no fim.

     

    Podemos dizer que Apocalypse Now é a guerra fora de si e dentro de si, um Vietname espiritual ao mesmo tempo que uma rigorosa re-construção?

    Exactamente. Não é a crónica verista duma guerra verídica. É a guerra na sua essência.

     

    Que diz o produtor Coppola no dia seguinte de Apocalypse?

    Tenho vontade, agora, de trabalhar num estúdio à moda antiga, como no tempo da Warner. Tenho uma série de filmes na minha cabeça, alguns são realmente fantásticos, mas não os poderei realizar com uma máquina. O estúdio é a máquina. Vou tentar construir um. Evidentemente, é um empreendimento de centenas de milhões que não posso assumir só. Preciso encontrar sete ou oito realizadores que estejam de acordo para se lançarem nesta aventura. Um estúdio “hollywoodiano” na tradição da MGM. Mais pequeno, com certeza. Enfim, não muito mais pequeno. A MGM era fantástico. Mais pequeno, apesar de tudo.

     

    Este post pode ser lido como a continuação de Os projectos futuros de Coppola

    Nuno