Author: MrCosmos

  • ‘Podia acabar o mundo’ , que a Rosa fica…

     

    A cultura Portuguesa está de luto com o desaparecimento de Rosa Lobato Faria.

    «Desaparecimento», salvo seja, pois Lobato Faria deixa uma marca indelevel que perpetuará com o seu nome. Actriz, escritora e compositora, é sobretudo nesta última faceta que o "timbre" RLF influencia sobremaneira, nomeadamente, boa parte de gerações mais novas.

     

     Até se lhe pode ter acabado o mundo , mas o perfume da Rosa, esse fica…

     

  • Res publica: o cambalear do Rei que vai nu

    Iniciaram este domingo, oficialmente, as comemorações do centenário da instauração do regime republicano em Portugal, cujo mote foi a evocação a uma anterior tentativa, à de 5 de Outubro de 1910, mal sucedida e decorrida na cidade do Porto à 31 de Janeiro de 1891.

     

    E continua a fazer confusão a muito boa gente, a denotada capacidade de branqueamento, a curta memória, e o "estar-se nas tintas", de um povo, subjugado que foi a um novo regime sob golpe de estado – imposto mediante actos extremistas e de acção terrorista.

     

    E assim se veste de gala um país alegremente, cobertos pela devida pompa e circunstância que se requerem – e perdoe-se-me a inconveniência de dizê-lo – para comemoração de um dos actos que ficou marcado perante o restante mundo que assistiu, se não dos mais vergonhosos, pelo menos dos mais confrangedores… [link]

  • Escritores contemporâneos

     

     

    Tenho acompanhado com algum interesse e curiosidade algo distintos entre os demais, as obras de dois escritores contemporâneos, romancistas da praça portuguesa.

     

    E se seus perfis e estilos são sobeja e paradoxalmente conhecidos do público enquanto tele jornalistas  – um muito bonacheirão e simpático, José Rodrigues dos Santos, o outro extremamente sarcástico, arrogante, e deselegante qb, Miguel Sousa Tavares – descobri-los enquanto escritores pode revelar-se uma agradável (apesar de nem sempre) surpresa…

    Se os sorrisos "de orelha a orelha de JRS" facilmente convencem os leitores a investirem na sua leitura, já o "carrancudo MST" semeia preconceitos entre tantos, que relutante e erroneamente se convencem estarem certos do que lhes aguarda, até pelo que lhe conhecem de crónicas e comentários jornalisticos. Saberão o que perdem?

     

    O prazer numa leitura passa muito pelas descobertas que se fazem. Quando oportuno, talvez partilhe por aqui algumas dessas surpresas, por várias destas obras.

  • Who cares?

     

    Para quem me lê neste assunto, relativamente ao apito dourado, e conhecendo o autor dos bitaites, nunca o conseguirá faze-lo pondo de lado sua assumida cor clubistica. Para tal, seria bom levar em conta o âmago da questão, o que penso ser o real problema e que se coloca gravemente em causa, mas que paradoxalmente, até se aplaude, e que não considero ser viloladvel a soldo de um pseudo interesse público, ainda para mais quando todos vêm que os interesses são outros.

     

    O editorial de hoje do JN, que se sabe ser o substituto do Correio da Manhã nas mesas de café mais a norte (porque será?), põe o dedo na ferida, daquilo que um pais atrasado, sangue-suga e centralista como este, se recusa a querer ver. But, who cares?

    Tirem as palas. Dispam as camisolas…

    "JN EDITORIAL: As escutas

    21.01.2010

     

    O procurador-geral da República indignou-se, ontem, quando soube que uma parte das escutas feitas ao presidente do F. C. Porto no âmbito do processo Apito Dourado foram colocadas no YouTube, um site de divulgação de áudio e vídeo cujo acesso é livre. Pinto Monteiro jurou "desconhecer em absoluto" como é que as escutas foram ali parar e prometeu abrir "um inquérito", na tentativa de apanhar o(s) prevaricador(es). Convém recordar que Pinto da Costa foi ilibado em todos os processos do Apito Dourado. E convém igualmente lembrar que o Código do Processo Penal define com clareza quem são as pessoas que podem aceder às escutas durante a tramitação do processo, pelo que, com vontade, talvez seja possível achar o(s) culpado(s).

     

    O caso é grave, não apenas porque traz de novo à ribalta o debate sobre o amachucado segredo de justiça, mas sobretudo porque revela que alguém dentro do sistema judicial e com acesso ao processo colocou, ou facilitou a colocação, de cópias áudio das escutas no YouTube. Quando chegamos aqui, estamos muito perto de ver desabar à nossa frente o edifício da Justiça portuguesa. Vale o mesmo dizer: estamos muito perto de, definitivamente, acreditarmos que as nossas liberdades e garantias não têm defensor à altura.

    Ao início da noite de ontem, os vários fragmentos das escutas tinham sido vistos por dezenas de milhares de pessoas no YouTube. A disseminação dos conteúdos na Internet era já brutal. E assim continuará nos próximos dias. Ou seja: uma peça de um processo, delicado como aquele era e coberto pela Lei, passou a estar à disposição de todos. Uma maravilha dos tempos modernos. A que a Justiça dá cobertura, por ser ineficaz no combate a estas graves tropelias ao Estado de Direito.

     

    Alguns órgãos de Comunicação Social decidiram publicar as escutas ou colocar nos seus sites uma hiperligação para o sítio onde elas se encontram. O JN não o fez, nem fará. Esta atitude merece uma explicação aos nossos leitores.

    Aprendemos com o "caso Casa Pia" que a publicação de escutas incentiva, muitas vezes, a justiça popular, condenando para uma vida inteira quem pode vir a ser absolvido no fim do julgamento a que for sujeito. É uma questão de princípios – e de coerência com eles – o que nos leva a manter esta atitude: a de não querermos pactuar com os que escolhem este caminho. Acresce que, sendo as escutas um "decisivo e insuprível meio de prova", para citar Costa Andrade, um dos mais proeminentes penalistas portugueses, elas não foram suficientes para condenar o alvo do processo: Pinto da Costa. Vir agora expor as conversas entre os intervenientes no caso é colocar a mão no machado que vai decepando, aos bocadinhos, a Justiça. Acresce ainda que, do ponto de vista estritamente jornalístico, as escutas não trazem nada de novo: já foram pisadas e repisadas por quem entendeu pisá-las e repisá-las.

     

    A última coisa que pretendemos é aspergir moral sobre quem quer que seja. Interessa-nos apenas explicar aos leitores do JN por que motivo tomámos esta opção. Como Heráclito, entendemos que cumpre batermo-nos por uma sã Justiça "como pelas muralhas da cidade". Apenas isso.

  • Os cães ladram, e a caravana passa

     

    Esta é que é a verdadeira injustiça, que justificam youtubadas, e que no país onde "Portugal é o Benfica" não pode continuar:

     

    "Lisboa, 21 Jan (Lusa) – O FC Porto é o melhor clube português no ranking mundial de clubes da Federação de História e Estatística do Futebol (IFFHS), ocupando a 12.ª posição, numa tabela que é liderada pelos espanhóis do FC Barcelona.

    No mesmo ranking, que é actualizado anualmente e engloba o desempenho das equipas em todas as competições (nacionais e internacionais) entre 1991 e 2009, o Benfica aparece na 34.ª posição, o Sporting é 80.º e o Boavista, que disputa actualmente a II Divisão, ocupa o 107.º lugar."

     

               clube                                           País             pts

    1. FC Barcelona España 807
    2. Manchester United FC England 726
    3. Real Madrid CF España 633
     4. Juventus FC Torino Italia 633
    5. Milan AC Italia 620
    6. FC Internazionale Milano Italia 605
    7. FC Bayern München Deuts.           599
    8. Arsenal FC London England 594
    9. CA River Plate                                  Argentina 503
    10. Chelsea FC London England 491
    11. Liverpool FC England 455
    12. FC do Porto Portugal 447

    (…)

    34.  Sport Lisboa e Benfica                     Portugal        245

    (…)

    80.  Sporting Clube de Portugal             Portugal        81

  • A última moda no bailarico das virgens ofendidas

     

    Alguém me explica a diferença moral/legal entre a consporquice que se passa no futebol nacional (sim, onde Pinto da Costa, para vergonha de muitos, está comprometido até o cruto dos cabelos, apesar de ser o bode expiatório do que interessaria, mas ninguém quer realmente apurar)  e a conspurquice que se passa na justiça portuguesa, praticada com as fugas de informação para a avençada comunicação social, mais uma TV Clube em bico dos pés (esta última que põe anonimamente vídeos no youtube, para a seguir ter a desculpa de os passar integralmente no seu canal, uma vez que assim passaram a ser de "domínio público") ?

     

     

     

    Quanto a semelhanças, é capaz de andar por ambos os casos envolvem o crime de tráfico de influências. Já as diferenças, é que no País dos brandos costumes onde "O Benfica é Portugal" e todas as suas virgens ofendidas alinham no bailarico, mesmo que de outras paróquias, um dos crimes, o das fugas, é desculpável, para gente séria, até louvável, o outro crime… também é desculpável, quando se pratica, como neste ano, a favor do bem da nação, digo, Benfica.

  • confirma-se: Invictus supera espectativas…

     

    … E Clint Eastwood sabe o que faz . Visto e ponderado, é o que se consegue para já concluir. Entretanto, há que justificar o tanto falatório provocado online, por avatar.

     

  • Vídeo “Sinais do tempo: cai neve em Porto de Mós” “Signes du temps: la neige tombe à Porto de Mos”

     

    Dans la Serra de Aire e Candeeiros, le village de São Bento, la municipalité de Porto de Mós (Portugal), se sont réveillés le matin du 10 Janvier 2010 pour voir la neige tomber.
    Un drap blanc, chose rare depuis des décennies et des décennies, mais ce qui arrive pour la 2ème fois dans la décennie 1er, sec. XXI.

    Signes des temps. Et le réchauffement de refroidissement de la planète, est la réponse logique et compensatoires «corps» a appelé la nature.
    :Jerónimo

     

     

    Na Serra de Aire e Candeeiros, a aldeia de São Bento, concelho de Porto de Mós, acordou na manhã de 10 de Janeiro de 2010 a ver cair neve.
    Um lençol branco, coisa rara em décadas e décadas mas que sucede pela 2ª vez na 1ª década do sec. XXI. 


    Sinais do tempo. E do aquecimento ao arrefecimento global, é a reacção lógica e compensatória do “organismo” chamado natureza.

  • ♫ pelas trilhas do vinil – 2

     

     

    Curioso como um álbum em estreia é editado e vendido em simultâneo quer em CD como em vinil, sendo que a compra em vinil conta com o CD como bónus ?

    Talvez nem por isso. Depois dos EP’s (pensados para disck jokeys), o interesse das produtoras em voltar a editar discos comerciais em LP, vinil, só vem confirmar um crescente nicho de mercado que regressa ao velho formato.

     

    Para ouvir a trilha 3 de "Beteen Waves" – David fonseca (2009). Disponivel online em rastilho.com .

     

    Between Waves” – David Fonseca (2009)

    1. (Baby) All I Ever Wanted

    2. Walk Away When You’re Winning

    3. A Cry 4 Love

    4. U Know Who I Am

    5. There’s Nothing Wrong With Us

    6. Owner Of Her Heart

    7. It’s Just A Dream II

    8. Little Things II

    9. Stop 4 A Minute

    10. Morning Tide

    11. This One’s So Different

     

  • ♫ pelas trilhas do vinil (1)

     

    Trata-se de uma primeira experiência de captura directa a partir de um prato de vinil. O resultado sonoro é pouco satisfatório, devido a um irritante ruído de fundo provocado por falta de massa entre o prato e o aparelho de captura, mas pensei em postar na mesma. Tentarei corrigir.

     

    Não sei até que ponto será raro, mas trata-se de um álbum nada corriqueiro de encontrar. "Missing" dos Notting Hill Billies, foi um projecto liderado por Mark Knopfler, acompanhado por Guy Fletcher, Esteve Phillips, Brendan Croke. Uma sonoridade mista entre o country e os blues…

    Para ouvir, a trilha 1: RailRoad Worksong.

    The Nothing Hillbillies – Missing (1988)

    01. Railroad Worksong

    02. Bewildered

    03. Your Own Sweet Way

    04. Run Me Down

    05. One Way Gal

    06. Blues Stay Away From Me

    07. Will You Miss Me

    08. Please Baby

    09. Weapon Of Prayer

    10. That’s Where I Belong

    11. Feel Like Going Home