O "Compêndio de Robótica" , escrito em 2058 após J.-C. , enuncia , claramente, as três leis da robótica :
Primeira Lei
Um robot não pode prejudicar um ser humano nem, ficando passivo , deixar este ser humano exposto ao perigo.
Segunda Lei
Um robot deve obedecer às ordens dadas pelos seres humanos, salvo se tais ordens estão em contradição com a primeira lei.
Terceira Lei
Um robot deve proteger a sua existência na medida em que esta protecção não entra em contradição, quer com a primeira ou a segunda lei.
O autor desta teoria é Isaac Asimov ( 1920- 1992 ). Asimov é um dos precursores da literatura de ciência-ficção.
Autor Americano , diplomado em biologia e em química, Asimov, com os seus escritos, influenciará uma geração inteira. Aquela que conhecerá Woodstock ou , ainda , Maio 68, quer em Paris ou em Praga.
A sua obra é vasta. Além de englobar a série sobre os robots ( eh pá ! o moço / ou a moça ? / hoje tá caprichoso/a : É só bugs ! ) , apresenta também várias novelas de grande qualidade.
Eu, na altura, cheguei a Asimov por via das novelas. Houve uma que me marcou muito e cujo enredo é simples : Criaturas dum outro mundo acabam de descobrir a terra. Como os humanos descobriram a energia nuclear já podem ser classificados como inteligentes. É assim que o bibliotecário mor dessas criaturas decide apontar, no seu registo : Nova espécie inteligente descoberta. E põe-se a escrever o nome humanos. Só que, subitamente, levanta a cabeça e pergunta ao seu secretário ? Mas o que fazem dos resíduos nucleares ? E o secretário responde : São enterrados no seu planeta. Aí o bibliotecário mor risca, fortemente, a menção : "humanos espécie inteligente".
Esta novela data da década 60.
Depois, é claro, aterrei no calhamaço de quase três mil páginas : A série "Foundation" e que, para mim, é a génese de Star Wars.
Mas viajar no Cosmos pede tempo. Voltarei sobre este tema.
E Viva o Porto !