Category: questões planetárias

  • Jodorowsky, Janjetov, Jules Verne : JuJuzuela !

     

    Aux commandes de cette Odyssée Spatiale, le duo mythique Jodorowski et Janjetov font une adaptation libre de Deux Ans de Vacances de Jules Verne.

    Le Sloughi est un vaisseau spatiale qui a à son bord huit héritiers des familles les puissantes de la galaxie. En guise d’accompagnement un robot et un esclave.

    Très vite, des rivalités divisent l’équipage. Et le Sloughi, en perdition, s’échoue sur une planète inconnue.

    Selon Jodorowsky, cette forme de récit est un symbole qui alerte sur notre civilisation pourrie qui nous conduit dans un mur.

     

    Images : Couverture de l’albun et détail d’un dessin

    Nuno

     

    . Não existem adjectivos para classificar a última obra de

    . Jodorowsky e de Janjetov : O-G R E G O-D.

    . Que tal verificar os óculos ? OG & OD ?

    . Este duo mítico adaptou livremente à Bd o relato de

    . Jules Vernes, Deux ans de vacances.

    . O cenário é de Jodorowsky. O desenho e a cor são de

    . Janjetov.

     

    . O Sloughi é uma nave espacial que leva em seu seio oito

    . herdeiros das principais famílias da galáxia. Estes são

    . acompanhados por um robot e um escravo.

    Rapidamente, as rivalidades aparecem e o Sloughi em perdição desagua num planeta desconhecido.

    Para Jodorowsky, esta Bd, inspirada do relato de Jules Verne, é um símbolo que alerta para a podridão da nossa civilização que nos conduz para o abismo.

     

     

    Imagens : Capa do álbum e pormenor duma vinheta.

    Nuno

  • A Barragem ‘Belo Monte’, Cameron, Le Clézio e Lula

     

    Le Barrage de Belo Monte, Cameron, Le Clézio et Lula

     

    James Cameron veut faire un film pour s’opposer à un projet de barrage au Brésil . Le réalisateur de “

    Avatar “a déclaré à l ‘ AFP : ” Je veux filmer la culture des indiens Kayapo et montrer au monde leur vie en harmonie avec la forêt ” ( Le Monde , 19- IV – 2010 ).

     

    Dans le même quotidien , Le Clézio , prix Nobel de littérature a déclaré ( le 7 avril de l’année en cours ) : “ En dehors de son impact destructeur , le barrage aura des conséquences catastrophiques sur les groupes d’ indiens isolés da la région ” .

    Si le barrage de Belo Monte est construit il sera le troisième barrage du monde dont la capacité de production sera de 11 000 MW.

    Je me demande si le Brésil , géant de l’économie mondiale , peut il faire les frais de cette réalisation ?

     

    Ce post doit être lu comme une continuation de “Avatar et la symbolique du 11 septembre

    Source : Photo : ” Géo ” , nº 120 , 1989 / “La normalisation des Indiens dans l´’ Etat de Pará”

    Nuno

     

     

    James Cameron quer fazer um filme que mostra a sua oposição à barragem de Belo Monte.

    O realizador de Avatar declarou à AFP : “Quero fazer um filme sobre a cultura dos Índios Kayapo e mostrar ao mundo o seu modo de vida em harmonia com a floresta (Le Monde , 19-IV-2010 , p.18)

     

    No mesmo diário , em 7 de Abril deste ano , o prémio Nobel de literatura , Le Clézio declarou : ” Sem contar com o seu impacto destrutor sobre a biodiversidade , a barragem terá consequências catastróficas sobre os grupos de índios isolados da região. “

    Caso a barragem de Belo Monte se realize , será a terceira barragem do mundo em capacidade de produção : 11 000 MW .

    Eu pergunto : Pode o Brasil , gigante da economia mundial , dispensar-se de tal realização ?

     

    Este post deve ser lido como uma continuação de “Avatar e a Simbólica do 11 de Setembro

    Fonte : Foto : Revista “Géo ” , nº 120 , 1989 /  “A normalização dos Índios no Estado do Pará”

    Nuno

  • A imagem de Portugal no mundo: P. Abrunhosa na revista Latitudes ………………………….(aussi en fr)

     


     L’image du Portugal dans le monde : Pedro Abrunhosa dans la revue Latitudes

     

    Cliquez sur les vignettes pour lire

     

     Source / fonte: Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Louvo e agradeço a gentileza da revista “Latitudes” que autorizou a tradução desta entrevista levada a cabo por Dominique Stoenesco e Odette Branco.

    Nuno

     


     

    Latitudes : Em nota introdutória a esta entrevista, poderiamos começar pelo seu percurso pessoal. E nomeadamente pelo Porto, a cidade que lhe é tão querida.

     

    Pedro Abrunhosa : Em primeiro lugar Porto sigifica “port”, um porto de acolho, aquele ao qual regresso sempre. Nasci no Porto e vivo no Porto, mas estou sempre em “transit” porque viajo muito, sobretudo para Nova Iorque por razões totalmente profissionais e é aì que se encontra a indústria musical do disco. Mas o Porto é sempre o sítio a onde regresso sempre, é a minha casa, aqui sinto-me bem. O Porto é a cidade do granito, dos poetas, é uma cidade de cultura com profundas raízes históricas. O nome “Portugal” nasceu aqui no Porto, entre Porto e Gaia que está na outra margem do rio Douro. Ele vem da junção destes dois lugares, Porto e Gaia que no tempo dos Romanos se dizia Calem, daí Portocalem, depois Portugal. Tudo começou aqui. Para mim, há asseguradamente indicadores sociológicos que fazem um pouco a diferença entre o Norte e o Sul : Somos um país feito de diversidades culturais, mas também de unidade cuja língua é o factor essencial. Por outro lado, esta língua deu nascença a um enorme espaço, chamado Lusofonia, que permite hoje em dia o contacto entre povos geograficamente muito afastados. Isso representa sem dúvida uma mais valia.

     

    Latitudes : Num documentário mostrado na televisão Francesa, há já alguns meses , no programa “Des racines et des Ailes ” , dizia que o Porto é uma cidade de inovação e de criação artistica em várias áreas , como a foto , a música , o cinema e a literatura.

     

    P. A . : Sim, o Porto é uma cidade de cultura. Creio que uma cidade , um país , mesmo uma pessoa são antes identificados através da cultura do que da política. Somos o que fazemos , o que dizemos, o que sentimos e o Porto é uma cidade muito activa , muito criativa . Podemos citar a escola de Arquitectura, reputada, Manoel de Oliveira, um dos maiores cineastas, originário do Porto, Eugénio de Andrade que embora não sendo originário de aqui ,sempre aqui viveu toda a sua vida. Ou ainda a Universidade do Porto que acolhe inúmeros estudantes vindos do espaço lusófono. Em seguida a Casa da Música que é também um ponto de encontro e de modernidade. Não se pode ser mais ousado que a Casa da Música. Citemos ainda o museu Serralves , o museu mais visitado em Portugal , e o Teatro de São João, também muito frequentado.

     

    Latitudes : Falemos agora do seu itinerário musical. Se hoje é o que é , autor duma notável criação musical, é graças ao seu trabalho pessoal e ao seu talento , mas também porque foi formado numa boa escola , por exemplo Coleman ou Bily Hart !

     

    P.A . : Sim, é verdade. Frequentei o Conservatório de Música aqui no Porto e fiz estudos em Budapeste , passei por todas as etapas par ser contra-baixo e especializei-me em Wanger. O meu domínio dizia respeito à direcção de orquestra e à composição. Após isso, vamos dizer que o Jazz chegou naturalmente e, depois, do Jazz à Pop só havia um pequeno passo. The Duke tinha uma citação interessante : Dizia que havia dois tipos de música : A boa e a má. O meu percurso musical construi-se também em simbiose com a literatura. As palavras são muito fortes.

     

     

    Latitudes : Conhecemos as suas fontes principais de inspiração : O amor, a ausência , a separação… Com efeito, dá uma enorme importância ao texto e à sua escrita. Além disso, num site Francês que lhe é consagrado e que é animado por uma jovem de origem Portuguesa , Fátima Leitão, esta presta-lhe uma grande homenagem a propósito das suas canções e dos seus textos : ” É o mais belo encontro que tive com a língua Portuguesa , que me abriu a porta dos seus poetas e me deu vontade de ir ao seu encontro… “

     

    P. A. : A língua Portuguesa é uma língua muito bela que se presta maravilhosamente bem para a escrita de canções. Os Brasileiros, por exemplo, fazem-no muito bem. A canção seduz-me imensamente. É por isso que tomo todo o meu teu tempo para escrever os meus textos. Digamos que a metade do trabalho é a música e, após, começo a dar corpo às palavras e que, por vezes, levo um ano para acabar o trabalho musical em curso. A canção , sobretudo aquela que conhecemos desde a canção Francesa ( Gainsbourg, Reggiani, Moustaki , Brel , que é Belga mas que canta em Francês ) , é na maior parte das vezes uma estória que ocorre em 4 minutos. Para mim, isso representa um formidável mistério ! Também é o caso para Bob Dylan . Este é capaz de contar uma estória completa, com um princípio e um epílogo , com metáforas, etc… , no tempo duma canção.

     

    Latitudes : Há pouco, entrando aqui, atrevi-me a comparar o seu trabalho com o do cantor e compositor Brasileiro Lenine. Porque também ele dá muita importância ao texto. Penso que trabalharam juntos.

     

    P. A. : Convidei Lenine para tocar comigo, há seis anos , para gravar algumas das minhas canções. Fizemos um álbum no Rio de Janeiro e quando saiu foi um sucesso enorme. Subitamente, as minhas canções com a voz de Lenine agradaram imenso . Fizemos vários espectáculos juntos. Por outro lado, já tinha feito o mesmo tipo de trabalho com Caetano Veloso e, neste momento, faço-o com Maria Bethânia. Vou publicar um álbum no Brasil com 16 canções minhas , cantadas por vários artistas Brasileiros, Lenine e outros cantores como Arnaldo Antunes, Milton Nascimento , Caetano Veloso , Chico Buarque, etc.  Com Lenine temos verdadeiramente uma história em comum. Quando nos encontramos em cena, banhamos na felicidade e também na angústia porque há sempre aspectos sociais que evocamos nas nossas canções. Com Lenine em concerto é o máximo : É um dos mais importantes músicos contemporaneos. Penso que Caetano Veloso transmitiu-lhe o testemunho, podemos dizer que é o porta-voz da cultura Brasileira contemporanea.

     

     

    Latitudes : Em Julho 2007 veio a França para apresentar o seu álbum “Luz” . Tem, várias vezes, palavras muito simpáticas para com a França . Donde vem o seu amor pela França e pela cultura Francesa ? Diz mesmo que se considera como fazendo parte da francofonia.

     

    P. A. : Li Victor Hugo com a idade de 16 anos, era o momento da epifania ! Abriu-me os olhos para o futuro. Devorei a literatura Francesa clássica, de Balzac a Flaubert e de Cocteau a Baudelaire. E não esqueço também o cinema que tem uma importancia enorme, citemos Truffaut , Godard … Tudo isso influenciou a minha formação porque pertenço a uma geração, a última acho, que não só em Portugal mas também na Europa em geral, teve uma grande influência cultural Francesa e isso deu-me uma mais-valia. Todavia, agora com a globalização, é a influência anglo-saxónica que domina. Não é forçosamente um mal, mas há inconvenientes : As crianças só sonham com play-stations e cinema americano, elas perdem a noção que o cinema pode ser filmes, histórias e não unicamente bombas que arrebentam… Portanto, pertenço a essa geração muito influenciada pela francofonia , vivi em França alguns meses para trabalhar como músico de jazz no início, depois regressei várias vezes para concertos, de Strasbourg a Marseille. Também estudei em Lausanne, na Suiça. Mas há uma outra razão mais sentimental : Tinha uma amiga Francesa , refugiada de guerra que tinha 82 anos e dum carinho infinito. Criou-nos, eu e os dois meus irmãos, e isso explica porque domino bastante bem o Francês.

     

     

    Latitudes : Diz também que, infelizmente, a língua Portuguesa pode ser um obstáculo para poder penetrar o mercado Francês. Ainda é o caso hoje ?

     

    P.A. : Toquei muito em França e creio que estamos a fazer um bom percurso porque fazemos mexer um pouco as coisas. Primeiro, trabalhando em Nova Iorque onde fiz adaptações para o mercado americano. Para mim, é o mercado de Nova Iorque que me interessa. Já fiz o Brasil, a Argentina, o Chili , as minhas canções também funcionam muito bem no Japão, na Coreia , já toquei em Hong-Kong , na China , mas não me consegui impor verdadeiramente em França porque é em português e isso é talvez uma barreira. Mas as coisas mexem. O concerto que dei no “Zénith” diante de 7000 pessoas foi formidável. Tinha feito uma conferência na “Fnac des Halles” nos dias precedentes e dirigia-me, sobretudo, à terceira geração dos jovens de origem Portuguesa que estavam felizes por verem um músico que vinha do Rock e que lhes dava um sopro de renascimento, uma outra visão da cultura Portuguesa em cena. Esses jovens vieram com os seus amigos e estavam orgulhosos por serem Portugueses porque não se reconhecem nessa imagem fora de moda da antiga cultura que Portugal exporta ainda hoje. É esse o problema : É preciso mudar imperativamente a  imagem de Portugal no mundo. Todavia, essa imagem ultrapassada é também culpa dos próprios Portugueses. Perdeu-se demasiado tempo a dar uma imagem do Portugal da saudade e das mulheres vestidas de preto. O mercado anglo-saxónico domina tudo e contra esse mercado é preciso apostar na qualidade.

     

    Latitudes : Na literatura temos esse mesmo problema da língua. Certos editores Franceses têm a coragem de publicar autores lusófonos traduzidos em Francês mas é muito insuficiente.

     

    P.A . : Aí o problema é absolutamente político. A França investiu muito na Francofonia com o Instituto Francês que está presente no mundo inteiro, a Inglaterra com o British Council , a Espanha com o Instituto Cervantes. Compreenderam que para ganhar na área da economia é preciso primeiro conseguir na área da cultura. Ora a cultura é a língua, mas Portugal não investe na sua própria língua. Temos um património literário lusófono enorme com autores como Mia Couto ( Moçambique ) , Eduardo Agualusa, Luandino Vieira ( Angola ) , Mário Claúdio, Agustina Bessa-Luís, A. Lobo Antunes , José Saramago ( Portugal ) , etc… temos uma grande dificuldade em exportar a nossa cultura e não podemos fazê-lo sós, de maneira isolada. Ora , em França, precisamente, em qualquer cidade em que dava concertos , Nantes , Lyon, etc . , excepto Bordeaux onde o cônsul veio-me ver , não senti qualquer apoio. É uma questão de prioridade política ; Se fosse uma reunião política, mesmo da 3ª divisão , penso que todos os embaixadores estariam presentes , para figurarem na foto. Mas um músico é só um músico e nada mais.

     

    Latitudes : Define-se com um cantor comprometido ou de intervenção ? Deve o artista desempenhar um papel social ou político no seio da sociedade onde vive ? Estou a pensar em Chico Buarque no Brasil , durante a ditadura militar.

     

    P. A. : Não forçosamente : Podemos evocar também Bob Dylan , Lou Reed . Mas o que eu faço é antes de tudo rock  e o rock deve ser incómodo e aí penso de novo em Dylan que inventou o rock e que continua presente , ou em Lou Reed com as suas canções que falam das prostitutas de Nova Iorque e dos seus bairros mais sórdidos. Ele faz parte dos maiores músicos de rock de todos os tempos. Mas para voltar à sua pergunta : Não sou um cantor de variedades, sou antes alguém que se apoia nas palavras para brincar com a realidade. Não escondo a realidade, mas ao mesmo tempo não creio que seja o papel da música de mudar o mundo ; Acredito no empenho de todos para mudar o mundo. Vê-mo-lo com o fenómeno Obama : É a partilha do sonho, fazer sonhar as gentes. Obama pertence à geração rock e é esta geração que ele conquistou , uma geração que o ajudou a ganhar as eleições. Eis o próximo desafio da Europa : Encontrar Obamas que ouçam rock e que não tenham medo das palavras duras.

     

    Latitudes : Assim, Obama representa para si uma mudança importante , pelo menos simbolicamente. mas por lado tem um juízo bastante severo sobre a sociedade Americana.

     

    P.A. : Com certeza, há duas Américas : Uma reacionária, de direita , fechada sobre si própria, conservadora , católica ou protestante , profundamente religiosa , puritana ; Outra cosmopolita , mais aberta. Resumindo é um país esquizofrénico …

     

     

     Latitudes : Será que estamos na boa direcção actualmente ?

     

    P. A. : O problema está aí . Começamos mal, começamos outra vez pela economia e o conceito de Europa que estamos a desenvolver é ,mais ou menos, o mesmo que o do após guerra mundial quando era preciso fazer frente à presença soviética. Na altura era pausível. Mas agora a ideia seria mais a de combater a invasão cultural dos Estados Unidos e a homogeneização anglo-saxónica. As crianças de 12 ou 13 anos só conhecem esta …

     

    Latitudes : Criticou severamente os fracos meios que Portugal dá à sua cultura. Cita o número de 0,4 % do seu orçamento.

     

    P. A. : É uma vergonha ! Para os políticos a cultura é qualquer coisa que vem depois. Primeiro tem a preocupação de privatizar as escolas , os hospitais , etc. Nós, cantores , poetas , somos vistos como trovadores que animam um pouco a festa. Mas Não ! Não estamos aqui para isso. Somos os verdadeiros embaixadores de Portugal , somos também o património cultural deste país e 0,4 % é uma vergonha. A fraca visão dos homens políticos deixa-me perplexo e até me mete medo. Ignorar a cultura é mergulhar o país na miséria. Com efeito , é um erro pensar que a única  prioridade para um pobre é ter meias e umas calças. Mas se não começamos a lutar contra a ignorância , esse pobre ficará sempre pobre mesmo se lhe damos meias. A cultura faz parte dos alimentos da alma, como a água e a necessidade de comer para o corpo.

     

    Latitudes : Em que trabalha neste momento e quais são os seus projectos ?

     

    P. A. : Tenho um grande projecto orientado para o Brasil onde estamos a realizar um álbum . Já gravámos 7 músicas e faltam 9 . Há também Nova Iorque onde vivo neste momento e onde trabalho com o productor de Leonard Cohen para realizar uma adaptação do disc à realidade nova-iorquina. Por fim , há também o meu próximo álbum que deve sair em Portugal . Sem esquecer os concertos que continuam …

     Porto, 19 de Junho de 2009

    Fonte : Latitudes , nº 36 , out 2009 , pp . 83 , 84 , 85 , 86

     

    Nuno

     

  • Vídeo “Sinais do tempo: cai neve em Porto de Mós” “Signes du temps: la neige tombe à Porto de Mos”

     

    Dans la Serra de Aire e Candeeiros, le village de São Bento, la municipalité de Porto de Mós (Portugal), se sont réveillés le matin du 10 Janvier 2010 pour voir la neige tomber.
    Un drap blanc, chose rare depuis des décennies et des décennies, mais ce qui arrive pour la 2ème fois dans la décennie 1er, sec. XXI.

    Signes des temps. Et le réchauffement de refroidissement de la planète, est la réponse logique et compensatoires «corps» a appelé la nature.
    :Jerónimo

     

     

    Na Serra de Aire e Candeeiros, a aldeia de São Bento, concelho de Porto de Mós, acordou na manhã de 10 de Janeiro de 2010 a ver cair neve.
    Um lençol branco, coisa rara em décadas e décadas mas que sucede pela 2ª vez na 1ª década do sec. XXI. 


    Sinais do tempo. E do aquecimento ao arrefecimento global, é a reacção lógica e compensatória do “organismo” chamado natureza.

  • A Transmissão Simbólica, Folheto nº 10 ……………… La Transmission Symbolique, Feuillet nº 10 ………..

     

    En intervenant de façon pacifiste , comme toujours, mais spectaculaire à l’Assemblée Nationale , en décembre 2009 , Greenpeace a questionné les élus, au coeur de la démocratie, sur l’avenir de notre Planete !

     

    Source : Revue Greenpeace, nº84 , p. 5

    :Nuno

     

     

    Intervindo de maneira pacifista , como sempre, mas espectacularmente na Assembleia Nacional Francesa, em Dezembro de 2009 , Greenpeace, questionou os eleitos Franceses , no coração da democracia, sobre o futuro do nosso Planeta !

     

    Fonte : Revista Greenpeace , nº 84 , p.5

     

    :Nuno

  • Uma Vida de Amor e de Água? …………………………. Une Vie d’Amour et d’Eau? ……………………………….

     

    H.G. Wells a pensé que les habitants de Mars étaient hostiles.

    Depuis Mars est devenue une planète sympathique.

    La présence de l’eau s’est avérée en Mars.

     

    Life on Mars ? comme chantait David Bowie en 1971?

     

    Nuno

     

    H.G. Wells pensou que os seus habitantes eram hostis.

    Mas, desde então, Marte é um planeta amigo.

    A presença de água verificou-se em Marte.

     

    Life on Mars ?  Como cantava David Bowie em 1971 ?

     

     Nuno

  • »Contact« – O mundo alien e a “vida” após a morte.

     

    Este é um dos filmes que acarinho na minha prateleira de DVD’s.

     

    A longa-metragem “Contact” protagonizada por Jodie foster, é o que se começa a poder chamar de um clássico, pelo menos no canal de TV Hollywood, onde me deparei com ele (mais uma vez) a poucos dias atrás.

    Curioso que sou sobre as formas de vida para além deste nosso planeta azul, este filme culmina no que de resto sempre foi uma das convicções que tive: Acreditar-se em anjos, santos, demónios, ressurreição, e outras formas ou mensagens do além, é acreditar-se em vida extraterrestre. É acreditar-se em ET’s, ou aliens.

     

    Normalmente assumiríamos com maior facilidade a vida além terra, com formas de vida, com seres de criação ou evolução diferentes às terráqueas, mas não é esta filosofia que Contact nos oferece. Em Contact, Jodie foster, conseguido que foi seu sonho de uma viagem à escala interplanetária para desvendar sinais de vida enviados do além, acaba perante um tribunal americano sem justificação plausível para o forte apoio financeiro que os EUA investiram no seu projecto. Um filme que quer pela mensagem, quer pelos aspectos técnicos, vale a pena reter. Segue-se a introdução deslumbrante do filme que, passe a redundância, abre em beleza, com um zoom out a partir do planeta terra para o “infinito” do olhar humano.

     

     

     

  • Festejar Mafalda para melhor esquecer Quino? Commémorer Mafalda pour mieux faire oublier Quino?

    On commémore actuellement les 45 ans de la naissance de “Mafalda “.

     

    Mais la Bande Dessinée  “Mafalda” , n’est pas la seule à fêter. Par exemple , les éditions “Glénat ”  fêtent aussi leurs 40 ans. Les éditions “Glénat” ont publié un nombre impressionant de Bd , et elles ont surtout donné naissance à une Bd qui a proposé une vision differente de l’histoire et, surtout, du Moyen-Age. ( Lisez Hermann ).

     

    La Bd est entrée au Louvre et elle a maintenant droit de cité. Belle hypocrisie.

     

    Quino a travaillé pendant 10 ans sur la Bd ” Mafalda” . Mafalda est une petite fille qui pose des questions existentialistes. Ses questions font sourire. Elles ne dérangent pas. Mafalda vit dans un monde protegé. Elle a même le droit de ne pas aimer la soupe du dîner. Ce qui est un paradoxe pour une grande partie des argentins ( Quino est argentin ) et sud américains.

     

     

     

    Quino arrêtera ( en 1973 ) la publication de Mafalda. Il veut proposer un autre type d’humour. Un humour acide en noir et blanc fondé sur les inegalités sociales et la dégradation de la planète.

     

    La Vision du monde que le Quino d’ après Mafalda nous donne ne semble pas donner beaucoup de place au comique.

     

    E Viva o Porto !

     


     

    Festejam-se, actualmente, os quarenta e cinco anos do nascimento da Banda Desenhada : ” Mafalda”.

     

    Todavia, esta BD não é a única a festejar. Por exemplo, as edições ” Glénat ” também festejam os seus quarenta anos. Estas edições publicaram um número impressionante de bandas desenhadas. E deram, sobretudo, nascença a obras que propõem uma visão diferente do dia-a-dia e, sobretudo, da Idade Média. Leiam Hermann. Salvo erro meu, muitas obras editadas pela “Glénat” foram traduzidas e publicadas em Portugal pela ” Meribérica” ( não estou certo quanto ao nome  e é com prazer que aceito correções ).

     

    Vivam os festejos !  A Banda Desenhada entrou no Louvre e , agora, tem direito a ser citada. Bela hipocrisia !

     

    Quino trabalhou durante dez anos a BD ” Mafalda “. Depois, abandonou.  Mafalda é uma menina que se levanta perguntas existenciais. Estas fazem sorrir. Elas não incomodam. Mafalda vive num mundo protegido. E até tem direito de não gostar da sopa. O que é um paradoxo para a grande maioria dos sul-americanos.

     

     

     

     

    Quino parará, em 1973 , a publicação de Mafalda. Ele quer exprimir um outro tipo de humor. Um humor fundado sobre as desigualdades sociais e a degradação do planeta.

     

    A Vision que o Quino , após Mafalda, nos dá do mundo não parace deixar lugar ao cómico fácil.

     

    E Viva o Porto !

  • O sétimo selo

    “(…) A velhice é humilhante?

    Não é a velhice em si, mas o facto de perdermos faculdades e ficarmos inteiramente à mercê dos outros…”  (excerto do livro O Sétimo Selo de José Rodrigues dos Santos)

     

    Amplamente distribuído em Portugal, com o enredo envolto em referências bíblicas, este livro aborda temas actuais como o poder e interesses da indústria do petróleo, o aquecimento global e suas consequências, e o futuro do abastecimento energético.

    E reflecte também, de uma forma nua e crua, que nos faz parar e pensar, o factor de envelhecimento degradante que aflige a todos mais dia menos dia.

     

    “Figuras curvadas e enrugadas, frágeis, as cabeças calvas ou cobertas por flocos brancos de cabelo, rodeavam a grande mesa, como resignadas ao inexorável expiar do tempo; a fogueira que anos antes as animara de vida encontrava-se quase extinta, mera lenha de onde já não saía chama ardente, apenas um vago fio de fumo; a sua vida tornara-se o calor ténue da lareira que se apagava, prestes a ser vencida pelo grande frio que se acercava, cruel e eterno” (pág. 79)

     

    Livro que já li há algum tempo e vale a pena relê-lo, por isso também a recomendação neste Dia Internacional do Idoso.