Category: press

  • A net e questões do modo de vida: cap.1 ……………. Le net et les questions du mode de vie: chap.1 …….

     

    Google va se retrouver en position de monopole. Un monopole d’un nouveau genre, exercé non pas sur l’acier ou sur les bananes, mais sur l’accès à l’information.

    Est-ce la fin du rêve de " l’ Encyclopédie des Lumières" ?

    La victoire des intérêts privés sur l’intérêt public ?

      

    Source : Robert Darnton : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , pp. 10-13 , fev-mars 2010.

     Nuno

     

     

     

    A excelente revista  "Manière de voir " do mês de Fevereiro e Março, do ano em curso, apresenta uma reflexão pensada e argumentada a propósito do lugar que a internet ocupa nas nossas sociedades.

    Como não se trata, neste espaço, de traduzir , integralmente, a referida publicação, decidi mostrar os aspectos que mais me questionam.

     

    Google vai ficar em posição de monopólio. Um monopólio inédito que não se exerce sobre o aço ou as bananas , mas quanto ao direito à informação.

    É o fim do sonho da Enciclopédia "des Lumières " ?

    A vitória dos interesses privados sobre o interesse público ?

      

    Fonte : Robert Darnton :  Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , pp.10-13 , fev-março 2010.

     

    Nuno

  • Océans: Mais que um filme, uma sinfonia visual Océans : Plus qu’un film une symphonie visuelle

     

    Après "Microcosmos" sur les insectes et  "Le peuple Migrateur " consacré aux oiseaux , Jacques Perrin nous montre "Océans ".

    Trois ans de préparation, quatre ans de tournage et beaucoup de rendez vous avec des banquiers.

     

    "Océans" est depuis ce mercredi dans les salles.

    Mais tout n’est pas rose dans le monde bleu.

    Des mots de Jacques Perrin : " J’ai l’impression de ne pas faire simplement un film sur la nature, mais un film politique " ( "Journal du Dimanche" – 24 jan 2010 )

    Nuno

     

     

    Após ,"Microcosmos", filme sobre os insectos e "Le Peuple Migrateur" dedicado aos pássaros, eis que o realisador Jacques Perrin nos apresenta "Océans" .

    Três anos de preparação, quatro de rodagem e muitos encontros com banqueiros.

    "Océans" está nas salas desde hoje .

    Mas nem tudo é cor de rosa no mundo azul.

     

    Palavras de Jacques Perrin : " Tenho a impressão de não fazer simplesmente um filme sobre a natureza, mas um filme político ."  ( "Journal du Dimanche" – 24 de Jan de 2010 ).

     

    Nuno

  • A Comunicação Prioritária ……………………………….. La Communication Prioritaire …………………………….

     

    Ce dessin publié dans le nº 7 des cahiers de l’ Internationale Situationniste, avril 1962, me semble toujours d’actualité.

    Nuno

     

     

     

    Este desenho publicado no nº 7 dos cadernos da Internacionale Situationniste , Abril de 1962,  continua válido. A alienação continua !

    Eis o que diz  a vinheta : " Óleo para bronzear , um bom livro , o meu rádio e …sobretudo que não se passe nada ! .

     

    Decidi apresentar, visto ser uma peça de arquivo, a vinheta no âmbito do seu conjunto.

     

    Nuno 

  • Show esta noite! …………. Show ce soir !

     

    La Skins Party est souvent improvisée chez un particulier ou dans un lieu désaffecté. Les participants sont prévenus au dernier moment de l’heure et du lieu.

     

    Inspirée de "Skins" , la série télévisée anglaise , ce type de rencontre touche surtout les adolescents parisiens. Une Skins Partie est un label de folie. Il n’y a ni interdits ni limites (il est courant de voir des couples faire l’amour devant tous les invités). La seule règle semble  être la recherche de sensations fortes. Toutes les classes sociales sont mélangées et il n’existe que des cas très rares d’agressions physiques.

    Pour Monique Dagnaud, auteur de "L’Essai sur les générations "  (Seuil 2008) ,ces manifestations sont l’expression de ce que peuvent ressentir les adolescents du pessimisme et sérieux de notre société. 

    Nuno

    Source : Lexpress (10-09-09) et bien plus.

     

     

     

    A Skins Party é improvisada em casa de alguém ou num lugar abandonado. Os participantes são avisados no último momento , quer da hora quer do lugar.

     

    Inspirada da série televisiva inglesa "Skins" , este tipo de encontro toca essencialmente os adolescentes parisienses. Uma Skins Party é um label de loucura. Não existem limites nem interditos (é banal verem-se casais a fazerem amor  perante todos) .Tal como não existem diferenças sociais. A única regra parece ser a da  procura de sensações fortes. Raramente existem casos de agressões físicas contra outrem.

    Para Monique Dagnaud, autora de "L’Essai sur les générations"  (Seuil 2008), estas manifestações são a expressão do pessimismo social que ressentem os adolescentes da seriedade da sociedade.

    Nuno

    Fonte : Lexpress (10-09-09) e muito mais. 

     

  • Who cares?

     

    Para quem me lê neste assunto, relativamente ao apito dourado, e conhecendo o autor dos bitaites, nunca o conseguirá faze-lo pondo de lado sua assumida cor clubistica. Para tal, seria bom levar em conta o âmago da questão, o que penso ser o real problema e que se coloca gravemente em causa, mas que paradoxalmente, até se aplaude, e que não considero ser viloladvel a soldo de um pseudo interesse público, ainda para mais quando todos vêm que os interesses são outros.

     

    O editorial de hoje do JN, que se sabe ser o substituto do Correio da Manhã nas mesas de café mais a norte (porque será?), põe o dedo na ferida, daquilo que um pais atrasado, sangue-suga e centralista como este, se recusa a querer ver. But, who cares?

    Tirem as palas. Dispam as camisolas…

    "JN EDITORIAL: As escutas

    21.01.2010

     

    O procurador-geral da República indignou-se, ontem, quando soube que uma parte das escutas feitas ao presidente do F. C. Porto no âmbito do processo Apito Dourado foram colocadas no YouTube, um site de divulgação de áudio e vídeo cujo acesso é livre. Pinto Monteiro jurou "desconhecer em absoluto" como é que as escutas foram ali parar e prometeu abrir "um inquérito", na tentativa de apanhar o(s) prevaricador(es). Convém recordar que Pinto da Costa foi ilibado em todos os processos do Apito Dourado. E convém igualmente lembrar que o Código do Processo Penal define com clareza quem são as pessoas que podem aceder às escutas durante a tramitação do processo, pelo que, com vontade, talvez seja possível achar o(s) culpado(s).

     

    O caso é grave, não apenas porque traz de novo à ribalta o debate sobre o amachucado segredo de justiça, mas sobretudo porque revela que alguém dentro do sistema judicial e com acesso ao processo colocou, ou facilitou a colocação, de cópias áudio das escutas no YouTube. Quando chegamos aqui, estamos muito perto de ver desabar à nossa frente o edifício da Justiça portuguesa. Vale o mesmo dizer: estamos muito perto de, definitivamente, acreditarmos que as nossas liberdades e garantias não têm defensor à altura.

    Ao início da noite de ontem, os vários fragmentos das escutas tinham sido vistos por dezenas de milhares de pessoas no YouTube. A disseminação dos conteúdos na Internet era já brutal. E assim continuará nos próximos dias. Ou seja: uma peça de um processo, delicado como aquele era e coberto pela Lei, passou a estar à disposição de todos. Uma maravilha dos tempos modernos. A que a Justiça dá cobertura, por ser ineficaz no combate a estas graves tropelias ao Estado de Direito.

     

    Alguns órgãos de Comunicação Social decidiram publicar as escutas ou colocar nos seus sites uma hiperligação para o sítio onde elas se encontram. O JN não o fez, nem fará. Esta atitude merece uma explicação aos nossos leitores.

    Aprendemos com o "caso Casa Pia" que a publicação de escutas incentiva, muitas vezes, a justiça popular, condenando para uma vida inteira quem pode vir a ser absolvido no fim do julgamento a que for sujeito. É uma questão de princípios – e de coerência com eles – o que nos leva a manter esta atitude: a de não querermos pactuar com os que escolhem este caminho. Acresce que, sendo as escutas um "decisivo e insuprível meio de prova", para citar Costa Andrade, um dos mais proeminentes penalistas portugueses, elas não foram suficientes para condenar o alvo do processo: Pinto da Costa. Vir agora expor as conversas entre os intervenientes no caso é colocar a mão no machado que vai decepando, aos bocadinhos, a Justiça. Acresce ainda que, do ponto de vista estritamente jornalístico, as escutas não trazem nada de novo: já foram pisadas e repisadas por quem entendeu pisá-las e repisá-las.

     

    A última coisa que pretendemos é aspergir moral sobre quem quer que seja. Interessa-nos apenas explicar aos leitores do JN por que motivo tomámos esta opção. Como Heráclito, entendemos que cumpre batermo-nos por uma sã Justiça "como pelas muralhas da cidade". Apenas isso.

  • A última moda no bailarico das virgens ofendidas

     

    Alguém me explica a diferença moral/legal entre a consporquice que se passa no futebol nacional (sim, onde Pinto da Costa, para vergonha de muitos, está comprometido até o cruto dos cabelos, apesar de ser o bode expiatório do que interessaria, mas ninguém quer realmente apurar)  e a conspurquice que se passa na justiça portuguesa, praticada com as fugas de informação para a avençada comunicação social, mais uma TV Clube em bico dos pés (esta última que põe anonimamente vídeos no youtube, para a seguir ter a desculpa de os passar integralmente no seu canal, uma vez que assim passaram a ser de "domínio público") ?

     

     

     

    Quanto a semelhanças, é capaz de andar por ambos os casos envolvem o crime de tráfico de influências. Já as diferenças, é que no País dos brandos costumes onde "O Benfica é Portugal" e todas as suas virgens ofendidas alinham no bailarico, mesmo que de outras paróquias, um dos crimes, o das fugas, é desculpável, para gente séria, até louvável, o outro crime… também é desculpável, quando se pratica, como neste ano, a favor do bem da nação, digo, Benfica.

  • Portugal um país sem memória? ……………………….. Le Portugal un pays sans mémoire? …………………..

     

    De nos jours, nous entendons de plus en plus que sous le Fascisme il n’y avait pas de délinquence au Portugal. Tout était pour le meilleur dans le meilleur des mondes.

     

    Le Jornal do Fundão du 31 décembre 2009 détruit ces mensonges. La reproduction du document , ci joint , nous montre comment la censure fasciste essayait de l’aliéner la population. On ne pouvait pas laisser dire à la presse que 8 vols avaient eu lieu en 18 jours dans une petite ville ( Covilhã ) du centre du pays. 

    Nuno

     

     

    Actualmente , muito se fala e se escreve que durante o Fascismo não havia deliquência  e que tudo ia pelo melhor nos melhores do mundos.

     

    O Jornal do Fundão de 31 de Dezembro de 2009 apresenta sem qualquer ambiguidade a memória, destruindo tais mentiras. A peça aqui junto mostra como a censura fascista tentava alienar a população Portuguesa.

    Nuno

  • Aspectos do Cinema Português ………………… Aspects du Cinéma Portugais…………………….

     

    La Cinémathèque Française vous invite à ( re ) découvrir Pedro Costa du 11 Janvier au 24 Janvier 2010.

    Nuno

     

     

    A Cinématheque Française convida-vos a ( re ) descobrir Pedro Costa de 11 de Janeiro até 24 de Janeiro de 2010.

     

    Nuno

  • Mitos, mariquices, e paneleirices

    Portugal aprovou hoje na assembleia da República,   a lei para casamentos gay, tornando-se o 8º país no mundo   a faze-lo.

    Os portugueses, povo conhecido pelos seus brandos costumes, e eu não considero esta característica  má (pelo menos, de todo má), saberão conviver com a maior das normalidades, sem alaridos nem complicações, como de resto sempre reagiram as mudanças e evoluções de temas fracturantes,  veja-se recentemente a reacção a legislação para o aborto, ou fumar em recintos fechados de trabalho ou destinados ao público, esta última que se confirma uma legislação de grande êxito entre pares.

     

    Mas também não me esquece, o comentário certa vez de uma convidada no encerrado programa ” A Revolta dos Pasteis de Nata” (RTP2) que dizia à boca cheia aquilo que é tido como sentimento comum pela maioria dos homosexuais homens: Os lobbies e grandes interesses, e nomeadamente, a agora em voga luta pelo casamento gay, são causas que movem a ala dos considerados e verdadeiros “maricas” gays.

     

    Concordo em absoluto, e com esta lei (deixando-a o homofóbico Cavaco Silva passar ao veto), o que passaremos a ter é a oportunidade de distinguir os vários tipos de “maricas” sejam gays, bis, heteros, travestidos, metros, ou como lhes queiram chamar.

     

     

    alguns links:

    A homosexualidade nos guetos :by PortoMaravilha

    Tabus e preconceitos. Sapo – Especial Casamentos Gay

  • Quais Saramagos, quais Cains? Polémico, era um Jorodowsky.

     

    Aquando da apresentação da BD »Le Pape Terrible« que o amigo PortoMaravilha nos trouxe aqui, despertou-me a atenção a entrevista ao autor Jorodowsky sobre o assunto, tabú em qualquer país, e que envolve este romance do Papa banda desenhado. Perguntei-me como reagiria o publico português a, por exemplo, caso fosse dada a esta publicação as mesmas atenções da imprensa, como se deu recentemente ao lançamento do livro Caim (ok, convenhamos que se tratava de um Prémio Nobel Português) .

     

    Metemos mãos a obra, pedi ao PortoMaravilha para me traduzir o diálogo da entrevista e tratei da legendagem em PT da mesma. Sim, que nós não queremos que vos falte nada.

    E já agora, se querem polémicas de jeito, façam como deve ser e deixem-se de polémicas de cordel. 😉