Category: cenas do caraças

  • Imbocare o Santo Xapo dos blogues em bão é que não-é. Balha-me minha noxa xanta-abé-benfica!

    Ó meus amigos, balha-me deux-e-zê!

     

    Então mas está aqui um homem na xua fé com a pax do Xenhore, a rexar e agradexer à minha-noxa-xenhora abé-benfica, por exte feriado que Deux noxo xenhor nos deu na graxa do ano  domíni 1910 AJJ (ie. antes de jorge jesus), que – deberia xer santo nas béxperas de comemorare o xeu centenário, como forma de agradeximento pela implantaxãoe de um  Prexidente da República e seu santo primeiro minixtro  com nome de  deux  grego – portanto, pagão, pelo que me cheira a maldição divina dexa boxxa terriola que Deux xenhore de todo o cosmos e uniberxo bos deu-é, uhm, e faxem-me largar as rexas e bire aqui-é por ordem no espaço do coxmos-das-galaxias-e-arredores-da-xenhora-da-lux?

     

    Oh irmão PortoMarabilha,  é que não habia nexexidade!! Anda a exticar a corda outra bex, uhm!

    Eu, diácono deste espaço (r)encomendado e indigitado pelo grande Xenhor (ou Mixter em Inglex) de todo o  coxmos-das-galaxias-e-arredores-da-xenhora-da-lux, ainda tapei ox olhos a exxe post do índio indecente com ax bergonhas a moxtra, agora bire para aqui-é bamgloriar-xe dexas indexencias que xô lembram ao demo do diabo, é que não-é. Contenxão meus xenhores, contenxão!

    E por último, irmão PortoMarabilha, não dexencaminheis-e-ze, o irmão MrCoxmos que anda em falta poix que deberia rexar aqui-é todos os dias a reza do Míxter, capitulo 13, verxiculo 13 conhexido pelo Míxter dax 13:13 e comxebida pela mão do Grande Xenhor de todo o coxmos, com comentários dexes. Eu que já rexei 3 Pais-Noxos e 5 Abés-Bénfica, pelo dexencaminho que ele ia lebando com a publicaxão daquela fotografia, poix que daquela bex ainda se bê que o rapaz tinha mexmo nexexidades… Oh pra ele a alibiar ax nexixidades, Balha-me Deux-ze e noxa xênhora da lux Abé-Bénfica!

    Ou xeja, nada de dexafiar um Mixter tão bem comportado como o noxo, com comentários dextes, que aí deixas-tes no xeu último post:

     

    E porque não ir (des) vestido de índio ( o verdadeiro , não o falso ) já que não chove ?

    Evitaria a escolha de roupa !

    Lol and lol !

    E Viva o Porto !

    PortoMaravilha a 5 de Outubro de 2009 às 20:37"

     

    Sim-é, que ixto é inbocar o Santo Xapo dos blogues em bão – é que não-é! Bai-xe a ber e xobeu mesmo na santa bila-forte pela graxa do xenhor xanto condestabel e xua padeira, a algarbia Brites Ferreira, corria o ano de 1385 AJJ (ie. antes de jorge jesus).

    E depoix andar a  dexafiar o Mixter tambem é muito feio, contenta-te com a bista daquela belas pernocas, ou se comexas a inxistir ainda pode dar na publicaxão de uma foto do Santo Mixter  xem calções (loubado seria Deux!), e ixo é que não-é.

     

    uhm! Oubiste? Bamos lá bere xe nox temos de xateare…

    Agora bolto alie ax minhas rexas… max atenxão que eu xou como Deux noxxo xenhôre: Extou em todo Lado.

    axinado:

    O Diacono do Espaço.

    ___________________

    ( Mixter, já xai-mos do ar? )

     

    OK! "Abé-Benfica, com xogadores de graxa, bendito xoís bós entre à arbitragem, (Filha, agora não-é, tira daqui exxe mamilo) bem-dito é o fruto da bossa dança-do-bentre na luz com Jorge Jexus, agora e na hora da noxxa derrota, Amém!

    Agora xim, binde cá rezar mais eu-é, minha Deuxa… binde cá. Ajoe-lhõé? Então-é

     

    foto original da xanta abé-benfica : amanda.com

  • Etiquetas, cerimónias e Mariquices para operadores de câmara, esperadas num 5 de outubro qualquer

    Divagações, ou talvez não.

     

    Estava-mos num 5 de Outubro, mas de 2007 salvo erro, quando se discutia no melhor (até porque penso que seja o único) fórum na internet da comunidade de profissionais relacionados com a indústria videográfica, o Portugal Vídeo , sitio onde publiquei uma mensagem para discussão da comunidade, e que entre outros temas relacionados, também tinha que ver com um assunto volta e meia discutido entre os users do fórum, relativo as boas ou más maneiras de vestir/apresentar consoante os eventos que são executados pelos profissionais (e muitos "pára-quedistas" que também os há) em particular os operadores de câmara, vulgo camaramens, que no desempenho de suas funções acabam por ter uma acrescida visibilidade entre o publico presente, devido aos seus movimentos e artefactos.

     

    Ora sucede que há com cada uma (ou uns) que parecem duas!

    Sobretudo entre os profissionais das reportagens BBC, ie. Bodas, Baptizados e Casamentos (uma das vertentes que tenho na prestação de serviços) principal sector onde abundam os tais "pára-quedistas", devido a falta de exigência do próprio público-alvo que aceita sem qualquer critério e pagando por um trabalho supostamente profissional, que não passa na sua maioria, de trabalhos de merda – e desculpe-se a expressão quando o tema do post é o que é.

     

    É que nos bastidores de reportagem vê-se cada figurinha… desde calções à turista com camisa hawayana e chinelo de enfiar no dedo, ou a situação antípoda, de fato e gravata a rigor, passando pelos mais discretos e sensatos, há para todos os gostos. E depois, sempre se ouviu dizer que quando o árbitro do jogo tem mais protagonismo que os jogadores, alguma coisa está mal.

     

    Voltando ao início, "estávamos num 5 de Outubro, mas de 2007, salvo erro," quando perdi à vontade uma hora a vasculhar o dito fórum na busca do tópico de uma mensagem que já tinha largas dezenas de post´s discutindo esse por maior da vestimenta, pois durante a manhã na transmissão televisiva pelo canal do estado RTP 1 havia-me despertado a atenção dos colegas op. câmara que trabalhavam na captação de imagens, e que acabavam por "entrar em câmara", aparecendo nalguns planos captados por uma das muitas câmaras e perspectivas diferentes da (boa) produção, e alí andavam discretamente com as suas sapatilhas e calça de ganga entre o cumprimento de protocolos pelos engravatados do costume num dos três principais dias comemorativos do ano em que o Presidente da Republica se dirige à nação, dia cuja implantação se comemora, e cujos meios eram operados por malta de sapatos e calça mais confortáveis (o denominado por "sportware", gangas t-shirts, sapatilha ou calçado com sola confortavel  é o traje mais comum e interiorizado por estes profissionais).

     

    Pá, hoje é 5 de Outubro, e ando aqui com um dilema quanto a indumentária necessária para  pegar nos 7ou 8 kg de tijolo com lente, e ir à labuta depois de almoço, repetir este evento:

     

     

    Pergunto-me se num dia cerimonial como este, com tantos puritanos a operar nesta profissão, se não será politicamente incorrecto levar o meu habitual boné do FCP, mais  para mais que hoje o sol nem aperta muito… e ainda entendem por ser provocação aqui a 200 km da cidade invicta ?! E tou a ficar pior que as mulheres, indeciso com o que hei-de nestes dias vestir. Irra!

  • Como se fazem as teses ! …………………………………[aussi en fr]………………Comment rédiger une thèse !

     

    version fr

     

    Une belle journée ensoleillée, un lapin  sortit de son terrier avec un cahier.

    Il se mit  à travailler, bien concentré . Peu de temps après, un renard passa par là L’activité du lapin l’intriguait et il s’approcha, curieux curiosa:

     

    Petit lapin, que faites-vous là, si concentré ?

     

    Je rédige ma thèse de doctorat, dit le lapin, sans lever les yeux de son travail.

    Hum, et quel est le sujet de votre thèse ?

    C’est une théorie prouvant que nous, les lapins, sommes les  véritables prédateurs des renards le renard fut indigné :

     

    Ecoute, c’est ridicule . C’est  nous  qui sommes les prédateurs des lapins !

    Absolument. Viens avec moi dans mon terrier pour que je t’en fasse l’expérience. 

    Quelques instants après on entendit des bruits indéchiffrables, quelques grognements puis…le silence.

    Ensuite, le lapin ressortit ,et retourna à sa thèse, comme si rien ne s’était passé.

    Une demie heure plus tard, passa un loup. En voyant ce petit lapin appétissant si distrait, il se mit à penser avec plaisir à ce repas…

    Cependant , le loup aussi était intrigué par ce lapin en train de travailler avec autant de concentration il décida de savoir de quoi il s’agissait avant de dévorer le lapin:

     

     

    Bonjour, jeune lapin. Qu’est-ce qui te fait travailler avec autant d’ardeur ?

    Ma thèse de doctorat. C’est une théorie que je vais expliquer dans peu de temps et qui prouve que nous, lapins, sommes les grands prédateurs naturels de divers animaux carnivores, dont les loups.

    Le loup dit au lapin en se moquant.

    Appétissant petit lapin, c’est un faux sens

    C’est nous, les loups, qui sommes les prédateurs naturels des lapins alors change de sujet.

    Excusez-moi mais si vous voulez, je peux vous présenter ma théorie expérimentale. Voulez-vous m’accompagner dans mon terrier?

    Les deux entrent dans la tanière.

    Quelques instants plus tard, on entendit des cris de désespoir, des bruits de mastication et …le silence.

    Une fois de plus, le lapin ressortit tranquillement, imperturbable et se remit à la rédaction de sa thèse, comme si rien ne s’était passé.

    Dans le terrier, on pouvait voir un énorme tas d’os pleins de sang et la peau de plusieurs " ex-renards ", à côté : une autre pile plus grande d’os et de restes d’animaux  qui un jour avaient été des loups.

    Entre les deux tas d’os , un énorme LION , satisfait, bien nourri, montrant les dents.

     

    Morale de l’Histoire: 

    1. Peu importe que le sujet  ou le thème de votre thèse, soit absurde ;

    2. Peu importe que vous ayez ou non un minimum de bases scientifiques ;

    3. Peu importe si vos expériences n’arrivent pas à prouver votre théorie;

     

    4. Peu importe si vous-même ou si vos idées vont à l’encontre de la logique;

    5. Ce qui importe, c’est : qui appuie votre thèse…

     

    E Viva o Porto !

     


     

    O texto que segue não é meu !  Apareceu um dia na net , já há anos. Apareceu de modo anónimo. Sem autor e sem data.

    Decidi guardá-lo porque se trata duma criação que, debaixo dum excelente domínio da narrativa escrita , nos remete para a nossa vivência da oralidade e do dia a dia. Que se trate de elaborar uma tese, arranjar trabalho, engatar, desengatar e etc e tal … eis um parecer da vida. Há quem esteja de acordo como há quem não esteja.

     

    Leiam :

     

    Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca, com o notebook,

    e  pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e

    aproximou-se, curiosa:

    – Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?

    – Estou redigindo a minha tese de doutoramento, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.

    – Hummmm… e qual é o tema da sua tese?

    – Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros

    predadores naturais das raposas.

    A raposa ficou indignada:

    – Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos

    coelhos!

    – Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha

    prova experimental.

    O coelho e a raposa entram na toca.

    Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois… silêncio. Em seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos

    da sua tese, como se nada tivesse acontecido. Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão

    distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar

    garantido.

    No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda e resolve então saber do que se

    trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:

    – Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente? – Minha tese de doutoramento. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.

    O lobo não se conteve com a petulância do coelho:

    – Ah! Ah! Ah! Ah! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito.  Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos

    coelhos.

    Aliás, chega de conversa…  

    – Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova

    experimental.  Você gostaria de acompanhar-me à minha toca? 

    O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. 

    Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de

    mastigaçãoe… silêncio.

    Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível e volta ao trabalho

    da redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido. Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas

    ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e

    restos mortais daquilo que um dia foram lobos.

    Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem

    alimentado, palitando os dentes.

    MORAL DA HISTÓRIA:

    1. Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;

    2.Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;  

    3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;

    4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;

    5. O que importa é QUEM ESTÁ APOIANDO SUA TESE…  

    E Viva o Porto !

     

  • Não habia, nexexidade! Contenxão P.F.

    ABAIXO À NABEGAXÃO:

     

    O Diácono do Espaço pede contenxão aos bixitantes e editores do Coxméticas, uhm, pois exte linguaxar axxoberbado na utilexaxão de gerúndios do calão são coixas do demó. Caxo contrário, o lapix axul terá de actuar, uhm.

     

    Aprobeitai para compreender o termo das palavras que uxais-ix, como muito bem fex o candidato as autárquicas 2013 , o irmão Pedro Olibeira, em explicar. Que o Xenhor estexa, uhm, xempre contigo. Irmãos botai Pedro – o Apóstolo 2013.  Bem hajax:

     

    "[…]  Vai para o caralho vem do tempo das caravelas,ie, é uma expressão do mar.O caralho é o "cesto" que ficava no topo do mastro e que para além de ser o ponto de vigia também servia para disciplinar os mais arruaceiros.Como castigo era normal o capitão mandar o marinheiro de castigo para o caralho.Vai para o Caralho!

    O FMEA é uma ferramenta avançada de qualidade, para identificar possiveis falhas em determinados processos e assim elaborar planos de prevenção.Era bom que fosse aplicado na vida pública e politica…

    abr

    Pedro Oliveira a 2 de Setembro de 2009 às 08:44

     

  • ó gENTE dA mINHA tERRA. [reeditado]

    Muitos dos que nos têm visitado Já nós conheciam, a mim do gERAÇÃO rASCA, ao Monsieur das 00:01, PortoMaravilha, das caixas de comentários quer no gERAÇÃO como do Vila Forte, e ainda outros, que nos conheciam do BiBó PoRtO, carago!! onde ambos escrevemos e nos conhece-mos apesar da distância. Pelo que a novidade não sei se será muita ou pouca quando aqui entram (digam-nos vocês), à excepção dos jeitosos que não largaram esta madrugada o Cosméticas reencaminhados pelo google no que se imagina uma extasiante Ménage à trois entre as palavras sexo, lingua e caralho do post anterior. E eu aqui a zelar pelo bom nome da casa, monsieur… vamos lá ver, PM, deves querer ser despedido antes mesmo do primeiro ordenado, pá.

     

    Vem isto a propósito de que, pelo facto de já vários serem seguidores dos escritos, reconhecerão o texto provavelmente que passo a publicar, e cuja novidade aparece no fim do mesmo, o motivo da sua reedição.

    para os googleiros, não queremos continuar a desapontar-vos:

    foto | Marta Ferraria  www.mfotografia.com 

    ____________________________

    Domingo, 21 de Setembro de 2008

    ó gENTE dA mINHA tERRA.

    O Ano passado tive opurtunidade de visitar a cidade universitária de Cambridge, em Inglaterra.

    Permaneci por lá alguns dias com um casal amigo, cujo marido, rapaz empreendedor e na força da Juventude, após as típicas desilusões lusas, tinha optado por se instalar em terras de Sua Majestade e iniciar um negócio que prospera  por esta altura numa outra cidade Europeia.

    Em conversas à mesa, foi inevitavel acabar-mos a comparar o nosso País de origem com Inglaterra, as culturas, atitudes, oportunidades e as suas gentes. Ele argumentava-me que por lá, também eu teria boas oportunidades se quise-se desenvolver o ofício que pratico, que em Portugal trabalhar é para aquecer, e coisas do gênero, ao que eu respondia que me sentia  no dever e obrigação de me esforçar e contribuir para o desenvolvimento do meu País, e pelo que a ter que contribuir para a riqueza de alguém, preferia faze-lo pela minha terra.

    Mas ele estava  irredutivel , extremamente  decepcionado  com  Portugal , e não 

    Estudante universitário, Cambridge

    queria

    ouvir  falar nos próximos tempos sobre o jardim a beira mar plantado.Eu compreendia-o, e por aqueles dias tentei conhecer um pouco mais da cídade e da mentalidade dos Ingleses. Sinceramente pouco me dislumbra o estilo Inglês, onde impera algum bom humor, mas sobretudo,  o cinismo, arrogância quanto baste  – daí renderem-se ao estilo do «Zé» Mourinho – e algum desleixo, bem que chegue… Enfim, um País de Rainhas e habituado a “Reinar”.

    Voltei um Português ainda mais convicto, e pensei quando aterrei, o quanto amo as minhas gentes, as minhas terras, o meu País. O quão bom é poder beber um BOM café por cinquenta cêntimos, andar de comboio ou táxi por tuta e meia, ter sol de verão ou inverno, ou mesmo em dias maus, haver pelo menos um FC Porto que não desilude e orgulha pelo mundo fora.

    Volta e meia, quando reflito no estado do meu Portugal, o quanto piorou neste último ano, a atitude de quem nos norteia e com que interesses, recordo-me das conversas à mesa lá em Inglaterra com o meu amigo.

    Vejo o meu Povo cada vez mais de ombros encolhidos, a arrastar os pés pelas calçadas gastas, a rabiscar o fundo dos bolsos cada vez com mais dificuldade a procura dos cinquenta cêntimos para o café. Meio Portugal que trabalha para sustentar  o outro meio, uma praga de parasitas e subsidió-dependentes. O xico-espertismo em alta, e a juventude competente a partir.

    E é este o triste fado de mais um jovem da Geração «à rasca», por enquanto ainda iludido de que vale a pena  esforçar-se ao lado das suas gentes. Que um dia, revia-se entre os seus que voltavam o fundo das costas ao ministro, mas não consegue voltar costas ao seu País.  A pergunta que se impõe é, até quando dura a idade da inocência?

     

    E por que hoje estou mesmo assim, lamechas, mas sempre orgulhoso das origens que tenho, deixo-vos com este link.

    ________________

    No sábado passado, no jornal das 20:00h na SIC, talvez se tenham deparado com o meu amigo Edgar, o jovem desanimado que partiu para inglaterra e empreendeu na sua paixão e formação académica, o mundo animal, investindo nos répteis depois de dirigir um zoo, negócio que viria a estabelecer na cidade Madrilena, e que quando a crise ameaça bater a porta, em vez de baixar os braços, faz um interregno da bicharada, para se dedicar a isto:

  • As urnas abriram mais cedo na Vila Forte

    Procuram saber a tendencia de voto, pelo menos no cyber-espaço portomosense:

    Melhor Deputado da Assembleia Municipal de Porto de Mós

  • A Dictadura da Orthographia !

    Muito se fala do acordo ortográfico entre os países de língua Portuguesa. Há quem seja contra e há quem seja a favor.

    Mas, sem dúvida, muito se fala sem conhecimento de causa.

    A grafia não é mais que um código. Escrever acto ou ato, cágado ou cagado, por exemplo, não altera mesmo nada a compreensão da mensagem. Se uma letra só tem essência no âmbito duma palavra, igualmente, uma palavra só têm essência no âmbito duma frase. E nem sempre o código reproduz a oral. Se assim fosse, os alunos não dariam erros nos ditados. Acho, aliás, curiosíssimo, que aqueles que são contra uma simplificação do código escrito ainda não se tenham manifestado, com petições e manifestações, contra os sms. Não querem escrever em “Brasileiro”, mas escrevem todos os dias em sms. 

     

    Reparem nestes dois textos . Ambos são de António Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa. O primeiro é reproduzido tal como, originalmente, foi escrito. O segundo é o que, hoje em dia, as edições Portuguesas apresentam.

     

    “Hontem á tarde um homem das cidades

    Fallava á porta da estalagem.

    Fallava commigo tambem.

    Fallava da justiça e da lucta para haver justiça

    E dos operarios que soffrem,

    E do trabalho costante, e dos que teem fome,

    E dos ricos, que só teem costas para isso.”

     

    “Ontem à tarde um homem das cidades

    Falava à porta da estalagem.

    Falava comigo também.

    Falava da justiça e da luta para haver justiça

    E dos operários que sofrem,

    E do trabalho constante, e dos que têm fome,

    E dos ricos, que só têm costas para isso.”

     

    Onde está a diferença ? 

    Talvez mais interessante :

    “De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etaso, a uncia csioa iprotmatne é que a piremria e utmilia lrteas etejasm no lgaur crteo.”

    O mesmo texto em Francês ( a minha filha de 11 anos leu sem hesitações ) : 

    « Sleon une edtue de l’uvinertise de Cmabrigde, l’odrre des ltteers dans un mto n’a pas d’ipmrontncae, la suele coshe ipmrotnate est que la pmeirere et la dreneire soient à la bnnoe place. « 

     

    Isto porque o cérebro humano não lê letra por letra mas a palavra como um todo. 

    Interessante né ? Ou : Interessante não é ?

     

    E Viva o Porto !

     

     Fontes citadas : “Poèmes de Alberto Caeiro” , ed. “La Différence”, t. 4, p. 50, Paris, 1989 ; « Poemas de Alberto Caeiro », ed Ática, p.54, Lisboa, 1979»
  • Peditórios, moedinhas e o almanaque do povo

    Comprei-o esta manhã a um jovem rapaz que os acarretava debaixo do braço juntamente com um molho de pensos rápidos, caminhando pela avenida fora. Havia-o fitado ainda a distância, de médio porte, cabelo russo, interpelando os demais transeuntes que pululavam pela Av. Francisco Sá Carneiro em dia de mercado. Pelo que já ia com ela fisgada, de me esquivar deste tipo de peditório, de resto, uma questão de atitude que mantenho para com este género de campanhas, desde que um outro, pedindo por uma outra causa ou instituição qualquer havia sido extremamente mal educado para com a minha cara-metade, que se recusará em participar." Aí coitada! tenho de ir pedir tabém para a senhora…" respondeu-lhe ele com muito mau modo.

     

    E já  de pé atrás para me  desviar do dito cujo antes que me visse, a perspicácia de quem anda nisto certamente a algum tempo apanhou-me, duplamente desprevenido. Ofereceu-me o Almanaque que já procurava a mais de um ano, o mítico Borda de Água e com pena de não ter conseguido o de 2009, agarrei logo este para o ano de 2010, não que lhe dê muita importância, mas acho de certo modo castiço, e respeito a acertividade da ciência que este compendio contêm, e que se mantem regular até aos anos de hoje, sendo o guia ainda de gerações, nomeadamente as ligadas as sementeiras, e não só. Uma familiar minha procurava precisamente naquela altura consulta-lo para verificar algo relacionado com as fases da lua e o seu estágio de gravidez, mas paciência, este é de 2010 e só lhe servirá se engravidar novamente para o ano que vêm…

     

    Fiquei então com ele a troco de algumas moedas a mais do que o seu 1,50€ que depositei na palma da mão rogosa do jovem agradecido, e logo me bateu na ideia, que já fora numa abordagem parecida que havia conseguido a edição de 2008 que exebia todo satisfeito aqui.

    Lembrei-me do Fradique Gouveia Pinto, que frequentemente por aqui passa em "campanhas" identicas e facilmente me convenceu a ficar com alguns livros de poesia de sua autoria e um de poesias populares. Há ainda um rapaz alto, mulato, que traz sempre uns brindes todos catitas para ofertas, a Deficitprodut, Instituição de solidariedade no Porto, com artigos em pele de excelente qualidade fabricados por funcionários que padecem de alguma deficiencia e passam já à vários anos,  ou o Luppus, um jovem Romeno e sua filha, que um dia me apareceu no estúdio quase a súplicar para o deixar trabalhar, que limpava as vidraças a troco do que lhe quisessem oferecer, e desde então tem voltado da zona de Aveiro para aqui, de tempos em tempos, a fazer por aqui a sua volta.

     

    Não faz parte do meu feitio andar a bater no peito divulgando as esmolas (passe a expressão) que dou. A questão é que, aversão mesmo, tenho quando me oferecem autocolantes…

     

    Agora vou alí ver o que o Borda de Água me reserva para 2010, e já venho.

    PS: Parece que as luas não foram as certas nos dias de jogo da nossa Selecção, e então não vamos ao Mundial 2010. 😉 O Queiroz é que devia consultar este almanaque.

  • Clássicos da consola

    :-)))) de partir a moca [link]

  • Mas que merda é esta?

     

    Ontem, dei comigo a festejar o golo do Sporting, marcado no último minuto de jogo, com o contributo do mais improvável marcador (o G. Redes do Sporting e o defesa adversário), o que lhes valeu a passagem aos playoffs da champions, sem terem feito patavina para o merecerem… Não sei que mal me deu para festejar tal feito, talvez o caricato da situação, mas que sa lixe! Sempre são mais uns pontinhos para o ranking de Portugal na UEFA.

    Uma vez sem exemplo, ok? Agora não se esqueçam de enfardar 12 golos de uma equipa Alemã qualquer…