Category: banda desenhada

  • A BD e o Elixir da Eterna Juventude

     

     

    Entrevistado pelo cinéfilo Mário Augusto acerca da estreia de se novo filme no papel de Johnny English, Rowan Atkinson assume que parou com o personagem de Mr. Bean porque via o mítico  e bem sucedido “Sr. Feijão” como um Personagem de Banda Desenhada, e em BD os Personagens não envelhecem.

     

    Logo, persistir o ator em interpretar Mr. Bean na tela seria envelhece-lo e , interpreto eu segundo seu argumento, deteriora-lo.

    Sim, faz sentido.

  • Homunculus: Oito Anos de História! …………………… Homunculus: Huit Ans de Histoire! ……………………..

     


    En ce qui me concerne, je pense que la Bd Manga, Homunculus, est une réference parmi les Mangas.

    C’est donc un point de vue perso.

    Je pense que cette Manga introduit une réflexion à propos de tout ce qui touche le fonctionnement du cerveau humain. C’est actuel et cela concerne aussi les “neurosciences”.

    Le volume quinze, quinze étant un multiple de trois, marque la fin du récit… mais pas notre questionnement…

     

    Ce post doit être lu impérativament comme la suite de Homunculus: La réferance de la Bd Manga

    Photo: Dernière avant image du tome XV

    Nuno

     

     

    Considero a Bd Manga, Homunculus, a melhor Manga de sempre no âmbito das que li.

    É uma opinião subjectica.

    Penso que é uma reflexão a propósito do que é o cérebro humano e das “neurociências”. É de atualidade!

    Com o número quinze, múltiplo de três, findou o relato… mas não a nossa interrogação que, essa, continua….

     

    Este post deve, absolutamente, ser lido como a continuação de Homunculus: A referência da Bd Manga

    Foto: Imagem da penúltima página do tomo XV.

    Nuno

  • Habemus Papam: Poder e Liberdade? ……………….. Habemus Papam: Pouvoir et Liberté? …………………

     

    Michel Piccoli qui a tourné avec de grands réalisateurs ( Buñuel, Ferreri, Godard, Oliveira, Varda… ) incarne de façon fabuleuse le Cardinal de Melville, le film événement (de Nanni Moretti) de cette rentrée.

    Le Cardinal de Melville ne semble pas vouloir être Pape. Ce n’est pas une révolte contre la Papauté ou les systèmes financiers… C’est une crise intime… Mais aussi intime soit elle, elle questionne le poids de la responsabilité collective et individuelle.

     

    Dans le long entretien que Michel Piccoli à accordé à Télérama, il me semble que ces propos qui suivent peuvent nous autoriser à mieux comprendre l’histoire du cinéma (et du thêàtre): ” Aujourd’hui toutes les filles veulent faire du cinéma ou du théâtre. Avant, dans les familles aisées comme modestes, c’était une honte, presque de la prostituition. Maintenant, c’est valorisant… 

     

    Ce post peut être lu comme la suite de Le Pape Terrible

    Source citée: Télérama, nº 3215, août 2011, p.11 /  Photo: Affiche du film

    Nuno

     

     

    O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.

    Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.

    Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo… Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.

     

    Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.

    A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.

    O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.

    Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.

     

    Leia-se:

    A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira…

     

    O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes… Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais “dificultuoso” (“difficultueux” no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante…

     

    Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível

    Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.

    Nuno

  • O Planeta dos Macacos Sábios…………………………. La Planète des Singes Sages…………………………….

     

    Après la Planète des Singes nous voici dans la Planète des Sages…

    Jul a réalisé avec Charles Pépin, une encyclopédie des philosophes.

    La Bd est disponible dès le 26 août, chez Dargaud.

    Cet album permet-il de faire connaître la philosophie de façon ludique? La réponse reste en suspens…

     

    Image: BDCAF’mag, nº38, p.14 /  Ce post peut être lu comme la suite de : Sois Singe et Crie

    Nuno

     

     

    Após o Planeta dos Macacos, eis nos no Planeta dos Sábios…

    Jul realizou com Charles Pépin uma enciclopédia, em Bd, da filosofia e dos filósofos.

    O álbum, La Planète des sages, ed. Dargaud, estará disponível a partir de 26 de Agosto.

    É este álbum uma maneira lúdica de divulgar a filosofia ? Fica a pergunta…

     

    Imagem: BDCAF’mag, nº38, p.14 / Este post pode ser lido como a continuação de: Sê Macaco e grita

    Nuno

  • Art Spiegelman: Erlangen (RFA), 1990

     

    Discours d’ Art Spiegelman à la réception du Sonderpreis,
    le 16 juin 1990, au Salon de la BD d’Erlangen (RFA).

    Ce post doit être lu comme la suite de Maus: Un Chef-d’Oeuvre de la BD
    Source: “L’Autre Journal”, nº5, oct 1990

     

     [clicar para aumentar / cliquez pour agrandir]

     

    Discurso de Art Spiegelman, aquando a atribuição do Sonderpreis, a 16 de Junho de 1990, Salão da BD de Erlangen (RFA):

     

    “É uma coisa estranha, para um rato, receber um prémio doado por uma assembleia de gatos; Por ter contado a maneira como os gatos mataram os ratos. É uma coisa estranha, para mim, Judeu, estar, aqui, na Alemanha, para receber um prémio; Por descrever como os vossos pais e os vossos avôs foram cúmplices do assassinato dos meus avôs e da minha família. É estranho também para vós de me entregar este prémio; Isso, não é sem problema. Como poderiam não mo ter entregue? Isso, poderia ser interpretado como uma ausência de sensibilidade, sob o ponto de vista da nossa história comum. Por um outro lado, dar-me este prémio poderia ser entendido como o resultado duma consciência culpável, uma espécie de reparação de guerra ao filho dum “escapado”.

     

    Ach! Ei-los bem os Judeus a falarem de novo de culpabilidade num serão tão belo! Nós temos uma longínqua tradição para infligir a culpabilidade que nos chega, directamente, desses abomináveis dez mandamentos (” Não fodas a mulher do teu vizinho”, “Sê gentil com o teu papai e a tua mamai”). É mais educado falar em remorsos ou na responsabilidade do que na culpabilidade. É um conceito desagradável: A culpabilidade. Mas, apesar de tudo, penso que não merece a sua má reputação. Eu mesmo sinto-me culpado por imensas coisas: Pelos sem abrigo em Nova Iorque, pelos meus pensamentos impuros, pela masturbação, por não utilizar produtos recicláveis – e a culpabilidade talvez seja o agente civilizador mais útil, para impedir que as pessoas não se comportem de modo ainda pior do que poderiam fazer duma outra maneira. É talvez uma coisa explosiva  viver com a culpabilidade, mas é talvez o preço que nós humanos devemos pagar para aprender a verdadeira compreensão.

     

    E, francamente, sentir-me-ia em mais segurança numa Alemanha culpável do que numa Alemanha deixando-se cair na euforia nacionalista, neste presente em que me parece que, duma certa maneira, ela ganhou a Segunda Guerra Mundial, após quarenta e cinco anos.

     

    Vejam, o meu pai nunca mais quis pôr um pé na Alemanha após a guerra. Nunca recebeu um pão com a forma Max e Moritz ( prémio tradicional do Salão da BD d’ Erlangen) da parte dos vossos pais ou avôs. O seu pão tinha a forma dum caixão e, na maior parte das vezes, nem sequer havia isso. O meu pai zangava-se, quando eu comprava o que quer seja fabricado na Alemanha. Andava muito zangado que desenhasse com uma caneta Rotring fabricada na Alemanha. Quando era criança, achava a sua atitude ridícula, mas, agora, penso ele tinha razão. Os Rotring proporcionam um traço intenso e mecânico. Desenho, agora, exclusivamente com uma caneta Pelikan: É mais flexível e viva. Danke schon por este prémio.”

     

    Art Spiegelman

     

    Este post deve ser lido como a continuação de  Maus: Uma obra Prima da Bd 

    Fonte: L’Autre Journal nº5, oct 1990, p. 194

     

    Nuno

  • Sê Macaco e Grita… // … Sois Singe et Crie…

     

    Tu as encore le temps…

    Va voir, La Planète des Singes: Les origines, de Rupert Wyatt.

    Tu ne seras pas deçu(e).

     

    Photo: Le Figaro Magazine, 12 aout 2011, p. 76

    Nuno

     

     

    Foram precisas décadas para que se desse, finalmente, uma continuação conseguida ao romance de Pierre Boulle: La Planète des Singes.

    Continuação que o realizador Rupert Wyatt soube elaborar.

    Pierre Boulle, conheceu os acontecimentos da segunda guerra mundial. Em 1963, elabora o seu romance, La Planète des Singes. Não é só um romance de ciência ficção. É também um questionamento sobre o funcionamento das sociedades humanas.

    Esta obra, tornando-se um clássico, começa a questionar a sociedade Francesa. Se acrescentarmos, a este suceso de edição, o sucesso da canção de Françoise Hardy, tous les garçons et toutes les filles de mon âge, praticamente publicado na mesma altura, podemos pensar que as premissas de Maio de 68 estavam reunidas nestas duas obras.

     

    Curiosamente, a primeira versão cinematográfica do livro de Pierre Boulle sai nos USA em 1968. O Filme é de Schaffner, tendo como actor principal C. Heston.

    Da obra de Pierre Boulle, nascerão Bandas Desenhadas, folhetins televisivos e vários filmes. Em 2001, Tim Burton, tentou uma adaptação demasiada pretensiosa (opinião subjectica) que não teve qualquer êxito.

    O filme de Rupert Wyatt, focando a pesquisa sobre a doença de Alzheimer, nos remete para a memória do texto e da tela.

    Existem demasiados paplimpsestes, piscadelas…, na obra de Wyatt para que se possa resumir tudo. O filme apresenta uma vitória do dominados sobre os dominantes. César deveria chama-se Espartacus…, por exemplo.

     

    O filme de Rupert Wyatt, sem 3D e sem cenas de sexo ou violência deliberada, convida-nos a pensar a ciência e o progresso.

    Interessante verificar que, novamente, Andy Serkis, após a sua prestação no “Senhor dos Anéis”, no papel de Gollum, se torna o actor que sabe actuar com os seus olhos, qualquer que seja o disfarce ou a técnica elaborada.

    O Planeta dos Macacos: A origem, é um filme que nos leva a meditar sobre a ciência, o progresso e a violência.

    E talvez melhor que certos pomposos tratados filosóficos.

     

    Foto: Le Figaro Magazine, 12 de Ag de 2011, p. 76

    Nuno

  • Ei Moody’s: Não te metas com os Egrégios Avós!

     

     

    A Moody’s despertou a padeira escondida que existe em cada um de nós.

    Povo de brandos costumes sim, mas que não lhes pisem os calos, ou vai tudo corrido à pazada.

     

    Desde encomendas mal cheirosas, a centenas de milhares a perfilarem para contra o website da Moody’s marchar, marchar, marchar, os mais velhos do canto da Europa alertam os Iankees que respeitinho é bom, e eles gostam.

     

    Sobre a BD

  • Léxico Manga para principiantes ………………………. Lexique Manga pour débutants …………………………

     

    Les Manga ont su produire une diversité exceptionnelle que n’ont jamais proposé la bd franco-belge ou les comics us.

    Les Manga semblent accompagner l’éclatement de l’individu dans uns une société où le libéralisme est roi. D’une certaine façon, les Manga peuvent être à la Bd ce que Pessoa est à la littérature ou à la poesie.

    Observons cette diversité pour mieux comprendre la BdManga :

     

    Shôjo: manga pour filles adolescentes.

    Josei: pour jeunes femmes et adultes.

    Shôjo-ai: romance sentimentale entre femmes.

    Shônen-ai: romance sentimentale entre hommes.

    Yaoi: romance sexuelle entre hommes.

    Yuri: romance sexuelle entre femmes.

     

    Comme dans la théorie des ensembles il y des intersections.

    Toutefois, Cosméticas précurseur du Cosmos dira haut et fort: il n’y a pas de frontières pour les histoires racontées en images.

     

    Image: détail de la manga “Ultra Haeven” de Keiichi Koike

    Nuno

     

     

    Os Manga souberam encontrar uma diversidade que a Bd Franco-Belga ou os comics US nunca souberam explorar.

    Os Manga criaram uma diversidade fora de série que parece acompanhar o estilhaçar do indivíduo no âmbito do ultra-liberalismo.

    Como se os Manga estivessem para a Bd como Fernando Pessoa ( perdoem-me os puristas) está para a literatura ou a poesia.

    Veja-se esta diversidade que pode ajudar a entender a BdManga :

     

    Shôjo: Manga para meninas adolescentes.

    Josei: Para moças e adultos.

    Shôjo-ai: Romance sentimental entre mulheres.

    Shônen-ai: Romance sentimental entre homens.

    Yaoi: Romance sexual entre homens.

    Yuri: Romance sexual entre mulheres.

     

    Tal como na teoria dos conjuntos, existem intersecções.

    Todavia, o Cosméticas, precursor do aquém e do além, defenderá sempre que não existem fronteiras num relato contado em imagens.

     

    Imagem: detalhe da Manga “Ultra Haeven” de Keiichi Koike

    Nuno

  • Léxico Manga para principiantes ………………………. Lexique Manga pour débutants …………………………

     

    Les Manga ont su produire une diversité exceptionnelle que n’ont jamais proposé la bd franco-belge ou les comics us.

    Les Manga semblent accompagner l’éclatement de l’individu dans uns une société où le libéralisme est roi. D’une certaine façon, les Manga peuvent être à la Bd ce que Pessoa est à la littérature ou à la poesie.

    Observons cette diversité pour mieux comprendre la BdManga :

     

    Shôjo: manga pour filles adolescentes.

    Josei: pour jeunes femmes et adultes.

    Shôjo-ai: romance sentimentale entre femmes.

    Shônen-ai: romance sentimentale entre hommes.

    Yaoi: romance sexuelle entre hommes.

    Yuri: romance sexuelle entre femmes.

     

    Comme dans la théorie des ensembles il y des intersections.

    Toutefois, Cosméticas précurseur du Cosmos dira haut et fort: il n’y a pas de frontières pour les histoires racontées en images.

     

    Image: détail de la manga “Ultra Haeven” de Keiichi Koike

    Nuno

     

     

    Os Manga souberam encontrar uma diversidade que a Bd Franco-Belga ou os comics US nunca souberam explorar.

    Os Manga criaram uma diversidade fora de série que parece acompanhar o estilhaçar do indivíduo no âmbito do ultra-liberalismo.

    Como se os Manga estivessem para a Bd como Fernando Pessoa ( perdoem-me os puristas) está para a literatura ou a poesia.

    Veja-se esta diversidade que pode ajudar a entender a BdManga :

     

    Shôjo: Manga para meninas adolescentes.

    Josei: Para moças e adultos.

    Shôjo-ai: Romance sentimental entre mulheres.

    Shônen-ai: Romance sentimental entre homens.

    Yaoi: Romance sexual entre homens.

    Yuri: Romance sexual entre mulheres.

     

    Tal como na teoria dos conjuntos, existem intersecções.

    Todavia, o Cosméticas, precursor do aquém e do além, defenderá sempre que não existem fronteiras num relato contado em imagens.

     

    Imagem: detalhe da Manga “Ultra Haeven” de Keiichi Koike

    Nuno

  • Quino: Entre o Céu e a Terra …………………………… Quino: Entre le Ciel et la Terre ………………………….

     

    Qui a déjà vu un oiseau détruir son nid?

    C’est un proverbe chinois qui annonce le desordre et le chaos dans l’Empire.

     

    Images: Bd de Quino / Next, nº36, p.68.

    Ce post peut être lu comme la suite de: “Commémorer Mafalda pour mieux faire oublier Quino?

    Nuno

     

     

    Quem já viu um pássaro destruir o seu ninho?

    É o anúncio, segundo um provérbio Chinês da Antiguidade, que anuncia a desordem e as trevas no Império.

     

    Imagens: Bd de Quino / Next, nº36, p. 68.

    Este post pode ser lido como a continuação de: “Festejar Mafalda para melhor esquecer Quino?

    Nuno