Oh meux amigos, balha-me Deux-ê-ze e noxa-xanta-xenhôra-da-abé-benficá!
Dixem-me que me andam por aí a cortar na caxaca, porque eu tenho uns xertos tiques e o diabo a sete, pelo que sô para calar exa malta, pensei em abordar um axunto cuja filosofia está comprobadamente segundo as boas regras da gramática portuguesa, pois que bejam que aqui o Diácono, quando quer também xabe falar e excreber bem, com palabras de xete-e-quinhentos e tudo.
Aborda-mos portanto hoxe, a descrixão de um bocábulo tão português que afinal até parexe que é francêx, mas seja como for, o que xei, é que as cumbersas por este blogue bolta e meia cheiram mal que trexandam. É sempre a mesma merda! E o Diácono é que tem de bir xempre cá limpar isto!
Abraxos… fui (à)…
3,2,1 – ACÇÃO:
Quando algo inesperado ocorre, utiliza-se na forma "Dar merda" e suas derivações "Deu merda" ou "Sabia que ia dar merda", a interjeição "mas Que merda", o imperativo "Vá à merda" e na forma de adjetivo "Mas isso é mesmo uma merda", só para citar alguns.
Outra utilização bastante comum na língua portuguesa quanto ao seu aspecto adjetivo é quando utilizada no sentido de comparação ou metáfora, como "O Parreira? É um técnico de merda", ou "Só tem merda nesta selecção", ou "O Ronaldo não jogou uma merda, barda-merda!", ou "Os post do MrCosmos são cá duma merda…".
Quando utilizado como substantivo, normalmente representa o excremento humano, as fezes, cagalhão, bosta, ou vulgo cocô.
A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA . Esta palavra de origem francesa MERD pode mesmo ser considerada uma mais-valia rara, e como poucas, da língua portuguesa.
Quando não, vejam o porque na aplicação dos exemplos a seguir:
1) Como indicação geográfica 1: Onde fica essa MERDA ?
2) Como indicação geográfica 2: Vai à MERDA !
3) Como indicação geográfica 3: 18:00h – vou-me embora desta MERDA .
4) Como substantivo qualificativo plural ("é adjetivo, meu MERDAS"): És mesmo um MERDAS!
5) Como auxiliar quantitativo: Trabalho como o caralho e não ganho uma MERDA!
6) Como indicador de especialização profissional: esse gajo só faz MERDA.
7) Como parte integrante do curriculum vitae: Ele fez muita MERDA.
8) Como indicador de rejeição: barda-MERDA!
9) Como pergunta dirigida: Fizes-te MERDA, né?
10) Como indicador visual: Não vês MERDA nenhuma!
11) Como constatação negativa: Mas que MERDA!
12) Como especulação de conhecimento e surpresa: Mas que MERDA é esta?
13) Como constatação da má situação de alguém: O gajo está mesmo na MERDA…
14) Como indicador de ressentimento: Recebi uns presentes de MERDA!
15) Como resultado aplicativo: Tinha de ser. Deu MERDA.
16) Como indicador de rejeição: Barda-MERDA! (já disse?)
17) Como indicador de espécie: Quem é que esse MERDAS pensa que é?
18) Como indicador de continuidade: É sempre a mesma MERDA.
19) Como indicador de desordem: Tás na MERDA comigo!
20) Como constatação científico-química: Quanto mais se mexe na MERDA, pior cheira!
21) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido: Vai à MERDA!
22)Como indicativo de ocupação: Para teres lido até aqui, é sinal que não estás a fazer MERDA nenhuma! Nunca te diseram que o Cosméticas não é para ler em horário laboral? Ao menos disfarça, parece que te estás a cagar todo.
23) Como classificação literária: Porra, textinho de MERDA este do Diácono!!
24) Como qualificativo do governo ou do PR: O governo Socratés só faz é MERDA! E depois o Cavaco não falou antes das eleições sobre as escutas e, claro que o PSD da Manela ficou na MERDA!
25) Como situação de "orgulho exacerbado / snobismo" : Se a mania fosse MERDA, estavas todo cagado.
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E se queres maix MERDA, axiste ao xogos do Xporting ou do Porto. Ou então-ê, vaí à fonte dexte artigo que adaptei de braxileiro para português genuino, antes que venha aí a MERDA do acordo ortográfico e passemos a ter mexmo de gramar com exa MERDA de escrita em extilo braxuca: Dexciclopédia – um xítio muito didáctico, por sinal, uhmm! .