Category: tecno lógicas

  • Televisão Digital Terrestre (TDT)

      

    :: Parte 1 – Do Palavrão ao Apagão ::

     


    A preocupação e curiosidade hoje são comuns a quase todos os cidadãos, mas recuando no tempo, estaríamos algures pelo ano de 2003 quando, pelas revistas da especialidade, aos leitores aficionados da área de Produção Audiovisual  se nos apresenta definitivamente a TDT como uma realidade que era para avançar, num processo  que se  queria célere segundo o nosso governo.

    Deliberado pela União Europeia, a ordem é de um apagão, conhecido pelo “switch off”, das transmissões televisivas no modo analógico, em todos os países membro. 

    Portugal apresentou-se na altura como um pretenso candidato ao pódio, tendo em conta que, a cumprir as primeiras datas estimadas e avançadas, teríamos sido o primeiro país da Europa a migrar do sinal sexagenário analógico,  que ocupa uma imensidão de frequências  e da quota de espetro disponível para a transmissão de dados, acabando por inviabilizar de grosso modo o expandir que a galopante era tecnológica dos anos 2000 impunha, sendo nomeadamente a  4ª geração de telecomunicações móveis, o mais flagrante exemplo em disputa.

     

    Mais do que o entusiasmo da ambição precipitada de calendarização pelo executivo governamental, era sobretudo com desconfiança,  perante uma flagrante sofreguidão mal gerida e “desgovernada”que  os mesmos profissionais encaravam o futuro. Infelizmente comprovou-se estarem certos…

    Da atabalhoada intenção inicial, à  final  conclusiva que por estes dias os portugueses vivem  “in loco”, confrontados com o desmando agora   também do desliga/não desliga recalendarizado – no caso dos emissores que servem o conselho de Porto de Mós tendo sido o apagão adiado em mais um mês, para o próximo dia 13 de Fevereiro –   todo este processo de implementação da TDT em Portugal sempre foi executado por linhas pouco retas.

    Ao invés, é convicção de imensos críticos que tais linhas orientadoras foram sendo sobretudo meticulosamente traçadas a “regra e esquadro, por vezes com recurso ao compasso, de tão obliquas, ou perpendiculares, também paralelas, resumindo: enviezadas.

     

    Não se podem deixar de perceber os lóbis e tremendos interesses que o processo de implementação de TDT em Portugal agitou, bem como tristemente, não se pode deixar de perceber como uma oportunidade que na maioria dos outros países resultou em mais valia e sucesso para os seus cidadãos, que em Portugal apenas resulte em “mais do mesmo” (4 canais), engordando os mesmos de sempre, sendo o processo de migração, em boa parte, custeada pelos próprios cidadãos.

    Como  consequência direta para o nosso conselho destes imbróglios, verifica-se que basicamente as nossas zonas serranas, a excepção de Serro Ventoso e Alqueidão da Serra não estão nem estarão cobertas pelo sinal de TDT, ou a existir, o mesmo é tecnicamente deficiente e inviável, sendo que a solução acaba por ser adquirir equipamentos satélite inflacionando altamente os custos já de si injustos quaisquer que eles fossem, para fazer a migração.

     

    Continuaremos o tema e com dados mais concretos e várias curiosidades, na tentativa de mais alguns esclarecimentos, nas próximas edições do jornal “O Portomosense” .

    Paulo Jerónimo

    (Publicado na edição de 19.jan.2011)

  • Como Substituir o «Calhambeque» do PortoMaravilha em 3 Passos …………………………………..(aussi en fr)

     

    Comme Remplacer la «bagnole» de Nuno PortoMaravilha en 3 étapes 🙂  

     

     

    A pretexto da contrução caseira duma Estação de Trabalho para Aplicações Graficas para o meu *puto*, no 2º ano do Curso de Técnicas Multimédia. 

    Como vês, mon ami Nunô , já não tens desculpas: Não tem nada que saber 🙂 

     

    Paulo Jerónimo

  • A Ninfomania Facebokiana

    O

     

    Já é percetível para os leitores do Cosméticas que não aceitamos nem toleramos o rótulo de “ninfomaníacos” atribuido a muitos dos utilizadores da plataforma Facebook (FB) , pelo que dissipando qualquer dúvida passa-se a explicar:

    Repugnável, é no mínimo como se pode entender a atitude pseudo moralista que a plataforma toma, e à força impõe, ao banir contas de utilizadores que a toda poderosa FB entenda terem violado os seus conceitos éticos / morais na eventualidade de um user ter transigido a ténue fronteira facebokiana de quem  lá coloca publicações de cariz mais ou menos sensual, erótico ou sexual. A questão é essa mesma: a fronteira definida por uma “lei cega”, que à minima “pouca vergonha” que entenda algo ser, atira com tudo ao lixo, tipo agência de rating.

    Por menos não se pode intrepretar tal atitude da FB – tendo inclusive em conta os “tempos supostamente evoluídos” que correm – de que como estando nós presentes perante a «Madre  FB», ou se preferirem uma novaBig Sister” contemporânea, a antítese de seu irmão mais velho o “Big Brother”.

    Esta Madre FB, a Big Sister dos tempos modernos, para além de que tudo espia, escrutina, “bufa” prá rua, ou cujos peidos todos de quem lá anda calhandra com as vizinhas da sacristia – também censura à mínima sem vergonhice, tratando subtilmente seus utilizadores como verdadeiros ninfomaníacos

     

    Não é o direito à proteção das mais frágeis suscetibilidades de quem frequenta a rede que questionamos nesta atitude, antes, a questão é a forma como a Big Sister Madre FB censura radicalmente nesse aspecto os seus utilizadores, como se de lixo se tratassem, pessoas e conteúdos que, segundo a Madre FB, prevariquem.

    A questão começou a ganhar dimensões amplamente questionáveis para nós, Cosméticas, com este episódio que “denunciamos” há vários meses aqui.

    Entretanto, recentemente, a indignação e mensagens correram entre os amigos facebokianos da user Paula Gaspar, entre os quais me incluo e com quem estou plenamente solidário. 

    Esta utilizadora da rede social viu a sua página de cariz comercial, a Just Only  – que se dedica a promover “produtos inovadores” – artigos eróticos e sensuais –  ser banida da rede, estando atualmente de novo disponível aqui , tendo corrido uma ampla mensagem de pedido de apoio no sentido de informar e preencher um questionário para a Big Sister Madre FB onde onde explicavam vários que não, não era isso, o que se na sua mente facebokiana poluída e cheia de macaquinhos com teias de aranha de Madre Superiora, se tratava.

    Portanto, medo, muito medo com a Pide Facebokiana! Eles andam aí… Muah, ah, ah, ah! 

     

    Mas então ó Mister, porque não retiras a tua conta de lá como forma de protesto, já que te queixas e discordas tanto daquilo? Poderão perguntar alguns…

    Okay, eu confesso: Este Sermão das Oliveiras todo mais não foi que arranjar uma desculpa toda pomposa para legitimar e conspurcar a net com mais esse vídeo final aí, literalmente um “Tesouro Enterrado” descoberto aqui há dias e parece ser tido como o primeiro de todos os filmes de desenho animado porno o “Buried Treasure”.

     

    Hilariante! E que rebentava a escala de “Gostos” no Facebook, rebentava…

     

     

    Este post pode ser lido na continuação de Facebook : Censura não rima com Arte

    Paulo Jerónimo

  • Jogos Vídeo: Uma sub-Cultura? ……………………….. Jeux Vidéo: Une sous-Culture? …………………………

     

    Jusqu’au 9 janvier 2012, le Grand Palais consacre une rétrospective à l’histoire du jeu vidéo: Ce sont 40 ans qui illustrent des mutations esthétiques, graphiques…

    Mais certains ne peuvent rester indifférents, découvrant que les jeux vidéo voisinent des tableaux de Matisse, Picasso, etc..

     

    Source: Médias fr

    Nuno

     

     

    Até dia 9 de Janeiro 2012, o Grand Palais, em Paris, apresenta uma história do jogo vídeo.

    Foi preciso esperar quarenta anos para que se reconhecesse uma história cultural, gráfica e estética dos jogos vídeos.

    Mas nem todos vêem, pacificamente, esta retrospectiva exposta ao lado de obras de Cézanne, Picasso, etc..

     

    Fonte: Médias fr.

    Nuno

  • Porque o 3D não funciona e nunca singrará. …………………………………. Caso encerrado.

     

     

    Após o sucesso de bilheteira que foi Avatar tomei conhecimento do artigo de Walter Murch, descrito como o “designer” e editor de som mais respeitado no cinema moderno.

    Walter Murch, vencedor da academia de Oscars, é responsavel pelo desenvolvimento e introdução do sistema de som em canal 5.1 que revolucionaria o cinema elevando-o para um novo patamar a titulo sonoro, e basicamente na sua carta enviada a o 3D nunca singrará. Segundo o texto de Roger Ebert:

     

    Recebi uma carta que encerra, em meu entender, a discussão sobre 3D. Ele não funciona com o nosso cérebro e nunca Singrará.
    A noção de que somos convidados a pagar um prêmio para testemunhar uma imagem inferior por inerência de nos confundir o cérebro é ultrajante. O caso está encerrado.

     

    Na sua carta Murch explica, numa argumentação técnica, as dificuldades e questões que eu proprio me colocava ao assistir ao 3D, sem resposta para elas. É que ao longo dos anos, até hoje, o 3D sempre me gerou o desabafo de: “Isto soa a falso”.

    Passamos a traduzir a carta de Walter Murch à Roger Ebert, onde as inserções introduzidas em parentesês rectos são de minha responsabilidade, complementando o que entendo ser a interpretação da argumentação original do autor.   


    Walter Murch

      Olá Roger,

     

      Eu li sua opinião sobre o “Green Hornet”,

      e embora não tenha visto o filme, concordo

      com  seus comentários sobre 3D.

      A imagem 3D é escura, como menciona,

      e pequena. De alguma forma os óculos

      “reúnem-se com” a imagem – mesmo em uma

      tela Imax enorme –  e ao olhar-se sem óculos,

      a imagem aparece a meia distância.


      Eu editei um filme 3D na década de 1980,

      “Captain Eo”, e apercebi-me que o movimento

      horizontal estroboscópico ocorre muito mais

      cedo em 3D do que em 2D. Isto era verdade

    na época,e ainda é verdade agora. Tem algo a ver com a quantidade de energia do cérebro dedicada a estudar as bordas das coisas. Quanto mais conscientes estamos das bordas, mais depresa um efeito estrábico [desalinhamento/desfoque] salta à vista.


    O maior problema com o 3D, porém, é a “convergência / foco” associada. Um par de outras questões , tal como a escuridão e a “pequenez”, são pelo menos teoricamente solucionáveis. Mas o problema mais profundo é que o público deve focar seus olhos no plano da tela – que dizem estar à 80 metros de distância. A distância é constante e nada mais importa.
    Mas o que os olhos vêm na tela [a realidade tridimensional que se tenta representar] deveria convergir em talvez 10 metros de distância, de 60 pés [18mt], 120 pés [36mt], e assim por diante, dependendo da ilusão pretendida. Assim, filmes em 3D nos obrigam a concentrar em uma distância [sempre fixa: a distância a que estamos colocados da tela/ecrã]  mas convergem para outra [a distância (profundidade) variável da realidade filmada]. E 600 milhões de anos de evolução nunca apresentaram esse problema antes [ao cérebro]. Todos os seres vivos colocam os olhos sempre, focados e convergentes, no mesmo ponto.



    Se olharmos para o saleiro na mesa, perto de nós, vamos concentrar-nos em seis pés [182cm] e os nossos olhos convergem (tilt in) [movimento descendente] em seis pés. Imagine a base de um triângulo entre os olhos e o vértice do triângulo repousa sobre a coisa que está olhando. Mas, então, ao olhar pela janela e concentrar-se em 60 pés os olhos convergem também para 60 pés. O triângulo imaginário que tem agora “abriu” para que suas linhas de visão sejam quase – quase – paralelos uns aos outros.
    Podemos fazer isso. Filmes em 3D não funcionariam se não pudéssemos fazê-lo. Mas é como que estar a bater na cabeça e esfregando seu estômago, ao mesmo tempo: difícil. Assim, o “CPU” do nosso cérebro perceptual tem trabalho duro extra, e é por isso que depois de mais ou menos 20 minutos muitas pessoas têm dores de cabeça. Elas estão fazendo algo para o qual em 600.000 mil anos de evolução não foram preparadas. Este é um problema profundo que nenhuma quantidade de ajustes técnicos pode corrigir. Nada vai corrigi-lo de repente na produção “holográfica” real de imagens.

    Conseqüentemente, a edição de filmes em 3D não pode ser tão rápida quanto para filmes em 2D, devido a esta mudança de convergência: é preciso um número de milissegundos para o cérebro/olho “pegar” o que o espaço de cada “disparo” [plano/imagem] é, e ajustar.


    E, por último, a questão da imersão. Filmes em 3D lembram ao público que eles estão em um relacionamento “perspectiva” certos para a imagem. É quase um truque brechtiano. Se a história do filme tem realmente agarrado uma audiência na ilusão de que eles estão “dentro” da imagem, em uma espécie de sonho no espaço “sem espaço”, uma boa história vai dar-lhe mais dimensionalidade do que a assistência consegue realmente enfrentar.

    Portanto: escuro, pequeno, estrábico, induzindo dor de cabeça, alienante. E caro. A pergunta é: quanto tempo vai levar as pessoas a perceberem e ficarem fartos?

     

    Texto original | este post pode ser lido na continução/contradição de “A Transmissão Simbólica: Folheto N.º 8

    PC Jerónimo da Silva

  • Google God : O esquecer da cultura ………………….. Google God : L’oubli de la culture ………………………

     

    Google God est un essai théorique de Ariel Kyrou.

    Google prétend être Dieu et pense être la révélation de tous les rapports universels et de toutes les connaissances humaines.

    L’être humain n’est pas nature ( ou technologie ) mais surtout culture, au regard de son passé

    Qui croît à la neutralité de la technologie ancienne ou à celle de nos jours ?

     

    Source : Le texte de Ariel Kyrou : Google God

    Photo : Statuette de femme enceinte, Santarém / Trésors d’Amazonie ( Télérama hors-série, Mars 2005 )

    Nuno

     

     

    Google god é um ensaio teórico de Ariel Kyrou.

    Google pretende ser Deus e pensa ter sido e ser a revelação de todas as relações universais e de todos os conhecimentos.

    Google pensa ser um instrumento natural, esquecendo que a cultura não é natural.

    Alienação para bem da nação ?

    O Humano não é um ser natural, mas cultural em grande parte.

    Quem acredita que uma tecnologia possa ser neutra ?

     

    Fonte : O texto de Ariel Kyrou : Google God

    Foto :  Estatueta de mulher grávida, Santarém / Trésors d’Amazonie ( Télérama hors-série, Março 2005 )

    Nuno

  • A resistência do papel impresso

     

    ( Sem bateria no telemóvel ? )

     

  • MILLAU: A ponte mais alta do mundo ………………….. MILLAU: Le plus haut pont du monde …………………..

     

    Le plus haut pont du monde est situé dans le sud de la France et dépasse en hauteur la célèbre Tour Eiffel.Voir les photos de la construction ici.

    PC

     

     

     

     

     

    Com as marcas de 2460 metros de comprimento, 343 metros de altura, é a maior ponte do mundo já construida.

    Pesa 400.000 toneladas, resiste a ventos de 210 kilômetros por hora, custou 300 milhões de euros. Localizada a sudeste da França, supera em altura a célebre Torre Eiffel. Desafiando as leis da física, ultrapassando a dificuldade ortográfica do valle do río Tarn, a ponte tem 2.460 metros de autopista A-75 para descongestionar o tráfego e diminuir em mais de 100 kilómetros a rota que conecta París com o Mediterráneo. Sete países europeos, entre eles Espanha, participaram de sua construção. O desenho da obra é do arquiteto británico Sir Norman Foster.

     

    De autor(es) desconhecido(s)

    Com um especial obrigado pelos bons e-mails que me envia, ao Rafael Marcelino.

    Ver fotos da construção aqui .

    PC

  • A net e questões do modo de vida: cap 6

    Vi no blog do JB, e não resisti… ainda me estou a rir, apesar de que na moral da história possa haver algo com pouca, ou graça nenhuma. Apreciem:

     

    PC Jerónimo da Silva

  • DO XXI AO 31 (ed.2)

     

    Num estudo publicado em 2007 pelo jornal francês ‘Libération’, foram dados 46% dos jovens consumidores americanos como nunca tendo comprado um CD de música.

    O Compact Disc, que vimos entrar-nos pela casa dentro nos finais dos anos 80, viria ele próprio, em menos de 20 anos, a deixar de ser o símbolo duma tecnologia dominante.

    Com o popularizar dos computadores pessoais, que também começam a fazer parte da mobilia em cada vez maior numero de famílias, pela mesma altura, estavam criadas as condições  para a decadência no reinado do mercado  em suportes digitais, fossem música ou filmes. A “ignição” estava montada, e o rastilho aceso. Mas a “explosão” dá-se com o propagar da internet, e suas plataformas de trocas ou descarregamento de ficheiros, um “trinta e um valente” que se diz ser, o tiro de afundanço nas vendas de CD e DVD.

    Tal não era previsível no início, pois contrariamente à cantiga de 79, se o “Video  (didn’t) Killed the Radio Star”, certo é que: o CD, com a sua sonoridade mais “cristalina”, sem grainhas ou arranhões, mata as cassetes áudio e «aparentemente» arruma com os LP´s de vinil.

     

    No entanto, as aparências iludem e quando poucos o ousariam, eis um ressuscitar do velho e resistente formato: os  LP’s de vinil!

    Sem precisarmos de recuar no tempo, e paradoxalmente, nesta era do XXI  já vinha sendo notório,  paulatinamente, que os contemporâneos do vinil nunca abandonariam o velho formato, mas o mais curioso (!) , é observar a descoberta de adeptos cada vez mais jovens cuja idade lhes roubou a oportunidade de saborear os ritos envoltos naqueles mistérios encobertos num álbum de ‘papelão’.

    O ritual que passa pelo tirar da bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, olhar para a capa e apreciar o grafismo ou a mensagem envolta, a sonoridade dos graves e agudos mais puros, entre tantas outras coisas únicas neste centenário ‘formato’, são coisas que o CD disfarçaria mas não colmataria.

    PC Jerónimo da Silva

    publicado no Jornal ‘O Portomosense’ de 29/04/2010

    fontes do texto: excertos de cosmeticas.org